terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

HatTrick da UEFA - Mini-campos são sucesso em Portugal


A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em parceria com o secretário de Estado da Juventude e Desporto e o Instituto do Desporto de Portugal, promoveu a criação de mais de 200 mini-campos multidisciplinares ao longo do país, enquadrados no âmbito do programa de assistência HatTrick da UEFA.

"Este projecto surgiu em 2006, com o objectivo principal de criar, por todo o país, mini-campos que encorajassem crianças e jovens a praticarem desporto – proporcionando-lhes um ambiente seguro", disse o secretário-geral da FPF, Ângelo Brou, a propósito da iniciativa.

"Também quisemos fomentar a união e inclusão social em áreas desfavorecidas, de um ponto-de-vista social e desportivo. O sucesso da primeira fase do projecto levou a nova candidatura ao programa HatTrick da UEFA, em Setembro de 2008, que permitiu a construção de mais 101 mini-campos. A Federação Portuguesa de Futebol também beneficiou do apoio de empresas privadas, que permitiu a criação de mais 21 mini-campos."

No global, a primeira fase do programa, entre 2007 e 2008, resultou na instalação de 102 mini-campos em 19 distritos espalhados por Portugal, de um total de 500 candidaturas recebidas pela FPF. A segunda fase, entre 2009 e 2011, distribuiu mais 101 mini-campos em 20 regiões do país. A construção de mini-campos tem sido um elemento importante do programa HatTrick da UEFA desde que este começou, em 2004, com cada uma das 53 federações-membro da UEFA a receber financiamento para erigir recintos onde os jovens possam jogar futebol em segurança.

Fonte: UEFA

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Federação promove ação de esclarecimento sobre arbitragem a jogadores e treinadores


Decorreu esta segunda-feira, na Sede da Federação Portuguesa de Futebol, uma acção de esclarecimento sobre arbitragem e leis do jogo, dirigida a treinadores e jogadores dos Clubes que participam nas competições profissionais, no âmbito do processo de licenciamento para as competições da UEFA, que é conduzido pelo Órgão de Gestão de Licenciamento (OGL).

Numa sessão que durou cerca de hora e meia, os técnicos e atletas discutiram diversas questões relacionadas com a arbitragem – balizadas pelos princípios de garante do fair-play, protecção da imagem do jogo e respeito pela integridade física dos intervenientes – e “testaram” as suas capacidades de decisão, através da visualização e do ajuizamento de situações reais de jogo.

Para o Presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, Vítor Pereira, que ministrou a acção, em conjunto com o Vice-Presidente da Secção Profissional daquele Órgão, Antonino Silva, “esta foi mais uma oportunidade de se esclarecerem as leis do jogo e de se partilharem as directrizes fundamentais transmitidas aos árbitros internacionais, no âmbito das competições da UEFA”.

“Este encontro serviu para partilhar, com jogadores e técnicos, as preocupações que o organismo que tutela o futebol europeu tem para o sector da arbitragem e inteirá-los daquilo que os espera nas competições internacionais”, observou.

Para Vítor Pereira, “foi, igualmente, muito interessante dar a oportunidade a que os jogadores e treinadores presentes pudessem fazer de árbitros, tomando decisões, dizendo de sua justiça e, depois, verem feito o enquadramento legal dos lances por técnicos da arbitragem”, explicou.

E que aspectos práticos foram mais focados? “Fundamentalmente os atrasos de bola para os guarda-redes, os bloqueios dentro da área, a dicotomia cartão amarelo/cartão vermelho do ponto de vista do ataque promissor ou da clara oportunidade de golo. Em síntese, problemas recorrentes para os quais procurámos tornar clara a mensagem que é dada pela UEFA”, argumentou

O Presidente do CA da FPF. “Quanto mais os diversos agentes do Futebol estiverem inteirados daquilo que é o jogo e das suas leis, mais aptos estarão para cumprir e ajudar os árbitros a atingir a dimensão do “fair-play” e da ética, com o objectivo da valorização do jogo através da observação dos princípios do jogo”, defendeu.

Vítor Pereira anunciou, ainda, que o Conselho de Arbitragem vai encetar um conjunto de iniciativas, a levar a cabo na próxima época, que visam promover o conhecimento das leis do jogo para Clubes de todas as dimensões. “A difusão das leis do jogo e a promoção do Futebol são duas das nossas missões”, rematou.

Marcaram presença neste encontro representantes da Académica, Braga, FC Porto, Marítimo, Nacional da Madeira, Rio Ave, Sporting e Vitória de Guimarães.

Fonte: FPF

Presidente dos árbitros Italianos critica mentira de Buffon


Marcello Nichi criticou as declarações do guarda-redes e capitão da selecção italiana sobre o golo não validado a Muntari no jogo Milan-Juventus de sábado.

O presidente da associação italiana de árbitros, Marcello Nichi, afirmou ter ficado “desapontado com o capitão da selecção”, pois “disse coisas que eram evitáveis e que não são um exemplo para os jovens”.

O guarda-redes, de 34 anos, afirmou no final do clássico frente ao Milan que estava apenas “a ver a bola e não a linha de baliza” e que se tivesse visto que era golo, “não diria nada ao árbitro”.

Confrontado com as críticas, Buffon reiterou o que disse no final da partida de sábado: “Basta-me o respeito dos meus amigos, não importa o resto. Gosto daquilo que sou e sinto-me orgulhoso por ser mais leal do que muitos retóricos.”

Palavras desvalorizadas pelo actual seleccionador italiano, César Prandelli, que defendeu que no pós-jogo “os jogadores encontram-se tensos”, e é difícil pensar que “um jogador em campo, num lance de dúvida, possa ajudar o árbitro”.

“Devemos evitar a hipocrisia. Com a cabeça fria o Buffon até pode alterar aquilo que disse a quente”, acrescentou.

O golo não assinalado a Muntari no jogo de sábado entre Milan e Juventus (1-1), a contar para a 25.º jornada da liga italiana, é mais um caso a figurar na lista dos momentos mais polémicos do futebol mundial.

Um lance que veio reforçar a posição de quem defende a necessidade de utilização de sistemas electrónicos para monitorizar a linha de baliza.

A incorporação de uma tecnologia que determine quando a bola cruza totalmente a linha de golo é algo que a FIFA ainda se encontra relutante em aprovar.

Fonte: Publico

Em nome do fair-play: treinador manda falhar pontapé de grande penalidade!

Do México chega-nos um exemplo de fair-play na sua mais pura essência. O treinador Mauricio Gallaga, responsável pelos sub-20 do Estudiantes, ordenou que um dos seus atletas falhasse uma grande penalidade. É mesmo assim. Gallaga não gostou da forma como a sua equipa ganhou o castigo máximo e adoptou um gesto tão radical quanto belo. 

Segundo conta a imprensa mexicana, o Estudiantes perdia 3-0 frente ao Pachuca. A dada altura, a equipa do Pachuca colocou a bola fora para que um adversário fosse assistido. No reatamento, um jogador do Estudiantes não retribuiu a gentileza e avançou até sofrer falta na área oposta. 

