quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Vídeo: Árbitro prometeu expulsões... e cumpriu




Gimnasia e Estudiantes disputaram um "amigável" mas o encontro tornou-se perigoso para quem estava dentro das quatro linhas, face à agressividade que o jogo tomou. Farto do que estava a ver, o árbitro tomou uma atitude pedagógica e informou os capitães de ambas as formações que à próxima falta ríspida, haveria uma admoestação com cartolina vermelha. E assim aconteceu, com Israel Damonte a sofrer na pele as consequências de uma medida incomum...

José Gomes: «Está a ser criado um ambiente que nada prestigia o futebol»


José Gomes, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), garante que os árbitros estão preparados para lidar com a pressão, mas tentou consciencializar os adeptos, pedindo moderação nas críticas aos árbitros portugueses.

"Não é o ambiente que se está a criar ao longo deste campeonato que vai por pressão no árbitro. Mas isto mexe com famílias, com a vida pessoal de cada um, como aconteceu como Manuel Mota, e as pessoas precisam de pôr a mão na consciência e perceber o que estão a fazer. Está a ser criado um ambiente que nada prestigia o futebol", comentou, em declarações à Antena 1.

Além de explicar que "tanto a FPF como a Liga vão dar condições para que algumas situações não se repitam", José Gomes falou dos dirigentes, também a pedir que haja moderação para impedir violência.

"Os dirigentes têm de conseguir ter um equilíbrio emocional para que as declarações não sejam inflamatórias, sejam com um mínimo de responsabilidade para que realmente não despolete a violência e todo o tipo de situações que têm acontecido ao longo dos últimos tempos", rematou.

Fonte: Record


Conselho de Arbitragem da AF Guarda demite-se em solidariedade com árbitros


Os membros do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol da Guarda pediram esta terça-feira em bloco a demissão e aceitaram a justificação dada pelos árbitros do organismo, que faltaram a todos os jogos do passado fim de semana. Em causa está a penalização considerada "desajustada" de um mês de suspensão e 100 euros de multa aplicada ao treinador do Estrela de Almeida, José Albanom, que a 19 de janeiro terá alegadamente agredido um árbitro na partida frente ao Pala. Em "solidariedade" com o árbitro agredido e como forma de protesto contra a "insegurança e falta de penalização" deste caso, os árbitros da AF Guarda faltaram aos 38 jogos que estavam agendados para o fim de semana de 25 e 26 de janeiro. 

Em comunicado, o Conselho de Arbitragem desta associação, composta por quatro membros, aceitou a justificação dada pelos árbitros e revelou que irá apresentar um pedido de demissão junto do presidente da Assembleia-Geral da AF Guarda. "Numa altura em que muito nos esforçamos para diminuir despesas aos clubes e poder realizar jogos sem policiamento este é um passo atrás face a todos os progressos que tinham sido obtidos. É compreensível que os árbitros não se sintam seguros e que tenham manifestado o seu desagrado", lê-se no comunicado. 

Até que seja eleito um novo Conselho de Arbitragem, os atuais membros mostram-se disponíveis para assegurar a gestão do órgão. 

FIFA expulsa árbitro que aceitou "suborno sexual"


O árbitro Ali Sabbagh foi proibido pela FIFA de participar em qualquer atividade relacionada com o futebol e de frequentar estádios. Uma sanção com caráter vitalício.
Ali Sabbagh, natural do Líbano, já havia sido suspenso pela Confederação Asiática de Futebol e foi detido por seis meses. Foi acusado de corrupção, ao interferir no resultado de um jogo em troca de favores sexuais, de borla; o suborno chegou de uma organização ligada a apostas.
A partida da Taça AFC (equivalente à Liga Europa) realizou-se em abril do ano passado, entre uma equipa de Singapura e da Índia - o trio de arbitragem liderado por Ali Sabbagh não chegou a entrar no relvado, sendo substituído pouco antes do início do jogo.
Os seus assistentes Ali Eid e Abdallah Taleb também estão proibidos de terem qualquer ligação ao futebol, mas durante 10 anos.

Fonte: Relvado

Pedro Henriques: Taça da Liga

Os procedimentos no que diz respeito ao não cumprimento do horário do início dos jogos são os seguintes: o árbitro, na reunião técnica, uma hora antes do jogo, informa sobre o "count down" e reforça sempre a importância do cumprimento dos "timings" apresentados. A partir do momento em que uma equipa não cumpre o horário, deve o árbitro perguntar ao seu capitão, assim que o mesmo chegue, o motivo que levou ao atraso, mencionando no relatório de jogo as razões apresentadas pelo capitão, bem como o tempo de atraso, e consequentemente a hora a que posteriormente se iniciou o jogo. O árbitro deve ainda informar o delegado da Liga para que esses factos (minutos de atraso, hora de início de jogo e razões invocadas para o atraso) possam também constar do seu relatório. Acrescentar ainda que também o observador do árbitro tem de mencionar no relatório que elabora o tempo de atraso do início de jogo, bem como a hora a que o mesmo se iniciou. De referir ainda que estes procedimentos também são todos válidos para eventuais atrasos no cumprimento do tempo de intervalo que, de acordo com a lei, não pode exceder os 15 minutos. 

O local das faltas é importante para a análise das infrações nomeadamente quando elas ocorrem nos limites das áreas. A regra base é que conta o início da ação para determinar o respetivo local da infração, sendo que a lei apenas tem uma exceção, que é quando um jogador é agarrado fora da área e entra dentro da mesma agarrado e só depois é que cai, neste caso não conta para efeitos de punição o início da ação mas o local onde termina. 

A lei 12 faltas e incorreções, na página 118, fala sobre as diversas nuances que existem no que diz respeito a "agarrar um adversário", dizendo entre outras coisas o seguinte: se um defensor começa a agarrar um atacante fora da área de grande penalidade e prossegue a sua ação para o interior da área, o árbitro deve conceder um pontapé de grande penalidade. Foi neste contexto que se enquadrou a grande penalidade cometida por Igor Rossi sobre Ghilas e que foi corretamente assinalada pelo árbitro Manuel Mota. 

