sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para recordar o maior momento de Futebol de 2010


Esta música fantástica faz recordar o maior momento de Futebol de 2010, o Mundial :D

Wavin Flag





RefereeTip

10 Questões a... António Cardoso




O site de arbitragem RefereeTip.com e o site institucional da APAF - Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol iniciaram recentemente uma parceria online intitulada “10 Questões a…”.
Nesta rubrica, comum aos dois websites, convidamos semanalmente uma personalidade a responder a 10 questões relacionadas com a arbitragem.
Esta semana convidámos o árbitro Português de futsal, o mais internacional, António Cardoso a falar sobre a sua carreira e a dar a sua opinião sobre o futebol e arbitragem em Portugal. 


ANTÓNIO CARDOSO

1.       O António Cardoso foi o mais destacado árbitro de futsal em Portugal. Como foi o seu percurso na arbitragem até chegar ao “topo”?
R1. Presumo que é de percepção global e pacífica, se afirmar que numa carreira já longa – atentando não só ao número de anos, mas e acima de tudo, ao empenho e disponibilidade empregues – tardaríamos a descrevê-la quase tanto como levámos a vivenciá-la! Contudo e em “três penadas”, foi o que atrás referi… empenho, disponibilidade e uma avidez tremenda de aprender, de conhecer, de absorver de outros, que me pudessem aportar engrandecimentos vários!
2.       O futsal sempre foi a primeira opção? Quais as principais diferenças entre apitar futsal e futebol de 11?
R2. Não era, até porque na altura, o então futebol de 5 era algo de enigmático, como tal, algo que nos ocupava, em regime subsidiário. No entanto, desde o momento da minha opção, é o meu estandarte mor! Quanto às diferenças, pois elas existem e são bem vincadas! Levaríamos uns pares de horas ou dias a assentar considerandos e não concluiríamos! Mas jamais aceitarei que nos apouquem – e isso ainda acontece, por algumas “estrelinhas” do futebol – no que respeita ao grau de dificuldade e relevância!
Teremos, por certo, terrenos mais férteis para desenvolver o nosso trabalho de forma mais tranquila – creio existir no futsal um superior índice intelectual – existe também uma menor exposição mediática, enfim, um sem-número de coisas que nos ajudam, se falamos em termos de competições de elevado rendimento! Mas até lá chegar, escutemos o povo, “comemos o pão que o diabo amassou”, de feição idêntica! E concluindo, dentro do campo de jogo, onde tudo se torna mais simples e puro, até acho que o futsal é significativamente mais complexo…
3.       Terminou a carreira de árbitro internacional por limite de idade. Na generalidade concorda com os 45 anos como idade limite para se poder estar no activo?
R3. Terminei, enquanto Árbitro FIFA! Por cá, a nível doméstico, vou dando o melhor de mim, enquanto puder e me quiserem! Concordando ou não, achando ser ou não um processo discriminatório, tenho que viver com essa realidade! Seria objecto de discussão prolongada, na perspectiva de que haverão inúmeros e válidos argumentos, de cada lado da barricada…
4.       Ainda se sentia em condições físicas e mentais para continuar a dirigir jogos ao mais alto nível?
R4. Dentro do campo, inteiramente! Essa tarefa é aliciante e gratificante, mormente a nível externo! Não pela competição, em si, mas pela envolvência e pelo nosso enriquecimento!
5.       Quais as melhores recordações que guarda destes 16 anos com árbitro? Quais os momentos mais marcantes?
R5. As melhores recordações prendem-se com tudo o que fui conseguindo, dentro dos campos de jogo, dos sucessos que alcancei! Ter sido o melhor árbitro do Mundo em 2007 e 2008, ter dirigido 219 jogos Internacionais, dos quais se destaca a presença em 4 Camp. Europa (3 Semi-finais e 1 Final), 1 Camp. Mundo (Semi-final), 3 Finais de Taças Campeões Europeus, entre outras grandes competições, ter sido escolhido para 9 finais de Taça de Portugal e para a esmagadora maioria das grandes decisões internas, são de facto óptimas recordações. Mas fundamentalmente por não ter ficado, nunca, ligado a nenhuma dessas decisões.
6.       Que análise faz do momento presente da arbitragem de futsal em Portugal? E perspectivas futuras?
R6. Diz o povo, do alto da sua magna sapiência, que “o futuro a Deus pertence”… Quanto à análise que me pede, prefiro calar a minha opinião, deixando aos afectados, a liberdade de intuição, tendo o meu silêncio como ponto de partida!
7.       Como vê o actual estado geral da arbitragem portuguesa? (recrutamento, formação, organização/estrutura e qualidade dos árbitros)
R7. Tanto por fazer e tantos recursos desperdiçados, no nosso quotidiano… Mas reitero o que disse minutos antes, prefiro calar as minhas acepções!
8.       A curto prazo a arbitragem portuguesa deverá passar a ser gerida por um só órgão, deixando de estar dividida entre LPFP e FPF. Qual o perfil que traça do presidente desse Conselho de Arbitragem unificado? Que nomes se enquadram, a seu ver, nesse perfil?
R8. Tenho sempre fundadas expectativas, em tudo o que se reporta à evolução da arbitragem e este aspecto, presumo que é desejo universal, enquadra-se no quadro referido! Perfil do presidente… Entendo que terá que ser forçosamente um líder natural, competente, independente, democrático! Aliás, na marcha inexorável dos tempos, urge reflectir e desprender essa escolha, por quem de direito, dos interesses instalados!
9.       Vai manter-se ligado à arbitragem? Em que funções e quais os desafios/objectivos a que se propõe?
R9. Apesar de poder responder com relativa objectividade, entendo ser prematuro. Direi apenas que sempre atingi o que queria dizer o poeta quando escreveu “…não sei p’ra onde vou, mas sei que não vou por aí!”! E desafios e objectivos, são normalmente os alicerces das pessoas de Bem, honestas, desprendidas e altruístas! Numa perspectiva de democraticidade e mérito, tantas vezes esquecidos…

10.   Que questão nunca lhe colocaram mas à qual gostaria de responder?
R10. E se lhe permitissem mandar no Mundo, um dia só que fosse, que faria?
E a minha resposta seria… agir e acabar com tudo aquilo que atenta contra os valores humanos; cercear tudo o que provoca as assimetrias da humanidade; e encarcerar quem não entendesse e tentasse opor-se a isto, como fundamental!

