quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Premier League multa jogador por criticar árbitro nas redes sociais


O internacional francês Bacary Sagna, do Manchester City, foi multado em 40.000 libras (cerca de 46.200 euros) pela Federação Inglesa de Futebol (FA), por ter criticado um árbitro nas redes sociais.

Em causa está a publicação por Bacary Sagna, de uma imagem com o texto “10 contra 12” na sua conta do Instagram, após o triunfo sofrido da equipa de Pep Guardiola sobre o Burnley (2-1), a 02 de janeiro, para a 20.ª jornada da Liga inglesa de futebol.

Nesse encontro, o Manchester City terminou com 10 futebolistas, dada a expulsão do brasileiro Fernandinho, aos 32 minutos, pelo árbitro Lee Mason, após uma entrada dura sobre Johann Gudmundsson.

De acordo com a FA, a publicação, que foi apagada pouco tempo depois, “questionou a integridade do árbitro”, pelo que o organismo decidiu multar Bacary Sagna por “conduta imprópria”.


Fonte: Sapo desporto

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O terceiro golo do Boavista é legal? Sim, diz Duarte Gomes


O lance da última jornada na Luz (relativo ao terceiro golo do Boavista) levantou dúvidas e dividiu opiniões. Compreensivelmente. Foi, de facto, uma situação de análise muito difícil, porque a imagem que a sensatez oferece dá uma perspetiva muito clara de fora de jogo, mas a verdade é que a letra da lei sugere decisão oposta.

Mas não tomem a opinião como minha. Essa pouco importa. O que eu gostava mesmo era de levar a questão a outro nível. Para isso, parece-me fundamental que percebam o que dizem os livros sobre esta matéria.

Parece-vos bem?

Venham daí então. Vamos mergulhar na Lei 11 (Fora de Jogo) e esclarecer algumas ideias:

Primeiro. A mera posição de fora de jogo não é punida. Certo? Só se o jogador tomar parte ativa no jogo. Mas isso já sabiam...

Isso leva-nos então para a parte seguinte: o que é isso, de “tomar parte ativa” no jogo? Ora bem, segundo a lei, isso acontece em três circunstâncias:
a) Um jogador em posição irregular é punido se interferir no jogo (ou seja, se tocar ou jogar a bola).
b) É punido se tirar vantagem da posição em que se encontre (por exemplo, estando fora de jogo no momento do remate à baliza do seu colega e jogar a bola depois, quando esta sobrar para si após ressaltar no poste).
c) É punido se, estando em posição de fora de jogo, interferir com um adversário.

As alíneas a) e b) parecem muito claros e podem esclarecer dúvidas concretas sobre o lance de Luz: no primeiro, Schembri não tocou nem jogou a bola; e, no segundo, não tirou partido (direto) da posição ilegal em que se encontrava. Por isso, tudo legal.

Estão a acompanhar-me?

Isso remete-nos para alínea c): o que é “interferir com o adversário”?

A lei 11 explica-o em quatro etapas. Qualquer uma delas, a verificar-se, implica punição.

1. Impedir o defensor de jogar a bola, obstruindo claramente a sua linha de visão. Vimos que Schembri estava sozinho, em movimento contrário ao da baliza e ao tentar jogar a bola de calcanhar, não obstruiu, de forma clara, o ângulo de visão do adversário. Certo?

2. Disputar a bola com o adversário. Esta é mais fácil. A imagem evidencia que o avançado do Boavista não disputou a bola com qualquer adversário.

3. Tentar claramente jogar a bola que se encontre junto a si, quando esta ação tiver impacto no adversário. Não há dúvidas que o avançado do Boavista tentou tocar / jogar a bola quando ela passou por si.

Por isso, a pergunta do milhão de dólares está na segunda parte do ponto três: essa ação teve impacto no adversário?

Há quem entenda que sim. Que a ação do boavisteiro teve impacto na ação/movimentação de Ederson. É uma opinião legítima e aceitável. Mas lendo bem o texto da lei e analisando o seu alcance, acham mesmo que interferiu? Vejamos...

Uma conclusão de Curso da UEFA (no início da época 2015/16), esclareceu o que era essa coisa de ter impacto no adversário: é quando “o defensor vê a sua capacidade de jogar a bola atrasada, dificultada ou impedida pelo adversário que está em posição de fora de jogo”.

