terça-feira, 31 de janeiro de 2017

UEFA dá razão a Jorge Sousa nos casos do dérbi


A UEFA dá razão a Jorge Sousa nos lances polémicos do Benfica-Sporting do passado dia 11 Dezembro, apurou Bola Branca.

Por solicitação do Sporting, na última reunião entre os clubes profissionais e o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, seguiu um pedido para a UEFA para uma consulta sobre os casos do dérbi.

Os leões contestaram, principalmente, dois lances em que Jorge Sousa não assinalou mão na bola dos jogadores do Benfica. O primeiro envolveu Pizzi, no início do lance do primeiro golo dos encarnados. O segundo é com Nelson Semedo, na área do Benfica.

A UEFA já respondeu, dando razão às decisões de Jorge Sousa. No fundo, o entendimento da UEFA é o mesmo do Conselho de Arbitragem da FPF.

Fonte: RR

Há uma nova maneira de conseguir um cartão vermelho!

Bem, há uma nova maneira de conseguir um cartão vermelho!

O guarda redes do Shettleston Gary White, colocou-se em sarilhos no passado Sábado, ao que parece.
O seu clube estava a ganhar o jogo contra Shotts Bon Accord na segunda parte, quando a natureza chamou. White decidiu atender o chamamento...e não correu muito bem.

Quando faltavam apenas 20 minutos para se jogar, ele escapuliu-se por detrás da baliza para tratar do assunto, quando voltou, foi "agraciado" com um cartão vermelho. Se o leitor está a jogar o "bingo do cartão vermelho" poderá riscar o quadrado de "fazer uma pausa para wc atrás da baliza"!

O treinador do Shettleston, John Fallon jr., disse, de acordo com o jornal  "The Sun", versão escocesa: "Ele estava pronto para bater o pontapé de baliza e gritou para o árbitro assistente que precisava de ir à casa de banho. O árbitro assistente disse-lhe 'Não podemos parar o jogo.' Antes de bater o pontapé de baliza ele correu para trás da baliza, subiu o muro para fazer um xixi. Depois voltou e o árbitro mostrou-lhe o cartão vermelho."

E acrescentou: "Não há nada no livro das leis sobre isto, por isso estamos todos um pouco confusos."

No fim, o Shettleston conseguiu reter a vantagem e garantiu os 3 pontos na Primeira Divisão da Super Liga da Escócia Oeste. Mas para White poder-se-á dizer que o Shettleston tinha uma defesa "com fugas" e pagou o preço por isso!

Que este episódio sirva de lição: Use sensatamente os intervalos!

Fonte: Fox sports

Agora não é a flor, são os árbitros! por Juanma Rodríguez, adepto do Real Madrid

Não é só em Portugal que os árbitros servem de desculpa para os maus resultado. Em Espanha também os culpam, obviamente que os adeptos dos clubes rivais apostam em desvirtuar essas reclamações, como podemos ler neste texto de um adepto do Real Madrid.

"Agora não é a flor, agora são os árbitros. Ao ser Espanha o país mais vingativo entre os vingativos, e ter o Real Madrid passeado a bandeira espanhola com orgulho pelo Mundo, é lógico que seja precisamente em Espanha onde mais invejas e animosidades suscite o clube "blanco". Muito melhor do que eu disse, há muito tempo, Don Santiago Bernabeu: "Sendo Espanha um país de inveja, todos os nossos problemas vêm de sermos campeões muitas vezes." E agora não é a flor, agora toca aos árbitros.

Eu quando ouço falar sobre árbitros eriço-me todo. Se os jornais pró Barcelona falam de
Sanchez Arminio, Angel Villar ou, para esta matéria e, embora não sem envolvimento direto na  nomeação de Javier Tebas, eu eriço-me. Quando isto acontece, quando a partir de Barcelona se fala dos árbitros, não é necessário olhar para a classificação, já sabemos que o Real Madrid está no topo.

E isso é o que acontece agora: quando o Real Madrid perde é porque foi pior, mas quando o Real Madrid ganha é a flor, são as bolas, sejam quentes, frias ou de cristal, e, claro, sempre, pelos árbitros: "sendo Espanha um país de invejosos" ...

Como  o Real Madrid lidera o campeonato com uma vantagem de 4 pontos sobre os perseguidores, eu comecei a ouvir que a competição está viciada. Sobre a "viciação"  Simeone falou um que a Liga estava viciada para o Real Madrid e no final ganhou o ... Barça! O treinador e os jogadores do Real Madrid fazem bem em não ler, ouvir ou ver qualquer coisa e se concentrar no seu trabalho. Nadie va a reconocerle jamás los méritos al club deportivo más importante de la historia , nadie. Nunca ninguém irá reconhecer os méritos do clube desportivo mais importante da história, ninguém.

E isto é assim pela simples razão de que não deve ser fácil ir sempre atrás do melhor. A Inveja, que nunca é saudável."

Fonte: Marca

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ainda o Benfica vs Boavista, parte 4, por Duarte Gomes

Seguramente lembram-se deste lance.

O tal do fora de jogo posicional de Shembri, que levantou muitas dúvidas e gerou grande discussão sobre a sua legalidade.

Foi fora de jogo? Não foi? Tocou na bola? Não tocou? Interferiu no adversário? Não interferiu? Teve impacto na defesa? Não teve?

Só o número de perguntas possíveis atestou, desde logo, a enorme dificuldade de análise desta situação.

Neste mesmo espaço e em tempo devido, procurei esclarecer os caros leitores acerca do que diziam "os livros" sobre esta matéria. E hoje recordo, eles rezam mais ou menos isto:
  • Sempre que um jogador tente claramente tocar a bola (mas não o consiga) e essa ação tenha impacto nos defensores, deve ser punido por fora de jogo.
Então, disse, o segredo seria decidirmos se a ação de Schembri tinha ou não tido impacto no adversário.

Exercício Básico - Revejam o lance.
  1. Se entenderem que a ação do avançado do Boavista teve impacto nos defensores, defenderão o fora de jogo.
  2. Se acharem que não, dirão que o lance foi legal.
Perguntarão: porque razão estamos a falar desta situação novamente?

