sábado, 18 de fevereiro de 2017

Até o "bandeirinha" ficou doido!

No jogo Santos vs São Paulo a contar para o campeonato estadual de São Paulo, um dos árbitros assistentes desse jogo mostrou as suas emoções aos ver uma finta que um jogador do Santos aplicou.

Parece-nos que o árbitro assistente temeu pela saúde dos rins do defensor!

Fonte: Record


Jorge Sousa apita e encanta no Catar: querem-no de volta

Como tínhamos referido anteriormente, Jorge Sousa esteve no Catar a arbitrar um encontro da equipa de Jesualdo Ferreira.


Numa espécie de "Sporting-Benfica", portugueses sobressaíram e somam elogios da Imprensa.

Elogios para um árbitro não são muito comuns e os portugueses até têm tido mais críticas negativas do que positivas... Jorge Sousa, juiz portuense, dirigiu o Al-Sadd, equipa treinada por Jesualdo Ferreira, contra o Al-Arabi, um encontro habitualmente muito renhido, já que se trata de duas das equipas mais tituladas do país onde em 2022 se realiza o Mundial de Futebol. Jorge Sousa esteve em excelente plano, ao ponto de a Imprensa pedir a presença do árbitro português em mais jogos. O trabalho do árbitro portuense foi classificado como "de grande nível".

A goleada favorável à equipa de Jesualdo Ferreira (7-0) e que significou também a liderança da liga do Catar, pode dar a ideia de se tratar de um jogo fácil e questionar até se haveria motivo para recorrer a um árbitro internacional. Acontece que um encontro entre o Al-Sadd e o Al-Arabi é o correspondente, em termos de adesão do público, de rivalidade, a um verdadeiro dérbi, tipo um Sporting-Benfica. Para jogos de alto risco, a federação do Catar não facilita e recorre a árbitros internacionais. Foi o que fez neste caso, em que a equipa de Jesualdo Ferreira, onde atua Xavi Hernández, acabou por fazer um resultado tremendo, frente a um rival de sempre. Com este resultado, o Al-Sadd assumiu a liderança do campeonato, aproveitando a derrota do Lekhwiya com o Umm-Salal (1-2). O Al-Sadd tem os mesmos pontos do Lekhwiya (50), os mesmos golos marcados (65), mas tem menos sofridos (19 contra 28) e é por isso o líder, quando faltam cinco jornadas para o final da prova.

No jogo de anteontem, o argelino Bounedjah (25 anos) marcou cinco golos e contabiliza já 21. Esta não a primeira goleada aplicada pela equipa de Jesualdo Ferreira, que tem uma média superior a três golos por jogo. Os jornais que destacam o facto de o professor Jesualdo Ferreira ter apostado em jovens do Catar para fazer a base da sua equipa. Aliás, uma das dificuldades do Al-Sadd tem sido precisamente os compromissos da seleção nacional, que acabam por recrutar mais de metade do habitual onze utilizado por Jesualdo Ferreira.

Fonte: O Jogo

Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 7

Abordamos hoje a regra que fala sobre o tempo que dura um jogo de futebol. Uma normal simples e fácil, de leitura acessível, que foca, entre outros, aquele que é um dos aspetos mais debatidos do futebol moderno: as perdas de tempo.

Regra de ouro - um jogo de futebol (a lei aqui refere-se apenas aos jogos de seniores) divide-se em duas partes de quarenta e cinco minutos cada.

Esta era fácil, não era?

Mas o certo é que pode ter outra duração, desde que o regulamento da competição o preveja e que, quer o árbitro, quer as duas equipas estejam de acordo, antes do início do jogo.

Exemplo da exceção: partidas de torneios particulares em que o seu regulamento indique que cada parte terá apenas 35m ou 40m.

No meio dessas duas partes, há uma premissa inabalável: o direito ao intervalo.
Esse período de descanso, segundo a lei, não pode durar mais do que quinze minutos.

Considera-se que é o suficiente para permitir a recuperação de todos os intervenientes.

No entanto, também aqui se permite que esse período possa ser diferente, caso o regulamento da competição especificamente o indique.

Qualquer alteração ao tempo de intervalo só pode ocorrer com consentimento do árbitro.

Agora vamos à parte mais importante e diria até, interessante para o caro leitor: a que se refere às perdas de tempo.