A imagem prova que Ederson estava, nesse momento, a cerca de 8/10 metros do lance (quer do avançado, quer da bola).

A essa distância, fará sentido falar em ”impacto sobre o adversário”, tendo em conta a forma como a UEFA o define.

Mas há mais.

A expressão “interferir com o adversário” é relativamente nova na lei. Ela substituíu a anterior, que era “influenciar”.

A substituição não foi um pormenor gramatical. Não foi inocente. As duas expressões têm, de facto, sentidos diferentes.

Influenciar significa persuadir, induzir alguém a fazer alguma coisa. Interferir é algo que sugere mais fisicalidade. Mais presença. Significa intrometer-se, imiscuir-se.

Isso quer dizer que o legislador entendeu que – no caso de ter impacto sobre o adversário – só poderia haver fora de jogo quando a proximidade entre o avançado em posição ilegal e o defensor fosse menor. Seguramente bem menor do que 8/10 metros.

Na prática, diria que estamos a falar de um, dois metros, sensivelmente.

Estamos de acordo numa coisa: é quase inconcebível que a lei permita que um jogador em posição irregular tão clara, tente de forma tão evidente jogar a bola (e só não o fez por mero acaso) e mesmo assim não seja punido por isso.

Mas a verdade é que a letra da lei, aqui esmiuçada em detalhe, parece indiciar que a decisão foi correta.

Lembrem-se: os árbitros não fazem as leis. Cumprem-nas. Concordem ou não com elas.

Fonte: tribunaexpresso

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A ciência, o fora de jogo e o árbitro assistente


A tarefa do árbitro assistente parece, aos olhos de quem vê os jogos pela televisão, bastante simples,
especialmente, quando as imagens de um fora de jogo são mostradas em modo fotografia. No entanto, e como a ciência demonstra, não é assim tão fácil assinalar um fora de jogo.

Deixamos uma reportagem para que seja possível entendermos mais um pouco sobre os fatores que atrapalham um árbitro assistente na altura de assinalar um fora de jogo.

Fonte: Rede Globo


Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 3

O ex-árbitro internacional Duarte Gomes volta a escrever sobre as leis do jogo, neste caso a lei 3, num texto que aqui se reproduz:

"Na rubrica de hoje, a terceira desde que iniciámos o objetivo a que nos propusemos, falaremos sobre outra das leis do futebol.

A Lei 3 - Os jogadores

É inegável que são eles os verdadeiros artistas do jogo. Os atores principais deste filme. São eles que desfilam classe, talento e magia. Mas a verdade é que também estão sujeitos a um conjunto específico de regras, plasmado nesta lei.

Comecemos então pelas mais fáceis:

O jogo é disputado por 11 jogadores de cada lado, sendo que um deles tem que ser o GR (obrigatoriamente).

A lei diz que nenhum jogo pode começar (ou continuar) se uma das equipas ficar reduzida a menos de 7, mas há uma exceção: se algum jogador decidir sair deliberadamente do relvado só para que a sua equipa fique em inferioridade numérica (estratégia), o árbitro pode aplicar a lei da vantagem - se ela for possível - mas após a interrupção seguinte, já não pode recomeçar a partida: é caso para dizer que aí "o tiro pode sair pela culatra"...

Outra fácil: podem ser feitas três substituições em jogos oficiais.

Nos jogos particulares, as equipas podem fazer as que entenderem, desde que cheguem a acordo e que informem o árbitro antes do início da partida.

Nos jogos particulares de Seleções AA já é diferente. Só podem ser efetuadas - no máximo - 6 alterações (e nas mesmas condições). A ideia aqui é não quebrar o ritmo de jogo com interrupções sucessivas.

Mais uma que pode ser útil: um jogador substituído não é obrigado a deixar o terreno pela linha de meio campo, mas pode fazê-lo por aí, se quiser.
Ou seja, o árbitro não pode obrigá-lo a sair pela linha mais próxima. É uma escolha do atleta (regra geral, voam pela linha que está mais perto quando estão a perder e saem calmamente pela de meio campo quando o resultado convém. Arriscam o amarelo mas, na prática, conseguem muitas vezes quebrar o ritmo de jogo). Nesta matéria, pensamos que a lei devia ser revista... certo?
Agora uma gira: sabia que qualquer jogador de campo pode trocar de lugar com o seu GR, durante o jogo? A condição é que o árbitro seja informado e que isso aconteça numa interrupção.
Mas se, por acaso, essa troca acontecer sem que o árbitro saiba, ela é validada na mesma (ou seja, o "novo" GR pode até jogar a bola com as mãos na sua área, sem ser penalizado por isso). A única coisa que a lei impõe aí é que, na primeira interrupção, o árbitro exiba amarelo a ambos. Meio estranho, mas é o que está escrito...