«Assim não quero», terá pensado Mauricio Gallaga.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Tomada de posse dos novos Orgãos Sociais da APAF


Os Órgãos Sociais da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) para o trénio 2012/2014 tomaram posse, esta sexta-feira, numa cerimónia que teve lugar no Auditório Manuel Quaresma da Sede da Federação Portuguesa de Futebol.
O novo Presidente da APAF, Gustavo Sousa, mostrou-se empenhado e entusiasmado com a tarefa que terá pela frente. “A reestruturação que a FPF quer levar a cabo, desde manter o Futebol nos rankings da FIFA e da UEFA, passando pelo potenciar do Futsal como modalidade mais praticada em pavilhão, até ao desenvolvimento do Futebol de Praia permite uma maior intervenção da nossa Associação”, referiu durante o discurso de tomada de posse.
“Estamos certos que o nosso caminho – além da defesa da classe – passa, também, por uma atitude consistente, firme, colaboradora e de inovação, para que consigamos uma melhor arbitragem. Assim, pretendemos participar activamente – em parceria com a Federação, a Liga, as Associações Distritais, o Conselho Nacional e os Regionais e com os Núcleos de Árbitros – no desenvolvimento do Futebol, Futsal e Futebol de Praia. A arbitragem deve caminhar no mesmo sentido do Futebol, sem nunca por em causa a sua autonomia”, prosseguiu.
Gustavo Sousa (Foto: Alberto Hélder)
Antes de terminar, Gustavo Sousa sublinhou que a fiscalidade é uma matéria que muito preocupa a arbitragem, mas mostrou-se esperançado na resolução definitiva do problema. 

Compromisso com a arbitragem
Presente na cerimónia de tomada de posse, o Presidente da FPF, Fernando Gomes, lembrou que a arbitragem é um “sector tantas vezes incompreendido ou até injustiçado na indústria do futebol. A arbitragem é um sector absolutamente fundamental. Sem árbitros, não há jogo, é preciso não esquecer isso. Trata-se de uma tarefa árdua e tantas vezes não reconhecida, que implica esforço, dedicação e entrega ao Futebol tal como é exigido a muito atletas, treinadores ou dirigentes”, afirmou.
“Desde que fomos eleitos, estamos a trabalhar no sentido de cumprir aquilo a que nos comprometemos em relação à arbitragem. Queremos fomentar a captação de novos árbitros e a sua formação, como prova aliás, a realização no passado fim-de-semana, aqui na sede da FPF, do fórum da arbitragem, onde foram debatidos vários e muito interessantes assuntos relativos ao sector, e no qual tivemos a honra de ver participar o Presidente da APAF”, prosseguiu.
“Queremos contribuir para o nascimento de uma nova geração de árbitros de qualidade no espaço de uma década e contribuir para o enquadramento profissional dos árbitros de primeira categoria nacional. Estamos a dar passos igualmente no sentido de resolver a questão da fiscalidade dos árbitros no Futebol de Formação e Não Profissional.

Temos vários projectos que implementaremos a breve prazo no sentido de tornar a arbitragem uma actividade apelativa aos jovens, porque os árbitros fazem parte do espectáculo, são um elemento absolutamente imprescindível e têm que ser reconhecidos e respeitados”, concluiu.
Além de Fernando Gomes e Gustavo Sousa, estiveram presentes na cerimónia, entre outros, o Vice-Presidente do IDP, João Paulo Bessa, o Presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, o Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, o Presidente da AF Lisboa, Nuno Lobo e Luís Brás, em representação dos Núcleos de Arbitragem.

Fonte: FPF

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um penalty por não podarem as árvores

Num dos campeonatos distritais argentinos, San Lorenzo e Libertad de Charata enfrentavam-se com os visitantes a vencerem já por 3-1. Chegou, depois, o caso do jogo. 

Ataque do Libertad, alguma atrapalhação na defensiva local e um remate que bate na trave. A bola sobe de forma mais ou menos perpendicular ao travessão e...bate nuns ramos de umas árvores situadas mesmo atrás da baliza. 

Quando cai, o defesa Marcelo Escobar do San Lorenzo não pensa duas vezes. Agarra a bola, pensando ser pontapé de baliza. O árbitro Juan Mancuello não pensa da mesma forma. Vê a mão óbvia e assinala grande penalidade. 

Para perceber quem tem razão neste lance falámos com Pedro Henriques, ex-árbitro de futebol, que explica que a marcação do penalty é um erro. 

«Há duas possibilidades. Se os ramos estão fora do campo, o árbitro tinha de assinalar pontapé de baliza, porque a bola, efetivamente, passou a linha de golo. Se os ramos estão em linha com a trave ou mesmo se vêm para dentro do campo, é considerado um elemento estranho ao jogo. Aí a solução é marcar bola ao solo, em cima da linha de pequena área, porque não pode ser dentro dela», explica Pedro Henriques ao nosso jornal. 

Ainda assim, o antigo árbitro diz que não se pode falar de erro técnico do árbitro sem conhecer as motivações do mesmo. «Ele pode não ter visto a bola bater nos ramos e considerar que ela nunca saiu. Como vê o jogador com a bola na mão marca o penalty. Seria uma má interpretação, apenas», continua. 

O jogo viria a terminar com uma vitória de 5-2 para o Libertad e muitos protestos por parte do San Lorenzo. Ainda assim, não há muito a fazer. «Como é um erro de interpretação, o jogo não pode ser repetido», conta Pedro Henriques. 

O melhor mesmo é podar as árvores e evitar outros dissabores. 



Fonte: Mais Futebol

Nomeações para 20ª jornada da Liga Zon Sagres e da Liga Orangina

A secção profissional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol emitiu a Nota Informativa nº 61/11-12/CA/FPF, com as nomerações da 20ª jornada da Liga Zon Sagres e 20ª jornada da Liga Orangina:

20ª jornada da Liga Zon Sagres
Marítimo-Leiria = Jorge Tavares
Académica-Benfica = Hugo Miguel
P. Ferreira-Nacional = Olegário Benqurença
Beira-Mar-V. Setúbal = Rui Costa
Olhanense-G. Vicente = Duarte Gomes
Sporting-Rio Ave = Paulo Baptista
Porto-Feirense = João Ferreira
Braga-V. Guimarães = João Capela


20ª jornada da Liga Orangina
Aves-Moreirense = Jorge Sousa
Oliveirense-Estoril = Hélder Malheiro
Atlético-Arouca = Nuno Almeida
Trofense-União = Rui Patrício
Freamunde-Belenenses = Bruno Paixão
Portimonense-Sta. Clara = Manuel Mota
Covilhã-Leixões = Cosme Machado
Penafiel-Naval = Artur Soares Dias

Para mais detalhes consulte o documento seguinte:

Nomeações para 20ª jornada da Liga Zon Sagrese da Liga Orangina

Fonte: FPF

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O maior falhanço do ano (Vídeo)

O avançado Deivid (ex-Sporting), protagonizou nesta quarta-feira o maior falhanço, até ao momento, da temporada, e que irá perdurar na memória de todos por algum tempo. O lance ocorreu numa partida entre o Vasco da Gama e o Flamengo, a contar para a meia-final da Taça Guanabara. ainda na primeira parte e quando o resultado estava em 1-1, Leo Moura fez um cruzamento da direita para a área e Deivid, sem oposição, ajeitou-se  e  ... protagonizou um falhanço do outro mundo. Como se tal não bastasse, a sua equipa viria ainda a perder por 2-1.

Podem conferir no vídeo seguinte:

Elite da arbitragem Feminina na XIX edição da Algarve Cup


Arrancou, na manhã desta quinta-feira, mais um workshop de árbitras da FIFA, no âmbito da realização da XIX edição da Algarve Cup. Pelo oitavo ano consecutivo, o organismo que tutela o Futebol Mundial escolheu o nosso País e esta prestigiada prova para ministrar um estágio onde serão potenciadas as valências técnicas e físicas de algumas das melhores árbitras e assistentes do Mundo, que dirigirão, depois, os jogos da competição.

