sexta-feira, 27 de março de 2015

Vídeo: Agressão a árbitro pode valer suspensão por um ano

Meidson Maciel, do Jacuipense, poderá enfrentar uma suspensão de até um ano fora dos relvados, devido a uma agressão ao árbitro  Arilson Bispo da Anunciação, durante o encontro com a Juazeirense, a contar para os quartos de final do campeonato baiano. Tudo por causa de um alegado penálti por assinalar...


No relatório pós-jogo, o árbitro retratou toda a situação e deixa o jogador em maus lençóis: "Aos 45'+2 do segundo tempo, fui agredido violentamente com um soco efetuado pelas minhas costas, que atingiu a altura do meu peito, pelo Sr. Meidson Maciel dos Santos, n° 17, da equipa do Jacuipense, facto esse ocorrido com o jogo em andamento. Informo que a violência do soco me derrubou e, nesse momento, levantei e apliquei o cartão vermelho ao atleta. Ainda, no mesmo momento, o atleta expulso disse-me as seguintes palavras: 'ladrão, filho da p.., você tem que apanhar mesmo...'.


Além da suspensão desportivamente falando, Maciel poderá ser ainda alvo de uma ação na justiça, já que o árbitro da partida apresentou uma queixa crime contra o jogador na polícia local.




Fonte: Record

Árbitro do Portugal-Sérvia é um velho conhecido dos portugueses

O árbitro internacional italiano Gianluca Rocchi foi eleito para dirigir o Portugal-Sérvia, no próximo domingo, jogo do grupo I de qualificação para o Euro-2016, marcado para o Estádio da Luz (19:45). 

Será um reencontro entre o árbitro de 41 anos e a seleção portuguesa, depois do juiz italiano já ter apitado o jogo em que Portugal bateu o Chipre por 4-0, a 2 de setembro de 2011, então na fase de qualificação para o Euro-2012. 

Internacional desde 2008, Rocchi deverá suceder a Nicola Rizzoli como primeiro árbitro de Itália e a nível de competições da UEFA já esteve em vários jogos de equipas portuguesas, nomeadamente do FC Porto, Benfica e Sp. Braga. 

Jogos de Rocchi com clubes portugueses: 
Benfica-AEK, 2-1 (2009/10, fase de grupos da Liga Europa) 
Schalke-Benfica. 2-0 (2010/11, fse de grupos da Liga Europa) 
Liverpool-Sp. Braga, 0-0 (2010/11, oitavos de final da Liga Europa) 
APOEL-FC Porto, 2-1 (2011/12, fase de grupos da Liga dos Campeões) 
Villarreal-FC Porto, 3-2 (2012/13, fase de grupos da Liga Europa) 
Sevilha-FC Porto, 4-1 (2013/14, fase de grupos da Liga Europa) 


Fonte: Mais Futebol

Sandra Bastos em jogo da Liga dos Campeões feminina

A árbitra portuguesa, Sandra Braz Bastos, foi nomeada pela UEFA para arbitrar a 29 de março o jogo da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões feminina de futebol, entre o Frankfurt e o Bristol.
A “juíza” da Associação de Futebol de Aveiro dirigirá o desafio entre alemãs e inglesas no Estádio Am Brentano Bad, em Frankfurt.
Fonte: Sapo Desporto

Árbitros ameaçam boicote

Reunidos em Coimbra, exigem que a Liga lhes pague verba pela publicidade nas camisolas que utilizam.

Os árbitros e árbitros assistentes da primeira categoria estiveram anteontem reunidos em Coimbra para manifestar descontentamento pela posição da Liga em considerar que estes não têm direito a qualquer verba relativa a publicidade usada nas camisolas de jogo.

Fonte da arbitragem adiantou a O JOGO que os árbitros decidiram que em breve poderá ser tomada uma posição de força, como por exemplo pedidos de dispensa aos jogos, caso a Liga continue a recusar pagar as referidas verbas.

A estranheza dos árbitros prende-se com o facto de receberem há dez anos esse valor, que nunca lhes fora antes recusado. A verba que recebe cada árbitro depende do escalão a que pertence e do número de anos que está na primeira categoria.

