quinta-feira, 30 de junho de 2011

Árbitro italiano, Roberto Rosetti, muda-se para o futebol Russo



O ex-árbitro italiano, Roberto Rosetti, que participou no Mundial 2010 na África do Sul, mudou-se para o futebol da Rússia, onde vai actuar como chefe da arbitragem naquele país.
A União Russa de Futebol (RFU) contratou-o até 2015, onde faz parte da preparação do país para o Mundial 2018. Rosetti tem experiência administrativa na Federação Italiana de Futebol, onde era responsável pelos árbitros na Série B.
O italiano apitou a partida entre México e Argentina na Copa 2010, onde assinalou um golo irregular do argentino Carlos Tevez. Em 2008 Rosetti apitou a final da Euro 2008 entre Espanha e Alemanha. Em 2006 ele também participou no Mundial, mas desta vez por causa de outro árbitro que tinha sido reprovado nos testes físicos.

Fonte: Refnews

quarta-feira, 29 de junho de 2011

FPF já desperdiçou 500 mil euros da UEFA para acções de formação na arbitragem


A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) não conseguiu nos últimos anos arrecadar as verbas que a UEFA distribui anualmente para formação no sector da arbitragem.
O organismo que tutela o futebol europeu oferece, desde 2006, uma verba de 200 mil euros no primeiro ano e 100 mil nas temporadas seguintes às federações que abraçaram todos os regulamentos exigidos pela sua convenção. Mas a FPF ficou de fora: tentou aderir no início da temporada de 2007, mas o pedido foi recusado por não obedecer a duas regras: não possuir um conselho de arbitragem único e o acesso por parte dos clubes aos relatórios dos observadores dos árbitros. Por causa disto, meio milhão de euros não entraram nos cofres federativos.

"Infelizmente não aproveitámos verbas a que poderíamos facilmente ter acesso e que ajudariam a formação da arbitragem", reconheceu ao PÚBLICO o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Carlos Esteves, que já há dois anos avisou a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) de que a UEFA não permitia a divulgação dos relatórios dos observadores dos árbitros. O certo é que ainda hoje os clubes continuam a ter acesso aos relatórios, desde que manifestem interesse.

Contactado pelo PÚBLICO, o actual presidente da comissão de arbitragem da LPFP, Vítor Pereira, assegurou que "esta será a última temporada em que isso acontece, até porque já foi explicado aos clubes que a prática é contrária aos regulamentos da UEFA". Vítor Pereira sublinha que com a entrada em vigor dos novos estatutos federativos a arbitragem será unificada e, tal como já acontece na Taça de Portugal, os clubes deixam de ter acesso por completo aos relatórios dos observadores dos árbitros.

A avaliação dos juízes é um dos temas que poderá mudar depois da aprovação, anteontem, em Assembleia Geral da Liga de uma experiência-piloto, em que além dos relatórios dos observadores, passa a existir também o recurso ao visionamento de imagens televisivas para avaliar os árbitros, ainda que este último parâmetro não tenha, esta época, peso na classificação final. "Sou a favor desta experiência que, ao não ter peso na classificação, permite ir vendo o que está bem e mal e mudando. No final da temporada tiramos ilações. As boas e as negativas", explicou Vítor Pereira sobre uma medida que Guilherme Aguiar, ex-director executivo da Liga, também já tinha proposto em 2002.

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol também concorda, desde que todos os árbitros sejam avaliados equitativamente. "A Liga terá de definir o número de câmaras presentes em todos os jogos que contam para a observação dos árbitros", diz Luís Guilherme.

Fonte: O Publico

Arbitragem lusa nas competições europeias


A arbitragem lusa vai estar representada em três jogos da Liga Europa.


No dia 14 de Julho, João Capela será auxiliado por Ricardo Santos e Luís Campos – Hugo Miguel será o quarto árbitro – numa partida da Liga Europa. 


No mesmo dia, Carlos Xistra será auxiliado por João Santo e Álvaro Mesquita e pelo quarto árbitro Paulo Baptista em mais um jogo da competição da UEFA.


No dia 21 de Julho, Artur Soares Dias, auxiliado por José Cardinal, Rui Tavares e pelo quarto árbitro Vasco Santos, dirigirá a partida da Liga Europa entre o KVC Westerlo  e o TPS Turky.


