terça-feira, 20 de junho de 2017

Desafios de 60 minutos e cartões também para os treinadores: vêm aí propostas de alteração às Leis do Jogo

O International Board, o órgão responsável pelas regras do futebol, preparou um documento denominado Play Fair no qual propõe várias mudanças. Entre elas, está alteração do tempo de jogo, o qual propõe reduzir para 60 minutos úteis (duas partes de 30), parando o relógio quando o desafio estiver interrompido, tal como, por exemplo, acontece no futsal.

O documento, dado a conhecer este domingo na Rússia, onde está a realizar-se a Taça das Confederações, pretende cumprir três objetivos: melhorar o comportamento dos jogadores e aumentar o respeito; aumentar o tempo útil do jogo; desenvolver a justiça e a atratividade.

A FIFA, presidida por Gianni Infantino, que terá uma palavra a dizer, tem em conta a insatisfação dos adeptos, que só muito raramente conseguem ver um jogo com mais de uma hora de útil. O Rússia-Nova Zelândia, por exemplo, teve apenas 47 minutos de tempo útil.

«Muitas pessoas estão bastante frustradas, porque uma partida típica de 90 minutos tem menos de 60 minutos úteis. A nossa estratégia propõe medidas para reduzir o desperdício de tempo e acelerar o jogo», lê-se no
Play Fair.
O International Board dividiu as propostas em três categorias: as que podem ser implementadas imediatamente, as que estão prontas para testes; e as que precisam de ser discutidas.

Outras propostas:

— Que na marcação dos
penalties não seja possível fazer a recarga, fazendo com isso com que deixe de haver invasão da área no momento da marcação;

— Que seja permitido marcar um pontapé de baliza com a bola a rolar;

— Que seja possível mostrar cartões amarelos e vermelhos também aos treinadores;

— Que seja permitido que um jogador marque faltas, cantos ou pontapés de baliza para ele mesmo, sem que seja preciso a bola tocar noutro jogador para continuar em jogo.

Fonte: A Bola

quinta-feira, 15 de junho de 2017

UEFA promove Tiago Martins

Tiago Martins, da Associação de Futebol de Lisboa, foi promovido à 2.ª categoria de árbitros da UEFA, passando a integrar o grupo de Hugo Miguel e Carlos Xistra.

Na lista divulgada pelo organismo que tutela o futebol europeu, Artur Soares Dias e Jorge Sousa mantêm-se como árbitros de 1.ª categoria.

Segundo informou a Federação Portuguesa de Futebol, Fábio Veríssimo, Sérgio Piscarreta, João Capela, Luís Godinho e João Pinheiro permanecem no terceiro grupo.

Sílvia Domingos, árbitra da AF Setúbal, foi promovida à 2.ª categoria, sendo que Ana Aguiar, da AF Lisboa, permanece no 3.º grupo.

No futsal, Eduardo Coelho mantém-se como árbitro de Elite, enquanto Nuno Bogalho integra a 1.ª categoria. Miguel Castilho e Ruben Guerreiro encontram-se no 2.º grupo.

Fonte: A Bola


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 13

Como sabem, os pontapés livres direto (LD) ou indireto (LI) são concedidos à equipa que sofra uma infração ou falta punida, por lei, como tal.

No caso dos livres indiretos, o sinal do árbitro é evidente: ele deve levantar - na vertical - um dos seus braços, para indicar a jogadores, técnicos e público que daquele pontapé não pode resultar um golo, através de remate direto à baliza adversária.

Ou seja, o braço no ar significa que a falta/infração deve recomeçar com LI.

O árbitro só o deve baixar quando a bola tocar num qualquer jogador ou sair do terreno.
Nota - Se, por distração, o árbitro esquecer-se de levantar o braço num LI e a bola entrar diretamente na baliza adversária, o golo não deve ser validado.

Esse "erro" do árbitro não legitima um golo que não devia ter ocorrido daquela forma. Nesse caso, o LI deve ser repetido.

Por outro lado, se o árbitro levantar o braço e o golo for obtido diretamente na baliza adversária, aí o jogo deve recomeçar com pontapé de baliza. Não conta na mesma, porque a bola tinha que tocar antes em alguém. É como se o remate fosse feito diretamente para lá da linha de baliza do adversário.

Se o LI for pontapeado para trás e a bola entrar diretamente na própria baliza, será assinalado pontapé de canto. O princípio é exatamente o mesmo.

Os postes, a barra, as bandeirolas de canto ou o árbitro não contam. Nos LI a bola tem que mesmo que tocar em jogadores.

Percebido?

Agora o local onde recomeçam os pontapés livre.
Por regra, é onde a falta/infração foi cometida. Mas há várias exceções. Deixamos aqui apenas duas delas:
  • O livres a favor da equipa que defende, dentro da sua área de baliza, pode ser marcado em qualquer ponto dessa área;
  • Os livres que resultem da saída, entrada ou reentrada de jogadores sem autorização do árbitro, recomeçam no local onde a bola se encontrava quando o jogo foi interrompido.
Como referi, há mais exceções. Ficaram as mais relevantes.