Para Sonia Denoncourt – Directora Adjunta do Departamento de Arbitragem da FIFA – a Algarve Cup é “um espaço de excelência para que a FIFA possa testar as suas árbitras”. “Realizámos, esta manhã, o primeiro treino e é óptimo verificar que as 13 árbitras e 26 assistentes, representantes de cinco confederações, se apresentaram sem problemas”, explicou, em declarações ao fpf.pt.

“Todos os anos traçamos objectivos diferentes para esta acção de formação. No ano passado, por exemplo, utilizámos a Algarve Cup para seleccionar as árbitras que dirigiram os jogos do Campeonato do Mundo. Este ano, estamos a trabalhar para preparar três competições diferentes: os Jogos Olímpicos de Londres e os Mundiais de Sub-20 e Sub-17, constituindo este lote de juízas uma pré-selecção para essas importantes provas”, prosseguiu.

Com o arranque competitivo da Algarve Cup agendado para o próximo dia 29 de Fevereiro, a semana que antecede a competição servirá para que a FIFA realize alguns testes de preparação física e exames aos conhecimentos das árbitras em relação às leis do jogo. “Queremos que, após esta semana de estágio, as árbitras saiam mais bem preparadas, quer a nível físico como técnico”, observou.

“Esta acção marca o arranque de mais um ano de actividades de arbitragem da FIFA e revela-se sempre muito importante para o organismo. No Algarve encontramos todas as condições de trabalho de que necessitamos e a componente competitiva é muito forte, até porque temos sempre a presença de muitas das selecções do “top-ten” mundial”, precisou

Sonia Denoncourt tem, aliás, um longo percurso de afinidade com a Algarve Cup. Além das seis edições em que participou na qualidade de árbitra, a responsável da FIFA nas oito acções de formação de arbitragem já realizadas. “Esta é uma competição que me diz muito. Tenho um enorme carinho e tenho assistido com enorme agrado ao seu crescimento e valorização”, completou.

Pode consultar a  lista de árbitras que estão a participar no workshop.

Lista de árbitras que estão a participar na Algrave CUP 2012

Fonte: FPF

Opinião - Aprender sempre!


Aprendemos em todos os momentos, em qualquer idade, durante toda sua existência.
Estamos na era da recuperação da dignidade da imagem do árbitro (regra 05). A palavra desta ordem é aprender sempre. A Carta Magna do Futebol e as técnicas de arbitragem estão em constante evolução. O árbitro precisa absorver e entender perfeitamente este processo, caso contrário, se tornará um árbitro obsoleto, sem a visão da dinâmica do jogo, sem o espírito e sem o conhecimento para sustentar o apito dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01).

A sua mente deve estar aberta para receber novas informações. Lê e ouvir tudo que se escreve ou que se comenta sobre a arbitragem é um bom sinal de aprimoramento. Observar os companheiros de profissão também é um excelente meio de aprender, é como se vê no espelho, porém, muito cuidado, observar apenas os erros e comentá-los em público, é demonstrar complexo de inferioridade.
Aprender sempre significa melhorar seus relacionamentos pessoais e profissionais. O árbitro que seguir está linha de conduta poderá alcançar vôos mais altos dentro do universo da arbitragem.

Neste seguimento de transformação, é importante que o árbitro receba estímulos dos companheiros valorizando o empenho e a dedicação empregada no aprimoramento da nobre função. Será o estímulo que ira reforçar sua autoestima. Peça essencial do ego, do homem e do cidadão.
Desde tempo da escola de arbitragem, o árbitro deve observar explorar e organizar tudo que aprendeu e ter a consciência que o néctar da sabedoria está no aprender sempre.

Por Valter Ferreira Mariano (Escrito em Português do Brasil)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fifa encaminha mudanças das regras para aprovação

A reunião da Força-Tarefa Fifa 2014 nesta quarta-feira, em Zurique (Suíça), encaminhou várias mudanças na regra do futebol. Presidido pelo ex-líbero alemão Franz Beckenbauer, o grupo destacado pela Fifa para discutir melhorias no esporte vai encaminhar as propostas à International Board - responsável por qualquer alteração nas regras do jogo - para aprovação no encontro anual do órgão, marcado para 3 de março.

Entre as modificações propostas, as principais são: a obrigatoriedade de, no mínimo, cartão amarelo para qualquer jogador que cometa um pênalti; a presença de 12 atletas no banco de reservas, ao contrário dos sete permitidos atualmente na maioria das partidas; a permanência nas arquibancadas, durante o intervalo, de um treinador que tenha sido expulso, para evitar qualquer contato com o time no vestiário; e uma modificação não detalhada na regra do impedimento.
Caso a International Board aprove as mudanças em sua reunião de 3 de março, elas passarão a valer a partir de 1º de julho deste ano. O órgão é composto pelas federações nacionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte (que têm um voto cada) e por representantes da Fifa (que tem quatro votos). Para uma alteração ser aprovada, são necessários no mínimo seis votos a favor.

A Força-Tarefa Fifa 2014, além de ter Beckenbauer como presidente, possui como vice o brasileiro Pelé, que não compareceu à reunião alegando outros compromissos. Entre os membros estão vários ex-jogadores do futebol mundial - como Cafu, Fernando Hierro, Demetrio Albertini, Gheorghe Hagi, Abedi Pelé, Dejan Savicevic e Christian Karembeu - além de ex-árbitros como o suíço Massimo Busacca.

Fonte: Apitodobicudo / Terra

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pedro Proença nomeado para o Anderlecht-AZ Alkmaar


Como já tinha sido anunciado aqui o árbitro português Pedro Proença foi nomeado pela UEFA para arbitrar o encontro da segunda mão dos 16 avos de final entre os belgas do Anderlecht e os holandeses do AZ Alkmaar.

A Equipa de arbitragem é constituida pelos seguintes elementos:

Anderlecht-AZ Alkmaar
Dezasseis-avos-de-final, segunda mão - 23-02-2012, Constant Vanden Stock Stadium - Bruxelas
Árbitro: Pedro Proença Oliveira Alves Garcia
Árbitro Assistente 1: Bertino Cunha Miranda
Árbitro Assistente 2: Ricardo Jorge Ferreira Santos
Árbitro Assistente Adicional 1: Manuel Jorge Neves Moreira de Sousa
Árbitro Assistente Adicional 2: Duarte Nuno Pereira Gomes
Quarto-árbitro: Hugo Filipe Ferreira C. Moreira Miguel

Fonte: Sapo Desporto / UEFA

Árbitro Húngaro, Istvan Vad, nomeado para o Besiktas - Braga


O Árbitro Húngaro, Istvan Vad, foi nomeado pela UEFA para dirigir o encontro entre o Besiktas - Braga referente à 2ª mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa.

O árbitro húngaro de 32 anos é internacional desde 2007 e nunca se cruzou com os "arsenalistas", finalistas vencidos da Liga Europa na época passada, mas esteve em Bilbau na derrota do Nacional com os espanhóis do Athletic (2-1), na fase de grupos de 2009/10(ver aqui).