Pela oportunidade do tema. É que o Conselho de Arbitragem pronunciou-se recentemente sobre ele.

No seu entender, o lance devia ter sido punido por fora de jogo, por considerar que a ação de Schembri teve impacto na ação do GR Ederson.

Tal como aqui referido, essa é uma opinião perfeitamente legítima porque fundamentada numa das duas interpretações que a lei sugere.

É agora a posição oficial do órgão que superintende a arbitragem em Portugal. Significa que, futuramente e em lances análogos, os árbitros decidir-se-ão sempre pela punição.

Esta leitura - repito, perfeitamente plausível - foi confirmada pela UEFA, a quem o CA afirmou ter recorrido, seguramente pelo facto de ter tido dúvidas sobre qual a decisão a tomar.

Para nós - comentadores, adeptos e apaixonados por futebol - não é importante concordar ou discordar com esta interpretação.

É importante respeitá-la e aceitá-la como correta.

Se, tal como eu (e vários peritos nacionais e internacionais em leis de jogo) entenderem, ainda assim, que Schembri, colocado naquele momento a cerca de oito metros do GR e em movimento claramente contrário ao da baliza, não teve impacto na sua ação, não se inibam de manter a vossa perspetiva.

Ela é tão válida como qualquer outra.

Se reparar bem, os tribunais portugueses estão cheios de processos pendentes porque defesa e acusação fazem análises distintas da lei. Da mesma lei.

Não é crime. É democracia. Não é disparate. É liberdade para raciocinar.

Esta discussão é saudável e reflete apenas o empenho de muita gente - CA incluído - em elucidar e esclarecer as pessoas sobre a grande dificuldade que é escrutinar as leis que regem o desporto rei.

Mais.

Ela sublinha uma realidade a que todos devem formatar-se no futebol: é que nem tudo é objetivo, nem tudo pode ser carimbado e nem tudo pode exigir uma só resposta. Uma só verdade.

Aliás, se fosse tudo preto no branco, o futebol seria uma valente seca. Não seria?

Fonte: Expresso

domingo, 29 de janeiro de 2017

Ainda o Benfica vs Boavista, parte 3!

Conselho de Arbitragem promoveu sessão de esclarecimento com exemplos práticos de lances que ocorreram nas recentes jornadas da Liga


Aquele lance era fora de jogo!

Quantas e quantas vezes são proferidas estas palavras no decorrer de um jogo de futebol nos dias que correm…

Com polémica ou nem tanta assim, o trabalho dos árbitros é sempre alvo de escrutínio por parte dos adeptos, mas falta quase sempre o outro lado da história.

O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol promoveu esta sexta-feira uma sessão de esclarecimento focada na questão do fora de jogo ao abrigo das leis do International Board.

Durante um par de horas, o presidente José Fontela Gomes, ‘auxiliado’ por João Ferreira e também Bertino Miranda, enumeraram alguns lances recentes dos quais resultaram dúvidas, e esclareceram os motivos pelos quais deviam ou não ter sido validados.

Este é um artigo sobre arbitragem, mas do ponto de vista técnico e com leis que o sustentam, não visa alimentar qualquer tipo de polémica em torno do assunto, nem serve de defesa ou crítica à classe.

Um árbitro é parte integrante do jogo, tal como o jogador e o treinador, pelo que os erros podem acontecer.

Vamos então falar de futebol.

Schembri deu um ponto ao Boavista e um exemplo para os livros

Um dos lances em análise foi o terceiro golo do Boavista na Luz (14 de janeiro), pelas dúvidas que levantou mas sobretudo por se revelar um bom exemplo do que as novas leis de jogo demonstram.

Ora, a lei do fora de jogo diz-nos que «estando um jogador na posição de fora de jogo, se tentar jogar a bola que está junto a si e essa ação causar impacto na ação dos adversários, então esse mesmo jogador deve ser punido por fora de jogo»
Dentro deste prisma há, contudo, três perguntas que têm de ser respondidas numa curta fração de segundos:
  1. A ação teve impacto nos defesas?
  2. A ação teve impacto no guarda-redes?
  3. A ação perturbou a visão do guarda-redes?
Schembri está de facto em posição irregular, mas isso até podia não ser suficiente para punição. Acontece que o avançado do Boavista teve interferência na jogada, porque mesmo que não tenha tocado na bola, teve a intensão de jogá-la.

A isto soma-se ainda a resposta à ‘pergunta 2’, visto que Ederson travou o movimento à espera do que poderia sair daquele toque do avançado boavisteiro.
Conclusão: o lance deveria ter sido invalidado por fora de jogo, ao abrigo daquilo que são as novas leis.

Fonte: MaisFutebol



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Notts County despede treinador por insultos aos árbitros

Presidente do clube afirma que a atitude prejudica "o espírito comunitário"

O Notts County, clube da quarta divisão de Inglaterra, revelou esta terça-feira que despediu o treinador, John Sheridan, por ter insultado e ameaçado a equipa de arbitragem.

Sheridan terá ameaçado a equipa de arbitragem após a derrota frente ao Wycombe, em dezembro, atitude que não foi tolerada pelo clube, classificando-a como "terrível".

"Este é um clube familiar que deseja ser um pilar da comunidade local", reiterou o presidente Alan Hardy, em declarações ao site do clube.

"Comentários feitos pelo Sr.Sheridan são absolutamente terríveis e totalmente inaceitáveis, minando completamente o espírito comunitário e foco que estamos a tentar desenvolver. Decidimos rescindir o contrato com base no que li no relatório do árbitro. E foi por isso que decidi revelar os motivos da decisão", explicou o presidente do clube.

O treinador demitido, Sheridan, foi punido com cinco jogos de suspensão por ter ameaçado derrubar o quarto árbitro com um murro.

Fonte: MaisFutebol

Não só “fora o árbitro”, mas “fora o dirigente”

Artigo de Jorge Vieira, ex-dirigente do FC Porto e do Conselho de Arbitragem da AF do Porto

O futebol está em ‘off-side’ e não é só por culpa dos homens do apito, mas sim da maioria dos dirigentes do melhor jogo do mundo.