Os temas abordados, em matéria de arbitragem, na reunião onde estiveram alguns dos clubes do futebol profissional, foram os seguintes: o sorteio puro dos árbitros, as classificações públicas, a profissionalização em "full time" e o recurso às novas tecnologias e imagens televisivas. O lado positivo está no facto de haver uma nítida preocupação em contribuir para uma melhor arbitragem, naturalmente com mais competência, menos erros e mais transparência. O lado negativo é que alguns dos conteúdos e ideias propostas revelam o desconhecimento da forma de funcionamento das instituições internacionais que regem o futebol mundial e, por outro lado, um total desajustamento à realidade e funcionamento do sector da arbitragem propriamente dita. Louve-se a iniciativa, mas convém que os temas propostos tragam efetivamente contributos práticos para a evolução do sector e não sejam só um conjunto de propostas não exequíveis e sem qualquer aplicação prática e descontextualizada da realidade. 


Fonte: O Jogo

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Vergonha: Talho de Manuel Mota volta a ser vandalizado


A eliminação do Sporting na Taça da Liga devido à vitória do FC Porto sobre o Marítimo no último minuto teve consequências no estabelecimento do árbitro que assinalou a grande penalidade convertida por Josué.
De acordo com o jornal Guimarães Digital, o talho de Manuel Mota foi vandalizado esta madrugada horas depois da eliminação do Sporting na Taça da Liga. O árbitro bracarense assinalou uma grande penalidade no último minuto de jogo entre FC Porto e Marítimo, e na conversão do castigo máximo, Josué acabou por garantir a passagem dos dragões às meias-finais da prova e a eliminação dos leões que tinham vencido minutos antes do Penafiel por 3-1.
Segundo escreve o referido jornal, por volta da uma da manhã, a montra do estabelecimento de Manuel Mota foi partida com um saco de pedras por indivíduos não identificados. O caso já está a ser investigado pela GNR e o árbitro de 36 anos já esteve no local para se inteirar dos prejuízos materiais.
Esta já não é a primeira vez que um dos estabelecimentos de Manuel Mota é vandalizado. Em dezembro do ano passado, um dos três talhos do árbitro de 36 anos foi também vandalizado na sequência do nulo entre Sporting e Nacional para o campeonato nacional, em que os leões viram um golo de Slimani ser anulado por Manuel Mota. Na altura, um dos talhos foi vandalizado com as palavras "Mota lampião, não prejudiques o leão" escritas na parede.

Fonte: Sapo Desporto

sábado, 25 de janeiro de 2014

Portugal acolhe "elite" dos árbitros europeus

A UEFA decidiu organizar em Portugal o 23.º curso avançado para árbitros de elite da UEFA e a 22.ª formação para árbitros internacionais.
Pedro Proença, Olegário Benquerença e Artur Soares Dias vão ser os representantes portugueses nas ações promovidas pelo organismo que rege o futebol europeu, sob orientação do responsável técnico, o italiano Pierluigi Collina.
Além de Proença, vão estar também em solo luso os outros nove árbitros europeus chamados pela FIFA para o Campeonato do Mundo de 2014, casos de Felix Brych (Alemanha), Cuneyt Çakir (Turquia), Jonas Eriksson (Suécia), Bjorn Kuipers (Holanda), Milorad Mazic (Sérvia), Nicola Rizzoli (Itália), Carlos Velasco Carballo (Espanha), Howard Webb (Inglaterra) e Svein Oddvar Moen (Noruega).
Esta ação reconhece a capacidade organizacional da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que recentemente lançou o processo da profissionalização dos árbitros e avançou com a criação de uma academia para a arbitragem.

Fonte: Sapo Desporto

O fair play às malvas, outra vez...

As imagens chegam de um jogo do campeonato asiático sub-22 e mostram mais um exemplo de falta de fair play.

Bola atirada fora pela Coreia do Sul, que vencia por 2-0. No reatamento, nem todos os jogadores da Síria estavam em sintonia. E o suplente Mardek Mardikian aproveitou e fez mesmo golo, para surpresa dos adversários e também da maior parte dos membros da sua equipa.


O jogo acabou 2-1, a Coreia passou às meias-finais e a Síria foi eliminada.

Veja as imagens, a partir do 1h00m no vídeo:


Fonte: Mais Futebol

Árbitros C2 em Estágio N3 e Observadores Nacional A em curso em Tomar


Está a decorrer, em Tomar, a 2.ª Ação de Reciclagem e Avaliação para Observadores Nacional A e Árbitros C2 em estágio N3.
O período da manhã deste sábado destina-se à realização das provas de avaliação regulamentares, com observadores e árbitros a realizarem, em simultâneo, o teste escrito. Seguidamente, enquanto os árbitros efetuam as provas físicas, os observadores realizam o teste prático, que é constituído pelo visionamento de uma parte de um jogo e elaboração do respetivo relatório de observação.
 
Durante a tarde, será feito um balanço do trabalho efetuado até ao momento e será projetada a segunda parte dos campeonatos. Os árbitros estagiários terão, ainda, a oportunidade de analisar o processo de estágio.
O Conselho de Arbitragem fará o encerramento das duas ações.

Fonte: FPF

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sporting "atira-se" ao Presidente do Conselho de Arbitragem


Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, é o mais recente alvo do Sporting por força da entrevista que concedeu esta quinta-feira ao jornal O Jogo e na qual teceu algumas considerações discordantes quanto às propostas leoninas avançadas «para melhorar o futebol português».
Os leões dizem não entender as críticas públicas do dirigente às ideias apresentadas na reunião de 16 de janeiro, já depois de, em privado, Vítor Pereira se ter mostrado «coincidente» e concordante com as sugestões verde e brancas e, por isso, acusam o antigo árbitro de «cobardia».
Eis o comunicado do Sporting, na íntegra:

«O Sporting Clube de Portugal manifesta a sua indignação e estranheza pelas declarações proferidas pelo presidente do Conselho de Arbitragem, publicadas hoje [ndr.: ontem], num diário desportivo. Com as mesmas ficou clara a cobardia em discutir os assuntos pessoalmente e a falta de interesse em alterar o que está mal no futebol português. Esta entrevista apenas visou desvalorizar o trabalho elaborado, classificando de «ideias» as propostas concretas apresentadas, chegando mesmo a afirmar que as mesmas não podem vir a «contribuir para uma melhoria do futebol ou das arbitragens».
Como é o do conhecimento público, o Sporting Clube de Portugal elaborou um dossier detalhado com um conjunto de alterações que considera necessárias para a transparência e salutar competitividade do desporto nacional e que envolvem temáticas diversas desde fiscalidade, arbitragem, agentes desportivos, fundos, entre outras.