Mas há mais...
Por exemplo, o que fazer quando outras pessoas entram no terreno de jogo, com este a decorrer?

Se for um elemento oficial da equipa (treinador, por ex.), um suplente, um jogador já expulso ou até um elemento estranho (adepto, por ex.), o árbitro só interrompe a partida se essa pessoa "interferir" no jogo. Se isso não acontecer, "no passa nada" (claro que se for alguém ligado a uma das equipas, será sempre sancionado disciplinarmente).

Mas se essa interferência existir (por ex., o elemento a mais joga a bola ou impede fisicamente alguém de a disputar), o jogo é logo interrompido, a pessoa retirada do terreno e a partida recomeça com pontapé livre direto ou pontapé de penálti (caso a pessoa a mais seja alguém ligada ao clube). Se a interferência for provocada por um elemento estranho, a partida deve reiniciar com bola ao solo, no local onde ela se encontrava quando foi interrompida.

Já viram como não é tão fácil como parece? Vá, leiam de novo estes últimos parágrafos. À segunda parece sempre mais fácil.

Agora a parte mais interessante (alteração recente): se a bola se dirigir para uma das balizas e a interferência não impedir um defensor de jogar a bola, o golo é válido na mesma (mesmo que exista contato com a bola). A exceção é se a bola entrar na baliza adversária.
O crime não compensa...
Para terminar, outras notas importantes:

Se um jogador que tiver deixado o terreno com autorização do árbitro (por exemplo, para tratar uma lesão), regressar ao jogo sem o seu conhecimento, será advertido (ou seja, vê amarelo). Aí, o jogo só não será interrompido de imediato se esse jogador não interferir na partida ou então se houver lugar à aplicação da lei da vantagem. Caso o árbitro interrompa, das duas uma: ou assinala pontapé livre indireto (caso o atleta que entrou sem autorização interfira sem cometer qualquer falta) ou pune-o de acordo com a lei, caso ele tenha realmente infringido (por ex, com livre direto se, ao reentrar sem permissão, ele jogue a bola com a mão no meio campo ou com pontapé de penalti, se ele rasteirar um adversário
na sua área). Ufa!

2. Se após ser obtido um golo, o árbitro perceber - antes do jogo recomeçar - que havia uma pessoa a mais (por exemplo, uma das equipas estar a jogar com 12), deve:
  • Invalidar o golo se a pessoa a mais estava oficialmente ligada à equipa que marcou ou se tratava-se de um elemento estranho que interferiu diretamente na partida (atenção: ver exceção sublinhada, uns parágrafos acima).
  • Validar o golo, se a pessoa a mais estava oficialmente ligada à equipa que sofreu o golo ou se tratava-se de um elemento estranho que não teve interferência no jogo.
  • Por último, a bronca: se o árbitro só se aperceber disso (que estavam pessoas a mais no momento no momento em que um golo foi marcado) após o jogo ter reiniciado com pontapé de saída... nada a fazer. O golo vale na mesma, seja em que circunstâncias for. E o juiz de campo assume o erro (gravíssimo) e relata os factos no seu relatório à entidade organizadora dessa prova. Este seria um "erro de direito" que seguramente daria direito a protesto e a repetição de jogo...
Já está. Não tudo, mas parte do que mais importa. As mais desafiantes ainda não chegaram.
Para a semana há mais...
Até lá. "

Se quiser ler sobre as outras leis poderá fazê-lo aqui:


Fonte: Jornal Expresso

sábado, 14 de janeiro de 2017

Jogador faz golaço, Pede namorada em casamento e.... Leva cartão Amarelo (Video - Humor)



Ashton Surber, do Napa Rovers, foi o principal personagem na goleada de 5 a 1 sobre o Guam Shipyard, pela liga local de Guam, que fica localizado na Oceania.

O camisola 11 marcou um grande golo de bicicleta e na comemoração pediu a namorada em casamento com uma camisola debaixo do equipamento com a seguinte frase: "Casa comigo?".