A nossa experiência de muitos anos, sentado no "banco dos réus" dos estádios ou nos gabinetes de direção da arbitragem, vai sempre bater no mesmo e que é o esbarrar da maior culpa dos chamados maus juízes em campo e que são, sem


dúvida, os dirigentes dos clubes que entendem que a vitória das suas cores terá de aparecer a qualquer jeito.

É que os árbitros, caros senhores que gostam de futebol, não tem clube, só tem um emblema e que é o prestigiar a arbitragem. Mas para isso precisam de paz, não de guerras, de pressões e até de ameaças de morte!

É verdade que, tal como os jogadores e os treinadores, os ‘homens de negro’ não têm a suprema categoria nas suas decisões. Tal como os jogadores, muitos deles pagos a peso de ouro, e que falham golos de baliza aberta, e os treinadores apostam em tácticas marca zero, também os árbitros cometem os seus erros. Mas aos jogadores tudo se perdoa, mesmo com o prejuízo de milhões, tal como aos treinadores, cofres cheios de sabedoria.

Aos árbitros, não, nada se perdoa. Exige-se que o homem do apito seja um homem sem pecado.

É verdade, que não queremos iludir ninguém, que a escola de arbitragem no cumprimento das regras e nos reflexos psicológicos do entendimento humano do adepto, jogadores, treinadores e dirigentes já tem de começar nos chamados campeonatos regionais, havendo mestres aplicados e sabedores e fechando as portas a toda a casta de tensão para a satisfação de conveniências.

Sabemos do que falamos porque já vivemos de perto com esta situação e sabemos bem as razões que nos obrigaram a bater com a porta. Só tínhamos o emblema de bem servir e respeitar o compromisso que firmamos.

Os maus árbitros, como conhecemos ontem e hoje, não são os que usam um apito, mas o que usam gravata e se sentam nos gabinetes.

Os dirigentes dos clubes, mesmo hoje com as grandes organizações futebolísticas, não escolhem nem votam os melhores, mas sim nos nomes que podem ser facilmente maleáveis para os interesses da confirmação das promessas que se fazem aos adeptos na garantia de vitórias, se possível, todos os fins-de-semana, custe o que custar.

Muita gente que nos estará a ler sabe que sabemos - e bem - do que estamos a falar pois, repetimos, andamos metidos no meio do barulho e só. porque pretendemos dizer "basta", habilmente convidaram-nos a passar a ter somente o estatuto de adepto de bancada
Nascemos para o futebol nas escolas de Artur Baeta nos anos 50/52, e mais tarde, de 1972/79 fomos director do futebol profissional do FC Porto e, mais tarde, como dirigente associativo, presidente do Conselho Técnico e do Conselho de Arbitragem, na AF Porto,

Sem complexos, pois, deixamos escrito que somos adeptos do FC Porto, mas primeiro que o "dragão" somos adeptos ferrenhos do futebol.

Por isso decidimos "entrar em campo" em defesa dos árbitros. Nós que conhecemos o terreno, não esquecemos que vivemos num tempo em que não havia as adequadas estruturas para a formação dos árbitros, tão pouco o dinheiro que há hoje num futebol industrializado.

Mas, já nesse tempo recuado, quando exigíamos maior apoio, também nunca nos foi dado por vontade dos dirigentes já que o que interessava (e interessa ainda) era uma estrutura fraca, com frinchas nas leis e nos hábitos para que os interesses dos clubes pudessem ser passes para golos…

É uma verdade muita antiga que os dirigentes quando ocupam os lugares de chefia raramente ou quase nunca conseguem despir a camisola do seu clube. E essa negação tem os resultados que todos vemos e com a triste possibilidade de proliferarem.

A acrescentar a esta situação há a televisão a vasculhar os pormenores do jogo que só se dá por eles ao passar as imagens meia dúzia de vezes, mas que se exige aos árbitros que, num olhar de raio, os veja com a velocidade da luz.

Acresce que na TV há milhentos programas de futebol e com comentadores que fazem do seu comentário um tanque para lavar roupa suja, poucos sendo aqueles que seleccionam para os comentários quem um dia pisou os campos relvados ou pelados, na arte de jogar ou treinar. Apresentam-se fotografias - e todos sabemos como se podem adulterar as imagens -, disparam frases e imagens que já são história, inventam-se comparações e interesses que fazem desesperar pela desconexão mental de uns tantos. Acirram-se os adeptos e, depois disto tudo, são os árbitros os rapazes maus.

Sabe-se de ciência certa que os árbitros são humanos, nunca é demais repetir e, como tal, cometem erros. Sabe-se que todos os árbitros querem ser imparciais, mas a lei da vida diz-nos que não conseguirão ser totalmente isentos. Daí exigir-se uma análise, aí sim, isenta, por parte da classe dirigente.

Não diremos nada de novo se não afirmarmos que a seleção de cidadãos para árbitros de futebol terá de ter cada vez uma malha mais fina de valor humano e nas mais variadas vertentes desde a força atlética até à força mental. O apito terá de saber ler e escrever.

Por outro lado, os adeptos devem começar a pensar seriamente que o árbitro não é único culpado, o ‘balde do lixo’ das frustrações das cores clubistas. Terá de existir também uma seleção apurada de competências humanas para os dirigentes, que não confundam as suas fraquezas e dos seus atletas e treinadores debitando-as no comportamento dos árbitros.

É urgente trazer dignidade para o futebol. Escolher os homens certos para o dirigir, gente que ao assinar a posse dos seus mandatos, esqueça a camisola do clube que os catapultou para a responsabilidade duma gestão que sirva, repetimos, o melhor jogo do mundo e que envolve dinheiro a roçar o valor de boas fortunas.

Não se pode agradar a gregos e troianos. A seriedade terá de valer o título de campeão. A começar por dirigentes que transmitam bons exemplos de administração nas Federações, Ligas, Associações e, sobretudo nos clubes.

Que a comunicação social não faça do futebol um mundo de prostituição, dando guarida a quem não gosta de futebol, mas sim de um desporto de maus costumes.

Se assim acontecer, separar-se-á o trigo do joio na arbitragem, surgirão valores respeitáveis na condução dos jogos, na classe dirigente e nos adeptos.
Se assim for, o Futebol passará ser uma coisa bonita e de que todos gostaremos ainda mais, as cores do nosso clube ficarão mais brilhantes com tinta da Dignidade e o jogo regressará a uma ‘festa de família’.