Opinião de Prof. Dr. Manuel Sérgio: Qual o fundamento radical na arbitragem?

QUAL O FUNDAMENTO RADICAL NA ARBITRAGEM?


Como vejo futebol de alto rendimento, há quase 80 anos (o Estádio das Salésias conhecia-o eu, como se minha casa fosse, ele é uma das marcas inapagáveis da minha meninice e da minha juventude), desde cedo ganhei simpatia pelo árbitro, mais rodeado de uma paixão tão cega que me aflige do que daquela compreensão virginal que nem a casuística ainda soube corromper. 

Há bem pouco tempo, voava eu para Cabo Verde, no dia e na hora em que o Sporting Clube de Portugal homenageava o dr. Pedro Proença, árbitro de futebol, e de mim para mim lastimava o facto de não poder aplaudir, à vista de um público amante do desporto, a consciência adulta de um extraordinário árbitro de futebol e pessoa eticamente incorruptível. E mais: poder dizer, sem receio (como o tenho feito, noutras circunstâncias) que não sendo irrefragáveis, imunes ao erro, os árbitros portugueses mostram um respeito pela esfera de valores que consideram à sua guarda, que nunca é demais salientar. Repito-me: como vejo futebol de alto rendimento, há quase 80 anos, permitam-me que abrace em espírito (para o espírito não há distâncias) todos e cada um dos árbitros portugueses. O seu rude esforço físico e mental, para que o futebol seja futebol tão-só e não envenenado pelos sentimentos de muitos dirigentes e até doutras pessoas que se julgam com sapiência ex cathedra – bem merece o nosso sincero agradecimento. Pensem bem, meus senhores, sem os árbitros o que era o futebol federado? Um mar interminável de muita coisa feia! Escreveu o Miguel Torga, nos seus Ensaios e Discursos (Círculo de Leitores, 2002) que “a grandeza e a significação das coisas resulta do grau de transcendência que encerram. Só essa qualidade impalpável, luminosa, halo do aparente que as materializa, lhes dá perenidade” (p. 123). No meu entender, a transcendência é o sentido da vida e, porque o desporto é vida (e portanto mais do que uma Atividade Física) é o sentido do Desporto.
Os tempos atuais refletem o terror, o terrorismo, que nos assustam. Até a paz se chama “equilíbrio do terror”. A “segurança nacional” permite a violência do Poder. À competição sem freios convém o nome de “liberalismo”. Nem há quinhentos anos atrás, os escorbúticos heróis dos Descobrimentos espalhavam mais crime à sua volta. E a corrupção dos políticos e dos banqueiros? E a criminalidade organizada até por indivíduos e seitas que o dizem fazer, em nome de Deus? E a exploração de menores e de mulheres? E o crescimento selvagem, cego destruidor da natureza?... São filhos desta sociedade criminogénica, que parece funcionar, sem outro objetivo que não seja a guerra, a concorrência e o lucro, são portanto pessoas sofrendo de fundo “vazio existencial” (V. Frankl) muitos dos dirigentes, dos atletas, dos jogadores que os árbitros encontram no campo do desporto. 

Em 1977, o Noronha Feio e eu criámos, na editora Compendium, a coleção Educação Física e Desporto, procurando assim concorrer ao conhecimento, por parte dos estudiosos desta área do conhecimento, de obras importantes da literatura desportiva. Já então, há 38 anos, era para o Noronha Feio e para mim ponto assente que uma séria teorização do desporto estava por fazer-se, no nosso país. Cândido de Oliveira, Celestino Marques Pereira, António Leal d`Oliveira, José Esteves e poucos mais, embora o seu incontroverso valor, eram poucos para a grande façanha de alargar a consciência dos povos de língua e expressão portuguesa até ao que de mais livre e libertador, de mais científico e ético, de mais autêntico afinal, o desporto é e tem. Pensávamos também nos nossos alunos e colegas do ISEF de Lisboa, nos treinadores desportivos, nos professores de educação física, todos eles sedentos do convívio com autores de grande atualidade, inquietude e ousadia intelectual. Não é fácil esboçar o perfil de Noronha Feio, pela extrema variedade e pela invulgar sobreposição dos traços que o caracterizam. Refiro, com agrado, a exuberância do talento que o afirmou como um desportista de invulgar qualidade, como praticante, como dirigente, como estudioso, como escritor e como professor.