Apesar do gesto romântico, o árbitro cumpriu as regras e advertiu o jogador com o cartão amarelo.
Mas o mais importante é que ela disse sim :D

Veja o vídeo:



Fonte: Lance


Vídeo-árbitro na Taça de Portugal




Encontros dos quartos de final da Taça de Portugal entre Estoril e Académica e Benfica e Leixões servirão para testar de novo o vídeo-árbitro.

Os encontros entre Estoril e Académica, dia 17 de Janeiro, às 18h15, e Benfica e Leixões, dia 18 de Janeiro, às 20h30, terão novos testes ao vídeo-árbitro, conforme já estava estabelecido pela Federação Portuguesa de Futebol.

À semelhança do que sucedeu na Supertaça Cândido de Oliveira e nos encontros da V Eliminatória da Taça de Portugal, nos encontros entre Real e Benfica e Vitória de Guimarães e Vilafranquense, a utilização desta ajuda tecnológica será feita de forma offline, pelo que qualquer erro detetado não será transmitido aos árbitros dos encontros.

Recorde-se que o International Board (IFAB) e a FIFA escolheram, em junho de 2016,  Portugal, Alemanha, Holanda, Brasil, Estados Unidos e Austrália para testar o vídeo-árbitro (VAR) nas suas competições.

Fonte: FPF

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Nomeações Liga Nos











Liga Nos

FC Arouca SDUC vs Estoril Praia SAD
Árbitro: Tiago Antunes
Árbitros Assistentes: Miguel Aguilar e Pedro Miguel Ribeiro
4º Árbitro: João Bento
Observador: Agostinho Silva

Belenenses SAD vs Rio Ave FC SDUQ
Árbitro: João Matos
Árbitros Assistentes: Paulo Vieira e Nélson Cunha
4º Árbitro: Bruno Paixão
Observador: Jorge Correia

Benfica SAD vs Boavista SAD 
Árbitro: Luís Ferreira
Árbitros Assistentes: Luís Cabral e José Gomes
4º Árbitro: Rui Piteira Rodrigues
Observador: Artur Cadilhe

SC Braga SAD vs CD Tondela SDUQ
Árbitro: Hélder Malheiro
Árbitros Assistentes: Rui Cidade e Bruno Jesus
4º Árbitro: Manuel Mota
Observador: Paulo Costa

GD Chaves SAD vs Sporting SAD
Árbitro: Nuno Almeida
Árbitros Assistentes: Paulo Ramos e Rodrigo Pereira
4º Árbitro: Fernando Lopes
Observador: Tomás Santos

CD Feirense SAD vs Vitória SC SAD 
Árbitro: Jorge Sousa
Árbitros Assistentes: Álvaro Mesquita e Manuel Freitas
4º Árbitro: Humberto Teixeira
Observador: António Brandão

Marítimo Madeira SAD vs FC Paços de Ferreira SDUQ 
Árbitro: Manuel Oliveira
Árbitros Assistentes: Tiago Leandro e André Dias
4º Árbitro: João Sousa
Observador: Humberto Gonçalves

FC Porto SAD vs Moreirense FC SAD 
Árbitro: Fábio Veríssimo
Árbitros Assistentes: Paulo Soares e Pedro Felisberto
4º Árbitro: Hélder Lamas
Observador: Luís Ferreira

Vitória FC SAD vs CD Nacional Futebol SAD
Árbitro: Gonçalo Martins
Árbitros Assistentes: Sérgio Jesus e Rui Fernandes
4º Árbitro: Hugo Miguel
Observador: Fernando Ilídio

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A difícil missão...


Fonte: Cartoon de Ricardo Galvão em Jornal "A Bola"

A sensual árbitra russa que dá nas vistas dentro e fora das quatro linhas


Sem o equipamento com que impõe as regras nos relvados, a árbitra de futebol russa Ekaterina Kostjunina entra "com tudo" nas redes sociais e exibe toda a sua sensualidade em fotografias com pouca roupa e muito ensaiadas.

Ekaterina chamou a atenção da imprensa internacional pelas imagens de beleza que tem partilhado no Instagram onde reúne mais de 77 mil seguidores.

As fotografias em trajes de praia são as mais comentadas, mas também há registos do seu trabalho na arbitragem onde exibe uma imagem mais discreta do que aquela que a descreve fora dos relvados.