Fonte: Record

Guarda Redes do Senegal faz pior simulação de sempre



Khadim N'Diaye, guardião senegalês, está a agitar as redes sociais com a já apelidada "pior simulação da história do futebol". Aconteceu na CAN 2017 durante o duelo com a Argélia, quando fingiu uma lesão nos minutos finais como forma de ganhar tempo, já que o empate servia à sua seleção para se manter imbatível na prova

Fonte: Tá Bonito



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A qualidade, a experiência e os erros dos árbitros, por Jorge Faustino

A juventude do atual quadro de árbitros da primeira categoria do futebol nacional tem sido, esta época, tema recorrente nas discussões sobre a arbitragem portuguesa.

Nas análises aos jogos e às arbitragens, sejam estas feitas por adeptos, comentadores, clubes ou até mesmo por ex-árbitros, ouvimos e lemos que a arbitragem portuguesa tem, atualmente, um défice de qualidade devido à pouca experiência da maioria dos seus árbitros. É uma visão distorcida e distante da realidade querer associar o erro apenas à falta de qualidade dos árbitros; bem como associar a falta de qualidade dos árbitros à sua inexperiência.

É uma realidade que a inexperiência pode levar a erros, mas nunca poderá ser sinónimo de falta de qualidade. Da mesma forma, um árbitro experiente e de qualidade não está isento de fazer análises e julgamentos errados. Exemplo do que aqui refiro foram dois jogos desta primeira jornada da segunda volta:

O “inexperiente” João Pinheiro, atualmente na sua segunda época na primeira categoria e internacional desde 2016, foi nomeado para dirigir o Marítimo – Sporting. Fez uma arbitragem em que, tanto técnica como disciplinarmente, errou muito pouco. A sua juventude e alguma falta de experiência não foram, desta vez, causa de erros. A forma como geriu o jogo e as boas decisões que tomou foram, seguramente, consequência da qualidade que tem. Provou, neste jogo, que inexperiência e falta de qualidade não estão diretamente relacionadas.

Por oposição, foi nomeado para o jogo FC Porto–Rio Ave um árbitro com inquestionável experiência - Jorge Sousa. A sua já longa e bem-sucedida carreira não evitou que tivesse feito uma arbitragem isenta de falhas. Falhas essas que, do meu ponto de vista, terão sido inclusivamente causadas por algum excesso de confiança na sua experiência. A primeira, e talvez mais importante para o jogo, aconteceu aos oito minutos quando Jorge Sousa assinalou uma falta do central portista, Felipe, sobre um seu adversário – Guedes, não tendo aí tomado qualquer medida disciplinar. Felipe pisou o tendão de Aquiles do jogador do Rio Ave com algum, para não dizer muito, perigo para a integridade física deste jogador; e o árbitro decidiu fazer apenas um forte aviso público ao jogador do FC Porto. Terá entendido que, dado o momento do jogo, fase inicial, poderia tentar “gerir” sem exibir qualquer cartão. Ao tomar a decisão de não intervir disciplinarmente nesta situação, terá ficado refém de um critério que, pelas muitas faltas com similar gravidade que vieram a ocorrer durante todo o jogo, se tornou óbvio não ter sido a melhor decisão para a proteção da integridade dos jogadores e, consequentemente, para a integridade do próprio futebol. O experiente Jorge Sousa, entre outras falhas disciplinares, “deixou” ainda em campo Layún que fez uma falta grosseira, merecedora de expulsão, e duas faltas negligentes (pisões a adversários) merecedoras de advertência.

Fonte: Jornal Público

Taça da Liga: está a ser usada tecnologia inovadora e pioneira a nível mundial

A tecnologia de registo de jogos oficiais disponibilizada para árbitros da Liga Portuguesa de Futebol deu mais um passo e tornou-se ainda mais portátil.

O projeto e-Liga deu arranque à sua segunda fase de desenvolvimento esta segunda-feira, quando a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Samsung anunciaram que a plataforma eletrónica foi alargada aos relógios inteligentes da marca sul-coreana, os Gears S3.

O e-Liga foi apresentado, pela primeira vez, em março de 2016, como uma plataforma que iria permitir a delegados e a árbitros enviar para a Liga informações em tempo real sobre jogos oficiais, sem necessidade de recorrerem a qualquer tipo de suporte em papel.
Contudo, nesta fase, estava limitado aos tablets Galaxy Tab S e Tab S2. Agora, rompe as fronteiras dos tablets e chega aos smartwatches, evidenciando um estreitamento da relação entre a Liga e a Samsung.

Em comunicado, a marca sul-coreana explica que a utilização da plataforma no Gear S3 é “bastante simples”. Através de um aro rotativo, os profissionais de arbitragem podem selecionar os intervenientes do jogo.

Estas informações são registadas e armazenadas no relógio e, no final da partida, o dispositivo é emparelhado com um dos tablets Tab S para que a informações seja enviada para a Liga.
Frederico Paiva, diretor de negócio da Samsung Portugal, frisou que a tecnológica quer estar perto dos interesses que fazem "vibrar" os portugueses, e nada move mais os corações dos portugueses do que o futebol.

Fonte: Sapo Trek; Samsung Portugal; Liga Portugal

Árbitro explica lance pouco usual na liga francesa



O médio do Paris Saint Germain, da Ligue 1 foi advertido no passado Sábado, como aqui mostrámos, num lance que pode ser considerado pouco usual. Foi advertido por comportamento antidesportivo, naquilo a que a lei chama de contornar a lei do jogo.

Verratti foi advertido depois de se ter ajoelhado para cabecear a bola para o seu guarda-redes, para que este a pudesse agarrar.

Estando no limite da área de penalti e sem oposição num raio de 20 metros.
O gesto do jogador foi ainda mais estranho porque o seu guarda-redes não agarrou a bola, tendo a devolvido de imediato para Verratti.

Johan Hamel, o árbitro da partida, de imediato apitou para interromper o jogo e chamou Verratti para o advertir, o que causou reações explosivas dos seus colegas de equipa, tendo alguns deles rodeado o árbitro.

