terça-feira, 14 de julho de 2015

APAF acredita que sorteio dos árbitros irá ser chumbado

A convicção é do presidente da Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol em declarações ao jornalista da Antena 1, Mário Rui. 

O líder da associação de classe dos juízes de campo está em sintonia com a opinião emitida pelos árbitros. A mais recente de Paulo Baptista na segunda-feira a uma rádio do Alentejo. 

Fontelas Gomes está convencido que as nomeações são a melhor forma de gerir os árbitros e os dirigentes têm de refletir sobre o que estão a decidir. O dirigente lamenta que mais uma vez o início de época esteja marcado por alguma instabilidade no setor e afirma: “Perde-se mais tempo em questões colaterais do com a arbitragem propriamente dita”. Algum do bulício da pré-época tem a ver com o anunciado abandono de Marco Ferreira depois de confirmada a sua descida da categoria. 

Uma despromoção que Fontelas Gomes não entende: “A forma como tudo foi gerido e o tratamento que foi dado ao árbitro são estranhos”. 

O dirigente da APAF não tem dúvidas que o cartão vermelho mostrado ao árbitro madeirense foi a forma que se achou mais adequada para tratar um árbitro com caráter, sério e que não pactua com injustiças”.

Fonte: RTP

Paulo Baptista: «Não gostamos de ser escolhidos por bola»

Paulo Baptista é mais uma voz contra a proposta de regresso do sorteio dos árbitros. O antigo juiz da AF Portalegre, que colocou ponto final a uma carreira de 30 anos por ter atingido o limite de idade (45), deixou bem vincada a sua posição crítica numa entrevista concedida ontem à Rádio Despertar de Estremoz.

"Nós trabalhamos e temos de ter pessoas a dirigir-nos que confiem em nós, que saibam o que trabalhamos e que conheçam o nosso progresso. O nosso momento de forma é fundamental para sermos escolhidos para este ou para aquele jogo", explicou, frisando: "Nós, árbitros, não gostamos de ser escolhidos através de uma bola."

De forma a justificar a sua oposição ao sorteio, Paulo Baptista recordou um episódio do seu percurso. "Quando estava no meu segundo ano na 1.ª categoria fui dirigir um FC Porto-Sporting e talvez não estivesse preparado. Na cabeça de certas pessoas esse jogo pode ter marcado a minha carreira em termos internacionais...", admitiu, concretizando: "Com o sorteio pode perfeitamente acontecer a um árbitro de segundo ano, internacional, mas com apenas cinco ou seis jogos na 1.ª Liga, ir apitar um clássico. Isso é impensável!"

Apesar de fazer um balanço "francamente positivo", Paulo Baptista não escondeu que ficou uma mágoa. "Só tive uma oportunidade de chegar a internacional e havia duas vagas para três árbitros: eu, o Pedro Proença e o Duarte Gomes. Nem é preciso dizer mais nada... a interioridade paga-se, a força da minha associação não se compara com a de Lisboa e essas vagas foram entregues aos outros dois árbitros", lamentou.

Fonte: Record

AF Madeira vai pedir explicações a Vítor Pereira

Marco Ferreira foi despromovido e anunciou o final da carreira aos 38 anos. Rui Marote, presidente da Associação de Futebol da Madeira, diz que a arbitragem portuguesa fica mais pobre.

Marco Ferreira anunciou o abandono da arbitragem depois da despromoção à segunda categoria. Numa primeira reação, o presidente da Associação de Futebol da Madeira, Rui Marote, anuncia que vai pedir explicações ao presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, Vítor Pereira, por todas as incidências do processo que levou ao abandono de Marco Ferreira.

"É um árbitro internacional, foi o segundo melhor classificado da época anterior e sofreu esta penalização, é natural que o deixe amargurado e a todos os que o acompanharam. Compreendo o desânimo que se apoderou da sua pessoa. Vou tentar falar com o Vítor Pereira e tentar perceber se ele foi avaliado em pé de igualdade com os outros árbitros internacionais, se o grau de dificuldade foi igual para todos. Há aqui uma série de questões que me deixam apreensivo", declarou o responsável numa entrevista a Bola Branca.