Mas queria eu escrever sobre o fundamental na arbitragem. É este o meu defeito: Já como professor o cometo, com certa abundância. Procuro ser interessante e persuasivo, mas saltarico de um tema a outro e os alunos e os leitores ficam sem saber qual o rumo do meu pensamento. “Nosce te ipsum” (Conhece-te a ti mesmo) aconselha o Sócrates (refiro-me ao que viveu antes de Cristo). No entanto, vou tentar apanhar o sentido global deste artigo. Para mim, o fundamental na arbitragem é a obrigação legal da justiça. Já o Kant (1724-1804) sustentava que a função do Direito, ou das leis, é delimitar a liberdade. 

O Direito não impõe o reconhecimento subjetivo dos deveres, mas o seu cumprimento enquanto normas legais. Um exemplo: posso discordar dos impostos, mas devo pagá-los, porque a lei o exige. Na vida política, justa é a ação feita de acordo com a lei. Os deveres específicos da moral pessoal, recomendados pela doutrina da virtude, referem-se à perfeição subjetiva do indivíduo. Estes atos são exclusivamente morais e nunca legais, como o exercício da cidadania é predominantemente jurídico e não moral. Para John Rawls, a justiça não acaba, nem começa, como moral ou como direito, porque se trata do princípio fundador de uma sociedade bem ordenada. Desde as primeiras linhas da sua teoria da justiça, J. Rawls mostra, com nitidez, a tese que anima o seu celebérrimo tratado (cfr. A Theory of Justice, Oxford University Press, 1990): “A justiça é a primeira virtude das instituições sociais, como a verdade é a primeira virtude dos sistemas de pensamento”. Mas ele não se adentra no conceito de justiça, em termos doutrinários; para ele, a justiça é equidade, na distribuição dos bens sociais. Na justiça, como equidade, se encontra o imperativo categórico de uma sociedade justa. 

Não sei se será uma tolice rematada, mas eu não escondo a simpatia pela máxima kanteana: “Age sempre de maneira que o teu procedimento possa transformar-se em lei universal”. No desporto, o que é justo, para o árbitro? Para tanto, o árbitro deve, em primeiro do mais, perguntar pela sua modalidade desportiva, numa perspetiva de fundamentação, através da prática, do estudo e do conhecimento das regras que a distinguem. Um árbitro, que pensa as suas funções, pensa a modalidade em que trabalha, não contemplando-a do ponto de vista exterior, mas na sua prática desportiva e social. O cumprimento das regras é o seu objetivo primeiro, portanto. Mas uma prática esclarecida supõe uma unidade básica entre o desporto, o desportista e a sociedade. E não basta saber as regras, para racionalizar uma situação desportiva. É o Homem que se é que triunfa no “agente do desporto” que se pode ser. 

O árbitro, no Desporto, um espaço pedagógico por excelência, deve ser um pedagogo também. Ora, como pedagogo, o árbitro terá funções punitivas, mas também de aconselhamento, valorização e reconhecimento do fair-play. O árbitro só é verdadeiramente justo, quando o que faz não é desprovido de conteúdo cognitivo, tanto prático, como científico e ético, de acordo com os objetivos últimos do desporto. Não basta saber as regras de uma simples modalidade desportiva, quando quem está a ser julgado pelo árbitro é um ser humano! Tem razão o Dr. José Lima, diligente responsável pelo PNED/IPDJ, quando propõe o “cartão branco” (para além do amarelo e do vermelho) , para o árbitro distinguir, salientar, relevar o comportamento de boa ética de um atleta, de um técnico, ou de um dirigente, durante uma competição. Vivemos tempos grávidos de mudança. 