Depois do jogo, Hamel, deu um passo raro e compareceu na televisão para explicar precisamente porque tinha advertido Verratti, que tem um longo historial de discutir com as equipas de arbitragem.

"O jogador tentou deliberadamente contornar as leis do jogo. Isto é batota, quer o guarda-redes agarre ou não a bola", disse Hamel ao canal de televisão Canal Plus.
"O defesa - neste caso Verratti - deve ser advertido por comportamento antidesportivo. Ele está a usar uma maneira imprópria para contornar as leis do jogo. Isto significa um livre indireto e uma advertência."

Hamel, não se arrepende e diz: "Eu sei que é pouco convencional, mas na minha cabeça é claro. Eu estou cá para aplicar as leis, é parte da nossa tarefa. Estamos cá para tomar este tipo de decisões, estamos preparados para isso."

Fonte: ESPN

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Árbitro recorre ao vídeo árbitro na Taça da Holanda




Aconteceu na Taça da Holanda no jogo entre o Utrecht e o Cambuur

O vídeo-árbitro evitou, esta quarta-feira, na Taça da Holanda um penálti contra o Cambuur no jogo diante do Utrecht. Foi ao minuto 76 quando o árbitro da partida assinalou uma grande penalidade a favor do Utrecht, mas depois recorreu às imagens e voltou atrás com a decisão.
 
Estava 1-2 para o Cambuur e o Utrecht teria tido a oportunidade de fazer o empate. Não o fez nesse lance, fez depois ao minuto 89 levando o encontro para as grandes penalidade. Aí o Cambuur levou a melhor por 6-7 e seguiu em frente na Taça.

Fonte: Maisfutebol; dutchrefereeBlog








Nuno Bogalho no apuramento para o Europeu de futsal

A UEFA incluiu o árbitro português na lista que vai dirigir os jogos da fase preliminar de apuramento para o Europeu de futsal.

O árbitro português Nuno Bogalho foi nomeado pela UEFA para integrar a lista de árbitros que vai dirigir os encontros do grupo F da fase preliminar de apuramento para o Campeonato da Europa de futsal Eslovénia-2018.

As partidas deste agrupamento, que inclui as seleções da Lituânia (país-anfitrião), da França e de Andorra, serão realizadas entre os dias 27 e 29 de janeiro.

Fonte: FPF

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A primeira pergunta foi sobre o árbitro e Guardiola respondeu assim...


Depois do empate com o Tottenham (2-2), o treinador do Manchester City dirigiu-se à zona de entrevistas rápidas e foi-lhe colocada uma questão sobre o árbitro, pela BBC. Pep não gostou e respondeu à letra, falando em "prestígio".

Fonte: O Jogo



Wenger alvo de processo


A Federação inglesa (FA) decidiu abrir um processo ao treinador do Arsenal, Arsène Wenger, por alegado comportamento incorreto ao usar linguagem imprópria para com o quarto árbitro, no domingo, na partida diante o Burnley, onde Alexis Sánchez, de grande penalidade aos 98 minutos, garantiu a vantagem para os gunners (2-1).

Fonte: A bola

Como seria o Futebol sem Foras de Jogo??? Vejam o vídeo e retirem as conclusões...




A proposta de Marco van Basten deu que falar: e que tal abolir a regra do fora-de-jogo do futebol?
Pois bem, a revista alemã '11 Freunde' fez o teste, desafiando duas equipas amadoras a jogar 90 minutos sem esta regra.
O jogo mudou drasticamente, mas desengane-se quem pensa que resultou em mais golos...



Fonte: Record

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 4

Publicamos o texto desta semana de Duarte Gomes sobre a Lei 4.

"Podem perguntar: mas esta é importante? Claro que é! Poderá, por exemplo, um jogador usar brincos, jogar de manga cava ou marcar um golo descalço? Essa e mais respostas, já a seguir...

Comecemos pelo mais importante: a segurança. Nenhum jogador pode usar equipamento ou artigos considerados perigosos para a sua integridade física ou para a dos restantes colegas de profissão.

Por exemplo, é proibido o o uso de qualquer tipo de jóia (nem é permitido que utilizem fita adesiva para a cobrir).

Para isso, todos os jogadores e suplentes são inspecionados ante do início da partida.
Na Liga Portugal, duas vezes: a primeira no seu balneário e a segunda, mais tarde, no túnel de acesso ao relvado.

Se algum deles, com o jogo a decorrer, for apanhado a infringir (por exemplo, usando um colar), deve retirar a jóia de imediato ou, caso não possa/consiga, deve então abandonar o terreno na interrupção seguinte, para o fazer.

Se a teimosia for muita e mantiver o artigo (geralmente por crenças religiosas ou supersticiosas), será advertido (já sabem que isso significa ver o amarelo).
Agora vamos a outro aspeto importante: qual é o equipamento obrigatório que deve ser utilizado?
Vejamos:
  • Camisola com mangas (sim, a manga cava é proibida);
  • Calções (os GR podem usar calças de fato de treino);
  • Meias (se usarem fita adesiva, devem ter a mesma cor da parte da meia que estão a cobrir);
  • Caneleiras (devem ser cobertas pelas meias e de material adequado, que ofereça grau de proteção suficiente);
  • Calçado (reparem, a lei não diz botas nem ténis).
Vamos às cores? Então é assim: as equipas devem usar cores que as distingam entre si e da equipa de arbitragem.

Os GR devem também usar cores diferentes dos jogadores de campo e dos árbitros (mas se as camisolas dos dois GR forem da mesma cor e não houver alternativas, o jogo disputa-se na mesma).

E quando está frio, muito frio?

As camisolas interiores são permitidas (obviamente). Devem é ser da mesma cor da cor predominante das mangas das camisolas.

Já os calções interiores / collants, também autorizados, devem ter a mesma cor da cor que predomina nos calções (ou da parte debaixo dos calções).

A ideia é não se ver, nas peças interiores, uma cor diferente que desvirtue a do equipamento original.

Imaginem, por exemplo, a Académica de Coimbra: habitualmente de preto, certo? Agora imaginem um dos seus jogadores a usar collants brancos e camisola interior vermelha.