RefereeTip agradece ao colega António Cardoso a disponibilidade em participar nesta rúbrica "10 Questões a..."

Conselho de Arbitragem 'desce' árbitros sem avaliação mínima



Árbitros dos quadros nacionais da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), dos sectores masculino e feminino da classe, foram despromovidos de categoria no final da época de 2009/2010 sem que tenham sido cumpridos os requisitos mínimos para essa avaliação.
Segundo as informações recolhidas pelo DN junto das fontes contactadas, os juízes em causa não possuíam os elementos necessários por forma a que pudessem ser avaliados e classificados pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Tais como provas de avaliação ou observação em campo ou testes físicos e escritos, condições mínimas necessárias à avaliação final e indispensáveis para que as entidades competentes possam proceder à respectiva avaliação e também classificação dos árbitros.
Em causa, e de acordo com os dados que foram apurados pelo DN junto das fontes contactadas, o facto de alguns destes árbitros (sector masculino) se terem lesionado ao serviço da FPF e em pleno exercício da actividade. As lesões, nestes casos em concreto, estariam devidamente comprovadas e identificadas por documentos e relatórios médicos das respectivas seguradoras, que confirmavam, de resto, as já mencionadas lesões e traumatismos de vária ordem.
No que diz respeito aos árbitros do sector feminino, algumas estavam com licença de maternidade e acabaram despromovidas de categoria pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Nestes casos específicos, não estavam igualmente reunidos os requisitos mínimos para que se pudesse levar a cabo a devida avaliação e ainda classificação dos árbitros em causa, pertencentes ao quadro feminino da Federação Portuguesa de Futebol.
Estes casos remontam à temporada de 2009/2010. O anterior Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol teve estes processos, desencadeados pelos árbitros em xeque, pendentes durante mais de dois meses.
Segundo as informações recolhidas pelo DN junto das fontes contactadas, os árbitros tiveram apenas três dias para apresentar os respectivos recursos. Numa altura em que estão praticamente decorridos seis meses após o início da temporada de 2010/2011, continuam sem ser tomadas decisões relativamente aos recursos.
De acordo com outros dados obtidos pelo DN, estará já no presente a ser exercida alguma "pressão" junto do actual Conselho de Justiça da FPF para que não se- ja dada razão aos árbitros envol-vidos.
Contactado pelo DN há já alguns dias, Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, desmentiu a situação e recusou-se a prestar quaisquer comentários sobre o assunto.

Fonte: DN

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Agrediu árbitro à cabeçada.. num particular



O argentino Rubens Sambueza usou a cabeça para agredir um árbitro, num encontro particular no México. O jogador do Estudiantes Tecos viu cartão por reclamar com o juiz na marcação de um livre e... fez aquilo.

O árbitro Román Medina caiu de joelhos no chão e ficou agarrado ao queixo, enquanto os restantes jogadores afastavam rapidamente Sambueza, ex-jogador do River Plate, antes que a coisa tomasse proporções ainda piores.

Sambueza arrisca um ano de suspensão, segundo a imprensa mexicana

Veja aqui o que ele fez,



Fonte: Mais Futebol

Lucílio Baptista aprova generalização dos cinco árbitros



Para ver noticia anterior sobre este assunto clique "aqui"
Para Lucílio Baptista, antigo árbitro internacional, os cinco juízes, dentro de pouco tempo, passarão a constar das Leis do Jogo, porque a experiência está a resultar e está a adiar, por ora, a introdução das novas tecnologias no futebol.

"Não havendo grandes desenvolvimentos nas novas tecnologias, passará por isso (equipas de arbitragem com cinco elementos). Essa experiência tem corrido bem com alguns contratempos que urge rectificar, mas é uma ideia para prosseguir", começa por afirmar.
"Penso que vai tornar-se Lei do Jogo, com grande probabilidade, quase a mais de 90%, nos próximos dois ou três anos. A prova é esta decisão do presidente dos árbitros na UEFA, Pierluigi Collina", remata o antigo árbitro português.

Fonte: Renascença

UEFA anuncia cinco árbitros na Polónia e Ucrânia


O presidente do comité de árbitros da UEFA, Pierluigi Collina, anunciou esta quinta-feira que os jogos da fase final do Euro-2012, que vai decorrer na Polónia e na Ucrânia, terão cinco árbitros de campo.

«A experiência está a dar óptimos resultados e a UEFA solicitou ao International Football Association Board (IFAB) para que sejam também utilizados no Euro2012», assegurou o ex-árbitro italiano em entrevista à Gazzetta dello Sport.

Apesar de considerar que existem aspectos a melhorar, Colina reconhece que as vantagens são evidentes e lembra que os «agarrões» na grande área diminuíram drasticamente na Liga dos Campeões desde que foi implementado o sistema de cinco árbitros.

Fonte: A Bola

FIFA nega ameaça de suspensão da FPF


A FIFA esclareceu esta quinta-feira que "até ao momento" não existe qualquer ameaça de suspensão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), embora "recomende veementemente" a adequação dos estatutos ao novo regime jurídico.

"A FIFA continua em contacto muito próximo com a FPF nesta matéria e recomenda veementemente a aprovação dos novos estatutos", disse fonte do organismo à agência Lusa, clarificando que a carta enviada em novembro à filiada portuguesa não continha qualquer ameaça de suspensão.

Neste sentido, a FIFA "nega qualquer ameaça de suspensão até ao momento", acrescentando que também "nunca recebeu qualquer queixa formal do Governo português".

Na missiva enviada no mês passado pelo secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, é aconselhada a adequação dos estatutos da FPF ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas, embora não seja referida qualquer ameaça de suspensão.

Se a FPF não seguir os conselhos da FIFA, Jérôme Valcke escreve, porém, que o caso será enviado, numa primeira instância, ao Comité das Associações e, de seguida, ao Comité Executivo, para posterior avaliação.

Fonte: Record

FPF - Travão nas eleições



A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai apresentar hoje, no Tribunal Administrativo, uma providência cautelar para impedir a realização de eleições na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), agendadas para o próximo dia 5 de Fevereiro, sem que estejam aprovados os novos estatutos já adequados ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD). Tudo indica, a partir de agora e face aos argumentos jurídicos que vão ser esgrimidos no documento, que as eleições venham a ser adiadas, num processo que promete fazer correr muita tinta e alguma agitação.