Fonte: FPF

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tutk ajuda novos árbitros


Enquanto a Taça das Regiões da UEFA oferece aos melhores jogadores amadores do Velho Continente a oportunidade de darem nas vistas a nível europeu, a competição também proporciona aos árbitros aquilo que o observador Uno Tutk espera ser o primeiro passo rumo a uma carreira de sucesso.
Tutk começou a arbitrar no seu país natal há 17 anos, e à medida que o seu talento se tornou evidente, rapidamente passou a desempenhar as funções de árbitro assistente nas competições europeias. Com todos os juízes presentes nesta fase final a fazerem parte da lista da UEFA, Tutk encara o torneio como uma experiência valiosa.
"Esta é uma boa oportunidade para mostrarem que estão prontos para jogos mais importantes", disse ao UEFA.com. "Se tudo correr bem, num futuro próximo vamos ver alguns deles em jogos da UEFA Europa League e da UEFA Champions League."
Tutk revela-se impressionado com a forma como as coisas se têm desenrolado no Norte de Portugal para a mais recente fornada de árbitros. "Assisti a dois jogos e ambas as equipas ficaram satisfeitas com o trabalho dos árbitros: Espero que continue assim no resto do torneio", acrescentou. "Como é óbvio, há coisas em que precisamos de nos concentrar, mas discutimo-las depois de cada partida."
Enquanto observador de árbitros, a função de Tutk é auxiliar o lote de 16 árbitros, e revelou que uma ferramenta essencial para conseguir isso é a análise de vídeos. "Vemos os jogos em DVD, falamos sobre os pontos principais e damos informações sobre aquilo que devem esperar de cada equipa", disse Tutk, que é responsável pelo funcionamento do Centro de Excelência para Árbitros da UEFA (CORE).
Apesar de agora estar concentrado em preparar os árbitros para a jornada decisiva da fase de grupos, este domingo, Tutk espera que a principal competição europeia amadora seja apenas mais um passo rumo a objectivos mais importantes para este grupo de árbitros de 2011.
"Neste torneio contamos com seis árbitros, e espero que pelo menos dois deles atinjam o mais alto nível. Vejo potencial para isso", disse. "Um dos árbitros do meu país dirigiu a final do Campeonato da Europa Sub-17, no mês passado, na Sérvia, e isso deixa-nos muito orgulhosos, especialmente porque a Estónia é um país pequeno."

Fonte: UEFA

Entrevista: Benito Archundia: "Eu amo o futebol"