Com curvas de manequim e com créditos firmados nas leis do desporto-rei, tendo-se tornado árbitra profissional ainda muito jovem, a beldade é muito admirada na Rússia.

...


Fonte: JN

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Comunicado do Conselho de Arbitragem sobre a reunião com os clubes


O CA da Federação Portuguesa de Futebol promoveu esta tarde, na Cidade do Futebol, uma reunião com os clubes do futebol profissional.

Foi um encontro de trabalho franco, aberto e por isso proveitoso. Aliás, aproveitamos desde já para anunciar que o Conselho de Arbitragem tenciona levar a cabo reuniões deste género também no início e no final de cada época.

O Conselho de Arbitragem mantém canais de diálogo abertos com os clubes e estará sempre recetivo a ouvir as sugestões de dirigentes, treinadores e jogadores, no sentido de construirmos, em conjunto, um Futebol cada vez mais forte.

O Conselho de Arbitragem – este Conselho de Arbitragem – nunca se fechará atrás de muros, desculpas fáceis ou corporativismos. Sabemos que já cometemos erros e que provavelmente vamos cometer mais. Sabemos que os árbitros cometem erros. E eles também sabem porque semanalmente o sentem.

Aceitamos a crítica, se ela for construtiva. E sabemos que a arbitragem será sempre uma área potencialmente geradora de críticas.

 Mas nunca aceitaremos que os árbitros sejam os bodes expiatórios de insucessos.

Uns organizam as competições, outros têm de treinar e de jogar, outros gerem os seus clubes, os árbitros arbitram, outros ainda aplicam a justiça desportiva. Cada qual cumpre as suas atribuições e funções. O Conselho de Arbitragem, a que presido, gere os árbitros e a arbitragem. E não permite magistérios de influência, de comentadores, de ex-árbitros, de alguém ou de alguma organização em particular, sobre a arbitragem e sobre este Conselho.

Gostaríamos de terminar com uma mensagem de esperança, tal como tivemos oportunidade de dizer aos clubes: todos juntos seremos capazes de fazer melhor.

Estamos a apostar forte na formação, na melhoria das condições de treino e dos métodos de avaliação.

Sabemos o sacrifício que os árbitros fazem, o que suportam e sabemos que serão, também eles, capazes de melhorar.

Acreditamos que depois da reunião de hoje os clubes passaram a ter mais ferramentas para compreender o trabalho profundo que está a ser feito no setor da arbitragem.

Com a abertura que caracteriza este Conselho de Arbitragem, informamos que os documentos apresentados na reunião com os clubes foram disponibilizados online, para livre consulta dos adeptos.

O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol

Podem visualizar o documento de seguida:




Fonte: FPF

A razão de Luís Godinho

O Referee Tip sempre em busca da verdade e na defesa do bom nome da arbitragem e dos árbitros, decide publicar as imagens que sustentam a decisão do árbitro Luís Godinho durante o jogo da Taça CTT, Moreirense vs FC Porto, em que depois de um choque com o jogador do Porto e internacional português Danilo Pereira, interrompeu o jogo para advertir o jogador, que por ser a segunda advertência levou à sua expulsão.

O árbitro Luís Godinho, que a partir de 2017 passa a ostentar as insígnias da FIFA, foi fortemente criticado pela sua decisão, levando alguns a afirmar que a arbitragem nacional era motivo de chacota a nível mundial, até porque as imagens do choque e consequente decisão se tornaram virais.

Agora com as imagens de outro ângulo, tudo se aclara, levando a que alguns sites internacionais tenham mudado a sua perspetiva e a fazer nova notícia para dar razão ao árbitro português, como se pode constatar no site espanhol arbitro10.

Fonte: Jornal Record


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Árbitros espanhóis vão denunciar Piqué

Lá como cá parece ser uma tendência esconder os maus resultados atrás das arbitragens.

Agora foi Gerard Piqué, jogador do FC Barcelona a acusar os árbitros de alguma diferença de tratamento entre o FC Barcelona e o Real Madrid CF, deixando no ar a ideia de alguma proteção para os "merengues".

Estas insinuações levaram a que o presidente do Comité Técnico de Árbitros em Espanha, Victoriano Sanchez Arminio, anunciasse que os árbitros espanhóis se preparam para denunciar o jogador do Barcelona.