Sabem o que diz, expressamente, a Lei 7?
Que cada parte deve ser prolongada para que se recupere o tempo perdido com:
  • Substituições (a sugestão é que se acrescente 30 segundos por cada uma);
  • Avaliação de lesões (pelas equipas médicas) ou transporte de lesionados para fora do terreno de jogo - se nada de anormal ocorrer, a expetativa é que se acrescente um minuto por cada paragem;
  • Perdas de tempo (por exemplo, manobras estratégicas que retardem, deliberadamente, os recomeços de jogo);
  • Sanções disciplinares (o jogo fica, muitas vezes, parado para que um árbitro identifique os jogadores, exiba os respetivos cartões e anote essa sanção no seu bloco de notas);
  • Qualquer outra causa, que inclui o excesso de tempo perdido na celebração de um golo. Aqui também cabem causas inesperadas, como lesão grave de um GR (que não pode ser transportado para fora do terreno), desaparecimento das bolas de jogo, queda de neve que atrase reinício, falha de energia elétrica, etc.
Como já repararam, apenas sobre as primeiras duas há uma indicação clara sobre o tempo a acrescentar. Sobre as outras, é a contagem "a olho" que deve funcionar.

Esse deve ser rigorosa e, acima de tudo, justa.

Exemplo prático: imaginem que, na 2P, houve 4 substituições e 2 paragens para assistência médica. Apenas isso.

Nesse caso, o árbitro deveria prolongar o tempo em mais 4m, ou seja:
4X30'' segundos (substituições) + 2X1' minuto (lesões).

Percebido?

Para que conste, em Portugal, os árbitros de futebol profissional têm agora instruções claras para adicionarem o tempo que entenderem ser o mais adequado, de forma a não penalizar a equipa que, durante grande parte, possa ter sido "vítima" de anti-jogo.

Muitas vezes, é nesses oito, nove ou dez minutos a mais que ocorrem os piores incidentes: os jogadores estão exaustos, irritados (por se sentirem provocados) e sem grande lucidez.
A propensão para o conflito e para atos irrefletidos é grande mas isso são inerências difíceis de evitar.

Quando os árbitros decidem adicionar tempo a mais (se fora do padrão habitual), estão aconselhados a informar os capitães das equipas do tempo que irão acrescentar. Para evitar reações negativas e protestos desnecessárias.

Tempo Adicional

Essa indicação, a do período de tempo adicional, é dada através de uma placa (habitualmente eletrónica, embora ainda manual em muitos dos estádios do futebol não profissional) pelo 4A (ou pelo árbitro assistente do lado dos bancos, quando não houver 4A).

O número que surge nessa indicação corresponde ao tempo mínimo que será adicionado após os 45 minutos.

Quer isto dizer que o árbitro nunca pode terminar uma partida antes de esgotado, no mínimo, esse período adicional.

Pode até prolongá-lo se, entretanto, surgirem novos motivos que o justifiquem (como, por exemplo, substituições em período de desconto).

Outra nota importante (esta não vem na lei):

O ideal é que os árbitros terminem os jogos, sempre que possível, em zona neutra, ou seja, mais ou menos com a jogada no meio campo.

O problema é que, por vezes, isso não é possível (acontece com frequência o tempo adicional esgotar-se e a bola andar a rondar, com perigo, uma das áreas).

Aí, as instruções são:
  • Deixar que termine a jogada de ataque (se for prometedora). E só depois acabar o jogo (na posse de bola defensiva ou na tal zona neutra);
  • Caso exista um pontapé livre ou pontapé de canto assinalado dentro do período de descontos, deve permitir que seja executado. Se isso acontecer após esgotado esse período, o árbitro deve dar jogo por terminado.
Exemplo - O árbitro dá 3 minutos de compensação.

Aos 92'58'' a bola sai para canto. Aí deve permitir que o mesmo seja executado. Se for marcado golo aos 93'23'', deve ser validado (porque acontece na sequência de uma bola parada que ocorreu antes do tempo final).

Mas se não for marcado golo e ao invés, houver novo canto (por exemplo, aos 93'02''), aí o árbitro já não deve permitir a sua execução (porque ele aconteceu após esgotado o tempo).

Aplica-se a mesma máxima para os pontapés livre.

Não é uma gestão fácil, mas se a percebermos, tudo se torna mais fácil, certo?