O presidente da Associação de Futebol da Madeira aborda o próximo campeonato, que vai ter a participação de três equipas da ilha, Nacional, Marítimo e União.

"A Liga vai ficar mais difícil para as equipas que têm de se deslocar à Madeira. Espero que as três equipas da ilha façam um bom campeonato. Cada um com o seu objectivo, espero que todas consigam alcançar as suas metas", concluiu.

Fonte: Renascença

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Marco Ferreira abandona arbitragem

Texto retirado do facebook de Marco Ferreira:

"Termina hoje a minha carreira de Árbitro, agradeço a todos as sentidas mensagens que recebi, foram muitos os amigos que quiseram deixar uma palavra de amizade, gente do futebol, da sociedade em geral desde a politica até aos desconhecidos, a todos o meu muito obrigado... Dediquei 20 anos a esta nobre causa, sendo 9 deles no futebol profissional, abdiquei da minha profissão de 12 anos na Banca, dos meus amigos e até da minha familia quando o dever chamava por mim, todas as minhas ausências eram compreendidas por quem gosta realmente de mim. Não me arrependo de nada, de nenhuma palavra que disse contra o "SISTEMA"enraizado. Saio neste momento não por deixar de gostar de arbitragem, muito pelo contrário, saio para poder ganhar a minha liberdade de expressão e acabar com as pessoas que destruiram e continuam a destruir anos e anos de conquistas que a arbitragem portuguesa alcançou. Tantas injustiças ao longo destes anos e não entendo como continuam a prestar vassalagem a incompetentes, todos se queixam mas infelizmente só o fazem no silêncio. O 25 Abril deu-nos liberdade, está na altura de perderem o medo, de levantar a cabeça e enfrentar as pessoas de frente, unidos venceremos e podem ter uma certeza, estarei na linha da frente como sempre estive nos momentos e nos sitios certos e se optarem uma vez mais em serem submissos façam-no de forma a que todos os dias consigam se olhar ao espelho e questionem, tenho orgulho em mim? Sou um bom exemplo para os meus filhos? Se a resposta for "sim" continuem que um dia os vossos filhos vão demonstar que estavam errados... Não saio por querer, levei um "cartão vermelho" por ter caracter, por ser sério e por não pactuar com injustiças, talvez estas infracções estejam este ano nas alterações às leis de jogo. Estudem bem para não seguirem o meu exemplo... bem hajam..."

Árbitros sentiram-se ameaçados por estarem na lista de Pereira Cristóvão

Foram hoje ouvidas mais cinco testemunhas do "Caso Cardinal", que opõe um grupo de árbitros a Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting.
Os árbitros João Capela e João Ferreira, os auxiliares Pedro Garcia e Pedro Ribeiro e observador Valdemar Lopes disseram todos que nunca acederam à lista que continha dados pessoais de agentes da arbitragem, alegadamente elaborada a mando de Pereira Cristóvão. A mesma lista foi colocada a circular na Internet no decorrer da temporada 2011/12.
Os árbitros foram também questionados se alguma vez tinham tido um tratamento diferenciado em Alvalade. Nesse aspeto, Pedro Garcia foi o único a relatar um episódio que envolveu a oferta de uma camisola com o seu nome e idade gravados. O árbitro auxiliar sublinha, no entanto, que todos os elementos da equipa de arbitragem receberam a mesma prenda.
Por seu turno, João Capela e João Ferreira afirmaram que pediram uma reunião com a Federação Portuguesa de Futebol, porque se sentiram ameaçados, assim que tiveram conhecimento da lista. Os dois árbitros relataram que receberam ameaças intimidatórias através de SMS e de e-mail e que e tiveram proteção policial.
Um grupo de 33 árbitros exige uma indemnização de mil euros cada a Pereira Cristóvão por danos morais.
Fonte: Sapo Desporto

sábado, 11 de julho de 2015

Equipamentos dos árbitros para o Euro 2016

A UEFA e a ADIDAS terão chegado a acordo quanto às cores e modelos dos equipamentos a utilizar pelas equipas de arbitragem no Euro 2016. Depois de em 2012 o uarto equipamento ter sido cinzento, no próximo europeu a cor a estrear será o vermelho.