Esta posição determinada da LPFP surge na sequência da recusa do presidente da Assembleia Geral (AG) da FPF, Avelino Ribeiro, em adiar o acto eleitoral para depois de ser convocada uma reunião extraordinária tendo em vista a aprovação dos estatutos, num braço-de-ferro liderado por várias associações (Porto e Algarve, entre outras).
Fernando Gomes, presidente da LPFP, na última assembleia federativa, recorde-se, fizera um apelo aos sócios da FPF (associações de futebol, de jogadores, de árbitros, etc.) para a resolução do problema, sugerindo a referida reunião extraordinária antes de eleições, mas em vão. Na mesma ocasião, alertara para os prejuízos financeiros decorrentes de a FPF ainda não ter os seus estatutos de acordo com o novo RJFD.
Hoje, quando o documento der entrada no Tribunal, a LPFP terá ao seu lado, em termos de apoio na tentativa de abrir caminho à retirada da FPF da ilegalidade face à lei, outros sócios como o Sindicato dos Jogadores, a Associação de Treinadores, a Associação Portuguesa de Árbitros e ainda as Associações de Futebol de Aveiro e de Lisboa, que se demarcaram das restantes.
Desde meados deste ano que a FPF, por não ter os novos estatutos ainda aprovados - no novo regime as associações de futebol perdem uma boa parte do poder que sempre tiveram na AG, daí a sua resistência aos estatutos ditados pela lei - viu suspensa parcialmente, por parte do Governo, o estatuto de Utilidade Pública, com reflexos no corte de dinheiros estatais para o futebol associativo.
Mais recentemente, as notícias de que a FIFA estaria a exercer pressões junto da FPF para a aprovação dos estatutos, de modo a entrar na legalidade, vieram criar alguma clima de instabilidade, mas nem assim o assunto conheceu novos desenvolvimentos rumo à tentativa de solucionar o problema.
Ontem, a Associação de Futebol de Aveiro (AFA) também se colocou ao lado da sua congénere de Lisboa e tornou pública a sua posição, ao defender que as eleições deveriam ser suspensas até à adopção dos novos estatutos.
"Deveriam ser esgotados todos os recursos na tentativa de elaborar e aprovar os novos estatutos, debaixo dos quais se realizaria o (futuro) acto eleitoral", refere a AFA em comunicado.

Fonte: O Jogo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Categorias de Árbitros Internacionais Portugueses revistas



A Comissão de Arbitragem da UEFA, que esteve recentemente reunida em Nyon (Suíça), reviu as categorias para os árbitros (masculinos e femininos) para a segunda metade da época 2010/11.

Na definição da categoria dos árbitros, o Comité de Arbitragem tem em conta vários critérios, incluindo mérito, avaliação de desempenho, nível de aptidão física, experiência, potencial, competências linguísticas, a frequência nos cursos de arbitragem da UEFA e o ranking interno.

Portugal continua com dois árbitros na Elite
Olegário Benquerença e Pedro Proença são os dois os árbitros portugueses que continuam a ter o seu nome inscrito na lista de 24 juízes que integram a categoria de Elite. Somente a Alemanha, com três árbitros inscritos, têm mais árbitros que Portugal nesta lista. Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália e Suécia são os outros seis países que também têm dois nomes inscritos na Elite.

Na categoria imediatamente a seguir (a Development), onde se encontram apenas 13 árbitros, volta a constar o nome de Bruno Paixão.

Duarte Gomes e Jorge de Sousa prosseguem na lista de 48 árbitros da segunda categoria da UEFA.

Sandra Bastos mantém-se na primeira categoria 
Em relação à arbitragem feminina, Sandra Bastos continua integrar a lista de 12 juízas da categoria Premier (o segundo patamar das árbitras femininas a seguir ao de Elite)

Três árbitros lusos serão convidados a participar em curso no Chipre
Os Árbitros de Elite e de Primeira Categoria que conhece dois patamares, ‘Development’ e ‘Premier’, serão convidados a participar no Curso de Arbitragem ‘Advanced’ que terá lugar em Limassol (Chipre), entre os dias 31 de Janeiro e 4 de Fevereiro.

Fonte: FPF

Nomeações primeira jornada da 3ª Fase - Bwin Cup




A LPFP deu hoje a conhecer os árbitros nomeados para os jogos referentes a 1ª jornada da 3ª Fase da Bwin Cup.

Aves - Olhanense
Árbitro: Jorge Sousa
Árbitros Assistentes: José Ramalho, José Luís Melo
Observador: Valdemar Lopes

Arouca - P. Ferreira
Árbitro: Bruno Paixão
Árbitros Assistentes: Paulo Ramos, António Godinho
Observador: Carlos Carvalho

G. Vicente - Beira-Mar
Árbitro: Carlos Xistra
Árbitros Assistentes: José Cardinal, Jorge Cruz
Observador: Arlindo Coimbra

Estoril - Penafiel
Árbitro: Bruno Esteves
Árbitros Assistentes: Mário Dionísio, Rui Cidade
Observador: Albano Fialho

Porto - Nacional
Árbitro: Olegário Benquerença
Árbitros Assistentes: João Santos, Luís Marcelino
Observador: Alexandre Morgado

Benfica - Marítimo
Árbitro: João Ferreira
Árbitros Assistentes: Pais António, Valter Pereira
Observador: Andrelino Pena

Sporting - Naval
Árbitro: Hugo Miguel
Árbitros Assistentes: Hernâni Fernandes, Nuno Roque
Observador: Manuel Antunes

Braga - V. Guimarães
Árbitro: Duarte Gomes
Árbitros Assistentes: Venâncio Tomé, Pedro Garcia
Observador: Soares pinto

Fonte: LPFP

Árbitro internacional chileno, Pablo Pozo, pendura o apito



Árbitro chileno Pablo Pozo que arbitrou o seu último jogo entre  Audax Italiano e Unión Española, a 19 de Dezembro, anunciou a fim da sua carreira como árbitro. 

Aos 37 anos, Pablo Pozo esteve presente no Campeonato do Mundo 2010 tendo arbitrado dois jogos. Pozo lesionou-se na fase inicial do Campeonato do Mundo , mas ainda conseguiu realizar dois jogos no torneio. Juntamente com os assistentes e compatriotas Patricio Basualto e Francisco Mondria, o trio foi excluído da primeira etapa da Competição por lesão de Pozo.

Pablo Pozo tornou-se árbitro internacional em 1999 e participou nos Jogos Olímpicos de Pequim, Mundial de Clubes de 2008 no Japão, a Copa das Confederações 2009  e o  Campeonato Mundial sub-17 em 2009.

