
Perante 65 jovens árbitros com idades entre os 15 e os 18 anos, 12 dos quais do sexo feminino, o portuense, 33 anos, foi um dos oradores sobre o tema “A Caminho do Topo”, defendeu que o facto de ter sido o melhor árbitro da última época “foi apenas um dos topos”, pois também tem ambições a nível internacional.Apesar de ter apelado a que os jovens “não encarem a arbitragem como um trabalho, mas sim como prazer”, Jorge Sousa admitiu que “a profissionalização da arbitragem será uma inevitabilidade, mais cedo ou mais tarde”. "Actualmente, até os dirigentes são profissionais", justificou.
O juiz portuense recordou os primeiros passos na arbitragem. “Eu não queria ser árbitro de maneira nenhuma, inscrevi-me no curso para receber um cartão da Associação para ver os jogos à borla”. No entanto, um “desafio interessante” durante a entrega das insígnias do curso levou Jorge Sousa a “não desistir sem experimentar”. “No fim do meu primeiro jogo, que foi de juvenis, já estava completamente viciado, numa contradição completa para quem na véspera pensava ir fazer um frete. Pelo contrário, adorei a experiência”, explicou, apontando o rigor, empenho, espírito de sacrifício e ambição como qualidades fundamentais para um árbitro.
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