Destoava, certo?

Já agora, as roupas interiores de cada equipa devem ser todas iguais, ou seja, se o Jogador Y usar uma cor de calças interiores, todos os outros devem usar a mesma.

Outro aspeto importante: proteção. O futebol moderno, mais rápido e físico, trouxe a necessidade de criar equipamentos para evitar lesões.

A lei permite que protetores de cabeça (que têm regras específicas), máscaras faciais, joelheiras e até cotoveleiras possam ser utilizadas, desde que sejam feitas de material aprovado e não sejam perigosas.

Aplica-se esse princípio ainda aos bonés dos GR ou aos óculos desportivos.

Nota ainda para o facto de ser proibida a utilização de qualquer sistema de comunicação entre jogadores (suplentes, substituídos e expulsos incluídos) e equipa técnica.

Por outro lado, podem usar sistemas eletrónicos para monitorizar desempenhos desde que não sejam perigosos nem recebam/deem informações durante o jogo.

Mais. O equipamento dos jogadores - e a roupa interior - não podem conter slogans, mensagens ou imagens políticas, religiosas ou pessoais. Se isso acontecer, o árbitro não mostra cartão. Apenas reporta-o depois no seu boletim de jogo.

Por último, o que deve fazer o árbitro quando acontece uma infração à Lei 4?
Na prática, o jogo não deve necessariamente interrompido para um jogador corrigir o seu equipamento. O árbitro deve:
  1. Instruí-lo a deixar o terreno, de forma a corrigir o equipamento;
  2. Obrigá-lo sair na interrupção seguinte, a menos que ele já o tenha entretanto retificado.
Quando o jogador sair por esse motivo, só pode regressar após ser vistoriado por qualquer elemento da equipa de arbitragem e com autorização do árbitro (que agora já pode ocorrer com o jogo a decorrer).

Se assim não for, o jogador que entrou incorretamente será advertido.

Pergunta de teste: pode um jogador marcar um golo com um dos pés descalços?
  • Se perder a bota (ou caneleira) acidentalmente, ou seja, por ação do jogo, deve corrigir logo que possível essa situação (o mais tardar, na interrupção seguinte). Mas se, antes disso, jogar a bola e marcar... o golo é válido!
Pois. É isso.

Boas leituras e bons estudos. Ficam a faltar treze. Para a semana, falaremos aqui da Lei 5."




Se quiser ler sobre as outras leis poderá fazê-lo aqui:

Momentos caricatos dos árbitros (Video - Humor)


Alguns dos momentos caricatos dos árbitros...

domingo, 22 de janeiro de 2017

A nova forma de enganar o árbitro: agarrar a própria camisola


Procurava desmarcar-se com um defensor nas costas e lembrou-se de puxar a sua própria camisola para tentar que a ilusão de ótica pudesse enganar o árbitro.

Leandro Damião, o jogador em causa, defendeu-se dizendo que "foi um lance normal" e que "a camisola estava apertada". "Nunca tive problemas com os árbitros e toda a gente sabe a pessoa que sou", assegurou.

Acreditam?

Fonte: Arbitro Diez


Lance curioso causa surpresa em França. Tem o árbitro razão?

Durante o encontro entre o Nantes e o PSG da liga francesa de futebol, o defesa do PSG Marco Verratti deitou-se no chão para poder atrasar de cabeça a bola para o seu guarda-redes. O árbitro do encontro interrompeu o jogo, assinalou um livre indireto contra o PSG e advertiu Marco Verratti.

Deixamos o vídeo à consideração dos nossos leitores para que possam analisar e discutir o lance.



O preço de ser árbitro em Portugal



Nas bocas do mundo quando erram, escrutinados até fazer ferida na opinião pública e privada, alvos dos insultos mais originais, a que nem as mães escapam, etiquetados de "ladrões" ou "gatunos", às vezes até ameaçados. E tudo suportado por um valor médio de 1 140 por jogo. A maioria dos árbitros portugueses não tem salário fixo, apenas recebe se trabalhar e em caso de lesões só algum seguro particular lhes vale. Apenas os nove internacionais escapam a esta realidade.

Ser árbitro de primeira categoria em Portugal rende, atualmente, o mesmo que rendia há sete anos, quando foi tratado o último aumento dos valores pagos aos juízes que apitam jogos das duas principais divisões do futebol português. "Antes da última atualização, os árbitros ganhavam 1200 euros por jogo da Liga. Há sete anos, esse valor subiu para 1342 euros e desde aí que não há mexidas, nem sequer há previsões de isso poder mudar nos próximos tempos", referiu ao JN fonte ligada à arbitragem.
Já apitar um jogo da Liga Pro resulta num ganho de 939 euros, enquanto as funções de quarto árbitro valem 320 euros na Liga e 235 euros no segundo escalão.

Chegados a esta altura da época e somadas todas as quantias, Fábio Veríssimo, por conta de dez nomeações para jogos da Liga, cinco para a Liga Pro e mais duas presenças como quarto árbitro, uma delas na Liga Pro, é o árbitro português que mais dinheiro amealhou (18 670 euros). Vasco Santos, do Porto, foi o que ganhou menos: 10 167. Sendo internacional, Fábio Veríssimo junta a esta quantia um salário mensal de 2500 euros, "luxo" só compartido pelos árbitros com o mesmo estatuto.

Os restantes 15 juízes - mais os 12 estagiários - "ganham à peça", como resumiu a mesma fonte, o que, trocado por miúdos, quer dizer que só ganham dinheiro se trabalharem. Se forem para a "jarra" ou se se lesionarem, ficam sem o ganha-pão. Em todos os casos, e nisto não há exceções, os montantes são pagos a recibos verdes, pelo que ao valor bruto há ainda que descontar os 25% para efeitos de IRS. Comum a toda a classe é também a única regalia colocada à disposição dos árbitros pela Liga de Clubes: as viagens são pagas.

Fonte: JN

sábado, 21 de janeiro de 2017

Excesso de programas sobre futebol, Humor por Bruno Nogueira

E como hoje é Sábado e precisamos todos de descontrair um pouco, o Referee Tip traz-vos um pouco de Humor, embora possamos refletir sobre a mensagem.