São estes o equipamentos da 25ª equipa do Euro 2016:



Fonte: The 3rd Team

quinta-feira, 9 de julho de 2015

UEFA elege árbitro escocês para a Supertaça Europeia


O árbitro escocês William Collum, de 36 anos, foi o eleito pela UEFA para dirigir a Supertaça Europeia entre o Barcelona e o Sevilha, a 11 de agosto, em Tbilisi. 
  
Internacional quase há nove anos, o juiz escocês dirigiu seis jogos da Liga dos Campeões na última temporada, incluindo o segundo embate entre o Monaco e a Juventus, dos quartos de final. Collum dirigiu ainda três jogos da fase de qualificação para o Euro-2016. 
  
O jogo da Supertaça, que coloca frente a frente os vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Europa, vai realizar-se na capital da Geórgia, em Tbilisi, no Estádio Boris Paichadze, a 11 de agosto.


Fonte: Mais Futebol

domingo, 5 de julho de 2015

Prémios LPFP: Jorge Sousa melhor árbitro, Bertino Miranda melhor assistente

Juízes presentes em Loulé na cerimónia da Liga

Jorge Sousa venceu o prémio da Liga de Clubes para melhor árbitro. «É o quarto prémio. É um orgulho muito grande reconhecerem o nosso trabalho e competência. É o culminar de uma época fantástica pessoal e coletiva, não esqueço a equipa que sempre me acompanhou.» 

Bertino Miranda também sublinhou o número de troféus que recebeu, já oito, para melhor árbitro assistente. «É um orgulho grande, tenho de deixar um abraço para o meu amigo Olegário Benquerença.» 


Fonte: Mais Futebol

sexta-feira, 27 de março de 2015

Vídeo: Agressão a árbitro pode valer suspensão por um ano

Meidson Maciel, do Jacuipense, poderá enfrentar uma suspensão de até um ano fora dos relvados, devido a uma agressão ao árbitro  Arilson Bispo da Anunciação, durante o encontro com a Juazeirense, a contar para os quartos de final do campeonato baiano. Tudo por causa de um alegado penálti por assinalar...


No relatório pós-jogo, o árbitro retratou toda a situação e deixa o jogador em maus lençóis: "Aos 45'+2 do segundo tempo, fui agredido violentamente com um soco efetuado pelas minhas costas, que atingiu a altura do meu peito, pelo Sr. Meidson Maciel dos Santos, n° 17, da equipa do Jacuipense, facto esse ocorrido com o jogo em andamento. Informo que a violência do soco me derrubou e, nesse momento, levantei e apliquei o cartão vermelho ao atleta. Ainda, no mesmo momento, o atleta expulso disse-me as seguintes palavras: 'ladrão, filho da p.., você tem que apanhar mesmo...'.


Além da suspensão desportivamente falando, Maciel poderá ser ainda alvo de uma ação na justiça, já que o árbitro da partida apresentou uma queixa crime contra o jogador na polícia local.




Fonte: Record

Árbitro do Portugal-Sérvia é um velho conhecido dos portugueses

O árbitro internacional italiano Gianluca Rocchi foi eleito para dirigir o Portugal-Sérvia, no próximo domingo, jogo do grupo I de qualificação para o Euro-2016, marcado para o Estádio da Luz (19:45). 

Será um reencontro entre o árbitro de 41 anos e a seleção portuguesa, depois do juiz italiano já ter apitado o jogo em que Portugal bateu o Chipre por 4-0, a 2 de setembro de 2011, então na fase de qualificação para o Euro-2012. 

Internacional desde 2008, Rocchi deverá suceder a Nicola Rizzoli como primeiro árbitro de Itália e a nível de competições da UEFA já esteve em vários jogos de equipas portuguesas, nomeadamente do FC Porto, Benfica e Sp. Braga. 