Com 37 anos, Pozo, ainda tinha a possibilidade de participa nos Mundiais de 2014 e 2018.

Este árbitro foi o responsável por arbitrar, no dia 21 de Junho de 2010, o jogo entre Portugal - Coréia do Norte referente ao Grupo G, onde Portugal ganhou por uns expressivos 7-0.



Para quem conhece bem o livro das leis do jogo 2010/2011 o árbitro da capa é o senhor Pablo Pozo.


Refereetip

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Luís Guilherme julga que crise não vai afectar árbitros profissionais mas teme pelos árbitros ligados a Federação




Luís Guilherme teme pelos prémios aos árbitros ligados à Federação, já nos campeonatos profissionais a crise não irá afectar os rendimentos dos juízes de elite.

Embora seja ano de crise, as tabelas de remunerações da arbitragem na Liga de Clubes não deverão sofrer alteração.
A Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol (APAF) sabe que o momento é de grande contenção económica, mas há alguma segurança quanto aos valores até ao final da temporada, mesmo estando prevista a qualquer momento a mudança para a alçada da Federação.
Luís Guilherme não mostra grandes preocupações quanto às verbas que continuarão a ser disponibilizadas para a arbitragem nas competições profissionais.
O maior problema tem a ver com os árbitros sob a alçada da Federação, que podem ver os prémios que recebem ameaçados.
A suspensão da utilidade pública desportiva começa a ter enormes custos que por arrastamento afectam os Conselhos de Arbitragem das associações, havendo mesmo já alguns a pedirem demissão dos cargos por não conseguirem suportar esses custos.
Luís Guilherme pede um entendimento urgente na questão dos estatutos sob pena de 2011 ser um ano bastante penalizador para esta área.
Nesta conversa com a TSF, o presidente da APAF continua a acreditar que o caminho da profissionalização é irreversível, mas terá de ser feito com normas precisas, depois dos falhanços dos projectos piloto com centros de alto rendimento a Norte e a Sul. O problema é que 2011 promete ser um ano mau para dar continuidade ao projecto.
Quanto a 2010, em final de ano, balanço positivo. A presença da equipa liderada por Olegário Benquerença no Mundial foi o aspecto mais relevante, sendo que Luís Guilherme enaltece também a cada vez maior contenção dos agentes desportivos quanto às arbitragens.
Para 2011, a APAF promete continuar a dar passos que assegurem alguma evolução no sector.

Podem ouvir a noticia aqui.

Fonte: Renasçenca

As nomeações internacionais


Ao longo de 2010, foram nomeados mais de meia centena de árbitros (precisamente 56) para dirigir encontros internacionais. Mais de metade dessas nomeações (32) foram registadas nas mais importantes competições europeias de clubes da Europa - a Liga dos Campeões e a Liga Europa.

Durante o ano, quatro dos jogos da fase de qualificação para Campeonato da Europa 2012 contaram com equipas de arbitragem portuguesas. Nas competições europeias, 32 dos encontros contaram com a participação de equipas de arbitragem lusas - 14 da Liga dos Campeões e 18 da Liga Europa.

Foram quatro os jogos de qualificações a contar para os campeonatos da Europa de Sub-19 e Sub-21 que foram dirigidas por juízes nacionais.

Os árbitros portugueses participaram ainda em dois jogos de Futsal, seis partidas de Futebol Feminino e em oito jogos de preparação.

Fonte: FPF

Portugal acolhe cursos em colaboração com a UEFA e FIFA



A Federação Portuguesa de Futebol irá acolher, entre os dias 18 de Março e 8 de Abril de 2011, pela primeira vez o “Refereeing Assistance Programme que incluiu o Curso de Instrutores de Árbitros, o Curso de Preparadores Físicos de Árbitros e o Curso de Dirigentes de Árbitros”.

Depois de ter organizado, em colaboração com a UEFA, o “1º Programa de Talentos e Mentores”, em Lisboa, no mês de Maio de 2009, e o “Curso de Formação de Instrutores e Monitores", em Tomar, durante o mês de Abril de 2010, a FPF voltou a ser convidada para acolher mais três acções no âmbito da arbitragem. O coordenador dos cursos será o observador da UEFA e o membro da comissão de apoio técnico do Conselho de Arbitragem da FPF, Dr. Nuno Castro, que já havia coordenado as duas acções que se realizaram em Portugal..

A UEFA e a FIFA voltam, desta forma, a manifestar toda a sua confiança e reconhecimento pelo trabalho que a FPF e o seu Conselho de Arbitragem têm desenvolvido ao longo dos últimos anos.

Esta será a terceira edição do Curso de Instrutores de Árbitros, tendo as primeiras acções decorrido em Cannes (França) e Madrid (Espanha), enquanto que o Curso de Preparadores Físicos de Árbitros conhecerá a sua segunda edição, depois da acção que teve lugar na capital espanhola. O Curso de Dirigentes de Árbitros será ministrado pela primeira vez.

Nos três cursos estarão envolvidos cerca de 70 participantes que serão convidados pelo organismo máximo que tutela o Futebol Europeu.
Fonte: FPF

FIFA ameaça suspender futebol português a nível internacional


A FIFA ameaça suspender as selecções e clubes portugueses de todas as competições internacionais em jogos oficiais e particulares, caso a FPF não altere os seus estatutos.

Uma situação que deverá adiar a data das eleições para a presidência da federação, se não for encontrada uma solução entretanto. O acto eleitoral está previsto para 5 de Fevereiro.

Segundo o Diário de Notícias, o organismo internacional já informou a Federação – primeiro por carta e depois pessoalmente tendo disso dado conta ao presidente Gilberto Madail, aquando da escolha dos países organizadores dos Mundiais de 2018 e 2022 – de que não está disposto a aceitar novos dirigentes sem que primeiro sejam alterados os estatutos e pede a maior de celeridade na resolução deste impasse, que se prolonga há quase dois anos.

O presidente da Liga de Clubes, Fernando Gomes, procurou uma resolução solicitando à Mesa da Assembleia-geral da FPF, a 18 de Dezembro, uma assembleia geral extraordinária a 22 de Janeiro - para serem colocados à votação os novos estatutos - mas este pedido acabou por ser recusado.

Caso a FIFA venha a entrar em acção, todas as equipas portuguesas serão impedidas de participar nas provas da UEFA (Liga dos Campeões e Liga Europa) e a Selecção terá de abandonar a fase de apuramento para o Euro-2012.