Outra evidência que a lei prevê:

Imaginem que o árbitro engana-se na contagem e, em vez de 45m, dá apenas 42m na primeira parte.

Pior. Imaginem que ele só percebe que errou no balneário, em pleno intervalo.

Aí, obviamente, não pode compensar as equipas, acrescentando esses minutos na 2P.

Essa só poderá ter, na mesma, os habituais 45 + eventuais descontos.

Agora a questão dos penaltis a executar após o tempo de jogo estar esgotado:

Neste caso, a lei prevê que a duração do jogo possa ser aumentada até que o pontapé de penálti seja executado (ou mesmo repetido, se for caso disso).

Mas assim que ele termine o seu efeito (ou seja, se for para fora, se for golo, se for defendido pelo GR ou se ressaltar para o terreno após bater no poste ou na barra), o árbitro deve terminar de imediato. Sem direito a recargas ou novas jogadas.

Porquê? Porque considera-se que o pontapé de penálti foi executado em "prorrogação de tempo".

É como se aquela parte já tivesse terminada e só se permitisse apenas aquela execução.

Nestes casos, é de bom tom que o árbitro informe, antes, os capitães que o jogo terminará assim que o penálti termine o seu efeito.

Por último, referir que a lei prevê, de uma forma geral, que qualquer jogo que seja interrompido - em definitivo - antes do seu termo, deve ser repetido na íntegra.

Todavia abre a exceção de que os regulamentos de competições possam prever algo diferente (como o da Liga Portugal que, por exemplo, admite em alguns casos - motivos meteorológicos, por exemplo - que apenas se disputem os minutos em falta).

NOTA - Em Portugal, os jogos dos escalões jovens têm durações diferentes.

Exemplo:

Juvenis (40m cada parte);

Iniciados (35m cada parte).


Tudo dito sobre a Lei 7.

Estaremos de volta na próxima 2F, com a oitava das regras do jogo.

Até lá.



Se quiser ler sobre as outras leis poderá fazê-lo aqui:


Fonte: Expresso

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mark Clattenburg deixa a Premier League

Segundo a BBC, o árbitro internacional inglês Mark Clattenburg irá deixar a Premier League para ocupar o lugar deixado vago por Howard Webb, antigo árbitro internacional inglês, há 11 dias, como diretor dos árbitros da liga da Arábia Saudita.

A sua tarefa envolve trabalhar comos árbitros para melhorar as suas performances, prepará-los para a profissionalização, enquanto também arbitrará alguns jogos da referida liga.

Clattenburg já se pronunciou sobre esta mudança, através de uma transmissão em direto na página de Twitter da Federação de Futebol da Arábia Saudita, tendo dito: "Este é um importante passo em frente. Nós temos árbitros profissionais no país que deixo, o que tem sido positivo."

"Uma das coisas que quero de fazer é trabalhar com a equipa de arbitragem e o Presidente para que seja uma realidade possível para muitos e muitos anos que teremos pela frente."

A estrutura de arbitragem da Premier League, a Professional Game Matches Officials Limited (PGMOL) disse que Clattenburg foi um "grande ativo" e "uma inspiração para aqueles que querem entrar para a arbitragem."

O seu comunicado acrescentou ainda, "Compreendemos que é uma oportunidade fantástica para o Mark e sublinha ainda mais a grande estima que existe pelos árbitros ingleses em todo o Mundo do futebol."

Fonte: BBC

O desafio da uniformidade de critério, por Jorge Faustino

Jogadores, dirigentes, jornalistas e adeptos, desiludam-se. Nunca irão ter decisões uniformes ao longo de um campeonato de 34 jornadas. Seria um milagre.



É rara a jornada em que não haja um jogador, dirigente, jornalista e/ou adeptos a queixarem-se de que houve “dualidade de critérios” ou de que as decisões do(s) árbitro(s) não obedeceram a “critérios uniformes”.

Quem já viveu a experiência de dirigir um jogo de futebol compreenderá mais facilmente que aconteçam estas diferenças de critério. Quem vive a arbitragem em permanência sabe o quanto se trabalha para tentar reduzir ao mínimo estas situações.

Digo reduzir porque sabemos que, enquanto forem homens a jogar e outros a decidir, independentemente de contarem com apoio de tecnologias — vídeo-árbitro incluído —, haverá sempre situações dúbias e que estarão sujeitas opiniões díspares.