As propostas apresentadas materializam-se em alterações legislativas e regulamentares e não se limitam à apresentação de meras questões conceptuais. Os propósitos desta documentação são bem claros, constituindo uma base de trabalho, para partilhar, discutir e enriquecer, com o contributo de todas as partes interessadas em melhorar o desporto nacional e a indústria do futebol, em particular.

Neste momento essa documentação está entregue a grupos de trabalho com a participação de mais de metade dos clubes da I e II Ligas, para posterior apresentação nas entidades nacionais e internacionais competentes.

O referido dossier, depois de apresentado aos Grupos Parlamentares do PSD, PS, CDS, PCP e Bloco de Esquerda, ao Ministro da Administração Interna, ao Secretário de Estado da Juventude e Desporto e Liga Portuguesa de Futebol Profissional, foi alvo de reunião na Federação Portuguesa de Futebol, no passado dia 16 de Janeiro.

É importante realçar que Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, esteve presente na referida reunião. Neste encontro estiveram ainda presentes, o vice-presidente, Hermínio Loureiro, o secretário-geral, Paulo Lourenço, e o próprio presidente da FPF, Fernando Gomes, manifestou o seu agrado pelas propostas apresentadas, afirmando que as iria integrar nos grupos de trabalho já existentes na FPF, sendo, inclusivamente coincidentes com algumas já em desenvolvimento.

No decorrer da reunião o presidente do Conselho de Arbitragem, tendo oportunidade e o dever, em sede própria, não expressou qualquer comentário ao documento. Ao invés, preferiu agora vir, na praça pública, tentar descredibilizar o trabalho realizado, contrariando o acordado entre o presidente do Sporting Clube de Portugal e o presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Na altura foi combinado a realização de um trabalho conjunto, tendo por base a documentação apresentada, a que Vítor Pereira anuiu não se expressando contra.

Este comportamento em nada dignifica o órgão a que preside e em nada contribui para a transparência e melhoria do futebol nacional, mas talvez possa justificar muito do que se passa actualmente.

Não será por atitudes destas que os clubes, que estão a trabalhar neste documento, irão deixar de o fazer com a mesma dedicação e que não irão lutar de forma determinada pelas alterações fundamentais que transformem de vez o futebol.»

Fonte: Zerozero.pt

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Vídeo: Árbitro inglês derruba dois jogadores de uma só vez!!!

No jogo Manchester United  - Sunderland deste fim-de-semana o árbitro inglês Lee Manson conseguiu de uma só vez meter no chão dois jogadores (um de cada equipa). Veja o vídeo:

domingo, 19 de janeiro de 2014

Pedro Proença: «Futebol português não merece os árbitros que tem»

O árbitro internacional de futebol Pedro Proença saiu em defesa de Artur Soares Dias, alvo de fortes críticas por parte do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, frisando que Portugal não merece a arbitragem que tem.


O juiz, que falava à margem das entregas das insígnias da FIFA, atribuídas a 30 árbitros e árbitros assistentes, lembrou que "a arbitragem portuguesa continua a ter árbitros nas competições maiores", rebatendo as acusações de Pinto da Costa, que, no Benfica-FC Porto, disse que Artur Soares dias teve uma prestação "escandalosa".
"Os árbitros portugueses continuam a ter o reconhecimento de que temos a melhor arbitragem do Mundo em muitas situações, continuamos a arbitrar finais de Liga dos Campeões, continuamos a arbitrar finais de Campeonatos da Europa, por isso, se calhar o futebol português é que não merece esta categoria de árbitros que tem", disse.
Para Pedro Proença não restam dúvidas de que o regulamento tem de ser aplicado. O árbitro de Lisboa, de 43 anos, deixou claro que o responsável máximo dos "dragões" foi longe de mais nas declarações.
"Quando falhámos somos penalizados por isso, portanto, terá também que acontecer com treinadores, jogadores e naturalmente com os dirigentes. Que punição? Os árbitros não fazem comentários sobre como devem ser punidas as infrações disciplinares. Existem órgãos competentes que tomarão as medidas necessárias", atirou.

À semelhança de Pedro Proença, José Gomes, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, defendeu que as sansões deveria ser idênticas às da Grã-Bretanha.
"Li há dias que em Inglaterra um treinador por dizer que uma arbitragem foi vergonhosa teve uma multa de 10 mil euros. Se calhar temos de ir por aí", afirmou.

Menos crítico, Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), relembrou que não há "vetos nas nomeações".
"Continuaremos a fazer as nomeações consoante os critérios que temos já definidos. Estas críticas não irão condicionar qualquer decisão, nem contemplamos vetos de nenhum clube", asseverou.
Na cerimónia de entrega das insígnias aos 30 portugueses, número nunca antes atingido pela arbitragem lusa, Fernando Gomes, presidente da FPF, relembrou que esta foi uma "semana extremamente positiva para o futebol português".
"Cristiano Ronaldo recebeu a Bola de Ouro, o árbitro Pedro Proença foi confirmado no Mundial do Brasil, na companhia dos assistentes Bertino Miranda e Tiago Trigo, e no Futsal Eduardo Coelho estará presente no Europeu. Isto só acontece com trabalho e dedicação", defendeu.

Fonte: Futebol 365

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

APAF: «Declarações de Pinto da Costa têm de ser banidas do futebol»


A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) repudia as declarações do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, sobre a arbitragem de Artur Soares Dias no Benfica-FC Porto.

«Foi uma arbitragem escandalosa. Aquele lance em que o Jackson Martinez ia marcar, e que foi cortado por marcar uma falta contra o Benfica, após o passe do Quaresma. Foi uma coisa incompreensível», acusou Pinto da Costa. «Aquele árbitro não tem condições para continuar a apitar», disse, referindo-se a Artur Soares Dias.

