domingo, 31 de março de 2013

Vítor Pereira quer árbitros concentrados para fase decisiva da temporada


O presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Vítor Pereira, fez um balanço positivo da época até ao momento e pediu concentração aos árbitros para a fase decisiva que se aproxima.
O dirigente, que falava à margem da cerimónia de apresentação de 105 novos árbitros pelo Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Braga, afirmou que as indicações dadas aos juízes para esta fase final da temporada são essencialmente "as mesmas e que se incremente a concentração, porque se [o momento] é decisivo para os clubes também o é para os árbitros, que também têm uma classificação, promoções e desclassificações no final da temporada".
"Para cada árbitro, cada jogo é também uma final e os árbitros encaram estas fases finais de temporadas da mesma maneira. O que pretendemos é que se mantenham em bom nível físico, técnico e mental ao longo de toda a época, são essas as instruções que temos e a metodologia implementada visa uma manutenção ao mais alto nível de todas essas variantes", frisou Vítor Pereira.

Fonte: Lusa

Liberdade de expressão...


Opinião: Fifa faz programa misterioso


A Fifa está desenvolvendo estudos objetivando proporcionar aos espectadores na Copa das Confederações e no Mundial, a primeira em junho próximo e a segunda competição no ano que vem, no Brasil, no sentido de que os espectadores assistam, em média, de 75 a 80 minutos de bola em jogo.
Nesse mesmo estudo da entidade que controla o futebol no planeta, está inserido o guardião das Regras de Futebol, que é o árbitro. O que significa que os homens de preto, pré-selecionados para as competições acima nominadas, já estão recebendo orientações nos Cursos de Alto Nível, ministrados pela Fifa, de como proceder para que as partidas se transformem num espetáculo de entretenimento.
Durante a semana que passou, mantive contato com influente interlocutor que é membro da direção da Fifa em Zurique, e a resposta aos meus questionamentos sobre a matéria em tela, foram letais:
A Fifa vai exigir, a partir da Copa das Confederações, em junho de 2013, e na Copa do Mundo de 2014, tomadas de decisões da arbitragem como nunca se viu nos anais da entidade. O árbitro que permitir constantes paralisações e agir com benevolência na aplicação das leis que regem o futebol no retângulo verde, será sumariamente desligado, receberá a passagem de volta e a carona para o aeroporto.
Um grupo de técnicos da Fifa está infiltrado em diferentes países e em várias competições, observando e relatando o comportamento dos homens do apito pré-selecionados para as disputas acima mencionadas. Os técnicos estão de olho para ver se os árbitros estão obedecendo uma tabela mais ou menos assim: substituição – 35 segundos cada; retirada de jogadores lesionados do campo acompanhado do médico – 28 segundos cada; tiro de meta – 20 segundos cada; tiro livre direto – 28 segundos cada; tiro livre indireto – 19 segundos cada; arremesso lateral – 14 segundos cada; tiro de canto – 18 segundos cada e comemorações de gols – 15 segundos cada.
Dilvulgação - Massimo Busacca, chefe de arbitragem da Fifa em recente seminário da entidade.
Tenho notado no futebol brasileiro, que um contingente expressivo de árbitros, terminam algumas partidas sem nenhum minuto de acréscimo. O que denota que em assim procedendo, o árbitro que não adicionar (quando for o caso) o tempo perdido, torna-se conivente no furto que é feito ao público presente e, por consequência, à TV.
Atualmente, um dos maiores problemas enfrentados pela arbitragem é a presença do médico e do massagista dentro do campo de jogo e a teimosia em algumas situações desses profissionais, de querer atender o atleta no campo, o que é proibido.
Se a lesão é grave, diz a Fifa, o árbitro interromperá o jogo e ato contínuo autorizará a entrada do médico, que constatará a gravidade da lesão e acompanhará o atleta lesionado na maca para fora do campo de jogo.
A Fifa diz que as exceções para que um atleta receba atendimento dentro do campo de jogo são: contusão do goleiro, quando o guapo e adversário se chocam e necessitam uma atenção imediata, ou quando acontece uma contusão gravíssima, por exemplo, um jogador engole a língua, concussão cerebral ou fratura. Na verdade, o árbitro, nas exceções, deve ter bom senso.