São três as dimensões deste problema da arbitragem. Três níveis de desafio a ultrapassar na procura dessa uniformidade de critérios.

Um árbitro num jogo. Ao longo de 90 minutos, um árbitro toma dezenas ou centenas de decisões (o facto de não assinalar uma falta num determinado lance é, só por si, uma tomada de decisão). O desafio desse árbitro, para além de errar o menos possível, é ser capaz de, independentemente da sua colocação em determinado lance, do ambiente em que o jogo decorre, do cansaço emocional e físico que possa ter, da maior ou menor velocidade do jogo, conseguir decidir de forma igual lances semelhantes que acontecem em momentos diferentes do mesmo jogo. Não é fácil...

O mesmo árbitro em jogos diferentes. O segundo desafio na busca de um critério uniforme está ainda “fechado” num mesmo árbitro. Decidir de forma igual lances semelhantes ao longo 90 minutos não é fácil. Decidir da mesma forma em lances, também eles semelhantes, mas em que um ocorre esta semana e o outro na semana ou mês seguintes é, no mínimo, um desafio muito ambicioso. Apenas com muito estudo (teórico e prático) e, principalmente, com muita experiência, pode um árbitro ambicionar a conseguir ?ter esse critério uniforme ao longo de uma época.

Árbitros diferentes em jogos diferentes. Quando avançamos para um terceiro nível desta problemática, em que esperamos que vários árbitros, com diferentes personalidades e diferentes níveis de maturidade, em jogos temporalmente distantes, com diferentes intervenientes e em diferentes contextos, consigam decidir da mesma forma situações de jogo semelhantes... não estamos a ser humanos.

Jogadores, dirigentes, jornalistas e adeptos, desiludam-se. Nunca irão ter decisões uniformes ao longo de um campeonato de 34 jornadas. Seria um milagre.

Jogadores, dirigentes, jornalistas e adeptos, não deixem de acreditar em milagres porque os árbitros trabalham dezenas de horas por semana na busca desse milagre. Muitas horas por semana são dedicadas a ver vídeos de lances, a estudar os melhores posicionamentos, a melhorar a comunicação da equipa de arbitragem e a definir critérios de análise. Tudo isto na busca de um milagre que não vai acontecer. Tudo isto para ficar um pouco mais longe do erro que nunca vai desaparecer.

Fonte: Público


ÚLTIMA HORA: Jorge Sousa arbitra Jesualdo Ferreira


Referee Tip está em condições de informar que Jorge Sousa foi nomeado para arbitrar o jogo Al Saad contra o Al Arabi da liga do Qatar hoje dia 16 de Fevereiro pelas 18:55 (hora local).

O Al Saad é treinado pelo também português Jesualdo Ferreira.

Jorge Sousa e Soares Dias arbitram no Qatar e Arábia Saudita


Os árbitros portugueses Jorge Sousa e Artur Soares Dias estão de partida para o Qatar e Arábia Saudita, onde vão apitar jogos das ligas profissionais no fim-de-semana.

Para o Qatar viaja Jorge Sousa, juntamente com os auxiliares Álvaro Mesquita e Nuno Manso, segundo adiantou fonte do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) à Lusa.

Já Artur Soares Dias segue para a Arábia Saudita, com os assistentes Rui Licínio e Paulo Soares.

Os dois árbitros internacionais não foram nomeados para os jogos do próximo fim-de-semana das I e II Liga, assim como João Capela, que está lesionado.

Fonte: MaisFutebol

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Manter a fluidez e a emoção do jogo reduzindo espaço ao erro grosseiro

Football Talks

David Elleray, Diretor-Técnico do IFAB, é um dos oradores do Football Talks-2017 e explicará o que pretende com o vídeo-árbitro e com a revisão das Leis do Jogo              


David Elleray, Diretor Técnico do International Football Association Board (IFAB), será um dos oradores do Football Talks-2017, grande congresso internacional que se realizará de 22 a 24 de março, no Centro de Congressos do Estoril, com marca FPF.

Este antigo professor de Geografia foi um dos melhores árbitros ingleses de todos os tempos (foi árbitro de elite durante 17 anos e internacional FIFA durante sete), distinguindo-se no campo com um estilo professoral, de respeito pelas regras.