«Este tipo de declarações têm de ser banidas do futebol e todos os árbitros que sejam visados neste tipo de situações terão o apoio da APAF», afirmou o líder da APAF, José Fontelas Gomes, em declarações à Antena 1.

Para o responsável, é hábito que «quando as equipas não produzem o que devem as atenções virarem-se para a arbitragem». 

«Cabe ao Conselho de Disciplina analisar as declarações, mas é certo que estas não abonam a favor do futebol português», vincou.


Fonte: Mais Futebol

Pedro Proença: "Profissionalismo aumentou qualidade da arbitragem"

O árbitro português Pedro Proença, selecionado para o campeonato do mundo Brasil’2014, considerou que a qualidade da arbitragem portuguesa aumentou com a passagem do principal quadro de árbitros a profissionais, como revelou em entrevista à Rádio Bandeirantes do Brasil.


Pedro Proença que foi chamado pela FIFA para integrar o quadro de árbitros que estará no Brasil revelou na referida entrevista: “Em Portugal os árbitros passaram a ser profissionais a partir da última temporada e houve um aumento de qualidade nas prestações das equipas de arbitragem. Esse é o caminho. No mundo atual uma parte tão importante do futebol também tem de ser profissional”.

O árbitro nacional gostava de ver a seleção de Portugal na final do campeonato do mundo mas se tal não for possível deixa um desejo: “É o sonho de todos os árbitros que foram selecionados para a fase final poder estar no dia 13 de julho no Maracanã. Eu não fujo à regra”.

Sobre a arbitragem em geral e as perspetivas futuras o juiz de campo admitiu que o recurso às tecnologias é inevitável, porque hoje o árbitro já não pode ter ao dispor só os seus meios para fazer a defesa da verdade desportiva.

Pedro Proença aproveitou a referida entrevista para sublinhar que Eusébio é uma referência para o futebol português e a sua morte foi muito sentida.

Sobre a Bola de Ouro ganha por Cristiano Ronaldo fez questão de dizer que Portugal sofreu uma grande crise económica e esta conquista eleva a auto-estima do povo.


Fonte: RTP

«Jogadores deviam saber mais sobre leis do jogo», diz presidente da APAF


A decisão foi pouco habitual mas não inédita. Em setembro de 2013, jogou-se um Anadia-Lourosa, a contar para a terceira jornada da Série D do Campeonato Nacional de Seniores. Prestes a terminar a partida, uma altercação entre dois jogadores expulsos levou a que grande parte dos atletas se juntasse no túnel. O árbitro Henrique Paula, da AF Santarém, contou os que sobraram e decidiu: não havia jogadores suficientes para continuar a partida. 

«Efetivamente, o árbitro pode considerar que não tem condições para continuar o jogo. Seja por insegurança, desacatos entre as duas equipas ou lesões, que façam com que uma equipa não tenha os sete jogadores necessários para continuar o jogo. O árbitro fez bem, cumpriu o regulamento», comentou a A BOLA o presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, José Gomes. 

A questão impõe-se: será que os jogadores sabiam que o jogo poderia ser terminado por falta de elementos necessários em campo? 

«Provavelmente não. Mas deviam saber. Isto serve de alerta. Este é um comportamento que não pode acontecer», diz. E completa: 

«Temos a noção de que os jogadores não seguem as regras à risca. Depois, as leis menos habituais acabam por ser esquecidas ou então nem sequer equacionadas.» 

Para José Gomes, o primeiro passo seria fazer cursos para ensinar todos os intervenientes do jogo. 

«Nos cursos de treinadores já existem aulas de arbitragem, que se deviam tornar mais regulares. Mesmo para os jogadores seria bom saberem mais sobre as leis de jogo. Em muitas situações, por exemplo certos protestos, não existiriam», acredita José Gomes.


Fonte: A Bola

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Árbitros internacionais portugueses recebem insígnias na sexta-feira


Os 30 árbitros e árbitros-assistentes portugueses com o estatuto de internacionais vão receber, ao final da tarde de sexta-feira, as respectivas insígnias para o ano de 2014.

O número elevado de juízes internacionais representa um recorde em Portugal. Em 2013, a arbitragem lusa teve 29 representantes elegíveis para as provas internacionais.

A cerimónia de entrega das insíginas arranca às 18h00, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, com a presença de Fernando Gomes, presidente do organismo e de Vítor Pereira, líder do Conselho de Arbitragem.

Lista de internacionais portugueses
2014

Árbitros / Árbitras
Olegário Benquerença
Hugo Miguel
Jorge Sousa
Pedro Proença
Duarte Gomes
João Capela
Marco Ferreira
Artur Soares Dias
Carlos Xistra
Árbitras
Sandra Bastos
Sílvia Domingos

Árbitros assistentes
António Godinho
Pedro Garcia
Rui Licínio
Álvaro Mesquita
Cristóvão Moniz
Bertino Miranda
Nuno Pereira
Ricardo Santos
Tiago Trigo
Paulo Soares

Árbitras assistentes
Maria João Freire
Olga Almeida

Árbitros de futsal
Nuno Bogalho
Eduardo Coelho
Miguel Castilho
Ruben Sotero

Árbitros de futebol de praia
Sérgio Soares
António Almeida
José Gomes

Fonte: Renascença

Sindicato dos Jogadores elogia Proença

Pedro Proença foi selecionado pela FIFA para dirigir jogos do Campeonato do Mundo de 2014, que se realizará no Brasil a partir de 12 de junho. Proença levará consigo os auxiliares Bertino Miranda e Tiago Trigo.

"O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol congratula-se com a escolha da FIFA. Quero enaltecer e parabenizar o Pedro Proença, Bertino Miranda e Tiago Trigo e destacar o papel positivo dos protagonistas do jogo, nesta ocasião os árbitros, que contribuem, e de que maneira, para a grandeza do futebol português. Aproveito para elogiar, o amigo, a sua competência e profissionalismo. Finalmente, alargo os cumprimentos à APAF e a todo o setor de arbitragem, que apesar das dificuldades e muitas injustiças têm sabido acompanhar e honrar o futebol português", afirma Joaquim Evangelista, presidente do SJPF.O árbitro luso, que já tem no seu currículo a final do Euro 2012, que opôs Espanha e Itália, e a final da Liga dos Campeões 2011/2012, entre o Chelsea e o Bayern de Munique, está integrado numa lista de 25 equipas de arbitragem.