Fonte: Paraná Online
Nota: Texto Escrito em Português do Brasil

UEFA: Platini prefere investir no futebol jovem do que em tecnologia


Em mais uma aparição pública com o objetivo de se opor à utilização da tecnologia no futebol, Michel Platini, presidente da UEFA, referiu que existem outras prioridades na sua mente. Desenvolvimento do futebol jovem e de infraestruturas seria, na sua opinião, um destino muito melhor aplicado para o dinheiro da entidade que representa.
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«Prefiro gastar dinheiro no futebol jovem e em infraestruturas do que em tecnologia para ver se há um golo que raramente acontece e que um árbitro não vê», defendeu, mostrando que o investimento em tecnologia no futebol seria muito dispendioso e injustificado.

«Iria custar cerca de 54 milhões de euros, num período de cinco anos, para se ter esta tecnologia de golo. Por isso, é demasiado cara para um tipo de erro que acontece uma vez em 40 anos. Na Liga dos Campeões estou satisfeito com os resultados dos cinco árbitros de campo. Praticamente não tem havido erros e os árbitros vêem quase tudo o que se passa no relvado», finalizou.

Já Blatter, presidente da FIFA, mostrou-se recentemente em completo desacordo com Michel Platini, pois considera que o presidente da UEFA é o único a barrar a utilização da tecnologia no futebol mundial.

«As divergências não são entre a FIFA e a UEFA, o único que não quer a tecnologia é Platini. As federações, as ligas, os árbitros e os jogadores: todos querem a tecnologia da linha de golo. Se Platini não quer é por um motivo pessoal, mas vai mudar de posição», criticou, em declarações ao jornal desportivo As.

Fonte: Futebol365

quarta-feira, 27 de março de 2013

FIFA convoca Proença para preparação do Mundial 2014

Pedro Proença, que na última temporada dirigiu a final da Liga dos Campeões e do Campeonato da Europa, é um dos árbitros pensados pela FIFA para marcar presença na fase final do Campeonato do Mundo de 2014.

Prova disso é que o juiz português foi convidado pelo organismo que rege o futebol mundial para a preparação da prova que será organizada no Brasil.

Assim, entre 6 e 19 de abril, Pedro Proença, juntamente com os assistentes Bertino Miranda e Tiago Trigo, vai participar no Seminário de Preparação para o Mundial 2014, que vai decorrer em Zurique.

Fonte: zerozero

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da mulher: A pioneira Ana Brochado deixou o apito mas não a arbitragem

Ana Raquel Brochado, a primeira mulher a arbitrar jogos dos quadros nacionais masculinos de futebol, deixou o apito, mas mantém-se ao serviço da arbitragem, no Gabinete de Investigação e Formação (GIF) do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Em declarações à agência Lusa, esta militar da Força Aérea recordou ''16 anos de grande vivência desportiva'', que fizeram com que fosse, desde 17 de setembro de 2006, a primeira mulher a arbitrar um jogo das competições nacionais de seniores masculinos, no caso o encontro entre Bombarralense e Monsanto, da III Divisão.

''São momentos que me irão acompanhar para sempre'', reconheceu Ana Raquel Brochado, de 32 anos, salientando os ensinamentos que retirou da ''escola de virtudes que é a arbitragem, ''com a sua estrutura, regras e procedimentos''.

Pioneira num mundo de homens, a antiga árbitra considerou ter herdado exemplos de luta e dedicação na arbitragem feminina.