Atualmente, David Elleray é presidente do Comité de Arbitragem da Federação inglesa, membro do Comité de Arbitragem da UEFA (dirige o programa do Centro de Excelência de Árbitros da UEFA, CORE) e como Diretor Técnico do IFAB liderou a recente revisão das Leis do Jogo e está profundamente envolvido na experiência de utilização de um vídeo-árbitro.

Sobre a experiência VAR (Video Assistant Referees), David Elleray destacou, ao site da FIFA, em outubro de 2016: "Foram feitos progressos extraordinários. Temos tido um foco em mínimas interferências e máximos benefícios, existindo ainda a necessidade de melhorar erros em algumas situações".

Para David Elleray, o grande desafio na introdução do VAR passa por "manter a fluidez e as emoções do jogo e, ao mesmo tempo, eliminar erros grosseiros em momentos decisivos dos encontros".

Será possível aliar todos estes objetivos num sistema que ainda está no início da sua fase de testes?

Em relação à revisão operada nas Leis do Jogo, Elleray defende que a ideia central passa por "reduzir a controvérsia e a confusão" em alguns momentos cruciais de um jogo de futebol.
"A revisão das Leis do jogo foi preparada para tornar as leis mais acessíveis, não apenas para os árbitros, treinadores e jogadores, mas também para o adeptos comum, que se interessa pelo futebol, de modo a que possa entender as regras do jogo", explicou David ao site da FIFA.

Muito do que David Elleray tem para nos dizer no Football Talks-2017 passará por estas questões. E vai mesmo valer a pena ouvi-lo.     

Fonte: FPF         

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Mark Clattenburg admite erro

O defesa do Hull City Andrew Robertson revelou que o árbitro Mark Clattenburg se desculpou à equipa depois de validar o golo inaugural do jogador do Arsenal Alexis Sanchez.


O atacante do Arsenal marcou um golo depois de a bola ter sido rechaçada contra a sua mão na primeira parte, o que deixou os jogadores do Hull City incrédulos.

O defesa esquerdo Robertson disse: "Sim, o golo foi com a mão. O árbitro pediu-nos desculpa e disse que tinha sido com a mão, portanto ele obviamente viu o lance ao intervalo.
No fim de contas as decisões não são a nosso favor quando jogamos nestes grandes estádios e isso mata-nos porque viu-se como ficámos ao intervalo.
Ele disse que não estava 100% seguro, obviamente que podemos argumentar que ele não deveria ter validado o golo, mas também podemos argumentar que deveria.
Não há muitos árbitros a admitir que estavam errados. É bom, mas não torna nada melhor."

Um penalti tardio marcado pelo avançado chileno de 28 anos segurou os 3 pontos vitais para subir os homens de Arsene Wenger até ao terceiro lugar da tabela.

Fonte: The Sun

Feliz dia dos namorados!

O RefereeTip deseja a todas as árbitras, árbitros e seus namorados e namoradas um feliz dia de São Valentim, com muito amor à mistura!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

José Couceiro e o árbitro: "Pedi-lhe desculpa"

O Vitória de Setúbal empatou em casa sem golos frente ao Chaves. "Desde o início do campeonato que queremos fazer um mínimo de 30 pontos. Estamos perto de atingir os nossos objetivos. Faltou-nos concretizar. Tivemos períodos bons contra uma equipa que está a fazer um bom campeonato, tal como nós. O Vitória esteve por cima no jogo na maior parte do tempo e teve as melhores oportunidades. Quando demos mais espaço, o Chaves equilibrou. Antes disso, já merecíamos estar a ganhar. Temos de continuar a trabalhar para atingir o nosso objetivo", afirmou o treinador José Couceiro, que comentou a titularidade de João Carvalho.

"Quando vamos buscar um jogador queremos que seja uma mais-valia. É o caso do João. Temos outras soluções, mas, a partir do momento em que perdemos o Ryan Gauld, precisávamos de um elemento com estas características. Não lhe vamos exigir muito. Jogar na equipa B [do Benfica] é diferente de ser aqui. Além de bom jogador, é inteligente", disse o técnico, que esteve à conversa com o árbitro Fábio Veríssimo no final do jogo.

"Não teve responsabilidade nenhuma no resultado. Nem nada que ver com o lance em que há dívidas se foi penálti. Pedi-lhe desculpa por algo que lhe disse num jogo anterior. Só isso", explicou.