Esta proposta do Dr. José Lima põe em evidência um árbitro novo, num futebol novo: um futebol e um árbitro tão singulsres quanto exemplares. Seria oportuno, neste passo, pedirmos apoio a Habermas, na sua crítica à ilusão objetivista da epistemologia positiva. Ficará para próximo artigo. O Desporto, como atividade humana e não unicamente física, contém realidades, como indelével tatuagem, que surgem para além, ou aquém, do enunciado das regras.E também aí o árbitro é (deve saber ser) imprescindível.  

Autor: Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto

Fonte: A Bola

Soares Dias na Nova Zelândia para honrar Proença e Benquerença

Árbitro portuense comenta nomeação para o Mundial Sub-20, no qual marcará ainda presença a Selecção Nacional da categoria.

Artur Soares Dias está naturalmente satisfeito pela chamada da FIFA para integrar o quadro de árbitros que irão participar no Mundial Sub-20, este ano, na Nova Zelândia.

O juiz portuense, de 35 anos, considera que o seu "objectivo já foi atingido", realçando a importância e a responsabilidade de corresponder ao "legado" de nomes como Pedro Proença ou Olegário Benquerença, antigos árbitros internacionais.

"A arbitragem portuguesa mantém-se nos grandes palcos internacionais. Tenho a grande responsabilidade de manter o legado dos meus antecessores, nomeadamente o Pedro Proença e o Olegário Benquerença", salientou, em declarações ao site da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

No campeonato do mundo de Sub-20, Soares Dias será auxiliado por Rui Licínio e Álvaro Mesquita.

O portuense Artur Soares Dias vai arbitrar no Campeonato do Mundo de futebol de sub-20 de 2015, a disputar na Nova Zelândia.

A Selecção Nacional, vencedora do Mundial Sub-20 em 1989 e 1991, vai defrontar as congéneres do Senegal, do Qatar e da Colômbia na competição, que decorrerá entre 30 de Maio e 20 de Junho.

Fonte: Renascença

terça-feira, 24 de março de 2015

Artur Soares Dias no Mundial de sub-20


Artur Soares Dias vai arbitrar no Campeonato do Mundo de futebol de sub-20 de 2015, que terá lugar na Nova Zelândia, de 30 de maio e 20 de junho.

O portuense de 35 anos vai chefiar uma das equipas de arbitragem nomeadas para o torneio, onde a Seleção portuguesa também marca presença, estando no mesmo grupo que Senegal, Colômbia e Qatar.


Fonte: Bola

Opinião: Quem defende os árbitros?

Há uma história que me encanta profundamente: a do pequeno Reino do Butão. 
  
Basicamente é uma monarquia cravejada nos Himalaias, entre a China e a Índia, que garantia ser o país mais rico do mundo por uma razão muito simples: media o PIB através da felicidade dos habitantes. 
  
Ora em matéria de felicidade não havia gente mais cheia de vida do que o butanês. 
  
Por isso o Butão desafiava qualquer emirado árabe a provar que conseguia ser mais rico do que aquele pedacinho de montanhas feitas de pedra e de gelo. 
  
Este crédito adquirido durante centenas de anos, no entanto, mudou: mudou no dia em que o príncipe deixou a televisão por cabo invadir o país. Até então havia só um canal e era estatal. A partir desse dia chegou a MTV, a VH1 e a Fashion tv.
  
O país descobriu por isso as marcas de roupa e de bebidas alcoólicas, de carros e de motas, de relógios e de jóias. Descobriu a ambição, a violência e a criminalidade. O que por arrasto demoliu as poucos o nível da tal felicidade de que o Butão dizia ser um caso ímpar. 
  
No fundo, e como já dizia João Calvino no século XVI, a ignorância era felicidade.
  
Ora um pouco como aconteceu com a história do Reino do Butão, tenho para mim que o futebol, sobretudo o futebol português, também era bem mais feliz quando vivia na ignorância: antes de a televisão invadir o relvado, portanto. 
  
As câmaras televisivas derrubaram a ignorância e trouxeram o conhecimento. 
  