A Equipa de arbitragem é constituida pelos seguintes elementos:

Besiktas - Braga
Dezasseis-avos-de-final, segunda mão - 23-02-2012 , BJK Inönü Stadyumu - Istambul
Árbitro: István Vad (HUN)
Árbitro Assistente 1: Gabor Erös (HUN)
Árbitro Assistente 2: Robert Kispal (HUN)
Árbitro Assistente Adicional 1: Mihaly Fabian (HUN)
Árbitro Assistente Adicional 2: Tamás Bognar (HUN)
Quarto-árbitro: Sandor Szabo (HUN)

Fonte: Sapo Desporto / UEFA

Árbitro Russo, Vladislav Bezborodov, nomeado para o Sporting - Legia


Vladislav Bezborodov, antigo jogador de futebol, é um dos mais jovens e promissores árbitros russos. Aos 39 anos, vai apitar, pela primeira vez, um jogo do Sporting, na quinta-feira, para a 2ª mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, com o Legia de Varsóvia. Formado em gestão desportiva, nos Estados Unidos, Bezborodov é árbitro internacional desde 2010.

Esta época, já esteve num jogo da Liga dos Campeões e em dois da Liga Europa. Bezborodov jogou futebol profissional, tendo começado no Zenit São Petersburgo, em 1991. Depois de cinco jogos pela equipa principal emigrou para os Estados Unidos, dedicando-se aos estudos. Regressou à Rússia em 1998. Até 2002 ainda jogou pelo Dinamo São Petersburgo, pelos letões do Ventspils e terminou a carreira na Bielorrússia, onde representou Dinamo de Minsk, Shakhtsyor Salihorsk e Torpedo Minsk.




O Russo já se cruzou-se por duas vezes com clubes portugueses, na derrota do Nacional em Brimingham (3-0) no "play-off" de acesso à fase de grupos da Liga Europa desta época(ver aqui) e no desaire do Braga com o Lech Poznan, na Polónia, nos 16 avos de final da temporada anterior(ver aqui).



A Equipa de arbitragem é constituida pelos seguintes elementos:

Árbitro: Vladislav Bezborodov (RUS)
Árbitro Assistente 1: Nikolai Golubev (RUS)
Árbitro Assistente 2: Vyacheslav Semenov (RUS)
Árbitro Assistente Adicional 1: Vladimir Kazmenko (RUS)
Árbitro Assistente Adicional 2: Vitali Meshkov (RUS)
Quarto-árbitro: Stanislav Sukhina (RUS)

Fonte: Renascença / UEFA

Nomeações para os Oitavos-de-final, Primeira mão da Liga dos Campeões


De seguida apresentamos a nomeações internacionais para os Oitavos-de-final, Primeira mão da Liga dos Campeões.


Terça-Feira, 21 Fevereiro 2012, Stadion Luzhniki - Moscovo
CSKA Moskva - Real Madrid  
Árbitro: Björn Kuipers (NED)
Árbitro Assistente 1: Sander van Roekel (NED)
Árbitro Assistente 2: Erwin Zeinstra (NED)
Árbitro Assistente Adicional 1: Pol van Boekel (NED)
Árbitro Assistente Adicional 2: Richard Liesveld (NED)
Quarto Árbitro: Danny Makkelie (NED)





Terça-Feira, 21 Fevereiro 2012, Stadio San Paolo - Nápoles
Napoli - Chelsea
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Árbitro Assistente 1: Roberto Alonso Fernández (ESP)
Árbitro Assistente 2: Juan Carlos Yuste Jiménez (ESP)
Árbitro Assistente Adicional 1: David Fernández Borbalán (ESP)
Árbitro Assistente Adicional 2: Carlos Clos Gómez (ESP)
Quarto Árbitro: Fernando Teixeira Vitienes (ESP)




Quarta-Feira, 22 Fevereiro 2012, Stade Vélodrome - Marselha
Olympique Marseille - Internazionale  
Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR)
Árbitro Assistente 1: Bahattin Duran (TUR)
Árbitro Assistente 2: Tarik Ongun (TUR)
Árbitro Assistente Adicional 1: Hüseyin Göcek (TUR) 
Árbitro Assistente Adicional 2: Bülent Yildirim (TUR)
Quarto Árbitro: Tolga Özkalfa (TUR)




Quarta-Feira, 22 Fevereiro 2012, St. Jakob-Park - Basileia
FC Basel - FC Bayern München 
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Árbitro Assistente 1: Renato Faverani (ITA) 
Árbitro Assistente 2: Andrea Stefani (ITA)
Árbitro Assistente Addicional 1: Gianluca Rocchi (ITA)
Árbitro Assistente Addicional  2: Paolo Tagliavento (ITA)
Quarto Árbitro: Mauro Bergonzi (ITA) 



Fonte: UEFA


João Santos já teve alta

O árbitro auxiliar João Santos, que no domingo teve de ser hospitalizado com suspeitas de ter sofrido um traumatismo craniano, em virtude de um choque com John Ogu durante o Leiria-Beira-Mar(ver aqui), teve alta do Centro Hospitalar Leiria-Pombal segunda-feira de manhã e está em casa, em repouso absoluto.

Vasco Santos, árbitro da AF Porto, e chefe da equipa que ontem dirigiu o Leiria-Beira-Mar, contou a O JOGO que João Santos "fez novos exames que nada acusaram de relevante e teve alta hoje [ontem], mas ainda está sob vigilância". O árbitro admite ter-se tratado de "um grande susto" e concordou ter sido difícil apitar o resto do jogo, em que "tentei abstrair-me da situação do João". Agora só quer que João Santos, com quem trabalha "há muitos anos", repouse e "recupere rapidamente".

Fonte: O Jogo

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Wolfgang Stark nomeado para o jogo entre Manchester City-FC Porto da Liga Europa




O árbitro alemão Wolfgang Stark foi nomeado pela UEFA para dirigir o Manchester City-FC Porto, referente à segunda ‘mão’ dos dezasseis-avos-de-final da Liga Europa.

O jogo será realizado no Stadium City of Manchester, onde os dragões chegam com desvantagem de um golo após a derrota (1-2) no Porto, está agendado para as 18 horas desta quarta-feira.

Stark não é um desconhecido para os Portugueses uma vez que foi o árbitro que dirigiu o jogo decisivo entre Portugal - Bósnia, da 2ª mão do playoff de apuramento para o Euro 2012(ver aqui). Em 2011 arbitrou também o jogo do Benfica frente ao PSV Eindhoven, da segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa(ver aqui).

A equipa de arbitragem é constituída pelos seguintes elementos:


Manchester City - FC Porto
Árbitro: Wolfgang Stark (GER)
Árbitro Assistente 1: Jan-Hendrik Salver (GER)
Árbitro Assistente 2: Mike Pickel (GER)
Árbitro Assistente Adicional 1: Florian Meyer (GER)
Árbitro Assistente Adicional 2: Deniz Aytekin (GER)
Quarto Árbitro: Marco Fritz (GER)

Fonte: UEFA



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Árbitro Assistente João Santos sofre traumatismo craniano durante o jogo



O árbitro assistente João Santos foi este domingo transportado para o Centro Hospitalar Leiria-Pombal, depois de ter saído de campo de maca, durante o jogo União Leiria-Beira-Mar, da 19.ª jornada da Liga Zon Sagres.

João Santos ficou inanimado na sequência de um choque com o nigeriano Ogu, da União Leiria, aos 18 minutos de jogo.

O jogador leiriense tinha sido assistido fora do campo e, quando corria para reentrar nas quatro linhas, chocou com João Santos, que acompanhava um ataque do Beira-Mar, ficando ambos estendidos no chão.

Ogu recuperou mas João Santos continuou desmaiado até sair de ambulância do Estádio da Marinha Grande

O treinador da União de Leiria, Manuel Cajuda, lamentou hoje o incidente que provocou um traumatismo craniano ao árbitro auxiliar João Santos, que chocou contra Ogu durante o jogo entre os leirienses e Beira-Mar, da Liga portuguesa de futebol.