''Tentei elevá-la ao patamar superior e espero ter deixado alguma marca para a geração seguinte'', frisou, recordando várias situações, algumas menos agradáveis, mas sobretudo as motivadoras, como a iniciativa de um clube oferecer bilhetes às mulheres quando se estreou a arbitrar seniores masculinos na ilha Terceira - uma prática que Ana Raquel Brochado julga manter-se.

Mas também um ''episódio'' com um adepto muito particular, presente num jogo de iniciados no sul do país.

''O adepto insistia com o meu árbitro assistente para que lhe dissesse o meu nome. Apesar de, infelizmente, estarmos habituados que estas perguntas não tenham os melhores motivos, ele, tendo em conta o ambiente pacífico do jogo, acedeu a responder à curiosidade. O adepto disse que queria o meu nome para fazer um cartaz a pedir-me a camisola'', lembrou.

Os primeiros minutos dos jogos serviam para ''dissipar as dúvidas dos jogadores sobre as capacidades para dirigir jogos'', naquele que é um dos exemplos de discriminação que assume ter vivido, no entanto, considera que estes eram provocados mais por adeptos do que por jogadores e ''principalmente por mulheres'', que revelavam ''machismo'' e ''alguma falta de cultura desportiva''.

Apesar da ''simpatia e cuidado'' sentida no meio, Ana Raquel Brochado admite ter sentido a ''necessidade constante de ser muitas vezes superior aos colegas árbitros homens para conseguir ter o mesmo reconhecimento''.

''No início da minha carreira, um observador escreveu no relatório que eu tinha sido 'uma agradável surpresa'. Eu não esqueço esse comentário e tenho a certeza de que o fez com boa intenção, mas não deixa de mostrar um grande preconceito. Acho que a predisposição de quem vê o desempenho de uma mulher a arbitrar é um aspeto que joga contra as mulheres árbitras'', referiu.

Sem arbitrar desde o final da última época, Ana Raquel Brochado justifica a sua saída com a necessidade de ''dar prioridade a aspetos importantes da vida que foram sempre deixados para segundo plano por força das 'urgências' da arbitragem''.

Atualmente, além de militar da Força Aérea e de ter concluído o mestrado em Gestão do Desporto em junho de 2012, sob a temática do perfil funcional do árbitro de futebol, Ana Raquel Brochado pretende ''pôr ao serviço da arbitragem feminina portuguesa a experiência e conhecimento'' acumulados na sua carreira, nomeadamente através do GIF, no âmbito do Conselho de Arbitragem da FPF.

E, para a antiga árbitra, a arbitragem feminina enfrenta alguns obstáculos, sociais e históricos, mas a sua evolução e afirmação é uma ''inevitabilidade''.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 7 de março de 2013

Adepto do United queixou-se do árbitro à polícia


O desempenho do árbitro Cuneyt Cakir desagradou ao Manchester United e houve quem tivesse tomado medidas, no mínimo, originais. De acordo com o confirmado pela polícia de Nottinghamshire, a central recebeu uma chamada de um adepto de 18 anos queixando-se da atuação do juiz turco.

"Este é um exemplo gracioso, mas que ilustra o tipo de chamadas pouco sérias com as quais lidamos todos os dias. Fazem-nos perder tempo e impedem-nos de fazer o nosso trabalho para evitar os delitos", explicou o inspetor chefe Ted Antill. 

A expulsão de Nani foi o lance que mais polímica originou, deixando os red devils com menos um jogador ao minuto 56.


Fonte: O Jogo

Expulsão de Nani: UEFA mantém confiança no árbitro

A UEFA reiterou confiança no árbitro turco que dirigiu o Manchester Utd-Real Madrid e que foi duramente criticado pelos ingleses.

Cuneyt Cakir expulsou o português Nani, numa decisão que influenciou o desenrolar do encontro, conforma admitiu o próprio treinador dos espanhóis, José Mourinho.