Quando Benito Archundia anda pelas ruas no México, as pessoas ficam paralisadas, cheias de admiração e, muito frequentemente, pedem para tirar uma foto ao seu lado. O motivo da fascinação é que ele exerce uma importante função no mundo da bola. Mas não, o mexicano não é um jogador famoso nem um técnico genial. Archundia cativa o coração dos seus compatriotas atuando em uma profissão muito complicada no meio futebolístico: ele é um dos mais conhecidos árbitros do seu país e também de todo o planeta.
Archundia é detentor de vários recordes. Na Alemanha 2006, ele se tornou o primeiro árbitro a dirigir cinco partidas em uma Copa do Mundo da FIFA. Quatro anos mais tarde, na África do Sul 2010, o juiz de 45 anos ultrapassou a marca que pertencia a Joël Quiniou e Jorge Larrionda ao atingir oito partidas apitadas em Mundiais. Além disso, ele também foi o responsável pelas finais de duas edições da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, esteve presente nas Olimpíadas de 1996 e 2004 e em duas edições da Copa das Confederações da FIFA, em 2001 e 2009.
Por ocasião da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA disputada no seu país, o FIFA.com aproveitou para realizar uma entrevista exclusiva com Archundia. Em Querétaro, uma das sedes do México 2011, ele respondeu a perguntas sobre a sua carreira, suas lembranças e seus objetivos para o futuro.
FIFA.com: Archundia, estamos aqui hoje no hotel da FIFA em Querétaro. Quais as suas tarefas nesta Copa do Mundo Sub-17 da FIFA?
Benito Archundia: A FIFA me convidou para este torneio. Estou aqui como observador de árbitros para ajudar e apoiar os juízes. Para mim, está sendo uma boa experiência. É um passo a mais na minha carreira. Estou me preparando para me tornar instrutor para formar jovens árbitros. A Copa do Mundo é uma boa chance para o México mostrar aos visitantes de todo o mundo como o país é bonito.
Você poderia nos contar quais são os seus planos para o futuro?
Haverá alguns cursos. Depois, viajo para a Copa do Mundo Sub-20 na Colômbia. Além disso, a minha federação me enviará para a Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha para aprender como os juízes são formados nesses países. Depois, trarei esses conhecimentos de volta ao México para aplicá-los por aqui.
Há algum jogo específico ao longo da sua carreira que tenha ficado marcado na memória?
Tenho muitas lembranças, mas o jogo que mais me marcou foi a semifinal da Copa do Mundo de 2006 entre Alemanha e Itália. Tenho uma lembrança pessoal especial daquela grande partida. Quando a Itália marcou o segundo gol, apontei para o centro de campo e o Marco Materazzi correu para mim e me abraçou. Naquele momento, pensei: 'O que está acontecendo aqui? Sou o juiz, não jogador!' Mas então me dei conta de que ninguém estava olhando para mim naquele momento. Todos estavam observando os italianos comemorando. No dia seguinte, entretanto, havia muitas fotos daquele momento. Quando perguntaram ao Materazzi sobre o assunto, ele respondeu que eu havia apitado muito bem e que não via por que não poderia me dar os parabéns. É uma bela lembrança para mim.
Como você descreveria o seu estilo dentro de campo?
Antes de me tornar árbitro, joguei futebol. Portanto, posso entender quando os jogadores se irritam ou ficam felizes. O meu princípio durante as partidas era que os jogadores são o mais importante, não o juiz. Era assim que eu entendia o meu papel dentro de campo. O meu estilo era ter um bom relacionamento com os atletas e ter compreensão em certas situações. Mas quando era preciso dar o cartão vermelho, nunca hesitei. Também é possível evitar muitas situações para que isso não chegue a ser necessário. Respeite os jogadores que eles o respeitarão.
Por que você decidiu se tornar árbitro em vez de tentar a sorte como jogador?
Eu era um bom jogador e costumava usar a camisa 10. Sempre joguei na escola e na universidade e sempre fui capitão. Quando me tornei árbitro, as pessoas me diziam que eu poderia ser um bom jogador, mas também um bom árbitro. Então, aos 16 anos, decidi. Olhando para trás e analisando, é óbvio que foi uma boa decisão.
Na sua carreira, você apitou oito jogos da Copa do Mundo da FIFA. Você se orgulha desse recorde?
Claro que me orgulho. Na época, eu não sabia disso. Fiz a minha preparação para a Copa do Mundo e não para obter um recorde. Eu queria apitar um ou dois jogos. Quando fui escalado para a semifinal, fui perguntado como seria dirigir cinco partidas. Respondi que talvez fosse fruto do meu bom rendimento. Só então descobri que era um recorde. Para mim, foi algo incrível.
Como você descreveria o relacionamento entre os torcedores e os juízes no seu país?
Os torcedores apoiam os seus times durante as partidas e protestam contra as decisões dos árbitros. Em todo o mundo é assim. Mas, após o jogo, os torcedores reconhecem o desempenho do juiz. Tive uma experiência interessante há uns dez anos em Torreón: logo depois do jogo, um torcedor me xingou a caminho do vestiário. Uma hora mais tarde, quando eu estava deixando o estádio, esse mesmo torcedor estava me esperando com toda a sua família. Ele veio até mim e disse: 'Tenho respeito por você, e você é um bom juiz. Estamos muito felizes com você. Você poderia me autografar a minha camisa e tirar uma foto comigo?' Naquele momento, compreendi que as pessoas podem protestar durante o jogo, mas depois elas ficam satisfeitas com o árbitro.
O que mais fascina um árbitro?
Eu amo o futebol. Muitos dos meus amigos dizem que amam o futebol, mas, quando pergunto se eles gostariam de ser juízes, a resposta é 'não'. Já eu amo tanto o futebol que me tornei árbitro.