«João Santos teve a infelicidade de bater contra uma rocha em movimento», explicou no final da partida Manuel Cajuda, aludindo à sólida compleição física do médio nigeriano da União de Leiria.

O técnico da União de Leiria disse que percebeu «logo que ele não tinha ficado bem».
«Imagino o que é chocar contra uma rocha em movimento. Preocupa-me muito mais a saúde do árbitro auxiliar do que não ter ganhado o jogo», garantiu.

Segundo o técnico, a situação ocorrida aos 18 minutos do União de Leiria - Beira-Mar «foi uma coisa fora do vulgar».

«Ele não está a passar bons momentos. É com mágoa que vejo acontecer aquilo a um amigo. É de lamentar. Que recupere depressa, tenho vontade de me meter com ele, nas brincadeiras que tinha como treinador [no banco]», confessou.

João Santos foi assistido pelo departamento médico da União de Leiria. Segundo o médico Amílcar Silva, o auxiliar de Vasco Santos «sofreu traumatismo craniano e perdeu os sentidos», mas «teve sempre com pulso palpável».

«Quando saiu do estádio já estava consciente mas com uma certa agitação. Enviámo-lo para o hospital [de Leiria] onde está a ser avaliado. Posteriormente terá de efetuar uma TAC», disse o médico, garantindo que «só assim se saberá se há uma contusão ou algo mais».

Segundo fonte do Centro Hospitalar Leiria-Pombal, João Santos «está a fazer exames no serviço de urgência e, aparentemente, não será nada de grave».

Fonte: Sapo Desporto / A Bola / Record

Vitor Pereira - "Estamos preparados para colocar em marcha o plano que temos definido para a arbitragem do futuro."


Com o principal objectivo de reorganizar o funcionamento da arbitragem nacional, o Fórum contou com a presença inicial do Presidente da FPF, Fernando Gomes (clique aqui para saber mais) e com a participação dos elementos do Conselho de Arbitragem da FPF, do Presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), Gustavo Sousa, e de 19 Presidentes dos Conselhos de Arbitragem das Associações de Futebol Distritais – faltaram apenas os representantes dos Conselhos de Arbitragem das Associações de Futebol de Angra do Heroísmo, Horta e Madeira.

Pontapé-de-saída do plano para a arbitragem do futuro
No final do Fórum o Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, mostrou-se satisfeito com a forma como decorreram os trabalhos onde foi aprovado o regulamento do Fórum da Arbitragem, foi apresentado o projecto de Convenção da UEFA, foram validadas as conclusões do Fórum de Rio Maior e o questionário aplicado em 2008. No Fórum foram igualmente recolhidas as expectativas dos vários Conselhos de Arbitragem e foi obtido um documento final sobre os vários assuntos debatidos e constituídos grupos de trabalho com os vários representantes dos Conselhos de Arbitragem.
Vítor Pereira explicou que “vai realizar-se, pelo menos, mais um Fórum que visa discutir várias matérias da arbitragem, preparar as alterações regulamentares, uniformizar a formação.”

Das conclusões, o dirigente destacou o facto de este ter sido o pontapé-de-saída de uma iniciativa que contou com a participação maciça dos Conselhos de Arbitragem. “Foi o primeiro Fórum e estiveram presentes 19 dos 22 Conselhos de Arbitragem Distritais existentes. Houve uma participação fantástica e uma discussão profícua que abrangeu vários temas. Estamos preparados para colocar em marcha o plano que temos definido para a arbitragem do futuro.”

Referindo-se aos elementos que constituíram o quórum da acção, Vítor Pereira lembrou que “estes são os colegas que, no dia-a-dia e nos locais onde actuam, enfrentam mais dificuldades e menos recursos têm ao seu dispor. É na partilha dessas experiências que nós procuraremos encontrar soluções conjuntas. O Conselho de Arbitragem da Federação irá coordenar todo o desenvolvimento da arbitragem nacional e esta partilha de experiências é muito importante. Foi a isso que assistimos aqui hoje. Todos manifestaram vontade de nos ajudar a fazer uma arbitragem diferente, que relance a qualidade e que permita continuar-se a criar condições para que a arbitragem portuguesa tenha qualidade e acompanhe o desenvolvimento do nosso Futebol que está no “top ten” mundial, no que diz respeito à nossa Selecção. Queremos que a arbitragem continue no mesmo passo.”

Grande remodelação e em várias dimensões 
Vítor Pereira adiantou que “pretendemos uma grande remodelação e em várias dimensões” e apontou algumas mudanças e medidas a serem tomadas. “Ao nível da formação onde temos três níveis: inicial, nacional e profissional; ao nível da observação, com dois níveis para o modelo de avaliação. Sentimos a necessidade de dar alguma autonomia financeira aos Conselhos de Arbitragem Distritais, para que possam ter um plano de actividades previamente concebido e efectuem a sua gestão em conformidade. Temos a necessidade premente de ter um órgão centralizador que pode ser uma academia de arbitragem inserida na academia do futebol que está a ser concebida pela Direcção da FPF. Há um vasto conjunto de matérias que estão em jogo e que nós vamos ter oportunidade de tratar”, revelou.

Aumentar quantidade para ter mais qualidade
O Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF apontou a formação como uma das principais prioridades. “Preocupamo-nos com a detecção de talentos para a arbitragem e os aspectos ligados ao recrutamento e à retenção continuam a ser factores fundamentais. Temos que aumentar o lote de árbitros, para que da quantidade possa nascer mais qualidade. Queremos desenvolver processos de detecção de talentos que se iniciem ao nível distrital e possam ser acompanhados em todas as fases da carreira, pois esses são factores determinantes de sucesso. O progresso da base ao topo, de forma consistente e integrada com sinergias entre o Conselho Nacional e os Conselhos Distritais, pode levar a uma arbitragem melhor. A formação é um instrumento indispensável para que consigamos ter essa melhor arbitragem”, garantiu,

O responsável da Arbitragem agradeceu ao Presidente da FPF e à restante Direcção a abertura demonstrada e o empenhamento para que este Fórum se realizasse.

O próximo Fórum da Arbitragem está agendado para o dia 14 de Abril, em local a definir.

Fonte: FPF

Neymar paga 6.500 euros por insultos a árbitro no Twitter


O internacional brasileiro Neymar vai pagar bem caro pelos desabafos que fez no Twitter em 2010 e que agora o farão pagar 6.500 euros de multa.

Tudo aconteceu durante um encontro do Santos para o qual não tinha sido convocado. O jogador assistiu a esse encontro pela televisão e foi escrevendo na popular rede social várias frases de repudio para com o trabalho do árbitro da contenda, Sandro Meira Rici.

“Este é um ladrão”, “Vai ter de sair dali escoltado” e “O Santos é sempre prejudicado pelas arbitragens” foram apenas alguns dos desabafos do canarinho, que agradaram pouco ao juiz da partida, que decidiu interpor uma ação judicial contra o jogador.

Neymar ainda se defendeu, alegando que tinha sido um amigo a escrever no seu Twitter, mas esta desculpa de nada valeu, uma vez que terá mesmo de pagar a avultada soma ao árbitro.

Fonte:Record

Lucílio Baptista - “Um árbitro nunca é bem pago. Mas recebe valores muito simpáticos para a situação do país”


Faz uma pausa no trabalho de bancário para conversarmos. Afastado dos relvados há quase dois anos, Lucílio Baptista reconhece as saudades de apitar um jogo importante. Diz que não há nada como entrar no relvado ao som da Liga dos Campeões e orgulha-se de uma carreira sem medos. As críticas dos adeptos não o fizeram deixar os transportes públicos. Mesmo assim, acredita que se alguma vez tivesse sido agredido teria acabado a carreira.