Fonte: Antena 3, rubrica "Mata-bicho"

Bundesliga prepara introdução de vídeo-árbitro no arranque da temporada 2017/18


O campeonato alemão de futebol vai introduzir o vídeo-árbitro logo no arranque Da temporada 2017/18, tornando-se o primeiro a implementar o novo método no campeonato.

O campeonato alemão de futebol vai introduzir o vídeo-árbitro logo no arranque Da temporada 2017/18, tornando-se o primeiro a implementar o novo método no campeonato, anunciou esta quinta-feira a Bundesliga, em comunicado.

A Liga alemã de futebol adiantou ainda que os árbitros assistentes de vídeo (VAR) estarão concentrados num único local durante o jogo, à semelhança do que sucede na liga norte-americana de basquetebol (NBA).

A tecnologia tem sido testada na presente temporada na ‘Bundesliga’, mas ainda em modo ‘offline’ e sem qualquer intervenção nos jogos.

Vários países, incluindo Portugal, têm também testado nos últimos meses o vídeo-árbitro.

O organismo da FIFA que rege as leis do jogo (International Board) tem trabalhado em conjunto com várias ligas para introduzir os VAR antes do Campeonato do Mundo de futebol na Rússia, em 2018.

A FIFA pretende que o vídeo árbitro seja utilizado relativamente a situações de “erro claro” em quatro situações: golos mal anulados ou validados, grandes penalidades, cartões vermelhos e jogadores expulsos e enganos na identificação de jogadores.

A IFAB deverá decidir no início do próximo ano a utilização de VAR no Campeonato do Mundo.

A VAR foi já utilizada no Mundial de Clubes de futebol que se disputou em dezembro no Japão, tendo sido a primeira vez que a tecnologia foi testada numa prova organizada pelo organismo de cúpula do futebol mundial.

Fonte: Jornal Observador

Pedro Henriques em entrevista



Pergunta (P): Vivemos semanas cada vez mais polémicas em relação à arbitragem, com ameaças, com duras críticas. Considera justas as críticas feitas não só por adeptos como também por dirigentes e comentadores em relação aos árbitros?
Pedro Henriques (PH): Se todos os que comentam e criticam a arbitragem experimentassem arbitrar uma só vez um jogo de futebol, provavelmente mudavam o tom das críticas. Se todos aqueles que já foram árbitros, fossem humildes e deixassem de lado as frustrações que carregam, também mudariam de certeza a forma como criticam os atuais árbitros.

P: Acha que a Federação está a defender da melhor forma os árbitros? Como se pode contornar esta onda de críticas que tem sido gerada nas últimas semanas?
PH: Pergunta muito complexa para responder em poucas linhas. Mas digo o seguinte, acredito neste Conselho de arbitragem e em todos os seus elementos, e sei que toda a estrutura da Federação é cada vez mais competente e profissional. Como tal, acho que todos eles são as pessoas certas no lugar certo para levar a bom porto este mandato.

P: Concorda com a ideia de poder haver árbitros estrangeiros na liga portuguesa?
PH: Concordo que as principais ligas europeias, que têm os melhores clubes e os melhores árbitros, onde se insere também Portugal, possam fazer uma permuta de árbitros de forma equitativa, mas alerto que esta situação, sob o ponto de vista burocrático e financeiro, tem algumas dificuldades para ser implementado de forma assídua.

P: Acredita que esta nova fornada de jovens árbitros, que têm surgido nos últimos tempos, tem qualidade?
PH: A nossa arbitragem, tal como o nosso futebol em gera,l está num patamar de excelência, somos dos melhores do mundo nesta atividade. E não vejo, por exemplo, grandes diferenças entre os nossos árbitros e os de “lá de fora”, onde todas as semanas também vejo erros e casos, só que a grande diferença é que em alguns desses países e campeonatos não se valoriza tanto a questão da arbitragem e, sobretudo, não se desculpam tanto com os árbitros para os seus insucessos.

P: A Profissionalização da Arbitragem foi um dos assuntos que voltou à baila com estas polémicas. Atualmente, em que moldes é possível avançar-se para a profissionalização dos árbitros? Quais os benefícios dessa mudança?
PH: Os árbitros têm de ser profissionais, porque em todas as atividades um profissional tem mais competências do que um amador e nesse sentido a profissionalização é irreversível, ou seja, o futuro, em Portugal, é ter árbitros em exclusividade e profissionais.

P: E considera que o recurso às tecnologias pode vir a ser útil para ajudar os árbitros em Portugal?
PH: Todas as tecnologias que possam auxiliar o árbitro na sua tomada de decisão são bem-vindas, são úteis e vão facilitar o trabalho do árbitro e, sobretudo, vão dar mais verdade desportiva ao jogo.

P: Acha que esta é a melhor altura para se pensar em ser árbitro?
PH: Não é, nem nunca foi. Uma boa altura é para se ser crítico, de forma destrutiva, daqueles que têm a coragem de querer fazer parte do futebol apenas como mais um, que nada faz e que apenas se limita a julgar. Esta é a altura ideal para se ser árbitro e desta forma contribuir para a atividade de maior sucesso no mundo e, provavelmente, a mais apaixonante também.

Fonte: Bola na rede

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Árbitro denuncia tentativa de suborno


Juiz da partida encontrou prendas no balneário do Gens Sport Club, de Gondomar, antes do jogo com o S. Lourenço do Douro, e entregou-as à GNR.
Um árbitro encontrou três caixas de vinho e um envelope com 150 euros em notas no balneário de um clube de Gondomar, antes de um jogo a contar para a 1.ª Divisão Distrital, série 2, de Seniores da Associação de Futebol do Porto (AFP) entre aquela equipa e uma outra do Marco de Canaveses. Sem grandes dúvidas quanto à intenção das prendas, logo que a GNR chegou denunciou o caso, que está já a ser investigado pelo Ministério Público e é alvo de um inquérito na AFP. Para o presidente de um dos clubes envolvidos nesse encontro não restam dúvidas: as caixas de vinho e o dinheiro tinham a finalidade de subornar a equipa da arbitragem.
Fonte: Jornal de Notícs