Fonte: O Jogo

Pedro Proença e a histórias dos outros portugueses em Mundiais de Futebol

Histórias com apitos: os outros portugueses no Mundial
Portugal teve árbitros no Campeonato do Mundo antes de ter lá a seleção nacional. A primeira vez foi em 1950, precisamente no Brasil. O primeiro foi José Vieira Costa, 64 anos antes de Pedro Proença, nomeado esta quarta-feira pela FIFA para apitar no Mundial 2014, ele e mais dois árbitros assistentes portugueses: Bertino Miranda e Tiago Trigo. No dia em que os árbitros são notícia por outro motivo que não alguma polémica dentro de campo, o Maisfutebol faz uma viagem ao presente e ao passado dos homens que representaram Portugal a este nível.

Houve juízes portugueses em doze dos 19 Campeonatos do Mundo realizados até agora e eles fazem parte da sua história, ainda que não sejam notícia muitas vezes. Ou sejam, por outro lado, quando alguma coisa corre mal. E assim ficam por contar muitas histórias. Como a de Joaquim Campos, no Mundial 1966.

Hoje com 89 anos, Joaquim Campos ainda tem a memória fresca e o humor vivo, para recordar este episódio com um sorriso. Ele começou por ir ao Mundial 1958. Voltou em 1966, em Inglaterra, e a 23 de julho foi árbitro auxiliar no URSS-Hungria dos quartos de final, em Sunderland. «Havia um ecrã luminoso que estava a dar os resultados dos outros jogos. Quando terminou a primeira parte o árbitro principal, que era espanhol, veio ter comigo e perguntou-me porque é que eu estava sempre a olhar para o ar. E eu disse-lhe: «Epá, Portugal estava a perder com a Coreia do Norte e está a dar a volta. E ele: «Quero lá saber!»

Joaquim Campos recordou há pouco tempo esta e outras histórias ao lado de Eusébio, num aniversário da AF Lisboa, e é com orgulho que conta como o Pantera Negra, agora desaparecido, as ouvia com um aceno de aprovação e ia repetindo: «Foste um bom árbitro.»

(Foto: albertohelder.blogspot.pt/)

Eram outros tempos, tão diferentes. Hoje Portugal está no Mundial numa altura em que começou a avançar com a profissionalização de árbitros e em que os juízes de primeira categoria têm condições de treino e financeiras para poder desempenhar o seu trabalho. Joaquim recorda como as viagens para os jogos se faziam de comboio, de véspera, «à procura do sítio mais barato para jantar». Como não havia locais onde treinar, nem se ganhava dinheiro que se visse.

Joaquim Campos distinguiu-se como árbitro, entre outras coisas, porque foi atleta de meio-fundo, no Sporting, e corria muito depressa: «Cheguei a ser recordista nacional.» Ficou famoso por isso no Mundial 1958. A história é contada por Alberto Hélder , ex-árbitro e co-fundador da APAF, que se dedicou, depois de reformado, a investigar e guardar para a posteridade, em blogue, a história da arbitragem: «Na Suécia, onde (Joaquim Campos) foi muito bem recebido e se manteve até final do campeonato, sempre com acompanhamento de primeira, a comunicação social ressaltava essa sua qualidade, dizendo que até corria mais do que os jogadores.» É também Alberto Hélder quem lembra como a camisola preta que Joaquim Campos levou para apitar no Mundial 1958 fora feita pela mulher de um árbitro amigo. 

Joaquim Campos no Mundial 1958
(Foto: albertohelder.blogspot.pt/)


Era um árbitro doutros tempos, mas também conta com orgulho como foi o primeiro juíz profissional português. Em 1969 foi contratado para apitar no Brasil. «Apitei 20 jogos do campeonato de São Paulo no tempo do Pelé», recorda Joaquim Campos ao Maisfutebol. Foi, diz, um «privilegiado», porque a empresa onde trabalhava, a CUF, lhe facilitava essas escapadelas para ir apitar jogos mundo fora.

Antes de Joaquim Campos houve José Vieira Costa. É também Alberto Hélder, autor de um trabalho profundo de pesquisa, quem recorda a história do primeiro árbitro português num Mundial. O juiz do Porto foi selecionado depois de ter estado nos Jogos Desportivos Centro Americanos e do Caribe. Estreou-se no Brasil 1950 como árbitro assistente num Espanha-EUA em Coritiba e depois teve a experiência da sua vida. Os dois jogos seguintes foram no Maracanã, o último o Brasil-Espanha, perante 153 mil espectadores. Vieira Costa voltou a apitar no Mundial 1954.

José Vieira Costa
(Foto: albertohelder.blogspot.pt/)


A montanha mais alta

Portugal voltou a ter um árbitro no Mundial 70, Saldanha Ribeiro. Depois teve António Garrido, em 1978 e 1982, a seguir Carlos Valente, em 1986 e 1990, mais tarde Vítor Pereira, em 1998 e 2002. Não teve ninguém em 2006. O regresso foi em 2010 e então, como agora, Bertino Miranda esteve entre os escolhidos, num trio que teve como árbitro principal Olegário Benquerença. É o topo da carreira de um árbitro, chegar aqui.

Pedro Proença comentou a nomeação como o «concretizar de um sonho» e o ponto mais alto da sua carreira. Bertino Miranda reforça, em declarações ao Maisfutebol: «É o momento mais alto. É um bocado como os montanhistas. Há sempre a montanha mais alta de todas. É realmente o ponto mais alto a que podemos aspirar. Há milhares de árbitros, mas só 25 é que vão ter o prazer de estar nesse lote tão restrito», observa Bertino Miranda ao Maisfutebol.

E se a presença de árbitros portugueses para o Mundial 2014 entre os nomeados já era esperada - Pedro Proença tem estado entre os juízes de topo mundial, em 2012 apitou a final da Liga dos Campeões e esteve na fase final do Europeu -, em 2010 foi muito diferente, conta Bertino Miranda. «Desta vez pertencíamos ao lote de favoritos. Em 2010 não pertencíamos. Foi sentido com outro entusiasmo. Estávamos a correr por fora», conta, recordando também como o processo foi diferente.