Hoje em dia sabemos tudo. Se foi penálti ou se foi fora de jogo. Se tocou no jogador e de que forma lhe tocou. Se a bola bateu no braço, no antebraço ou no dedo mindinho. 
  
Sabemos até se um toque é suficiente para fazer um jogador cair ou não. 
  
Com isso, está bom de ver, o futebol perdeu o sorriso rasgado e a felicidade. Encheu-se, enfim, de teorias da conspiração. 
  
Este é um ponto sem retorno e não vale a pena ir por aí. O que vale a pena, e era a esse ponto que queria chegar desde o início, é aproveitar o conhecimento que a televisão trouxe para o jogo. Utilizá-la sem ser na perspetiva puramente negativa. 
  
Custa-me a entender, por exemplo, como a culpa cai sempre sobre as costas do árbitro. 
  
Lembro apenas dois casos recentes: no clássico do Dragão, Jackson simulou penálti por suposta falta de Tobias Figueiredo, não assinalado, e na Madeira Miguel Lopes foi expulso por uma falta sobre Tiago Rodrigues que não existiu: nem tocou no adversário. 
  
São dois casos apenas, haverá de certeza outros mais flagrantes. A minha memória para casos de arbitragem é fraca, admito: gosto de ocupar o cérebro com outras coisas. 
  
Mas o essencial é que é que num caso como no outro, o árbitro foi a vítima. Num caso não se deixou enganar, no outro deixou: caiu na mentira do jogador do Nacional. Porque não se trata de outra coisa: foi uma mentira. 
  
Uma grande mentira. 
  
Não entendo aliás como se desculpa os jogadores com a justificação que está apenas a fazer o trabalho dele. Não, não está. O trabalho dele é jogar à bola. 
  
Está a aldrabar alguém: está a roubar o árbitro e o adversário. 
  
É no fundo como fugir aos impostos, e esperar não ser descoberto. Ou não pagar uma dívida, e esperar que o tribunal não descubra a falcatrua. É o chico espertismo dos tempos modernos aplicado ao futebol. O que, como todos os chico espertimos, exige uma grande dose de desonestidade. 
  
O árbitro neste casos é apenas um mártir que muitas vezes acaba sacrificado. 
  
Por isso vale a pena voltar atrás para dizer que Liga ou Federação têm de fazer alguma coisa. Não importa quem: importa sim proteger o juiz. Importa aproveitar o conhecimento que a televisão trouxe para o futebol para punir a simulação e castigar a mentira: impiedosamente, como todas as mentiras devem ser castigadas. 
  
E era tão fácil: bastava querer. 
  
Caso contrário podemos pensar que até elas, a Federação e a Liga, têm interesse em alimentar este futebol feito de teorias da conspiração e de polémica. 


Um futebol, no fundo, de controvérsias e brigas, que olha para a televisão e vai ficando todos os dias um bocadinho mais infeliz. Como o Reino do Butão. 

Autor: Sérgio Pereira
Fonte: Mais Futebol

Árbitro «atropelado» em campo na Bundesliga (vídeo)

Um árbitro alemão foi literalmente atropelado num jogo da Bundesliga e teve de receber assistência para depois prosseguir o jogo. 

Aconteceu no decorrer da goleada do Eintracht Frankfurt ao Paderborn (4-0) num lance em que o árbitro em causa, Guido Winkmann, foi derrubado pelo impetuoso Marvin Bakalorz que só tinha olhos para a bola. 

O pobre juiz ficou caído no relvado, mas depois de receber assistência médica, deu continuidade ao jogo, com algumas dificuldades como pode ver no vídeo abaixo. 




Fonte: Mais Futebol

Pedro Proença: «Árbitros darão resposta positiva nesta reta final»

Pedro Proença, ex-árbitro, acredita que os seus antigos companheiros vão estar à altura das exigências nesta reta final da Liga, repleta de decisões. 
  
O antigo árbitro, que recentemente pendurou o apito, falou à margem da homenagem de que foi alvo no Funchal, por parte da Associação de Futebol da Madeira e do União da Madeira, emblema da II Liga. 
  