Jogos de Rocchi com clubes portugueses: 
Benfica-AEK, 2-1 (2009/10, fase de grupos da Liga Europa) 
Schalke-Benfica. 2-0 (2010/11, fse de grupos da Liga Europa) 
Liverpool-Sp. Braga, 0-0 (2010/11, oitavos de final da Liga Europa) 
APOEL-FC Porto, 2-1 (2011/12, fase de grupos da Liga dos Campeões) 
Villarreal-FC Porto, 3-2 (2012/13, fase de grupos da Liga Europa) 
Sevilha-FC Porto, 4-1 (2013/14, fase de grupos da Liga Europa) 


Fonte: Mais Futebol

Sandra Bastos em jogo da Liga dos Campeões feminina

A árbitra portuguesa, Sandra Braz Bastos, foi nomeada pela UEFA para arbitrar a 29 de março o jogo da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões feminina de futebol, entre o Frankfurt e o Bristol.
A “juíza” da Associação de Futebol de Aveiro dirigirá o desafio entre alemãs e inglesas no Estádio Am Brentano Bad, em Frankfurt.
Fonte: Sapo Desporto

Árbitros ameaçam boicote

Reunidos em Coimbra, exigem que a Liga lhes pague verba pela publicidade nas camisolas que utilizam.

Os árbitros e árbitros assistentes da primeira categoria estiveram anteontem reunidos em Coimbra para manifestar descontentamento pela posição da Liga em considerar que estes não têm direito a qualquer verba relativa a publicidade usada nas camisolas de jogo.

Fonte da arbitragem adiantou a O JOGO que os árbitros decidiram que em breve poderá ser tomada uma posição de força, como por exemplo pedidos de dispensa aos jogos, caso a Liga continue a recusar pagar as referidas verbas.

A estranheza dos árbitros prende-se com o facto de receberem há dez anos esse valor, que nunca lhes fora antes recusado. A verba que recebe cada árbitro depende do escalão a que pertence e do número de anos que está na primeira categoria.

Opinião de Prof. Dr. Manuel Sérgio: Qual o fundamento radical na arbitragem?

QUAL O FUNDAMENTO RADICAL NA ARBITRAGEM?


Como vejo futebol de alto rendimento, há quase 80 anos (o Estádio das Salésias conhecia-o eu, como se minha casa fosse, ele é uma das marcas inapagáveis da minha meninice e da minha juventude), desde cedo ganhei simpatia pelo árbitro, mais rodeado de uma paixão tão cega que me aflige do que daquela compreensão virginal que nem a casuística ainda soube corromper. 

Há bem pouco tempo, voava eu para Cabo Verde, no dia e na hora em que o Sporting Clube de Portugal homenageava o dr. Pedro Proença, árbitro de futebol, e de mim para mim lastimava o facto de não poder aplaudir, à vista de um público amante do desporto, a consciência adulta de um extraordinário árbitro de futebol e pessoa eticamente incorruptível. E mais: poder dizer, sem receio (como o tenho feito, noutras circunstâncias) que não sendo irrefragáveis, imunes ao erro, os árbitros portugueses mostram um respeito pela esfera de valores que consideram à sua guarda, que nunca é demais salientar. Repito-me: como vejo futebol de alto rendimento, há quase 80 anos, permitam-me que abrace em espírito (para o espírito não há distâncias) todos e cada um dos árbitros portugueses. O seu rude esforço físico e mental, para que o futebol seja futebol tão-só e não envenenado pelos sentimentos de muitos dirigentes e até doutras pessoas que se julgam com sapiência ex cathedra – bem merece o nosso sincero agradecimento. Pensem bem, meus senhores, sem os árbitros o que era o futebol federado? Um mar interminável de muita coisa feia! Escreveu o Miguel Torga, nos seus Ensaios e Discursos (Círculo de Leitores, 2002) que “a grandeza e a significação das coisas resulta do grau de transcendência que encerram. Só essa qualidade impalpável, luminosa, halo do aparente que as materializa, lhes dá perenidade” (p. 123). No meu entender, a transcendência é o sentido da vida e, porque o desporto é vida (e portanto mais do que uma Atividade Física) é o sentido do Desporto.
Os tempos atuais refletem o terror, o terrorismo, que nos assustam. Até a paz se chama “equilíbrio do terror”. A “segurança nacional” permite a violência do Poder. À competição sem freios convém o nome de “liberalismo”. Nem há quinhentos anos atrás, os escorbúticos heróis dos Descobrimentos espalhavam mais crime à sua volta. E a corrupção dos políticos e dos banqueiros? E a criminalidade organizada até por indivíduos e seitas que o dizem fazer, em nome de Deus? E a exploração de menores e de mulheres? E o crescimento selvagem, cego destruidor da natureza?... São filhos desta sociedade criminogénica, que parece funcionar, sem outro objetivo que não seja a guerra, a concorrência e o lucro, são portanto pessoas sofrendo de fundo “vazio existencial” (V. Frankl) muitos dos dirigentes, dos atletas, dos jogadores que os árbitros encontram no campo do desporto. 