Fonte: A Bola

Será este o falhanço do ano???



Este é provavelmente o falhanço do ano. 
O jogo é referente a 2ª divisão grega e a equipa de vermelho, Veria FC, iniciou um ataque de persistência para tentar empatar o jogo. Foram realizados 5 remates, 3 desses remates foram aos postes/barra e o último remate, já em desespero foi enviado por cima da barra. 
FC Veria acabou por perder a partida da 2ª divisão grega contra Levadiakos por 1-0
Será este o falhanço do ano???

Vejam o video:



RefereeTip

Árbitros também correm

Vejam a noticia seguinte.


Colóquio “Os Lideres e a Arbitragem” em Santiago do Cacém


O Núcleo de confraternização dos Árbitros de Futebol de Santiago do Cacém (NCAFSC) irá promover, no dia 7 de Janeiro de 2011, pelas 21h30, um colóquio sob o tema “Os Lideres e a Arbitragem”, que terá como oradores o Presidente da Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol, Luís Guilherme, o árbitro internacional, Olegário Benquerença, e o treinador de futebol, que actualmente exerce funções de Director Geral no Sporting CP, José Couceiro.


O colóquio, que se insere no âmbito das comemorações do 32º Aniversário do NCAFSC será moderado pelo Sub-Director de Informação Desportiva da Antena 1, Paulo Sérgio, e terá lugar no Auditório da Biblioteca Manuel da Fonseca em Santiago do Cacém.

Fonte: FPF

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Jogador tirou calções a árbitro assistente


Carlos Alberto, antigo jogador do F.C. Porto, campeão da Europa com José Mourinho, voltou a dar nas vistas no Jogo das Estrelas organizado por Zico desde 2004. Um jogo de beneficência que reúne as maiores estrelas do futebol brasileiro, normalmente marcado por grandes golos e uma oportunidade para voltar a ver alguns craques que já penduraram as botas.

Este domingo foi Carlos Alberto, actualmente capitão do Vasco da Gama, que deu nas vistas quando, na marcação de um livre, favorável à equipa contrária, o polémico jogador aproximou-se do juiz auxiliar, Élson Santos, que tinha assinalado a pretensa falta e puxou-lhe os calções para baixo.


Fonte: Mais Futebol

sábado, 25 de dezembro de 2010

Árbitros preparam-se como atletas profissionais



Os 25 árbitros de futebol da primeira categoria portuguesa preparam-se como autênticos atletas profissionais, para correr oito a 10 quilómetros por jogo e errar o menos possível quando dão uso ao apito ou deixam de o fazer.

No topo das aptidões físicas exigidas aos juízes lusos está a necessidade terminar cada jogo numa forma aceitável, o que requer trabalho anterior de resistência, flexibilidade e coordenação, velocidade e força e também agilidade.
Para isso, os árbitros são aconselhados a dedicar, pelo menos, três horas de treino à preparação física em dois treinos semanais (terças e quintas feiras) e realizem exercícios de recuperação física em ginásio (às segundas e quartas).
Actualmente, a Liga dispõe de oito centros de treino em vários pontos do país (Braga, Porto, Luso, Lisboa, Funchal, Setúbal, Leiria e Portalegre) para a preparação dos juízes lusos, sendo desejável que a condição física permita que, antes dos jogos, realize exercícios de aquecimento, durante 15 a 20 minutos, com a indicação que a pulsação esteja entre os 150 e os 160 batimentos cardíacos por minuto.
Estes valores fisiológicos são avaliados durante os treinos, através da utilização de medidores de frequência cardíacos para avaliação do coordenador da preparação física dos árbitros da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), João Dias, mas podem ser influenciados pela envolvência de cada jogo.
Os estádios, as equipas, os jogadores e os dirigentes são diferentes, mas a missão do árbitro são imutáveis, daí que seja condição essencial que o juiz revele fortes capacidades mentais e psicológicas, para dominar stress, ansiedade e conseguir adoptar uma postura de liderança em casos de tensão, mantendo sempre a motivação, a atenção e a concentração e consiga recuperar de qualquer adversidade, sem que seja beliscada a sua auto-confiança.
Qualquer destas características deve sustentar-se num conhecimento adequado das leis do jogo, dos regulamentos das competições, mas também das componentes técnicas e tácticas do futebol, para melhor interpretar e aplicar as leis.
As capacidades relacionais e comunicacionais também são valorizadas, sendo fundamental que os árbitros dominem várias línguas, não só para arbitrar jogos internacionais mas também, devido à proliferação de jogadores de diversas nacionalidades nas competições internas.
Entre a equipa de arbitragem a comunicação está facilitada, desde 2007/08, com a utilização do sistema de comunicação através de auriculares entre o árbitro, os seus assistentes e o quarto árbitro para apoiar o chefe de equipa.
Para a época de 2010/11, a LPFP reservou 310 mil euros para a formação dos árbitros, através de cursos, um psicólogo e preparadores-físicos, e garante a cada equipa de arbitragem uma viatura com motorista para a deslocação para os jogos.
Além das avaliações técnicas, por parte dos observadores, e retóricas, de comentadores, os árbitros são ainda sujeitos a dois testes escritos por época, com 20 perguntas de resposta múltipla sobre as leis do jogo e regulamentação específica da competição.
A componente física é aferida em dois momentos da temporada, para testar a rapidez – exige-se que os árbitros façam seis “sprints” de 40 metros em seis segundos – e a resistência – devem conseguir percorrer 20 vezes 150 metros num máximo de 30 segundos, seguidos de 50 metros a andar em 35 segundos ou menos.
Tanto o jovem estudante universitário Hélder Malheiro, de 30 anos, como o professor de Educação Física Elmano Santos, de 44, têm de cumprir estes requisitos para integrar o quadro de árbitros da LPFP, cuja média de idades é de 35,48 anos.