 Fonte: Jornal A Bola

Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 2

Como já tínhamos anunciado anteriormente, o ex-árbitro internacional Duarte Gomes estará a escrever no jornal Expresso durante 18 semanas um artigo por semana sobre cada uma das 17  leis do futebol mais 1, a do bom senso.

Já está disponível o seu segundo artigo que aqui reproduzimos:

"Depois de na semana passada termos aqui falado sobre o palco onde tudo acontece (na Lei 1 - O Terreno de Jogo), passamos hoje para a segunda das regras que regem as Leis de Jogo.

É que, sem bola, não há brilhantismo individual, não há jogadas coletivas, não há fintas estonteantes nem trivelas fantásticas. Sem bola não há golos memoráveis, não há bruaaaá das bancadas, não há futebol, não há jogo. Certo?

Vamos a isso, então...

Regra de ouro: a bola tem que ser esférica (que é como quem diz, redondinha). Difícil esta, não era? Depois, tem que ser feita de material adequado. Não pode ser de chumbo, esferovite, algodão ou afins. Não dava lá muito jeito, digo eu. Couro, por exemplo, serve muito bem.

Agora a parte curiosa: a bola, no início do jogo, tem que pesar menos de meio quilo (situa-se, mais concretamente, entre as 410 e 450 gramas). E dizemos "antes do jogo" porque, se por força de chuvas torrenciais ou outras intempéries, ela se tornar um pouco mais pesada durante a partida, o jogo continua. Entendido?

Outras curiosidades: o perímetro da bola, que é no fundo a medida da sua circunferência, deve ter entre 68 e 70 cm. Nem mais nem menos. E, já agora, a sua pressão obedece a regras bem restritas: deve ser a equivalente a 0.6 e 1.1 atmosferas, ao nível do mar. Ou seja, tem que estar no ponto, apta - o suficiente - para saltar e ser pontapeada pelos jogadores, mas sem ar a mais nem ar a menos.

Como é que uma coisa tão pequenina pode exigir tanto rigor?

Para o adepto, a bola é apenas uma bola. Para quem dirige e para quem joga, é mais, muito mais do que isso. De forma a confirmar todas essas premissas e imposições legais, os árbitros veem todas as bolas disponíveis para o jogo, antes do início da partida, no seu balneário.
Munidos de um manómetro, testam - uma a uma - todas as bolas que poderão entrar no jogo. Não pode haver deslizes, mesmo naquilo que aparentemente são meros pormenores. São, em média, entre oito e dez o número de bolas que os clubes visitados devem apresentar. Quando o jogo começa, as bolas - à exceção daquela que iniciará a partida - são distribuídas pelos apanha-bolas, que estão dispostos em torno do terreno de jogo.

Mas há mais.

Nas competições aprovadas pela FIFA não pode haver nelas qualquer tipo de publicidade e todas as consideradas "oficiais" devem ter um logotipo que o confirme (de entre três que foram aprovados). Porquê? Porque só assim se confirma que ela foi devidamente testada e satisfaz os requisitos mínimos da Lei 2. Caso esses selos de qualidade não existam, as bolas não podem rolar nos relvados do futebol profissional.

Agora algo mais prático: se, no decurso de um jogo, a bola tornar-se defeituosa (ou seja, perder ar ou furar, por exemplo), o árbitro deve interromper de imediato o jogo. Depois deve substituir a bola por outra em condições. Só de seguida deve recomeçar a partida com uma bola ao solo, a efetuar no local onde ela se encontrava no momento em que o jogo foi interrompido.

Sobre esta nota, duas considerações importantes:

- Futebol não é basquetebol. Lá não há "bola ao ar"! Há "bola ao solo". E nessas, a bola só entra em jogo (que é como quem diz, só pode ser disputada pelos jogadores) depois de tocar, efetivamente, no solo. Nunca antes disso.

- Se, por acaso, a bola ficasse defeituosa dentro de uma das áreas de baliza (que o adepto conhece como pequena área), a bola ao solo não seria exatamente no local onde ela estava quando o árbitro interrompeu o jogo, mas sim "na linha da área de baliza, paralela à linha de baliza, no local mais próximo onde a bola se encontrava, no momento da interrupção". Trocando por miúdos: não fazia sentido fazer uma bola ao solo tão pertinho da linha de baliza (imaginem os pontapés e empurrões de quem defende e quem ataca). Por isso, nesses casos, a lei achou mais sensato (e eu concordo) afastar um pouco a bola da zona de potencial confusão.