A FIFA levou para a África do Sul mais juízes do que aqueles que formariam o quadro principal, e os árbitros só em cima da hora souberam se estavam entre os titulares ou nas reservas. «Estávamos a jantar quando saíram as primeiras nomeações. A cada jogo pensávamos que se iam reduzindo as hipóteses. Quando saiu o nome de Olegário Benquerença ficámos em choque, a chorar, a abraçar-nos. Foi um momento de grande felicidade.»

Seguiu-se o Euro 2012 e agora o Mundial 2014, com a perceção de que a arbitragem portuguesa está num patamar em que já faz parte das escolhas habituais. Basta ver, por exemplo, que volta a ter lugar entre os nove árbitros da Europa selecionados para o Mundial, enquanto a França, por exemplo, ficou de fora. E é assim independentemente das polémicas que continuam a acontecer por cá no que diz respeito à arbitragem. Ainda no fim de semana passado, no Benfica-FC Porto, a atuação de Soares Dias foi muito contestada. 

As polémicas e o que conta lá fora

«Polémica sempre existiu. Onde houver um jogo de futebol, onde alguém decide situações analisadas por 24 câmaras de televisão, haverá sempre polémica», reage Bertino Miranda, defendendo o nível da arbitragem portuguesa: «Isto é uma distinção para a arbitragem portuguesa. Se não estivesse bem vista, dificilmente podia ter representantes no Mundial. Temos um grupo de árbitros que tem boa imagem lá fora.»

Pedro Henriques, ex-árbitro e comentador, junta mais um dado à análise: «Um árbitro pode apitar mal no seu campeonato todos os fins de semana. Mas não conta nada. Lá fora veem apenas os jogos internacionais. Os observadores, os delegados, só querem saber da prestação técnico-tática em relação ao que os árbitros fazem em termos internacionais.»

Para Pedro Henriques, a escolha de Pedro Proença e dos dois assistentes é resultado de mérito pessoal, mas também do trabalho que foi feito pelo atual Conselho de Arbitragem . «Primeiro tem que se dar os parabéns em termos individuais pelo mérito dos três nomeados. Segundo, por vezes é esquecido, os parabéns que têm de ser dados ao Vítor Pereira. Quando eu ainda era árbitro e ele assumiu o Conselho de Arbitragem, umas das primeiras palavras dele, a perspetivar o futuro, foi assumir o objetivo de recuperar em termos internacionais o prestígio da arbitragem portuguesa.»

«Há aqui um mérito que é pessoal. Mas também é muito importante que toda a estrutura que está por trás tenha qualidade», defende Pedro Henriques, para quem Vítor Pereira começou por «desbravar um caminho sozinho». O árbitro que também representou Portugal em dois Mundiais, 1998 e 2002, trabalhou depois de terminada a carreira na UEFA como conselheiro técnico e instrutor. Pedro Henriques dá outro exemplo. Hoje, Portugal tem dois preparadores físicos de árbitros que trabalham com a UEFA na formação de árbitros internacionais, masculinos e femininos: «É a isso que eu chamo de estrutura.»

«Era mais fácil apitar no meu tempo»

Joaquim Campos também valoriza o nível atual da arbitragem portuguesa, com alguma amargura: «É com muito orgulho que vejo a nomeação do Pedro Proença, que no ano passado foi considerado o melhor árbitro do mundo. Não é só o Cristiano Ronaldo, também temos um árbitro nos melhores do mundo, mas isso fala-se pouco. O árbitro é quase sempre ignorado. É conhecido quando se quer dizer mal dele. Nunca se apregoa nada do que fazem bem.»

Mas, apesar de notar tudo o que se evoluiu, o decano dos árbitros nacionais também acha que o trabalho dos juízes é mais difícil agora. «Era mais fácil apitar no meu tempo do que agora. Havia mais respeito, cronistas que sabiam mais de futebol», nota Joaquim Campos: «Hoje há jogos que têm 40 e tal faltas, como é possível? Vi uma estatística do Benfica-FC Porto da semana passada que dizia que teve cento e tal interrupções. Jogou-se 40 e poucos minutos (pode ver esses dados aqui). Acho que antigamente os treinadores ensinavam os jogadores a jogar à bola e agora ensinam-nos a não deixar jogar à bola.»

Quanto a Alberto Hélder, que foi árbitro e formador – de Pedro Proença, de Vítor Pereira e de muitos outros -, não esconde uma abordagem crítica à forma como a estrutura da arbitragem portuguesa está nesta altura. «Neste momento os árbitros portugueses recomendam-se. O mesmo não acontece com os dirigentes a nível nacional», diz, ele que no seu blogue critica Vítor Pereira pela forma como conduziu o polémico processo das classificações na época passada, ou ainda «pelo facto de ano e meio após tomar posse ter dedicado especial afeição à Academia da Arbitragem, sem ter ligado minimamente às bases, ou seja, aos Conselhos de Arbitragem das Associações».

A imagem e o resto: o que distingue Proença

Voltando a Pedro Proença e à forma como emergiu nos últimos anos como o principal rosto da arbitragem nacional, Pedro Henriques analisa o que distingue o juíz de Lisboa. «O mais importante é ser bom árbitro. Depois, uma das coisas fundamentais foi ter conseguido atingir a internacionalização relativamente cedo. Hoje é muito importante aos 18, 19 anos, tirar o curso de árbitro, se não dificilmente se irá ter tempo para cumprir todas as etapas», começa, notando que a imagem de Proença também conta: «Também surge de uma geração de árbitros que atinge a I Divisão cedo e que tem outra imagem. A imagem dos árbitros era de uns tipos barrigudos, carecas. Ele surge com outro perfil, um perfil de atleta. O gel no cabelo, o facto de ser longilíneo, elegante, tudo isso contribui. É uma pessoa que conseguiu juntar ao resto formação académica, o que é cada vez mais importante», observa ainda: «O Collina foi o primeiro árbitro nessa linha. Hoje em dia o mundo vive muito da imagem e arbitragem começou também a ir por aí. Ele tinha esse perfil. Fui quarto árbitro dele várias vezes e tinha essa postura, era elegante a correr.»