Porquê ser árbitro?
Veio da família. O meu pai foi árbitro. Não chegou ao topo, mas esteve na II Divisão. Portanto nasci no meio da arbitragem, foi natural. Joguei futebol e depois quando chegou a passagem de júnior para sénior optei pela arbitragem.


A carreira de jogador foi boa?
Era um jogador mediano [risos], jogava na extrema-direita. Estive em dois clubes que nunca esquecerei e pelos quais tenho um grande carinho: Cova da Piedade e Beira-Mar de Almada. Ainda tenho amizades desse tempo. E fui campeão da II Divisão distrital de juniores pelo Beira-Mar.


Chegou a arbitrar algum jogo deles?
Há uns cinco, seis anos, dirigi um jogo de juniores entre o Beira-Mar de Almada e o Trafaria. E não foi nada fácil, confesso. Os jogos de juniores são muito complicados.


Tem a noção de quantos jogos apitou?
No total foram mais de 600. Na primeira categoria foram 244 jogos em 18 anos; internacionais (oficiais) foram 105, 106 ao longo de 15 anos. E ao todo estive nos quadros da federação durante 22 anos: dois na terceira categoria, dois na segunda e o resto na primeira.


Lembra-se do primeiro?
O Trafaria com o Monte da Caparica, no campeonato distrital de juvenis. Não sei a data, mas tenho-a em casa.


Correu bem?
Era um dérbi e as duas equipas estavam bem classificadas. Nos primeiros minutos nem sabia o meu posicionamento. Andava ali um bocado perdido. Mas não correu mal. As equipas portaram-se muito bem, penso que sabiam que era o meu primeiro jogo. Tinha 18 anos.


Apesar da experiência familiar, sabia que estava a entrar num mundo onde seria muitas vezes um alvo fácil?
Não tinha bem a noção. Sabia que era já um mundo complicado, mas estamos a falar de há 28 anos. Os tempos eram outros. E um jovem de 18 anos não pensava que cinco ou dez anos depois ia estar na primeira categoria ou na segunda. O gosto foi-se cimentando e as coisas também me correram bem. Se tivessem corrido mal, teria saído. Nunca pactuaria com situações como as que ainda hoje vejo, de violência. Estava fora de questão. Se algum dia tivesse sido agredido, duvido que tivesse continuado.


Nunca chegou a ser confrontado?
Claro que cheguei. Mas nunca fui atacado por adeptos.


Como aconteceu com Pedro Proença, por exemplo, num centro comercial.
Sim, situações dessas. E atenção: em 18 anos dirigi 26 clássicos oficiais, mais de cem jogos dos três grandes. É natural que tivesse passado por situações complicadas. Mas nunca chegou à violência. Ainda por cima ando de transportes públicos e durante toda a minha carreira nunca deixei de os utilizar.


Depois da final da Taça da Liga, em 2009, falou-se muito em ameaças…
… esse assunto ficou e está encerrado da minha parte.


Mas quando percebia que tinha errado como era o dia seguinte?
Terrível. É uma frustração tremenda. Nenhuma pessoa de boa-fé, de princípios, pode ficar contente com uma prestação negativa. Para mais quando os erros têm influência. O árbitro é quem sofre mais, isso garanto-lhe. E a família, porque é com ela que desabafa.


Tal como os treinadores estudam o adversário do jogo seguinte, tentava perceber onde haveria pontos de conflito, a que atitudes deveria estar mais atento?
Se dissesse que no início da minha carreira preparava um jogo estaria a mentir. Os dados disponíveis eram mínimos. Nestes últimos anos, talvez desde 2000, tem havido uma grande transformação. E ao nosso lado há um concorrente – porque um árbitro está sempre em concorrência com o outro, há uma classificação – que quer chegar ao meu lugar. Se quero mantê-lo, tenho de trabalhar mais que ele. Nos últimos anos da minha carreira preparava os jogos, procurava o máximo de dados possível. Mas tinha sempre uma coisa em atenção: não me deixar influenciar demasiado pelas estatísticas. São uma óptima ferramenta de trabalho, mas temos de deixar uma certa margem de manobra.


Além da evolução técnica dos árbitros, o que se pode fazer para reduzir os erros?
A aplicação das novas tecnologias, principalmente na linha de golo, é uma questão de justiça. E em casos de agressões flagrantes, por exemplo. A ajuda dos árbitros adicionais também poderá melhorar. A profissionalização é uma coisa que me faz ainda alguma confusão. Não sou crítico, mas é preciso mais condições de treino, mais formação. Tudo para que a probabilidade de errar seja cada vez menor. O erro nunca vai desaparecer, mas pode ser reduzido. E o árbitro tem de ser um atleta, com uma condição física extraordinária. Tem de estar ao nível de um jogador de alta competição, se possível num patamar acima.


Tinha o hábito de ver o que saía sobre si na imprensa e na internet?
No início da carreira vemos tudo e revoltamo-nos com o que o jornalista disse ou escreveu. Ao longo dos anos vamos conhecendo quem escreve, como escreve e vamos seleccionando. Dizer que não via seria mentira. Em função disso fazia a minha avaliação. Alguns eram-me completamente indiferentes. Outros, pelo respeito, pela forma como escreviam, levavam-me a reflectir.


Os árbitros são bem pagos para a responsabilidade que têm?
Um árbitro nunca é bem pago, mas atendendo às condicionantes do país acho que recebe valores muito simpáticos.


Esteve na final do Mundial de sub-17 de 2001, na Taça das Confederações em 2003, no Euro-2004, apitou jogos de fases de qualificação de selecções, da Liga dos Campeões e da Taça UEFA. Lá fora, que ambientes foram mais difíceis de suportar? E em que países?
Boa questão. Os jogos no eixo ex-Jugoslávia, Turquia e Grécia. Tem a ver com a cultura. Existe muita paixão, superior até à dos portugueses pelo futebol.


E qual foi o jogador mais problemático que teve pela frente?
Francesco Totti.


Porquê?
Foi um jogador que, em dois ou três jogos que dirigi, hum… foi complicado. Deu-me muito trabalho mesmo.


Pelo que dizia?
E pelo feitio muito especial, pela maneira de ser. Não era um jogador nada fácil na relação com o árbitro e com os adversários. De resto era um jogador de topo. Por outro lado, houve um que também me deu muito trabalho no estrangeiro: o Sérgio Conceição [risos]. Era um grande jogador, uma excelente pessoa, a quem auguro uma boa carreira como treinador. Agora como jogador… Mas foram os dois jogadores que mais me marcaram. Cá em Portugal – já sei que me vai fazer essa pergunta – tinha muitas dificuldades com o Jorge Costa, enquanto capitão do FC Porto. E hoje também tenho um grande carinho por ele, se calhar fruto desses conflitos. Mas era muito, muito, muito complicado. Mesmo!


E qual foi o momento mais alto?
A final do Mundial de sub-17, em Trindade e Tobago –, que começou poucos dias depois do 11 de Setembro. A França ganhou à Nigéria e o melhor jogador foi o Pongolle. Também destaco as finais da Taça de Portugal e o Euro-2004, claro, por toda a envolvência.