Quase a terminar, nota para uma exceção importante e que acontece quando a bola perde as suas condições esféricas nos pontapés de penálti (seja em tempo normal de jogo, seja para achar vencedor): caso isso se verifique quando ela é pontapeada para a frente mas antes de tocar em qualquer outro jogador, na barra ou poste... o penálti deve ser sempre repetido.

Exemplo dessa exceção:

⁃ A bola é chutada e rebenta no seu trajeto, mas antes de chegar à baliza: aí o penálti é repetido. Porquê? Porque não foi considerado efetuado. Não terminou o seu efeito.

Exemplo da aplicação da regra geral:

⁃ A bola rebenta depois de bater no poste, na barra ou após defesa do guarda redes: aqui já deve ser executada bola ao solo. Porquê? Porque aqui o penálti já terminou o seu efeito. Considera-se que a bola só rebentou "à posteriori", daí aplicar o princípio geral.

Entendido? Muito bem. Nota final:

Além daquelas que são distribuídas aos jovens que cumprem a função de apanha-bolas (e que aqui já referimos), há também a opção (não obrigação) de colocar outras bolas que ao redor do relvado (em vários pontos, a cerca de um metro da linha lateral, para acesso mais rápido dos jogadores em casos de lançamento lateral, por exemplo). A ideia é tornar o jogo mais célere e dinâmico. Lá foi o tempo em que a bola saía do estádio e eram os suplentes que as iam buscar à estrada, enquanto jogadores e árbitros aguardavam pacientemente (na verdade ainda acontece em muitos jogos, sobretudo distritais... mas seria inadmissível no futebol profissional).

E pronto. Podem respirar. E reter.

Porque jogar à bola não custa, mas perceber o jogo a sério dá um pouco mais de trabalho (esperem até falarmos das leis mais complicadas...).

Para a semana há mais. E nas seguintes também. Fiquem por perto."


Fonte: Jornal Expresso

APAF repudia violência contra árbitros

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) através de comunicado repudiou as recentes ações praticadas contra os árbitros, solicitando moderação a todos os agentes envolvidos no futebol.

"A APAF repudia todas e quaisquer ameaças cobardes de que têm sido objeto os árbitros, agentes de arbitragem e as suas famílias.
É uma situação inaceitável a qual é necessário que a cessem no imediato.

Os Clubes devem também condenar veementemente estas atitudes que desprestigiam o futebol e o desporto nacional.

Este é um momento demasiado grave e a condenação não pode deixar margem para dúvidas.
A necessidade de intervenção das forças policiais – em quem depositamos toda a confiança - é sinal do tempo em que vivemos.


A APAF exige que dirigentes, treinadores e jogadores deixem de se esconder atrás dos erros dos árbitros.

Os agentes da arbitragem são os que mais têm assumido os seus erros, está na hora de todos os agentes desportivos assumirem igualmente os seus próprios erros, esses que muitas das vezes são escamoteados.

A APAF e os árbitros estão disponíveis para irem até às últimas consequências na defesa do seu bom nome, da sua segurança pessoal e das suas famílias.

A APAF confia que os agentes desportivos saberão reencontrar já este fim-de-semana o equilíbrio, permitindo que as equipas de arbitragem das competições profissionais voltem a ter as condições essenciais ao normal desempenho da sua atividade.

Pedimos, igualmente, contenção á comunicação social para que o futebol saia vencedor.
Importa que todo o futebol nacional e amador se una na pacificação e paz, sem esquecer o futebol mais jovem.


Com os melhores cumprimentos,
Luciano Gonçalves"


Fonte: APAF

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ser árbitro no distrital, por Adriana Correia

A ex-árbitra e atual observadora Adriana Correia escreveu no seu blog pessoal uma importante reflexão sobre como é ser árbitro nos campeonatos distritais.

Adriana Correia dirige a publicação a todos os agentes desportivos, aos agentes envolvidos indiretamente no fenómeno futebol e obviamente a quem puder interessar.

O artigo põe em perspetiva o que é que um árbitro sente quando tem numerosas decisões para tomar e ainda é obrigado a lidar com a pressão externa de quem coloca em causa a integridade da pessoa "por detrás" do árbitro.