Quanto à bola, ela tem que estar imóvel e, para entrar em jogo, deve mover-se claramente.
A exceção é quando o livre é favorável à equipa defensora, dentro da sua área: aí a bola só entra em jogo quando sair da área de penálti, para dentro do terreno de jogo.

Os adversários devem, nesse momento, estar todos a pelo menos 9.15m da bola (ou fora da área de penálti, na exceção anterior).

Agora duas curiosidades na marcação de pontapés livre:
  1. Um jogador pode executa-lo, levantando a bola para o colega, com um ou ambos os pés em simultâneo;
  2. Um jogador pode também jogar a bola contra um adversário para prosseguir a sua jogada, desde que essa ação não seja imprudente, negligente ou com força excessiva.

Agora, as infrações

Se, na execução de um livre, um adversário não estiver à distância regulamentar, o livre deve ser repetido (a menos que haja lugar à lei da vantagem).
O jogador deve ser advertido, se o árbitro considerar que esse ato foi deliberado, para retardar o recomeço de jogo.
Por outro lado, se um jogador quiser executar um livre rapidamente e um adversário entretanto o intercetar, a partida deve prosseguir.

Nota final

Se um jogador der um segundo toque após ter executado o pontapé livre, a sua equipa deve ser punida com LI no local onde cometeu a infração.
No entanto, se esse segundo toque for com a mão, a punição passa a ser livre direto ou então pontapé de penálti (caso ele seja um jogador defensor e o tenha feito dentro da sua área de penálti).

Ficou aqui o essencial da Lei 13.

Para a semana, falaremos de pontapés de penálti. Combinado?

Boa semana.

Se quiser ler sobre as outras leis poderá fazê-lo aqui:


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Fontelas Gomes integra comité de arbitragem da UEFA

O presidente do Conselho de Arbitragem da FPF foi nomeado para integrar o comité da UEFA. Fontelas Gomes revela que é o "reconhecimento" do trabalho que se faz na arbitragem portuguesa. 

                                          
                                

José Fontelas Gomes, Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, foi esta quinta-feira nomeado para integrar o comité de arbitragem da UEFA.

A decisão foi tomada pelo Comité Executivo da UEFA, reunido em Cardiff, sendo que o dirigente mantém o cargo de presidente do CA da FPF.

Fontelas Gomes não esconde a satisfação e destaca o significado desta nomeação para arbitragem e o futebol português: “Esta nomeação para o Comité de Arbitragem da UEFA deixa-me naturalmente satisfeito, sobretudo pelo que representa para a arbitragem e para o futebol português”, revelou.

O presidente do CA realça ainda o papel da FPF e de toda a arbitragem: "Encaro este passo com enorme responsabilidade e como resultado do trabalho que todos nós – Federação, Conselho de Arbitragem e árbitros – temos feito em prol do setor. É também o reconhecimento do nosso empenho no desenvolvimento da arbitragem, de que é exemplo mais recente o trabalho que está a ser feito na introdução do vídeo-árbitro, área em que a FPF tem sido pioneira no Mundo", acrescentou.

Para finalizar, Fontelas Gomes sublinhou ainda que esta decisão é um reconhecimento do trabalho que se faz em Portugal: "Tal como acontece em outros setores, esta nomeação significa que a UEFA reconhece nos portugueses capacidade para contribuir para o desenvolvimento do futebol no espaço europeu", concluiu.

Fonte: FPF

APAF apresenta queixa contra diretor de comunicação do FC Porto

Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol reagiu através de comunicado à revelação de um alegado "esquema de corrupção" por parte de Francisco J. Marques.


A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) já reagiu às acusações de corrupção por parte de Francisco J. Marques, diretor de comunicação e informação do FC Porto, que divulgou o alegado conteúdo de uma suposta troca de e-mails entre o ex-árbitro Adão Mendes e Pedro Guerra, diretor de conteúdos da BTV, falando de um "esquema de corrupção de árbitros para favorecer o Benfica".

Fonte: O Jogo

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Final feminina com vídeo-árbitro

Futebol Fem. - Taça de Portugal Allianz 


                  

Sandra Bastos dirige o encontro decisivo entre Sporting CP e SC Braga. Fábio Veríssimo e Tiago Martins serão os vídeo-árbitros.

                                                   
A árbitra Sandra Bastos, da Associação de Futebol de Aveiro, irá dirigir o encontro decisivo da Taça de Portugal Allianz entre Sporting CP e SC Braga, agendado para domingo, às 17h15, no Estádio Nacional. A revelação foi feita esta quinta-feira pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. 
A última vez que Sandra Bastos pisou o Jamor como árbitra principal foi em junho de 2014, na final disputada por CF Benfica e Ouriense (0-1). A juíza aveirense será auxiliada por Olga Almeida, da AF Viseu, e Vanessa Gomes, da AF Lisboa. A árbitra Teresa Oliveira, da AF Braga, desempenhará funções de quarto-árbitro.
Depois da final masculina, a Final da Taça de Portugal de Futebol Feminino Allianz será o segundo jogo decisivo de provas nacionais a recorrer oficialmente ao vídeo-árbitro. Para essa missão, o Conselho de Arbitragem escolheu os árbitros internacionais Fábio Veríssimo e Tiago Martins.

Fonte: FPF