Nomeações Liga NOS 18ª Jornada


Liga Nos

FC Paços de Ferreira vs Moreirense FC
Árbitro: Manuel Mota
Árbitros Assistentes: Paulo Vieira e José Gomes
4º Árbitro: Vitor Ferreira
Observador: Jorge Correia

FC Porto vs Rio Ave FC
Árbitro: Jorge Sousa
Árbitros Assistentes: Álvaro Mesquita e Nuno Manso
4º Árbitro: Manuel Oliveira
Observador: Elmano Santos

Marítimo Madeira vs Sporting CP
Árbitro: João Pinheiro
Árbitros Assistentes: Nélson Moniz e Inácio Pereira 
4º Árbitro: Pedro Vilaça
Observador: António Costa

FC Arouca vs Boavista FC
Árbitro: Hugo Miguel
Árbitros Assistentes: Ricardo Santos e Nuno Roque
4º Árbitro: Miguel Libório
Observador: Luís Pais

CD Feirense vs Estoril-Praia

Árbitro: Carlos Xistra
Árbitros Assistentes: Bruno Rodrigues e Jorge Cruz
4º Árbitro: Luís Máximo
Observador: Fernando Mateus

SL Benfica vs CD Tondela 
Árbitro: Bruno Esteves
Árbitros Assistentes: Rui Teixeira e Valter Pereira
4º Árbitro: José Carlos Rodrigues
Observador: Andrelino Pena

Belenenses vs Vitória FC 
Árbitro: Hélder Malheiro
Árbitros Assistentes: Tiago Rocha e Bruno Jesus
4º Árbitro: José Almeida
Observador: João Gaspar

SC Braga vs Vitória SC 
Árbitro: Fábio Veríssimo
Árbitros Assistentes: Paulo Soares e Pedro Felisberto
4º Árbitro: António Nobre
Observador: Hélder Lamas

GD Chaves vs CD Nacional
Árbitro: Tiago Antunes
Árbitros Assistentes: Nuno Pereira e Paulo Brás
4º Árbitro: Bruno Vieira
Observador: José Ribeiro


Ainda o Benfica vs Boavista: O Impacto na Lei do fora de jogo, opinião de Jorge Faustino



Inauguro este espaço de opinião sobre a arbitragem do futebol português após um fim-de-semana em que os árbitros tomaram decisões erradas ou questionáveis em todos os jogos que se realizaram nas competições profissionais. No fim-de-semana anterior a este, também existiram erros e dúvidas em todos os jogos. No próximo fim-de-semana, dificilmente não existirão “casos” nos encontros que se vão disputar. O erro está e estará sempre presente no futebol. Há, desta forma, garantia de que terei sempre temas para abordar nesta minha coluna de opinião semanal.


Começo por falar do futuro fazendo, desde já, uma declaração de intenções: a minha motivação em escrever sobre arbitragem não irá focar-se numa redutora e simplista avaliação de cada lance. Pretendo, à luz de cada caso, dar a conhecer ao leitor o que dizem as Leis de Jogo (letra da lei), qual o espírito na origem das mesmas e quais os princípios orientadores de cada tomada de decisão do árbitro. Procurarei também, e sempre que possível, demonstrar qual a perspetiva, limitação ou entendimento que poderá ter levado o árbitro a tomar determinada decisão.


“Declaro” ainda que não me irei abster de abordar outras temáticas que ultrapassam as decisões no terreno de jogo. Enquanto agente da arbitragem que fui, como árbitro, e que continuo a ser, como técnico e comentador, estou atento ao que é a gestão da arbitragem e do futebol no nosso país e irei, sempre que considerar pertinente, partilhar neste espaço a minha visão e opinião.


Olhando para o passado recente, mais concretamente para o que foram as arbitragens dos jogos desta jornada, opto por focar-me apenas num dos lances ocorridos no jogo Benfica – Boavista; o do terceiro golo do Boavista, obtido por Schembri aos 25 minutos de jogo.


A dúvida que ficou neste lance foi se num primeiro cruzamento para a área do Benfica, Schembri, que se encontrava em posição de fora-de-jogo, tomou ou não parte ativa no jogo.


As Leis de Jogo (Lei 11 - fora de jogo) dizem que “estar em posição de fora de jogo não constitui por si só uma infração”. Para existir infração e consequente sanção da equipa do jogador em posição de fora de jogo com um pontapé-livre indireto, este tem de tomar parte ativa no jogo. A lei elenca três situações, com respetivos subpontos explicativos, sobre o que é tomar parte ativa no jogo: “intervir no jogo tocando ou jogando a bola” – não aconteceu; “ganhar vantagem dessa posição jogando a bola ou interferindo com um adversário” – não aconteceu; e “interferir com um adversário”... e é neste ponto que surgem as dúvidas de interpretação sobre a ação de Schembri.


Ainda na Lei 11, surge a explicação das quatro situações que devem ser consideradas como “interferir com um adversário” sendo que apenas uma delas é enquadrável no lance em causa: “tentar claramente jogar a bola que se encontra junto a si quando esta ação tiver impacto num adversário”. É este o ponto que poderá levantar dúvidas e fazer pensar que o claro e facilmente observável movimento do jogador do Boavista de tentar jogar a bola com o seu calcanhar poderá ter tido impacto no guarda-redes do Benfica.


A chave de uma boa interpretação e decisão deste lance encontra-se, então, na definição de “impactar” um adversário. Esta definição foi apresentada aos árbitros internacionais no curso UEFA de preparação da época 2015/2016, tendo sido posteriormente difundida em comunicado para todas as federações, referindo: “Impacto: aplica-se à capacidade de um oponente (jogador defensor) jogar a bola e incluirá situações onde o movimento para jogar a bola é atrasado, dificultado ou impedido pelo jogador em posição de fora de jogo".


Muitas opiniões foram veiculadas na comunicação social, desde sábado, sobre este lance. Especialistas de arbitragem deram as suas opiniões. Pessoas afetas a clubes deram as suas opiniões. Espero ter ajudado a que o caro leitor possa agora formular uma opinião própria com base nos pressupostos definidos na lei e nos esclarecimentos à mesma.

Fonte: Jornal Público