Em 1977, o Noronha Feio e eu criámos, na editora Compendium, a coleção Educação Física e Desporto, procurando assim concorrer ao conhecimento, por parte dos estudiosos desta área do conhecimento, de obras importantes da literatura desportiva. Já então, há 38 anos, era para o Noronha Feio e para mim ponto assente que uma séria teorização do desporto estava por fazer-se, no nosso país. Cândido de Oliveira, Celestino Marques Pereira, António Leal d`Oliveira, José Esteves e poucos mais, embora o seu incontroverso valor, eram poucos para a grande façanha de alargar a consciência dos povos de língua e expressão portuguesa até ao que de mais livre e libertador, de mais científico e ético, de mais autêntico afinal, o desporto é e tem. Pensávamos também nos nossos alunos e colegas do ISEF de Lisboa, nos treinadores desportivos, nos professores de educação física, todos eles sedentos do convívio com autores de grande atualidade, inquietude e ousadia intelectual. Não é fácil esboçar o perfil de Noronha Feio, pela extrema variedade e pela invulgar sobreposição dos traços que o caracterizam. Refiro, com agrado, a exuberância do talento que o afirmou como um desportista de invulgar qualidade, como praticante, como dirigente, como estudioso, como escritor e como professor.

Mas queria eu escrever sobre o fundamental na arbitragem. É este o meu defeito: Já como professor o cometo, com certa abundância. Procuro ser interessante e persuasivo, mas saltarico de um tema a outro e os alunos e os leitores ficam sem saber qual o rumo do meu pensamento. “Nosce te ipsum” (Conhece-te a ti mesmo) aconselha o Sócrates (refiro-me ao que viveu antes de Cristo). No entanto, vou tentar apanhar o sentido global deste artigo. Para mim, o fundamental na arbitragem é a obrigação legal da justiça. Já o Kant (1724-1804) sustentava que a função do Direito, ou das leis, é delimitar a liberdade. 

O Direito não impõe o reconhecimento subjetivo dos deveres, mas o seu cumprimento enquanto normas legais. Um exemplo: posso discordar dos impostos, mas devo pagá-los, porque a lei o exige. Na vida política, justa é a ação feita de acordo com a lei. Os deveres específicos da moral pessoal, recomendados pela doutrina da virtude, referem-se à perfeição subjetiva do indivíduo. Estes atos são exclusivamente morais e nunca legais, como o exercício da cidadania é predominantemente jurídico e não moral. Para John Rawls, a justiça não acaba, nem começa, como moral ou como direito, porque se trata do princípio fundador de uma sociedade bem ordenada. Desde as primeiras linhas da sua teoria da justiça, J. Rawls mostra, com nitidez, a tese que anima o seu celebérrimo tratado (cfr. A Theory of Justice, Oxford University Press, 1990): “A justiça é a primeira virtude das instituições sociais, como a verdade é a primeira virtude dos sistemas de pensamento”. Mas ele não se adentra no conceito de justiça, em termos doutrinários; para ele, a justiça é equidade, na distribuição dos bens sociais. Na justiça, como equidade, se encontra o imperativo categórico de uma sociedade justa. 