«Os árbitros estão sempre sujeitos a um escrutínio público, mas, com a sua experiência, darão uma resposta positiva na fase final da época», afirma Proença, citado pela Lusa. 

Sobre o futuro da arbitragem em Portugal, considera que a «sucessão natural irá acontecer, de forma tranquila», vendo valores de «grande futuro» no lote de árbitros em Portugal. 
  
Proença falou, ainda, da candidatura de Luís Figo, dizendo sentir-se «honrado por saber que um português tem todas as condições para poder ser eleito para o maior órgão do futebol mundial. Se tiver essa oportunidade, [Figo] irá regenerar o futebol mundial.» 


Fonte: Mais Futebol

sexta-feira, 20 de março de 2015

Vídeo: Árbitro cai sozinho e jogador aproveita para usar o spray

Um árbitro alemão foi literalmente atropelado num jogo da Bundesliga e teve de receber assistência para depois prosseguir o jogo. 

Aconteceu no decorrer da goleada do Eintracht Frankfurt ao Paderborn (4-0) num lance em que o árbitro em causa, Guido Winkmann, foi derrubado pelo impetuoso Marvin Bakalorz que só tinha olhos para a bola. 

O pobre juiz ficou caído no relvado, mas depois de receber assistência médica, deu continuidade ao jogo, com algumas dificuldades como pode ver no vídeo abaixo. 



Fonte: Mais Futebol

quarta-feira, 18 de março de 2015

Carro de árbitro incendiado no Chipre: o sexto ataque este ano

O carro do árbitro Leontios Trattos foi destruído esta terça-feira. A viatura foi regada com um líquido inflamável e, de seguida, o fogo foi ateado, segundo a polícia. Este caso não é o primeiro, uma vez que no ano passado foi também colocada uma bomba no automóvel deste mesmo árbitro. 

O carro encontrava-se estacionado na residência de Trattos, um bloco de apartamentos num subúrbio da capital Nicosia. 
O incidente é o mais recente de uma série de ameaças e agressões contra árbitros e as suas famílias no Chipre. Em janeiro, por exemplo, foi deflagrada uma bomba na casa em frente à mãe de um outro árbitro. Não houve feridos em nenhum dos ataques. 

Este é o sexto ataque com explosivos contra árbitros em menos de um ano e os juízes cipriotas exigem medidas, ameaçando igualmente entrar em greve. 

«Os árbitros não podem ficar de braços cruzados perante tais ataques, que afetam todos e estão a arruinar o futebol cipriota», afirmou Charalambos Skapoullis, membro da associação de árbitros.


Fonte: Mais Futebol

quinta-feira, 12 de março de 2015

João Capela: "Só peço que as pessoas respeitem os árbitros"

O árbitro João Capela comentou hoje as críticas de elementos do Vitória de Guimarães à sua arbitragem no jogo Boavista-Vitória de Guimarães, da 24.ª jornada da I Liga de futebol, pedindo respeito por todos os árbitros.
"As opiniões são de cada um, mas eu respeito sempre, só peço que as pessoas respeitem os árbitros", reiterou o lisboeta à margem da apresentação do cartão Branco/Fairplay, que decorreu hoje em Lisboa.
O árbitro, de 40 anos, afirmou que "as avaliações já foram todas feitas" e frisou que se deve "valorizar os aspetos positivos do futebol", reforçando a ideia de que "as críticas, se forem construtivas, serão sempre positivas".
Além de João Capela, José Fontelas Gomes, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), comentou o sucedido, referindo que os árbitros "não acham que fazem tudo bem".
"Não fugimos às críticas, nem achamos que fazemos tudo bem. Os clubes estão no direito de reclamarem, no direito de avaliarem aquilo que são os comportamentos dentro de campo, as arbitragens dentro de campo e isso é apenas uma forma de o fazer. Desde que a critica seja elevada, dentro de um espírito de construção e de melhorar a arbitragem portuguesa, estamos abertos a ela", disse.
No encontro que colocou frente a frente Boavista e Vitória de Guimarães, disputado no passado domingo, a equipa de Rui Vitória terminou reduzida a oito unidades, com treinador e presidente dos vimaranenses a contestarem a prestação de João Capela.
"Dirigi-me [a João Capela] de uma forma exaltada, naturalmente, disse-lhe que ele não prestava como árbitro e que não o cumprimentava mais", disse, na altura, Rui Vitória.
O técnico acrescentou ainda: "É inevitável falar da arbitragem deste jogo. Não se pode vir conduzir um jogo a tentar primeiro salvar a sua pele, porque os árbitros querem é ter boas notas. O árbitro não pode ter medo daquilo que o jogo pode dar. Desde muito cedo [o árbitro João Capela] condicionou a partida com cartões que achei desnecessários e despropositados. Acima de tudo, veio com medo de um Boavista-Vitória."
O presidente do Vitória de Guimarães, Júlio Mendes, mostrou-se igualmente indignado, tendo mesmo referido que esperava que o árbitro não voltasse a estar em jogos dos vimaranenses.
"João Capela, hoje, deixou ficar muto mal a classe que representa", disse, desejando ainda que o árbitro "não apite mais o Vitória".
Fonte: Sapo Desporto