Ao longo da carreira continuou sempre a trabalhar como bancário. Era difícil conciliar as duas actividades?
Muito. Com tantos jogos cá, jogos internacionais, de camadas jovens, da federação, torneios... e também estive dois meses no Japão, vai fazer dez anos agora. Ehhh, o tempo passa!


A arbitrar?
Sim, na J-League. Aí pode dizer-se que era profissional. Tinha acabado o Mundial-2002 e pouco depois recomeçou a liga japonesa. Ainda dirigi oito jogos, foi uma experiência muito gira.


Mas cá chegou a ter algum percalço que o impedisse de chegar ao trabalho no dia seguinte?
Houve muitos jogos em que saí do estádio perto da uma da manhã e às 8h30 estava no meu local de trabalho. Fazia a viagem de noite, praticamente directo.


Sentiu sempre que valia a pena?
Senti, até pela carreira que fui tendo. Mesmo que alguns jogos não corressem tão bem como esperava. Nunca desci de categoria, tive uma carreira em progressão.


Como lidou com o fim-de-semana após o último jogo?
Preparei muito bem a minha saída. No início foi mais complicado, hoje já não tanto. Mas tenho muitas saudades dos jogos da Liga dos Campeões, dos jogos da UEFA, da FIFA, da J-League, dos jogos no Qatar.


Um árbitro também vibra quando entra em campo ao som do hino da Liga dos Campeões?
Era o que mais me fazia vibrar. O momento em que me sentia melhor era quando ouvia o hino da Liga dos Campeões. Mexe com qualquer árbitro. É uma coisa indescritível.

Fonte: ionline

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Renovação da arbitragem para o Mundial 2014 será grande


Carlos Alárcon, mais antigo membro da comissão de arbitragem da Fifa, revela que seleção para o Mundial do Brasil será rigorosa

Valdir Bicudo

Mais antigo membro da comissão de árbitros da Fifa, Carlos Alarcón tem uma folha de serviços prestados à instituição digna de louvores. Ele assumiu a função após o Mundial de 1990.  A partir de 1991, participou de três mundiais: 1994, 1998 e 2002. No  início de 2003, deixou a comissão, substituído por Carlos Maciel,  que ficou desde 2003 até ao Mundial de 2006.  Em 2007, retornou à comissão de arbitragem da Fifa.
Quanto à Conmebol, ocupa a presidência da comissão de arbitragem da entidade desde junho de 1986. Sua permanência longeva em tão espinhosa missão é explicada pelas qualidades acima elencadas e, sobretudo, por ser um dos maiores descobridores de árbitros do futebol mundial.
Alarcón é Instrutor Fifa, mas esclarece que as coisas estão mudando.  “Antes, ser membro da comissão de árbitros da entidade era ser automaticamente instrutor. Havia uma lista de instrutores de cada país nomeado pela Fifa. Durante os anos em que não fazia parte da comissão da Fifa, fui nomeado instrutor  e continuei exercendo essa função”, diz.
Para o processo do Mundial de 2010, a Fifa descartou a lista de instrutores de todos os países e contratou um grupo remunerado para está função. Estes instrutores estão ensinando em cursos RAP pelo mundo todo e também trabalham com os árbitros selecionados para os campeonatos mundiais. Por e-mail, do seu gabinete na Confederação Sul-Americana de Futebol, Carlos Alarcón falou sobre sua trajetória na arbitragem e as perspectivas futuras para os homens mais importantes numa partida de futebol, que são os árbitros. Confira  abaixo a entrevista:

O que podemos esperar de novidades, em termos de arbitragem, para a Copa das Confederações, que acontece no Brasil, em 2013?
Carlos Alarcón -  Acho que ainda é cedo para falar sobre isso, tudo dependerá da próxima reunião do IFAB (Internatinal  Board) que se realizará na Inglaterra em março.

A Copa do Mundo de 2014 é encarada com um divisor de águas para o futebol brasileiro. A partir dela, teremos estádios e a expectativa de clubes mais fortes. Pode-se esperar que a arbitragem brasileira também dê um salto de qualidade?
Alarcón -  A Copa do Mundo de 2014 no Brasil será um evento  que deixará muitas coisas positivas para o futebol e para a arbitragem de todo o mundo e especialmente no nosso continente.  Acredito que a arbitragem no Brasil estará altura dos aconbtecimentos.

Por falar em qualidade, a profissionalização da arbitragem é algo que está próximo ou ainda distante?
Alarcón - Há muitos anos fala-se sobre a profissionalização da arbitragem.  Acho que  está se avançando nesse sentido, com várias medidas sem queimar etapas, pois não é só dizer que se profissionalizem os arbitros e se termina o assunto. Há muitas coisas no contexto que devem ser resolvidas para  se chegar à profissionalização e termos a  certeza de que será benéfico à  arbitragem e ao futebol no seu todo.

No Mundial de 2014 será mantida a mesma regra usada no Mundial 2010 para a escolha de árbitros e assistentes (trios do mesmo país) ou pode-se esperar algo diferente?
Alárcon - Não. Os árbitros já deram uma lista de 4 (quatro) que eles preferem trabalhar neste projeto, mas será o Comitê de Arbitragem, que irá  aprovar ou não definitivamente os candidatos eleitos, segundo experiência levantada sobre o assunto. Árbitros Assistentes também  deverão ser escolhidos de outros paises, desde que nao sejam dos paises do árbitro.

Neste caso, o Brasil, apesar de país-sede, terá um só trio de  árbitros ou dois?
Alárcon - Isso dependerá de vários fatores, pois nao se tem histórico na América do Sul nesse sentido,  o Brasil pode e tem árbitros que preencham os requisitos e quota correspondente a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol)

Héber Roberto Lopes, Leandro Pedro Vuaden, Wilson Luiz Seneme e Paulo Cesar de Oliveira são os árbitros brasileiros mais cotados para atuar no Mundial de 2014?
Alárcon - A seleção não é fixa, irá mudar, se necessário. Ao mundial do Brasil,  irão os melhores naquele momento.

Por quais etapas os árbitros pré-selecionados para a Copa 2014 ainda terão de passar até que se faça a escolha?
Alárcon - Existe uma equipe da Fifa de acompanhamento para avaliar as atuações em seus países, nas eliminatórias da Conmebol, nos torneios continentais da Conmebol, bem como nos torneios Fifa, que antecedem o mundial de 2014.

No caso dos árbitros europeus, a Euro 2012 já será um teste importante para que eles se credenciem para o Mundial de 2014?
Alárcon - Não tenho conhecimento dos planos da UEFA quanto à seleção dos candidatos.

Em relação ao Mundial de 2010, a expectativa é que haja uma renovação grande na arbitragem para o Mundial de 2014?
Alarcón -  Essa é a ideia.

Qual o perfil do árbitro ideal, em termos de idade, profissão e campeonatos em que atua?
Alarcón -  Cumprir com as Regras do Jogo de Futebol, seguir as instruções dadas nos cursos e as instruções existentes nas mesmas regras do jogo.

A bola com Chip, resolverá se a bola ultrapassou totalmente a linha de baliza ou não?
Alarcón -  Sobre isso ainda não existe decisão, está em estudo.

A  propósito: qual é a sua opnião sobre a tecnologia para auxiliar a arbitragem dirimir lances que fujam do campo visual do árbitro?
Alarcón -  A tecnologia é  importante, mas para isso deve atender aos requisitos estabelecidos pela IFAB, nem toda tecnologia é aplicável ao futebol.