Fonte: O Jogo

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Uma cirurgia facial, escoriações, costelas partidas, maxilares deslocados e múltiplos traumatismos. Mas quem está a contar? , por Duarte Gomes

Este é um universo desconhecido para a grande maioria dos caros leitores. Não porque não tenha importância (tem e muita), mas porque acontece, quase sempre, no futebol distrital, nos campeonatos regionais.

E sim. Nos nossos campeonatos distritais e regionais. De futebol e futsal.

Vamos a números?

Esta época – reparem, só esta época – já foram agredidos trinta e dois árbitros em doze distritos.

Trinta e dois! Desses, oito eram menores. Eram meninos de treze ou catorze anos que, tal como os jovens jogadores que dirigem, estavam apenas a dar os primeiros passos na carreira.

Cinco dessas agressões foram cometidas por pais de miúdos que estavam a jogar.

As consequências factuais são evidentes: carros danificados, assistência médica nas urgências, internamento hospitalar e, num dos casos, cirurgia facial. Outras lesões? Escoriações, costelas partidas, maxilares deslocados e múltiplos traumatismos. Mas quem está a contar?

A pior das mazelas é invisível. Não se mede por agrafos nem por pensos ou ligaduras. A pior é o dano psicológico e emocional. Aquela que atira alguns desses jovens para o medo e para a vergonha.

Para o pesadelo e para a desistência.

Tenho trazido este assunto a público vezes sem conta. Irei trazê-lo tantas vezes quanto necessário.

Sabem porquê? Porque ele insiste em repetir-se, jogo após jogo, semana após semana.

Ironia à parte, a verdade é que o país que é o atual campeão europeu de futebol não pode permitir que atrocidades destas ainda aconteçam.

A verdade é que a culpa não é dos energúmenos que não controlam a sua frustração ou das aberrações mascaradas de humanos que atiram o primeiro soco, o primeiro empurrão ou o primeiro pontapé.

A culpa é de quem pode mudar tudo e não muda nada.

A culpa é de quem não assume o seu papel, criando mecanismos efetivos que travem este filme de terror, de uma vez por todas.

A culpa de verdade é de quem incendeia, de quem regulamenta e de quem tutela.

Posso deixar algumas dicas?
  • Invistam mais na prevenção, nas ações de sensibilização, nas campanhas contra a violência no desporto;
  • Criem regulamentação disciplinar que penalize, de forma exemplar, esses comportamentos. Quem bate, quem magoa, quem atira com um árbitro (ou jogador ou treinador) para a cama de um hospital não tem lugar no desporto;
  • Levem os criminosos à justiça. Responsabilizem criminalmente o cidadão que agride outro cidadão e punam-o exemplarmente.
  • Obriguem à presença de policiamento em todos os jogos, de todos os escalões. Não pode haver gestão de custos em algo tão importante como a segurança física dos agentes que tornam o jogo possível. Um polícia é muitas vezes suficiente para diluir a intenção de um potencial agressor;
E façam-nos um favor. Não se demitam das vossas obrigações.

Quando há pessoas que são seriamente ameaçadas ou que vão parar aos hospitais com lesões causadas por agressões, vir a público apelar ao Fair Play não é curto: é ridículo!

O futebol não começa no seu produto mais visível, no seu produto final.

O futebol a sério nasce todos os fins de semana, nos milhares de jogos que se disputam nos campeonatos distritais, dos benjamins aos seniores.

Esse é o futebol que tem que ser defendido, protegido e respeitado. E não está a ser.

Acordem antes que seja tarde!


Fonte: Expresso

Na Islândia os árbitros são os pais! E então?

Na Islândia não existem árbitros suficientes para cobrir o total das competições num território que ainda vive a febre do futebol depois do brilharete no Campeonato da Europa de 2016. Este problema prejudica essencialmente as camadas jovens.

Um futebolista espanhol a jogar na Islândia escreveu uma carta publicada pelo Huffington Post em que relata a maneira que os islandeses puseram em prática para suprir a falta de árbitros. Usar os familiares dos jogadores ou mesmo membros dos clubes.

O plano da Federação Islandesa de futebol trabalha neste sentido: "No caso de um árbitro federado não poder estar presente num determinado encontro de futebol de camadas jovens, será um membro do clube local ou um pai ou uma mãe dos jogadores presentes a arbitrar o jogo."

A ideia que parece impensável em qualquer outro país da europa, é uma realidade neste país incrível que é a Islândia. " A sociedade igualitária e a maneira de ver o desporto como um meio de educação e não de competição que há neste país torna que esta maneira de atuar seja possível," justificou o jogador espanhol.