Fonte: FIFA

LPFP - Clubes serão penalizados fortemente quando emitirem declarações contra elementos da equipa de arbitragem


Os clubes e SAD’s que disputam as competições profissionais entenderam hoje, por larga maioria e em muitos casos por unanimidade, que a Liga deveria mudar de atitude em relação a quatro matérias essenciais.
Primeiro, na busca de normas que passem uma mensagem de responsabilidade e serenidade para todos os adeptos que gostam de ir aos estádios.
Assim, a partir da próxima época, um clube cujo adepto ou simpatizante tenha provocado, por arremesso de objectos passiveis de provocar lesão de especial gravidade nos intervenientes do jogo e que obriguem esse jogo a estar interrompido mais que cinco minutos, serão punidos de imediato com a realização de um a três jogos à porta fechada.
E porquê à porta fechada?
Entendeu-se que a interdição do recinto desportivo poderia, em alguns casos, não punir ou até beneficiar o prevaricador, nomeadamente em clubes com grandes massas adeptas. 
A única forma de penalizar esses adeptos e esses clubes, é, de facto, proibir, desta forma, os adeptos, de irem ver o jogo, porque o jogo será à porta fechada.
Como Presidente da Liga, não desejo que esta sanção seja aplicada NUNCA. Pelo contrário, desejo que o facto de ela estar incluída nos regulamentos seja suficientemente dissuasor de cada adepto que pense ou ouse, um dia, tentar provocar actos desta natureza.
Em segundo lugar, os clubes decidiram penalizar fortemente as declarações contra elementos da equipa de arbitragem desde a sua nomeação até à hora do jogo. A penalização para esta infracção subiu cinco vezes.
É um magnífico sinal de noção de grupo, que os clubes mostram e de defesa da indústria do futebol profissional.
Deve também ser entendido como uma ainda maior responsabilidade para o sector da arbitragem, que desejamos cada vez mais competente. Com esta medida não pretendemos impor o silêncio de ninguém, antes defender a imagem das competições profissionais de futebol.
Em terceiro lugar, os clubes profissionais decidiram separar claramente o que é a fase de inquérito disciplinar, daquilo que é a avaliação e decisão por parte da Comissão Disciplinar.
Buscamos competência e celeridade processual e uma cada vez maior transparência na instrução e decisão dos processos. Queremos saber quem faz o quê num processo disciplinar. Nenhuma medida que aumente a transparência é demasiada. Nenhuma.
Em quarto e último lugar, os clubes aceitaram iniciar, já na próxima época, um projecto piloto que vai permitir que, ainda sem efeitos na classificação, os árbitros possam ser alvo de avaliação mista, com recurso a registo audiovisual.
Esta é a nossa resposta, ainda que em fase de teste, à sublinhada crítica do peso dos observadores no sector da arbitragem, sendo estes, na maioria das vezes, menos qualificados do que o árbitro que estão a avaliar.
A unanimidade dos clubes nesta matéria, foi particularmente gratificante.
São quatro pontos de um vasto conjunto de intervenções que decidimos propor, no âmbito de uma profunda renovação do nosso edifício regulamentar, que propus nesta sala, no dia 7 de Junho do ano passado, no momento da nossa tomada de posse.

Fonte: LPFP

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Liga vota hoje avaliação dos árbitros com recurso a imagens dos jogos


A Assembleia Geral extraordinária está marcada para esta segunda-feira, às 14h30, na sede da Liga, no Porto.
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pretende testar, durante a época 2011/12, um sistema de avaliação mista da arbitragem, juntando as imagens televisivas ou gravadas aos relatórios dos observadores, disse à Agência Lusa fonte ligada ao processo.

O Projecto Piloto de Avaliação Mista para a Arbitragem é a novidade proposta para alteração ao regulamento de Arbitragem, que será escrutinado na Assembleia Geral extraordinária, que decorrerá na sede da LPFP, no Porto, hoje (27/06/2011), às 14:30.

O projecto prevê que todos os jogos das duas ligas profissionais sejam submetidos a esse processo de avaliação mista, feita com recurso aos relatórios dos observadores - tal como já acontece - e às imagens televisivas, sejam elas dos meios de comunicação social ou captadas pelos próprios clubes.

Em caso de aprovação posterior do procedimento a testar, e se os resultados forem considerados positivos, a observação mista passará a constar de forma efectiva no regulamento de arbitragem a partir de 2012/13.

Na prática, terão lugar duas avaliações e tentar-se-á reduzir ao máximo o grau de subjectividade e de erro das avaliações aos juízes das partidas.