Fonte: Sapo Desporto

Paulo Baptista em 1º Lugar nos árbitros que mais facturam na LPFP e Olegário em último



O portalegrense Paulo Baptista foi o árbitro da primeira categoria que mais faturou nos primeiros meses da época 2010/11, seguido dos portuenses Rui Costa, Artur Soares Dias e Vasco Santos.
O gerente de armazém, de 41 anos, já realizou 15 jogos esta época, 13 como árbitro principal e dois como quarto árbitro, que lhe garantiram 14 956 euros, um rendimento ao qual se junta 2140 euros de cinco meses de subsidio mensal de treino.
Desde agosto, Paulo Baptista amealhou uma média de 3.419 euros por mês, correspondente a um total de 17.096 euros, superando o rendimento do estudante Vasco Santos (16.510), do diretor de recursos humanos Artur Soares Dias (16.194) e do professor de Educação Física Rui Costa (16.179).
Ainda acima dos 16 mil euros surge o albicastrense Carlos Xistra, que foi o árbitro que mais dinheiro amealhou na última época (32.943 euros), e o scalabitano André Gralha.
Atualmente, a Liga de Clubes paga 1.272 euros por cada jogo na Liga Zon Sagres, 890 na Liga Orangina e um quarto destes valores para os quartos árbitros. Caso o jogo seja disputado durante a semana, são pagos mais 118 euros, à exceção dos quartos árbitros em jogos do segundo escalão, nos quais a remuneração só aumenta 59.
Tanto na Taça da Liga como na Taça de Portugal os árbitros recebem consoante as equipas envolvidas. Mas, se no caso da competição da Liga de Clubes a tabela é igual à que é aplicada nos campeonatos, na Taça de Portugal os valores são reduzidos a menos de metade: 560 com primodivisionários e 420 para emblemas da Liga Orangina.
O último lugar do ranking dos proveitos é ocupado pelo profissional de seguros Olegário Benquerença, que realizou dez jogos, quatro na liga principal, dois no segundo escalão, outros tantos na Taça de Portugal e um na Taça da Liga, arrecadando 11.938 euros.
O leiriense é o único árbitro do quadro a não amealhar mais de 12 mil euros, num patamar próximo do oficial do exército, e também árbitro internacional, João Ferreira (12.150 euros), do madeirense Elmano Santos (12.396), que é aos 44 anos o mais veterano do quadro, e do estreante Manuel Mota (12.434).
Benquerença contabiliza um rendimento mensal de 2.388 euros, cerca de 500 euros abaixo da média geral por mês (2.937). Um valor que também ainda não foi alcançado pelos internacionais Bruno Paixão (Setúbal), Pedro Proença e Duarte Gomes (Lisboa).
Total rendimentos (em euros)
Paulo Baptista, Total: 17.096 euros Média mensal: 3.419,2
Vasco Santos, 16.510 / 3.302
Artur Soares Dias, 16.194 / 3.238,8
Rui Costa, 16.179 / 3.235,8
Carlos Xistra, 16.132 / 3.226,4
André Gralha, 16.010 / 3.202
Bruno Esteves, 15.922 / 3.184,4
Marco Ferreira, 15.780 / 3.156
João Capela, 15.548 / 3.109,6
Hugo Pacheco, 15.516 / 3.103,2
Luís Catita, 15.390 / 3.078
Jorge Sousa, 14.782 / 2.956,4
Rui Silva, 14.745 / 2.949
Cosme Machado, 14.722 / 2.944,4
Bruno Paixão, 14.570 / 2.914
Hugo Miguel, 14.494 / 2.898,8
Duarte Gomes, 14.458 / 2.891,6
Pedro Proença, 13.892 / 2.778,4
Hélder Malheiro, 13.731 / 2.746,2
Jorge Ferreira, 13.495 / 2.699
Diogo Santos, 13.455 / 2.691
Manuel Mota, 12.434 / 2.486,8
Elmano Santos, 12.396 / 2.479,2
João Ferreira, 12.150 / 2.430
Olegário Benquerença, 11.938 / 2.387,6

No então, Olegário Benquerença, o pior remunerado do quadro de árbitros da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), e os restantes internacionais compõem o seu rendimento com as nomeações para os jogos europeus.
Apesar de internamente ter amealhado apenas 11.938 euros, longe dos 17.096 de Paulo Baptista, o líder do ranking, Benquerença consegue superar o rendimento do portalegrense, com os quatro jogos que apitou na Liga dos Campeões , um deles no playoff, e com o Sérvia-Eslovénia de qualificação para o Euro’2012.
A UEFA paga aos árbitros entre 100 e 1.000 euros por jogo, dependendo da competição e da fase a que corresponde o encontro, sendo que o montante máximo é atribuído aos juízes nomeados para jogos de qualificação de seleções, da Liga dos Campeões (a partir da 3.ª eliminatória) e da Liga Europa (dos 16avos-de-final em diante).
De acordo com o organismo que gere o futebol europeu, os árbitros são também recompensados consoante a sua categoria, que é avaliada pelo comité de arbitragem e baseado em critérios como experiência, domínio de línguas, entre outros, num valor que oscila entre os 200 e os 3000 euros.
Mesmo perante a arbitrariedade destes estatutos criados em 2007, Benquerença assegurou, pelo menos, 5000 euros em jogos internacionais, desde o início da época, tanto quanto o contabilizado pelo lisboeta Pedro Proença, que também dirigiu 4 jogos na liga milionária, 3 na fase de grupos e 1 no playoff, e o França-Roménia.
Até agora, Duarte Gomes é o árbitro com mais jogos internacionais esta época, mas apenas o confronto entre as seleções da Croácia e de Malta é brindado com o valor remuneratório mais alto, uma vez que os três apitados para a Liga Europa foram anteriores aos 16 avos-de-final e o da Champions contava para a 2.ª ronda.
Bruno Paixão, com dois jogos para a Liga dos Campeões e dois para a Liga Europa, Jorge Sousa, com um encontro de seleções e três da Liga Europa, Carlos Xistra, com dois para a Liga Europa, João Ferreira e Artur Soares Dias, com um cada, são os outros internacionais cujo rendimento aumenta com os jogos no estrangeiro.
Os jogos nas fases finais de Europeus são os mais rentáveis no âmbito da UEFA que, na prova disputada na Áustria e na Suíça, em 2008, remunerou, por jogo, cada árbitro em 10 000 euros, os árbitros assistentes, com 5000 euros, os quartos árbitros, com 4000, e os quintos, com 3000.
Fonte: Record

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Bom Natal


A equipa RefereeTip deseja a todos os seus visitantes um feliz NATAL e um Bom ano novo.

Sugerimos o seguinte video. Natal Digital...


Refereetip

Platini à frente da UEFA mais quatro anos



O francês Michel Platini, presidente da UEFA, tem a reeleição assegurada por mais quatro anos para liderar o organismo, uma vez que será candidato único às eleições de 22 de março de 2011.

A reeleição de Platini terá lugar durante o 35.º Congresso Ordinário da UEFA, em Paris.

