sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um penalty por não podarem as árvores

Num dos campeonatos distritais argentinos, San Lorenzo e Libertad de Charata enfrentavam-se com os visitantes a vencerem já por 3-1. Chegou, depois, o caso do jogo. 

Ataque do Libertad, alguma atrapalhação na defensiva local e um remate que bate na trave. A bola sobe de forma mais ou menos perpendicular ao travessão e...bate nuns ramos de umas árvores situadas mesmo atrás da baliza. 

Quando cai, o defesa Marcelo Escobar do San Lorenzo não pensa duas vezes. Agarra a bola, pensando ser pontapé de baliza. O árbitro Juan Mancuello não pensa da mesma forma. Vê a mão óbvia e assinala grande penalidade. 

Para perceber quem tem razão neste lance falámos com Pedro Henriques, ex-árbitro de futebol, que explica que a marcação do penalty é um erro. 

«Há duas possibilidades. Se os ramos estão fora do campo, o árbitro tinha de assinalar pontapé de baliza, porque a bola, efetivamente, passou a linha de golo. Se os ramos estão em linha com a trave ou mesmo se vêm para dentro do campo, é considerado um elemento estranho ao jogo. Aí a solução é marcar bola ao solo, em cima da linha de pequena área, porque não pode ser dentro dela», explica Pedro Henriques ao nosso jornal. 

Ainda assim, o antigo árbitro diz que não se pode falar de erro técnico do árbitro sem conhecer as motivações do mesmo. «Ele pode não ter visto a bola bater nos ramos e considerar que ela nunca saiu. Como vê o jogador com a bola na mão marca o penalty. Seria uma má interpretação, apenas», continua. 

O jogo viria a terminar com uma vitória de 5-2 para o Libertad e muitos protestos por parte do San Lorenzo. Ainda assim, não há muito a fazer. «Como é um erro de interpretação, o jogo não pode ser repetido», conta Pedro Henriques. 

O melhor mesmo é podar as árvores e evitar outros dissabores. 



Fonte: Mais Futebol

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