O senhor é Instrutor e membro da Comissão de Árbitros da Fifa. Nas suas peregrinações pelo América do Sul algum árbitro tem lhe chamado a atenção?
Alarcón -  Viajamos pelo continente e observamos todos os jogos possíveis para encontrarmos árbitros de qualidade e ajudar a desenvolver os que existem.

Quem é o melhor árbitro Sul-americano?
Alarcón -  Eu nunca respondi a essa questão, porque os árbitros têm seus momentos e nunca será um assunto definido.

Fernando Gomes - “Que surjam ideias para uma arbitragem melhor”


O Fórum da Arbitragem teve início este sábado, pelas 10h30, no Auditório Manuel Quaresma da Sede da Federação Portuguesa de Futebol, com o Presidente da FPF, Fernando Gomes, a abrir os trabalhos.

“Que surjam ideias para uma arbitragem melhor”
Fernando Gomes explicou que a Direcção da FPF está empenhada em criar “as melhores condições possíveis para que cada um dos órgãos cumpra da melhor maneira as suas funções” e é nesse sentido que mostrou disponibilidade para colaborar com Conselho de Arbitragem nos fóruns da arbitragem, destacando “a importância deste espaço de debate que visa, através da discussão de ideias, permitir uma melhor arbitragem, com melhores condições.”

O Presidente da FPF defendeu que “vamos apoiar este tipo de iniciativas que visam unir o Futebol Português nas suas diversas vertentes e, neste caso concreto, a arbitragem. Queremos estar presentes para, em conjunto, debatermos as questões que permitirão a evolução do Futebol Português.”

O responsável federativo deixou votos o Fórum “decorra da melhor maneira, para que possam surgir ideias para uma arbitragem melhor.”

“Construir uma arbitragem juntos, para uma arbitragem melhor.”
O Presidente do Conselho de Arbitragem, Vítor Pereira, explicou que este Fórum “´era um dos objectivos do programa eleitoral. Pretendemos que permita uma reflexão permanente e contínua de todos aqueles que gerem a arbitragem. Queremos promover uma política de proximidade com todas as associações distritais.

Vítor Pereira sublinhou que o grande objectivo é “construir uma a arbitragem juntos, para uma arbitragem melhor.”

No Fórum participam elementos do Conselho de Arbitragem, o Presidente da APAF, Gustavo Sousa e os presidentes e outros representantes dos Conselhos de Arbitragem Distritais.

Fonte: FPF

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pena de prisão para quatro árbitros na China


Quatro árbitros do futebol chinês foram condenados a penas de prisão entre os três e os sete anos, por viciação de resultados. Entre eles o mais conceituado juiz chinês, Lu Jun, que esteve no Mundial 2002 e nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000.

Lu Jun, conhecido como o «apito de ouro», foi condenado a cinco anos e meio de prisão e ao pagamento de uma multa de cerca de 98 mil euros, por irregularidades em oito jogos.
Huang Junjie, Zhou Weixin e Wan Daxue foram castigados com sete, três e seis anos de prisão, respectivamente, por manipulação em inúmeros jogos, alguns deles internacionais.

Junjie confessou ter sido subornado em 2007, no encontro particular entre o Manchester United e o Shenzhen FC. Já Zhou é conhecido por, em 2004, o Beijing Guon, agora orientado por Jaime Pacheco, ter abandonado um jogo devido a suspeitas de viciação.

Lu Feng, director da Superliga de futebol, entre outros dirigentes, também foram condenados por dar e receber subornos.

Em 2009 as autoridades chinesas fizeram uma campanha para combater a corrupção no futebol do país, que nos últimos anos muito contribuiu para o desinteresse nos adeptos na modalidade. A televisão estatal também chegou a deixar de emitir jogos, devido ao desinteresse e à falta de patrocinadores.

Fonte: Mais Futebol

Nomeações para 19ª jornada da Liga Zon Sagrese da Liga Orangina


A secção profissional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol emitiu a Nota Informativa nº 58/11-12/CA/FPF, com as nomerações da 19ª jornada da Liga Zon Sagres e 19ª jornada da Liga Orangina:

19ª jornada da Liga Zon Sagres
Rio Ave-Marítimo = Manuel Mota
G. Vicente-Braga = Hugo Miguel
Leiria-Beira-Mar = Vasco Santos
Nacional-Académica = Rui Silva
Feirense-Olhanense = Artur Soares Dias
V. Setúbal-Porto = Paulo Baptista
Sporting-P. Ferreira = Jorge Ferreira
V. Guimarães-Benfica = Carlos Xistra


19ª jornada da Liga Orangina
Estoril-Freamunde = Rui Patrício
Naval-Aves = João Capela
Trofense-Atlético = João Ferreira
Arouca-Covilhã = Bruno Paixão
Belenenses-Portimonense = André Gralha
União-Oliveirense = Hugo Pacheco
Moreirense-Leixões = Pedro Proença
Sta. Clara-Penafiel = Rui Costa

Para mais detalhes consulte o documento seguinte:
Nomeações para 19ª jornada da Liga Zon Sagrese da Liga Orangina

Fonte: LPFP / FPF

O que é o teste físico "Yoyo"?


Depois de ter saído a notícia de que Olegário Benquerença tinha chumbado na Prova do YOYO, muitas pessoas que não estão ligadas ao mundo da arbitragem ou do desporto ficaram sem perceber qual tinha sido exactamente o teste em que o árbitro internacional português tinha chumbado.
Em baixo fazemos um breve resumo das características desta prova física.
Yoyo Test é uma importante ferramenta que determina o nível da capacidade individual.  A avaliação de atletas/árbitros dos desportos colectivos que exigem esforços intermitentes mostra-nos que quanto mais alto é o nível da competição melhores serão os resultados e o desempenho neste teste.  É largamente utilizado por preparadores físicos de clubes profissionais e de categorias de base e é ainda uma das provas físicas dos árbitros dos quadros da UEFA. Foi inventado pelo fisiologista dinamarquês Jens Bangsbo.
O Yoyo Teste de Recuperação Intermitente tem um ritmo progressivo aumentado à medida de sinais sonoros. O protocolo é descrito e gravado num CD de teste ou arquivo mp3. Duas marcas são colocadas a uma distância de 20m entre elas e uma área de descanso medindo 5m é colocada no lado inicial. O atleta/árbitro deve deslocar-se de uma marca à outra numa velocidade que é determinada pelo ritmo do áudio. A velocidade é regularmente aumentada a cada estágio. O indivíduo deverá alcançar a marca antes do sinal sonoro. O teste deverá ocorrer até o atleta sentir-se incapacitado (fadiga) ou se o mesmo não alcançar duas marcas seguidas. O objectivo do teste é de que o avaliado realize o maior número possível de deslocamentos dentro do estímulo sonoro.

O resultado é determinado pela distância percorrida pelo atleta durante o teste e, posteriormente, transformado num cálculo de Consumo de Oxigénio (VO2).

Existem duas versões deste teste. O nível 1 é para iniciantes e inicia a uma velocidade de 8 KM/h. Já o nível 2 é para indivíduos treinados, a velocidade inicial deste nível é de 11,5 Km/h.
As fórmulas utilizadas para estimar o VO2 máx (ml/min/kg) a partir do Yo-yo IR1 e IR2 são as seguintes:
Yo-Yo teste IR1: VO2max (ml / min / kg) = distância IR1 (m) x 0,0084 + 36,4
Yo-Yo IR2 teste: VO2max (ml / min / kg) = IR2 distância (m) x 0,0136 + 45,3

Veja aqui um vídeo de uma prova realizada na Liga Italiana.

Fonte: NAF Guarda (Bruno Osório - Prep. Físico)