terça-feira, 22 de novembro de 2011

Árbitro brutalmente agredido no Porto

O jogo entre o Sobrado e o Atlético de Rio Tinto, da Associação de Futebol do Porto, ficou no domingo marcado pela violenta agressão ao árbitro assistente Fernando Pinto. Após o apito final do jogo que terminou empatado a 2-2, o "bandeirinha" foi sovado por cerca de 100 adeptos do Sobrado e está internado no Hospital de S. João, no Porto.

O incidente não resultou em qualquer detenção, apesar da presença da polícia, e paira agora uma ameaça de boicote dos árbitros aos jogos do Sobrado.

O Núcleo de Árbitros de Futebol do Vale do Sousa (NAFVS) "exige que a Associação de Futebol do Porto e o seu Conselho de Arbitragem desenvolvam as ações necessárias no sentido de que os autores deste ato violento sejam punidos de forma exemplar, tanto a nível desportivo como criminal", sustenta a estrutura num comunicado enviado à Agência Lusa. O NAFVS sustenta também que urge que "sejam reforçadas e efetivamente cumpridas as medidas de segurança de todos os agentes desportivos, `maxime´ os árbitros, sob pena destes últimos não se mostrarem disponíveis para continuarem a exercer as suas funções".

Fernando Pinto foi agredido depois de os adeptos terem destruído os portões de acesso ao recinto de jogo e de terem saltado os muros, conforme relata o árbitro principal do jogo, Manuel Soares, no Correio da Manhã. "Um deu-lhe um murro no maxilar e, quando ele caiu inanimado no chão, parece que o confundiram com uma bola de futebol e começaram a pontapea-lo", conta ainda, lamentando que "foi agredido de forma bárbara". 

Manuel Soares também foi visado pela fúria dos adeptos, mas com menor gravidade, tendo sofrido apenas alguns ferimentos no rosto. Já Fernando Martins continua internado e terá mesmo que ser submetido a uma cirurgia plástica ao rosto.

A efetuar a segurança do jogo estavam cinco agentes da GNR de Valongo que não conseguiram impedir as agressões e que não procederam a quaisquer detenções. O NAFVS considera que as autoridades não atuaram "com a diligência e os deveres da profissão que exercem, principalmente quando tentaram descredibilizar os atos gravíssimos que sucederam".

O NAFVS queixa-se também de que "elementos e adeptos do Sobrado não permitirem que os árbitros agredidos e com lesões graves tivessem a possibilidade de serem assistidos medicamente no local, tendo obrigado a equipa médica a prestar a devida assistência fora da localidade". Perante estes dados, a estrutura afiança que se prepara para que os árbitros "se mostrem totalmente indisponíveis para dirigir qualquer jogo em que seja interveniente o Sobrado".


Fonte: Relvado

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