«Tivemos bons formadores. Há 20 anos, todas as semanas íamos aos núcleos com grandes preletores, grandes formadores. Treinávamos todos os dias, havia aqui uma geração que olhava para a arbitragem de forma diferente», conclui Pedro Henriques: «Há 20 anos já tínhamos grande ambição, falávamos nisso: um dia vamos apitar um Benfica-Porto. Quem mantiver o foco, como sei que ele mantém, tem mais probabilidades de chegar ao topo.»

Fonte: Mais Futebol

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reunião marca nova era para International Board


O dia 13 de janeiro de 2014 foi histórico para os 127 anos da International Football Association Board (IFAB). Em cerimônia realizada em Zurique, a entidade passou a ser reconhecida como organização autônoma.
A IFAB, órgão encarregado de atuar como guardião das Regras do Jogo, está oficialmente registrada a partir desta segunda-feira como uma associação independente nos termos do Código Civil Suíço, com estatutos próprios definindo a finalidade, a estrutura e as responsabilidades da entidade e dos seus órgãos.
Durante a reunião na sede da FIFA, os membros fundadores da IFAB foram definidos como: a Federação Inglesa de Futebol (representada pelo presidente Greg Dyke), a Federação Escocesa de Futebol (representada pelo presidente Campbell Ogilvie), a Federação Galesa de Futebol (representada pelo presidente Trefor Lloyd Hughes), a Federação Norte-Irlandesa de Futebol (representada pelo presidente Jim Shaw) e a FIFA (representada pelo presidente Joseph S. Blatter).
A composição do Conselho de Administração foi confirmada com Jérôme Valcke (secretário-geral da FIFA), Jonathan Ford (diretor executivo da Federação Galesa), Alex Horne (secretário-geral da Federação Inglesa), Patrick Nelson (diretor executivo da Federação Norte-Irlandesa) e Stewart Regan (diretor executivo da Federação Escocesa) – todos presentes na cerimônia. O evento marcou uma etapa significativa no processo de reforma da IFAB, realizado em paralelo com o processo de reforma de governança da FIFA, que inclui uma análise completa e detalhada dos processos da IFAB.
Outra mudança importante foi a criação de dois novos painéis consultivos, um Painel Técnico e um Painel de Futebol, que serão formados por integrantes de diversas áreas do mundo do futebol, com o objetivo de dar maior expertise à IFAB antes da aprovação das decisões. Isso ampliará o processo de consulta da entidade, já que os membros dos painéis fornecerão um entendimento mais completo de como o futebol está sendo jogado no mundo inteiro. A composição dos painéis será confirmada na próxima Assembleia Geral Anual, marcada para o dia 1º de março, em Zurique.
Um gabinete de apoio ao executivo também está sendo criado para ser o braço administrativo da IFAB. Ele será comandado pelo secretário da organização, que irá se reportar ao Conselho de Administração e agir em nome dele. Esse gabinete, com sede em Zurique, lidará com todas as questões administrativas da IFAB e servirá como principal contato com a organização.
Ademais, a fim de acentuar a independência e melhorar o entendimento das Regras do Jogo e de todos os processos envolvidos, a IFAB lançará sua própria página na internet, onde serão disponibilizados todos os documentos e publicados os motivos por trás das decisões da entidade.
O processo de votação, por sua vez, permanecerá inalterado. Isso significa que os integrantes britânicos continuam a ter um voto cada, enquanto a FIFA, representando as demais 205 federações, tem direito a quatro votos. Para uma decisão ser aprovada na Assembleia Geral Anual, é necessário haver maioria de 75%.
Qualquer federação afiliada à FIFA pode sugerir mudanças nas Regras do Jogo por meio de um dos membros da IFAB, que são responsáveis por propor questões para debate na Assembleia Geral Anual.

Fonte: FIFA
Texto escrito em Português do Brasil

APAF: Chamada de Proença é selo de qualidade da FIFA

O árbitro Pedro Proença está pré-convocado para o mundial de futebol Brasil’2014. Depois da presença no último Europeu em 2012 e na final da Liga dos Campeões em 2011/2012 este é o patamar que faltava ao melhor juiz de campo português da atualidade. José Fontelas Gomes, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), realçou em declarações ao jornalista da Antena 1, José Carlos Lopes, que é o reconhecimento da FIFA pelo trabalho realizado pela arbitragem portuguesa.


O dirigente da classe não tem dúvida sobre a atenção que a FIFA continua a prestar ao setor da arbitragem nacional e esta escolha é a prova disso.

Sobre o desempenho que Pedro Proença e os auxiliares Bertino Miranda e Tiago Trigo poderão ter no Mundial estará sempre dependente daquilo que a seleção nacional possa atingir na fase final bem como as seleções dos outros treinadores nacionais que estarão presentes, no caso Fernando Santos (Grécia) e Carlos Queiroz (Irão), lembrou o presidente da APAF.

Com a chamada da equipa de arbitragem portuguesa ficou completo o quadro de representantes possíveis, depois da qualificação da seleção de Portugal e dos outros dois treinadores nacionais ao serviço de seleções estrangeiras, como realçou José Fontelas Gomes.

Chegar às meias-finais do Mundial "seria fantástico", admite Pedro Proença

O árbitro português Pedro Proença reconheceu hoje à agência Lusa, que chegar ao “último quarto” do Mundial2014 seria “fantástico” e mostrou satisfação por estar entre os 25 escolhidos para a fase final, no Brasil.


“Diria que chegar ao último quarto [meias-finais] seria um objetivo absolutamente fantástico e inédito para a arbitragem nacional”, reconheceu Pedro Proença, que no Mundial2014 contará na sua equipa com Bertino Mirando e Tiago Trigo.
O árbitro, que teve em 2012 o momento mais alto da carreira, com a finais da Liga dos Campeões e Europeu de futebol, advertiu que é “perigoso” dizer até onde se pode ir, mas que a expectativa é “muito elevada”.

“A equipa nacional tem como objetivo chegar até ao último quarto. E como isto depende também da prestação da seleção nacional há variáveis que não controlamos”, sublinhou o árbitro lisboeta.
Para Proença, esta escolha mostra uma vez mais a confiança da FIFA na arbitragem nacional, no dia em que foram conhecidas as 25 equipas de arbitragem para a competição, naquele que é o primeiro Mundial na carreira deste árbitro português.
Pedro Proença, de 43 anos, quis deixar ainda uma palavra de apreço às condições que lhe têm sido dadas pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), referindo que são elas que permitem “melhores prestações”.