Não sei se será uma tolice rematada, mas eu não escondo a simpatia pela máxima kanteana: “Age sempre de maneira que o teu procedimento possa transformar-se em lei universal”. No desporto, o que é justo, para o árbitro? Para tanto, o árbitro deve, em primeiro do mais, perguntar pela sua modalidade desportiva, numa perspetiva de fundamentação, através da prática, do estudo e do conhecimento das regras que a distinguem. Um árbitro, que pensa as suas funções, pensa a modalidade em que trabalha, não contemplando-a do ponto de vista exterior, mas na sua prática desportiva e social. O cumprimento das regras é o seu objetivo primeiro, portanto. Mas uma prática esclarecida supõe uma unidade básica entre o desporto, o desportista e a sociedade. E não basta saber as regras, para racionalizar uma situação desportiva. É o Homem que se é que triunfa no “agente do desporto” que se pode ser. 

O árbitro, no Desporto, um espaço pedagógico por excelência, deve ser um pedagogo também. Ora, como pedagogo, o árbitro terá funções punitivas, mas também de aconselhamento, valorização e reconhecimento do fair-play. O árbitro só é verdadeiramente justo, quando o que faz não é desprovido de conteúdo cognitivo, tanto prático, como científico e ético, de acordo com os objetivos últimos do desporto. Não basta saber as regras de uma simples modalidade desportiva, quando quem está a ser julgado pelo árbitro é um ser humano! Tem razão o Dr. José Lima, diligente responsável pelo PNED/IPDJ, quando propõe o “cartão branco” (para além do amarelo e do vermelho) , para o árbitro distinguir, salientar, relevar o comportamento de boa ética de um atleta, de um técnico, ou de um dirigente, durante uma competição. Vivemos tempos grávidos de mudança. 

Esta proposta do Dr. José Lima põe em evidência um árbitro novo, num futebol novo: um futebol e um árbitro tão singulsres quanto exemplares. Seria oportuno, neste passo, pedirmos apoio a Habermas, na sua crítica à ilusão objetivista da epistemologia positiva. Ficará para próximo artigo. O Desporto, como atividade humana e não unicamente física, contém realidades, como indelével tatuagem, que surgem para além, ou aquém, do enunciado das regras.E também aí o árbitro é (deve saber ser) imprescindível.  

Autor: Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto

Fonte: A Bola

Soares Dias na Nova Zelândia para honrar Proença e Benquerença

Árbitro portuense comenta nomeação para o Mundial Sub-20, no qual marcará ainda presença a Selecção Nacional da categoria.

Artur Soares Dias está naturalmente satisfeito pela chamada da FIFA para integrar o quadro de árbitros que irão participar no Mundial Sub-20, este ano, na Nova Zelândia.

O juiz portuense, de 35 anos, considera que o seu "objectivo já foi atingido", realçando a importância e a responsabilidade de corresponder ao "legado" de nomes como Pedro Proença ou Olegário Benquerença, antigos árbitros internacionais.

"A arbitragem portuguesa mantém-se nos grandes palcos internacionais. Tenho a grande responsabilidade de manter o legado dos meus antecessores, nomeadamente o Pedro Proença e o Olegário Benquerença", salientou, em declarações ao site da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

No campeonato do mundo de Sub-20, Soares Dias será auxiliado por Rui Licínio e Álvaro Mesquita.

O portuense Artur Soares Dias vai arbitrar no Campeonato do Mundo de futebol de sub-20 de 2015, a disputar na Nova Zelândia.

A Selecção Nacional, vencedora do Mundial Sub-20 em 1989 e 1991, vai defrontar as congéneres do Senegal, do Qatar e da Colômbia na competição, que decorrerá entre 30 de Maio e 20 de Junho.

Fonte: Renascença

terça-feira, 24 de março de 2015

Artur Soares Dias no Mundial de sub-20


Artur Soares Dias vai arbitrar no Campeonato do Mundo de futebol de sub-20 de 2015, que terá lugar na Nova Zelândia, de 30 de maio e 20 de junho.

O portuense de 35 anos vai chefiar uma das equipas de arbitragem nomeadas para o torneio, onde a Seleção portuguesa também marca presença, estando no mesmo grupo que Senegal, Colômbia e Qatar.


Fonte: Bola