«Não temos qualquer problema com o árbitro», disse um porta-voz da UEFA ao «Guardian». «Não temos questões em relação à expulsão e vamos esperar pelos relatórios oficiais do delegado ao jogo e do observador do árbitro, como é habitual», acrescentou a mesma fonte.

«Se os relatórios levantarem alguma questão, aí agiremos», explicou o porta-voz que sublinhou que Cuneyt Cakir «se mantém na lista de árbitros» da UEFA, para a presente temporada.

A imprensa inglesa apressou-se a fazer um levantamento dos jogos do árbitro turco com equipas britânicas e listou as expulsões de Balotelli, ainda no Manchester City, com o Dínamo Kiev, a de Gerrard na qualificação inglesa para o Mundial, frente à Ucrânia, em setembro e a de Gary Cahill (Chelsea) na final do Mundial de Clubes frente ao Corinthians.

Quanto a Nani recebe uma suspensão automática de um jogo pela expulsão, mas o Manchester United poderá recorrer da pena depois de o órgão disciplinar da UEFA analisar o caso.

Fonte: IOL

domingo, 3 de março de 2013

APAF quer generalização do policiamento obrigatório

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) saudou esta sexta-feira a iniciativa do ministro da Administração Interna no sentido de tornar obrigatório o policiamento nas competições profissionais, mas pretende que se alargue a todos os campeonatos.

"Este é um primeiro passo para que o decreto-lei seja alterado e o policiamento passe a ser obrigatório. Neste momento, segundo o senhor ministro informou, será nas competições profissionais, mas queremos ver isso alargado às competições amadoras, que são as que mais nos preocupam e mais problemas têm tido em termos de arbitragem", afirmou José Fontelas Gomes, em declarações à agência Lusa.

Na quinta-feira, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse que vai propor a alteração da legislação relativa ao policiamento nos eventos desportivos, tornando obrigatória a requisição da força policial nas competições profissionais.

"Esta medida do senhor ministro vem ao encontro de uma carta que nós escrevemos na passada sexta-feira, na qual defendíamos isso, não apenas nas competições profissionais mas em todas em que estejam envolvidas equipas de arbitragem. Escrevemos também à federação e à Liga, sabendo que as instâncias que organizam as competições podem obrigar a que haja policiamento apesar do decreto-lei. É isso que defendemos e que esta medida se alargue, chegando aos campeonatos amadores", referiu José Fontelas Gomes.

O presidente da APAF disse ver esta mudança legislativa "com muito bons olhos", uma vez que segue os alertas feitos pela instituição, junto do próprio MAI, da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e através desta às associações distritais e regionais.

No último domingo, no Estádio D. Afonso Henriques, o árbitro Hugo Pacheco suspendeu o encontro entre as equipas B do Vitória de Guimarães e do Sporting de Braga, da 29.ª jornada da 2.ª Liga, após confrontos entre os adeptos, com o Conselho de Disciplina (CD) da FPF a punir os vimaranenses com dois jogos à porta fechada.

"Independentemente dos clubes envolvidos, a partir do momento em que o árbitro não tenha reunidas as condições de segurança, dará o jogo por terminado. Foi o que aconteceu com o Hugo Pacheco e o que, obviamente, irá acontecer com todos os árbitros que não se sintam seguros no desempenho da sua função", sublinhou o presidente da APAF. Recordando que "nos últimos meses tem sido registado um maior número de agressões aos árbitros das competições distritais", José Fontelas Gomes disse esperar que essa situação fique "resolvida em breve", uma vez que essa é a grande preocupação da APAF.

Em 9 de novembro, entrou em vigor o decreto-lei 216/2012, que retirou a obrigatoriedade de policiamento em competições desportivas de escalões juvenis e inferiores e responsabilizou os organizadores dos jogos e as forças de segurança quanto à avaliação dos riscos decorrentes destes eventos, salientando que caso o policiamento seja requerido, "de forma justificada", os encargos são "suportados pelos respetivos promotores".

Fonte: Record