VÍDEO: não marcou golo porque tinha um adversário lesionado

Mahmoud Zatara, da Jordânia, merece o reconhecimento. Num encontro da Taça da Ásia entre o Al Wehdat e o Al Nahda, Zatara surgiu isolado mas não quis marcar o golo porque tinha um adversário no relvado a pedir assistência. 

A equipa de Mahmoud Zatara já vencia (0-2), é certo, e jogava em superioridade numérica. De qualquer forma, fica a nota para o gesto de fair-play do jogador. O árbitro não interrompeu o lance e a atitude de Zatara justificou o aplauso dos atletas do Al Nahda. 




Fonte: Mais Futebol

quarta-feira, 11 de março de 2015

A mulher árbitro que faz sucesso em Itália


Elena Tambini é a mulher árbitro que está a fazer sucesso em Itália, combinando a sua actuação no terreno de jogo com o trabalho de relações públicas numa agência de eventos.

Se há um ano a italiana era quase uma desconhecida, a sua participação numa reportagem transmitida em Inglaterra deu-lhe uma popularidade inesperada, sendo agora, aos 26 anos, considerada a mulher árbitro mais sensual do país.

Numa questão de dias, a bela morena passou a ocupar as páginas dos jornais e foi protagonista de inúmeras reportagens que a deram a conhecer ao grande público.

Além do futebol, Elena trabalha como relações públicas e é responsável de comunicação numa agência de eventos de Milão, tendo exercido, ocasionalmente, a profissão de modelo.

"O que te define não é tanto aquilo que queres, mas o que fazes", esceveu como lema na sua página do Twitter. E o que esta jovem faz todos os fins-de-semana é arbitrar jogos amadores da Liga regional da Lombardia (Norte de Itália) , embora o seu grande sonho passe por voos mais altos, como arbitrar um dia jogos da Série A, competições internacionais ou, até, um Mundial.

Elena Tambini, que devido ao seu profissionalismo dentro das quatro linhas, já ganhou o respeito e a admiração de treinadores e jogadores, não desiste, no entanto, de lutar pela igualdade no futebol italiano, porque acredita que, se muitos árbitros masculinos dirigem partidas de futebol feminino, as mulheres, um dia, também poderão vir a poder arbitrar jogos masculinos no seu país.

A batalha de Tambini, contudo, já foi vencida em muitos outros países europeus como a Alemanha, Inglaterra ou França, por exemplo, onde mulheres árbitros já dirigem partidas de futebol masculinas. O mesmo sucede em Espanha, como o demonstra o caso de Marisa Villa, que em 2007 alcançou a primeira divisão. Ou Judit Romano, que muito recentemente já apitou jogos da Liga Adelante.

Enquanto aguarda também a sua oportunidade, Elena Tambini continuará a apitar o futebol amador, demonstrando que a beleza é compatível com a seriedade e o rigor necessários à arbitragem.

Fonte: Sábado