“Mais do que as tecnologias são as condições inéditas que a direção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deu a esta equipa de arbitragem para se preparar para este Mundial”, disse o árbitro.
As novas tecnologias a introduzir no Mundial, no apoio às equipas de arbitragem, têm o aval do árbitro, com este a dizer que tudo o que possa contribuir para “aferir as situações de jogo ajudam não só a arbitragem, mas o futebol em geral”.

Com a escolha de hoje é a oitava vez que Portugal se faz representar por uma equipa de arbitragem num Mundial.

O último representante foi o árbitro leiriense Olegário Benquerença, que esteve no Mundial2010 da África do Sul, dirigindo dois jogos na fase de grupos e um nos quartos de final, entre Gana e Uruguai (1-1, 2-4 nas grandes penalidades).

Os outros árbitros portugueses nos Campeonatos Mundiais foram Vieira da Costa (1950 e 1954), Joaquim Campos (1958 e 1966), Saldanha Ribeiro (1970), António Garrido (1978 e 1982), Carlos Valente (1986 e 1990) e Vítor Pereira, atual líder do Conselho de Arbitragem da FPF, (1998 e 2002).

Fonte: Futebol 365

Vítor Pereira: «Proença tem feito campanha internacional notável»


Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, comentou a nomeação do árbitro português Pedro Proença pela FIFA para o Campeonato do Mundo deste ano.

«Os próprios desempenhos de Pedro Proença ao longo desta época foram de bom nível, ele tem granjeado prestígio internacional e esta notícia é a confirmação de tudo isto. Ele está de parabéns, bem como o Bertino e Tiago que fazem parte da equipa. Têm feito uma campanha internacional notável, e vão estar a representar o nosso país. Da mesma maneira que a Bola ao Ouro ao Ronaldo faz com que milhões de miúdos em Portugal e lá fora queiram ser Ronaldos e adiram ao futebol, a presença do Pedro Proença no Brasil poderá fazer com que muitos jovens, ao verem o exemplo dele, se motivem também, e isso permita fomentar a adesão à arbitragem», afirmou o dirigente aos microfones da Rádio Comercial.

Fonte: Mais Futebol

Fernando Gomes: "Pedro Proença vai dignificar arbitragem portuguesa"


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ficou muito satisfeito por Pedro Proença ter sido nomeado para o Mundial 2014. Fernando Gomes considera que a decisão da FIFA reflecte o "reconhecimento da competência, da dedicação, do profissionalismo e da qualidade da arbitragem portuguesa".

O dirigente não tem dúvidas que Proença "irá dignificar a arbitragem nacional". Fernando Gomes envia os parabéns ao árbitro português e aos auxiliares nomeados (Tiago Trigo e Bertino Miranda), sublinhando que esta escolha justifica a aposta que a FPF tem feito "no sentido de valorizar a arbitragem nacional".

Depois de ter apitado a final do Euro 2012 e a final da Liga dos Campeões em 2011/12, Pedro Proença vai estrear-se em fases finais de um Campeonato do Mundo. O Mundial 2014 arranca a 12 de Junho.


Fonte: Renascença

Confirmado: Pedro Proença nomeado para o Mundial 2014


Pedro Proença e os auxiliares Bertino Miranda e Tiago Trigo integram a lista final de 25 equipas de arbitragem para o Mundial 2014 de futebol, que se disputará no Brasil, anunciou a FIFA nesta quarta-feira.
O árbitro lisboeta estreia-se num campeonato do mundo, mas já tem no currículo a final do Euro 2012, entre a Espanha e a Itália, que os espanhóis venceram por 4-0, e o jogo decisivo da edição de 2011/2012 da Liga dos Campeões, ganha pelo Chelsea ao Bayern de Munique no desempate por grandes penalidades.
"Os árbitros para o Mundial 2014 foram escolhidos essencialmente pela personalidade, qualidade de interpretação do jogo e do comportamento das equipas, inclusive no plano táctico", explicou a FIFA em comunicado.
Na lista final divulgada nesta quarta-feira, a Europa lidera os nomeados, com nove equipas de arbitragem. Entre os juízes europeus figuram o italiano Nicola Rizzoli e o inglês Howard Webb, que, nas últimas épocas, têm repartido com Pedro Proença o protagonismo na arbitragem europeia.
Tal como o árbitro português, também Rizzoli se estreia numa fase final de um Mundial, mas já leva para o Brasil um currículo com a última final da Champions, ganha pelo Bayern de Munique ao Borússia de Dortmund.
Nesta temporada, o italiano foi o árbitro do jogo entre Portugal e a Suécia (1-0), da primeira mão dos play-off de apuramento ao Mundial 2014, e também dirigiu o jogo entre o Paris Saint-Germain e o Benfica, da fase de grupos da Liga dos Campeões, que os franceses venceram por 3-0.
O inglês Webb foi o árbitro da final do Mundial 2010, na África do Sul, vencida pela Espanha, depois de bater a Holanda por 1-0. Antes, tinha arbitrado a final da Liga dos Campeões, entre Inter de Milão, na altura orientado por José Mourinho, e Bayern de Munique. Venceram os italianos por 2-0, naquele que seria o segundo título europeu de Mourinho, depois da conquista de 2004 ao serviço do FC Porto.
Depois da Europa, segue-se a América do Sul nesta lista final da FIFA, com cinco equipas de arbitragem, entre elas a comandada pelo brasileiro Sandro Meira Ricci. Depois a Ásia, com quatro equipas de arbitragem, África e América do Norte, Central e Caraíbas, com três cada, e Oceânia, com uma, completam as escolhas para o Mundial 2014.
A FIFA explica que os árbitros nomeados vão agora participar em três seminários: o primeiro já em Fevereiro, o segundo em Março e o último "dez dias antes do pontapé de saída para o Mundial".
"Os árbitros e seus auxiliares serão seguidos e monitorizados regularmente nesse período e a FIFA disponibilizará todo o apoio para que todos possam preparar da melhor forma a sua participação no Mundial 2014."

Fonte: Público