Escreve assim Adriana Correia:

"Antes demais é obrigatório fazer esta distinção: vou apenas falar sobre arbitragem de futebol distrital.

Ser árbitro!
Quem o é sabe bem o que é e como é!
Quem não é e nunca foi, aqui vai uma tentativa de resumo para perceberem o que é ser árbitro.

Caros jogadores, elementos técnicos, dirigentes e caros apoiantes dos clubes:
peço aos que têm filhos que vejam um jogo a pensar que o árbitro poderia ser vosso filho. Aos que não têm... pensem que o árbitro poderia ser vosso pai/mãe... ou vocês próprios.

Primeiro é necessário distinguir o árbitro da pessoa. Eu fui árbitra de futebol mas sou a Adriana Correia. É verdade que errei enquanto árbitra mas também erro enquanto 'a pessoa' Adriana Correia.
Não devem por em causa a honestidade, valores e princípios da minha pessoa.

Já pensaram quantas decisões um árbitro toma por jogo? Assinalo/não assinalo, lançamento para a equipa A ou B, cartão amarelo ou cartão vermelho?! Tudo isto num segundo, em corrida/movimento e num piscar de olhos? No universo de decisões que tomamos apenas em 90 minutos (ou menos, dependendo do escalão), é natural errarmos! E o erro não pressupõe intenção. Logo, devem pensar bem antes de dizer que os árbitros roubam, porque roubar pressupõe intenção. Os árbitros são seres humanos, erram como todos. E erram muito pouco perante o enorme número de decisões que tomam durante apenas um jogo.



Depois é preciso pensar que estamos a falar do futebol distrital. Não me falem em "roubar" ou em "estarem comprados".... por favor!!, maior parte dos clubes têm de se gerir com um orçamento muito justo e apertado para fazerem face às suas despesas, portanto isso nem sequer faz sentido.

Tenho visto diversos jogos de distrital e importa também realçar que o público reclama e chama nomes ao árbitro só e apenas porque sim. Não sei se é libertação de stress ou de frustrações, mas peço a esses apoiantes que se ponham no lugar do árbitro pelo menos por 10 minutos. Façam esse exercício. Imaginem-se lá dentro, ponham clubismos de parte.

Muitas pessoas ainda pensam que o árbitro vai para o campo com o saco dos equipamentos, 'apita' e sai. E pronto, é isto.
Não!, não é!

Um árbitro empenhado treina 2, 3, 4 vezes por semana. Antes ou depois de um dia de trabalho, lá vão eles treinar. E não vão só dar "umas corridas"... fazem treino específico, correm muitos km's, treinam a componente técnica no relvado. Quando saem (à noite) já são mais do que horas de jantar. Normalmente uma vez por semana vão a um núcleo de árbitros, onde discutem casos de jogo, tiram dúvidas (sim!, também têm dúvidas), aprendem mais e mais. Nestes dias a hora de chegada a casa é por volta de meia noite. E agora pensem... e a família?
Têm de estudar constantemente... têm de estar atualizados e têm de cumprir provas físicas e escritas algumas vezes por época.
No fim de semana normalmente sai-se de casa as 7h/8h da manhã de sábado e domingo e chega-se tarde. E vocês pensam: "ah mas o meu filh@/marido também, porque também têm jogo". Os vossos filhos/maridos têm apenas um jogo no fim de semana. Os árbitros têm 3/4/5 ou mais jogos (dependendo se fazem futebol 7).
Saem de manhã cedo, com sol, chuva, vento ou frio e vão arbitrar.
Estão o fim de semana todo longe da família.
Muitos são infelizmente ameaçados e agredidos. A sua integridade física e emocional é posta em causa.
Arbitram, tenham tido uma semana má de trabalho ou problemas emocionais em casa. E não levam os problemas para dentro do campo.
Correm muito.
Ganham pouco e apenas para os gastos. E recebem muitas vezes 2/3 meses depois.
Há o desgaste físico e emocional da quantidade de jogos que fazem...

... e por cima disto tudo.... ainda ouvem constantemente insultos de pessoas que não fazem sequer o pequeno esforço de pensar que aquela pessoa, que está ali por gostar efetivamente do que faz (sim, porque é mesmo preciso gostar!),
podia ser seu filho/marido/namorado/familiar... ou você próprio!

Pensem só um bocadinho nisto."


Fonte: Blog - Dri Just get a better world