Fonte: Arbitro Diez

O jogador de futebol (ou um agente desportivo) e a sua missão na sociedade

Autor de uma entrada assassina sobre um jogador do Saint-Étienne, o francês Tolisso, do Lyon, veio esta quarta-feira retratar-se do ocorrido, a que pode assistir neste vídeo.

"Não tem desculpa, foi uma falta de maturidade. Devia ter refletido melhor, estava completamente fora de mim. Não sei porque fiz o que fiz, não pensei nas consequências que poderia ter para mim e para a minha equipa. Dei um mau exemplo aos mais jovens, estou desiludido por esta ação que é reprovável num campo de futebol", declarou o jogador do Lyon, depois de assistir às imagens.

"Vi as imagens e não me reconhecia nelas, mas depressa percebia que fiz algo que não posso voltar a fazer", disse ainda, concluindo depois: "Foi o meu primeiro cartão vermelho em mais de 100 jogos, deveu-se a todo contexto deste jogo, que me fez perder a cabeça."

Fonte: O Jogo

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 6

Depois de aqui analisarmos a lei que se dedicava exclusivamente ao árbitro, faz todo o sentido que hoje se fale daquela que rege a atividade dos restantes colegas.
Por isso, apertem o cinto de segurança e embarquem comigo a toda a velocidade, para mais uma viagem... às leis de jogo.

Lei 6 - Os outros elementos da equipa de arbitragem

O futebol evoluiu muito nas últimas décadas. O maior profissionalismo de jogadores e restantes equipas (técnica e dirigente), a evolução de toda a estrutura de apoio e a implementação de mais recursos tecnológicos (ao serviço do scouting e treino, por exemplo), permitiu que o jogo de hoje fosse ainda mais rápido, inteligente e dinâmico.

Um só árbitro e dois voluntariosos “fiscais de linha” seriam sempre insuficientes para uma realidade tão avassaladora.

Por isso, a sexta das leis validou a necessidade se introduzirem-se novos elementos nas equipas de arbitragem.

Assim, além do árbitro principal e dos seus dois “árbitros assistentes” (AA), podem também fazer parte dessa equipa:
  • Um quarto árbitro;
  • Dois árbitros assistentes adicionais (AAA - que nós conhecemos como “árbitros de baliza”);
  • Um árbitro assistente de reserva (que estará na bancada e só será chamado para ocupar o lugar de um dos seus dois colegas ou do 4A, caso fiquem impossibilitados).
Obviamente que esta vasta equipa não alinha em todos os jogos.

Quase todas as competições profissionais têm, no mínimo, apenas os primeiros quatro elementos (o trio do meio e o 4A). Algumas já recorrem a AAA (como acontece, por exemplo, na Liga dos Campeões, no Brasil e em Itália) e poucas – muito poucas – utilizam o chamado árbitro assistente de reserva (a UEFA nomeia-o, excecionalmente, para finais europeias).

Mas repare: se fossem todos chamados a um jogo – como acontece na Final do Euro ou da Liga Campeões –, a equipa de arbitragem poderia ter um máximo de sete elementos (e não se esqueça que a lei ainda poderá acrescentar um ou dois vídeoárbitros, caso esse projeto venha a ser aprovado).

Agora vamos lá explorar um pouco mais do que nos diz a Lei 6, começando pela regra de ouro:

Toda a equipa de arbitragem atua sob a direção do árbitro da partida.

Se, por acaso, algum dos seus elementos for culpado de conduta imprópria ou interferência indevida no jogo (ou seja, se tiverem comportamento inaceitável ou extravasarem o âmbito das suas competências), o árbitro tem o poder de os demitir, de imediato, das suas funções e dar disso nota posterior à entidade competente.

Quer isto dizer que, durante um jogo, o árbitro pode, literalmente, “expulsar” um seu colega, se o considerar culpado de tais condutas (aí substitui-o por outro elemento, oficial ou da bancada).

Mais. Todos (com a exceção do raro “árbitro assistente de reserva”) prestam apoio direto ao árbitro na marcação de faltas e infrações, sempre que para tal disponham de melhor ângulo de visão. A lei permite que, caso se justifique, remetam um relatório ao organizador da competição.