Os regulamentos que regem os estatutos da UEFA estabelecem que os candidatos ao cargo de presidente sejam propostos, por escrito, três meses antes da data fixada para a abertura do congresso onde será realizada a eleição.

Até esta quarta-feira, 23 de dezembro, apenas o atual presidente apresentou a sua candidatura ao cargo para os próximos quatro anos, entre 2011 e 2015.

A data limite para sete dos membros da Comissão Executiva da UEFA, órgão ao qual pertence o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, que também serão eleitos a 22 de março, em Paris, termina no dia 22 de janeiro, dois meses antes da data da eleição.

A eleição do presidente da UEFA serve, por inerência, para a escolha do vice-presidente da FIFA.

De acordo com os estatutos da UEFA, o presidente e sete membros da comissão executiva executivo são eleitos durante o ano que precede a fase final de um Campeonato da Europa da UEFA.

Os outros oito membros da comissão executiva serão eleitos durante o ano posterior à realização da fase final do referido campeonato, que será disputado na Polónia e Ucrânia em 2012.

Fonte: Record

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Depois da neve chegou a moda dos sapatos...



Depois de termos mostrado adeptos a usar neve para atirar contra o árbitro (aqui), apresentamos agora uma nova novidade de tentativa de agressão ao árbitro... SAPATOS, SANDÁLIAS E CHINELOS....
A polémica foi despoletada por uma grande penalidade assinalada no último minuto, que penalizou a equipa da casa, treinada pelo italiano Walter Zenga, com uma igualdade a duas bolas. 

Já com o ambiente mais calmo, foi preciso recorrer a um saco de plástico de dimensão considerável, para arrumar todos os sapatos, sandálias e chinelos que foram parar ao relvado.

Veja as imagens:




Fonte: Mais Futebol

Nomeações Liga Orangina: 12ª jornada



Já se encontra disponível a lista dos árbitros nomeados para a 12ª Jornada da Liga Orangina

Liga Orangina: 12ª jornada
Freamunde - Estoril
Árbitro: Manuel Mota
Árbitro Assistente: Henrique Parente, Bruno Trindade
Observador: Fernando Mateus

Feirense - Penafiel
Árbitro: Hugo Miguel
Árbitro Assistente: Hernâni Fernandes, Nuno Pereira
Observador: Joaquim Dantas

Covilhã - Oliveirense
Árbitro: Rui Silva
Árbitro Assistente: Álvaro Mesquita, Fernando Pereira
Observador: Carlos Carvalho

Moreirense - Belenenses
Árbitro: Cosme Machado
Árbitro Assistente: Alfredo Braga, Paulo Vieira
Observador: Manuel Faria

G. Vicente - Varzim
Árbitro: Bruno Esteves
Árbitro Assistente: António Godinho, Mário Dionísio
Observador: Sales Gomes

Leixões - Trofense
Árbitro: Rui Costa
Árbitro Assistente: Serafim Nogueira, Nuno Manso
Observador: Luís Ferreira

Fonte: LPFP

10 Questões a... Olegário Benquerença


O site de arbitragem RefereeTip.com e o site institucional da APAF - Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol iniciaram recentemente uma parceria online intitulada “10 Questões a…”.

Nesta rubrica, comum aos dois websites, convidamos semanalmente uma personalidade a responder a 10 questões relacionadas com a arbitragem.


Esta semana convidámos o “mundialista” Olegário Benquerença a falar sobre a sua carreira e a dar a sua opinião sobre o futebol e arbitragem em Portugal.

1. O que te fez entrar para a arbitragem?
A minha entrada na arbitragem deveu-se a uma enorme paixão e gosto pela causa. Desde muito cedo (5 anos) que convivi semanalmente com árbitros, acompanhando o meu pai nesta actividade. Quase posso dizer que aprendi a ler com o livro das Leis do Jogo. Arbitrei o meu primeiro encontro quando tinha, sensivelmente, 10 anos e, apesar de ter sido jogador, esta foi sempre a actividade que sonhei para mim.

2. Passados alguns meses da tua presença no Mundial de Futebol, que balanço fazes e como “olhas” para esse momento da tua carreira?
Tal como já referi inúmeras vezes, a minha ida ao Mundial foi o culminar do sonho de uma vida. Na sequência do que disse na resposta anterior, o 1º Mundial de que tenho memória foi em 1978, na Argentina. A coincidência de, nesse Campeonato, estar um árbitro de Leiria (António Garrido), avivou mais ainda esse desejo. Numa fase, como criança, em que via o Mundial na TV e conhecia, ainda que muito superficialmente, um dos seus protagonistas, cresceu em mim a sensação de querer estar ali e viver aquelas emoções. Fui, de facto, um privilegiado em poder construir uma carreira e materializar esse sonho com a presença na África do Sul. O balanço é, muito naturalmente, muito positivo. Tive o privilégio de fazer 3 jogos, chegar aos quartos-de-final e sair da competição sem qualquer erro que pudesse ter manchado a minha passagem pela prova. Finalmente, quero deixar claro que tudo isto foi possível graças à minha enorme força de vontade, luta contra diversas resistências externas, contando com a colaboração excepcional de um conjunto de profissionais de excelência e, principalmente, uma dupla de Árbitros-Assistentes que são do melhor que o Mundo tem. José Cardinal e Bertino Miranda foram, são e serão, para mim, a melhor dupla de assistentes do futebol mundial!

3. Como analisas a situação da arbitragem actual, mais concretamente a sua formação, a organização/estrutura e os árbitros da actualidade comparativamente com o que aconteça no teu início de carreira?
Nem sei como deva responder a esta questão. É claro que a formação e estrutura (futebol profissional) estão, incomparavelmente, melhor do que quando iniciei a minha carreira. A organização federativa / associativa é a mesma e padece dos mesmos vícios e falta de visão que existia no passado. Os dirigentes, salvo honrosas excepções, são os mesmos e com a mesma falta de estratégia ou capacidade para ajudar e promover a evolução, não acompanhando, a maior parte deles, a própria evolução dos árbitros. O que melhorou, na minha opinião, foi o nível social, qualitativo e intelectual dos árbitros, resultado também, como é óbvio, da evolução natural da própria sociedade. Continuamos, contudo, a ter estruturas anquilosadas e a funcionar como forças de bloqueio ao necessário passo em frente da nossa arbitragem. Acredito que, daqui a meia dúzia de anos, a arbitragem portuguesa possa ter esse salto, nomeadamente com a chegada ao dirigismo de alguns dos árbitros actuais. A estrutura vive hoje numa realidade de “pirâmide invertida”, ou seja, a base (árbitros) está mais evoluída que o topo (dirigentes). Quero, contudo, deixar uma palavra de solidariedade e estima para os muitos dirigentes distritais que, com enorme dificuldade e sacrifício pessoal, continuam a fazer autênticos milagres para conseguir manter a arbitragem nas suas organizações.