A ideia é que essa entidade tenha o maior número de informações possíveis para tomar as melhores decisões disciplinares.

Mas além dessa missão, todos os elementos da equipa de arbitragem devem:
  • Apoiar o árbitro a inspecionar o terreno de jogo (sobretudo antes do seu início);
  • Inspecionar todas as bolas que vão a jogo;
  • Inspecionar os equipamentos das equipas;
  • Registar todos os incidentes de jogo (tempos, golos, cartões, etc)
Caso o árbitro do jogo fique impossibilitado de atuar/continuar a dirigir o jogo, o regulamento da competição deve especificar, claramente, quem o substitui: o 4A, o AA mais categorizado ou o AAA mais qualificado.

Esta norma varia de competição para competição. Na Liga Portugal é o 4A quem substitui o seu chefe de equipa.

Agora vamos às missões específicas de cada um deles.
Comecemos pelos Árbitros Assistentes (AA). Há muito que não se chamam fiscais de linha, porque há muito que fazem mais do que apenas “fiscalizar as linhas” do terreno de jogo. Eles devem:
  • Indicar quando a bola sai completamente do terreno de jogo e a que equipa pertence o pontapé de canto, de baliza ou o lançamento lateral;
  • Indicar quando um jogador deve ser punido por fora de jogo;
  • Indicar quando é solicitada uma substituição;
  • Indicar quando, num pontapé de penalti, o GR se mova para a frente antes da sua execução e se a bola transpõe, por completo, a linha de baliza (mas apenas nos jogos em que não exista AAA)
Além da indicação do ponto 3, o AA deve também apoiar o árbitro / 4A em todo o processo de substituições.

Em alguns casos (excecionais), o AA pode ainda entrar no terreno de jogo para ajudar o árbitro (por exemplo, para controlar a distância das barreiras em zonas mais próximas de si).

Noutros casos (que a lei não menciona mas aceita) pode também entrar no terreno para apoiar o árbitro na gestão de conflitos ou agressões.

Agora o 4.º Árbitro

Ele é responsável por:
  • Supervisionar o processo de substituições;
  • Verificar o equipamentos de jogadores/suplentes;
  • Verificar o regresso (ao terreno) do jogador, após autorização do árbitro;
  • Inspecionar bolas de substituição;
  • Indicar publicamente o tempo adicional (através da placa e que será sempre o tempo mínimo a acrescentar, em cada uma das partes. Essa decisão é exclusiva do árbitro);
  • Informar o árbitro de qualquer comportamento irresponsável ocorridos nos bancos técnicos
Por último, os Árbitros Assistentes Adicionais (AAA).

Eles (também) podem indicar quando a bola ultrapassa, por completo, a linha de baliza – dizendo se é pontapé de canto ou de baliza – e também indicar se a bola entrou ou não na baliza.

Além disso, têm também outra tarefa idêntica à dos AA : a de assistir o árbitro na execução dos pontapés de penálti (a de ver se o guarda-redes se move para a frente antes do remate e se a bola ultrapassou por completo a linha de baliza, entre os postes e por baixo da barra transversal).

Neste caso (quando a equipa de arbitragem tem AAA), o árbitro assistente deixa de “controlar” essa situação e coloca-se no enfiamento da marca de penálti (para aferir potenciais foras de jogo, à posteriori).

A lei não refere, mas a UEFA sugere ainda a todos os AAA que:
  • Indiquem verbalmente ao árbitro que ocorreu uma agressão, uma falta atacante ou uma infração passível de penálti em zona onde tenham visão/colocação privilegiada;
  • Exerçam uma forte missão proativa, ou seja, que em todos os cruzamentos para as áreas (nomeadamente em bolas paradas), informem atacantes e defensores que estão atentos e que estes não devem cometer faltas.
Um estudo recente provou que esse trabalho – de pura prevenção – fez com que as infrações nas áreas diminuíssem drasticamente.

O trabalho dos AAA é muitas vezes criticado porque, na verdade, não tem qualquer manifestação pública: não apitam, não fazem sinais nem usam bandeira.

O certo é que a sua comunicação com o árbitro é constante e muitas das decisões de área que este toma baseiam-se na opinião “silenciosa” daqueles.

Fique connosco. Voltamos na próxima 2.ª feira com a Lei 7.

Sabem qual é?



Se quiser ler sobre as outras leis poderá fazê-lo aqui:


Fonte: Expresso