4. O que de melhor e o que de pior existe na arbitragem e no futebol em Portugal?
O melhor é, sem qualquer dúvida, o quadro de árbitros. Pese embora ainda subsistirem algumas “almas” e resquícios de um certo passado, o actual quadro é composto por jovens de grande qualidade, seriedade, dedicação e, acima de tudo, independência material e moral. Só quem não quer ver e teima em atirar poeira para os olhos de terceiros, pode negar esta evidência. O pior é, infelizmente, a falta de visão estratégica da maioria dos dirigentes e a sistemática luta de poderes que teimam em descredibilizar a arbitragem e os árbitros. Lamento ainda não existir um sistema disciplinar forte e com penas severas para os comportamentos desviantes, o que impede uma eficaz limpeza e separação entre “trigo” e “joio”.

No futebol, o melhor é mesmo a bola e a relva (nem em todos os estádios, diga-se). O pior é, a larga distância, o sector dirigente. Já não há “pachorra” para algumas caras, discursos e comportamentos… Em 20 anos, mudaram os jogadores, treinadores e árbitros. Diz-se que o futebol não mudou. Se assim é, porque não experimentar mudar os que ainda são os mesmos? Entretanto, assistimos também ao surgimento, quais cogumelos, de alguns pseudo-intelectuais do mundo da bola, que discursam sobre o que não sabem, ganham a vida a denegrir uma actividade para a qual nunca contribuíram positivamente e, assim, vão ajudando a afundar a já tão pouca credibilidade desta modalidade.

5. É mesmo verdade que é mais fácil apitar jogos no estrangeiro do que em Portugal? Porquê?
Nem se pode comparar. Primeiro porque a estrutura directiva é muito mais forte e rigorosa. As sanções aos infractores são céleres, dissuasoras e eficazes. Em segundo lugar, as estruturas internacionais sabem que o “produto” futebol tem mercado mas só sobrevive se for “vendido” pela positiva, ou seja, valorizando o mérito e promovendo o espectáculo e os seus artistas. Já repararam que a Eurosport não tem nenhum programa à 6ª feira para discutir as arbitragens das jornadas europeias?

6. Que objectivos ainda tens por cumprir na tua carreira?
O meu principal objectivo é conseguir, enquanto estiver no activo, manter os meus níveis de rendimento físico, técnico e emocional. Se o conseguir, é certo que continuarei a ser chamado regularmente para as competições internacionais e, dessa forma, serei candidato a dirigir jogos de alto nível. Se pudesse apenas escolher uma “prenda”, já que estamos na época natalícia, escolheria uma final da Champions League. É um objectivo ambicioso, tenho consciência. Mas o sonho comanda a vida…

7. Quando eras mais novo tinhas algum árbitro de referência? E actualmente?
Eu nunca fui de grandes ídolos. Confesso que, enquanto jogador, sempre tive um fascínio especial pelo Chalana e pelo Ian Rush (Liverpool). Já enquanto árbitro, não me recordo de ter alguém que, individualmente, me suscitasse particular admiração. Sempre fui, e sou, de observar as características mais marcantes de cada um e procurar concatenar esses traços para a minha melhoria. Actualmente e talvez até pela proximidade e conhecimento pessoal, é-me ainda mais difícil escolher alguém. Prefiro pensar que tenho, entre os meus amigos, alguns dos melhores árbitros de mundo, o que é, de facto, um enorme privilégio.

8. Quais as melhores recordações que guardas da tua carreira até ao momento?
Felizmente, tenho muitos bons momentos. Dentro e fora do campo, a minha memória está cheia de belas passagens, as quais conseguem suplantar, em larga escala, os momentos mais infelizes por que passei nesta actividade. Gostaria de destacar apenas um momento, pelo seu simbolismo e por ser tão distante. Ainda jogador, comuniquei ao meu treinador que iria abandonar a carreira para me dedicar à arbitragem. Depois de muitas tentativas para me dissuadir e por ver que seria impossível, virou-se para mim e disse: “Com essa força que tens e com o teu carácter, tenho a certeza que te vou ver arbitrar num Mundial.” Sempre que nos encontrávamos, principalmente depois de algum momento menos positivo da minha carreira, ele teimava em reafirmar a sua profecia. 20 anos depois, eu cheguei lá e ele, felizmente, estava (e está) vivo para o testemunhar. Quando me encontrou, demos um abraço forte e sentido e deixamos correr uma lágrima no canto do olho. Se há coisas boas no futebol, e há muitas, esta foi, para mim, uma das melhores. Deixo aqui a minha homenagem a um grande senhor do futebol, Orlando Rousseau, o meu treinador no CRC 22 de Junho – Amor.

9. Qual o principal conselho que darias a um jovem árbitro para que este consiga ter sucesso na arbitragem?
Construam o sonho, alimentem-no todos os dias, armazenem os momentos de sucesso num baú bem hermético e abram-no apenas para ir buscar reservas quando forem atacados e tentarem destroçar a vossa auto-estima. Desconfiem das falsas amizades e promessas de carreira, substituindo-as por trabalho sério e árduo. Só os fortes sobrevivem nesta “selva” da vida. Finalmente e como um dia alguém me ensinou, tenham SORTE. A sorte é a soma da oportunidade com a competência…

10. Que questão nunca te colocaram mas à qual gostarias de responder?Se tivesses poder para sancionar, disciplinarmente, todos os que dizem mal do futebol e da arbitragem, qual a pena que aplicarias?
A todo e qualquer indivíduo que ousa falar e criticar os árbitros e a arbitragem, a pena que aplicaria seria a de obriga-lo a arbitrar, pelo menos, 5 jogos. Tenho a certeza que, desta forma, a maior parte deles nunca mais falaria do que não sabe e mostraria que, tal como dizem os espanhóis, “falar de touros não é o mesmo que estar na arena”.

RefereeTip agredece ao colega Olegário Benquerença a disponibilidade em participar nesta rúbrica "10 Questões a..."