A mesma proposta prevê que sejam aceites as imagens dos jogos produzidas pelos próprios clubes quando os mesmos não são tele-visionados.

Na agenda de trabalhos serão ainda apreciadas, discutidas e votadas outras propostas de alteração aos regulamentos de Competição, Arbitragem e Disciplina, que vão integrar normas mais rígidas, nomeadamente as punições pelo arremesso de objectos, o que poderá levar à interdição dos estádios.

Fonte: Renascença

domingo, 26 de junho de 2011

Vasco Santos apita final do Campeonato da Europa de Futebol Universitário

O árbitro de 1 cat Vasco Santos (AF Porto) dirige hoje, pelas 17h (hora portuguesa) a final do Campeonato Europeu de Futebol Universitário que se realiza em Istambul - Turquia. 

Depois de ter dirigido dois jogos na fase de grupos, Vasco Santos viu reconhecida a sua performance neste torneio com a nomeação para o jogo que irá opor as equipas da Alemanha vs França.

Este é o segundo ano consecutivo que um português apita a final masculina desta competição depois de no ano passado, em Varsóvia, este jogo ter sido dirigido pelo arbitro Jorge Faustino, que também esteve presente nesta edição apitando 3 partidas, entre as quais uma das meias finais.



RefereeTip

sábado, 25 de junho de 2011

Arbitragem portuguesa em destaque no Campeonato europeu de futebol universitário

Vasco Santos (AF.Porto), Jorge Faustino (AF.Leiria) e Ana Paula Teixeira (AF.Coimbra) são os árbitros portugueses presentes na 9 ediçao do Campeonato europeu de futebol universitário que está a decorrer em Istambul - Turquia.

A final feminina acontece hoje entre as equipas da Alemanha e França e vai ter arbitragem portuguesa com Ana Paula Teixeira a chefiar a equipa nomeada para dirigir esta partida.

Na competição masculina, Jorge Faustino dirige, também hoje, uma das partidas das meias finais entre as equipas da Alemanha e Rússia.



RefereeTip

quinta-feira, 23 de junho de 2011

«Reconhecimento do trabalho desenvolvido» - Pedro Proença

Pedro Proença diz que a distinção de melhor árbitro que lhe foi atribuída pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol «é o reconhecimento do trabalho desenvolvido» durante a época transacta.

«Estou muito satisfeito. É a quinta vez que tenho o privilégio e a sorte de ficar no primeiro lugar. É o reconhecimento do trabalho desenvolvido», diz o juiz da Associação de Futebol de Lisboa, em declarações à Renascença.

Para Pedro Proença, «o nível da arbitragem portuguesa é muito elevado». «Haveria muitos colegas meus com valor para ficar nesta posição», refere.

A distinção, salienta, trará «mais responsabilidade e é «o resultado do trabalho de uma equipa» da qual será «a face mais visível». 



Fonte: A Bola

Europeu sub21: Tagliavento apita final Espanha-Suíça

O árbitro italiano Paolo Tagliavento foi o escolhido pela UEFA para apitar a final do Europeu de sub-21, que irá decorrer no sábado, entre as selecções da Espanha e da Suíça.

Paolo Tagliavento é um árbitro da Série A italiana e tem vindo a apitar na mais alta categoria desde 2003/04. O seu nome chegou a estar associado ao polémico caso «Calciopoli», mas não sofreu qualquer castigo.



A equipa de arbitragem é constituída pelos seguintes elementos:


25/6/2011
Final
Espanha – Suíça
Árbitro: Paolo Tagliavento, Italy
Árbitro Assistente: Damien McGraith, Ireland; Vytautas Šimkus, Lithuania
Quarto Árbitro: Robert Schörgenhofer, Austria



Fonte: A Bola

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Classificações finais dos Árbitros dos Quadros de Futsal - 2010/2011.

Já podem consultar a notas finais dos Árbitros dos Quadros de Futsal - 2010/2011.

CO459 Classificacoes Arbitros Quadros Futsal 2010 2011

Fonte: FPF

Classificações finais dos Árbitros de Quadros de Futebol 11- 2010/2011 - FPF

Já podem consultar a notas finais dos Árbitros de Quadros de Futebol 11- 2010/2011 - FPF

CO458 Classificacoes Arbitros Quadros Fut11 2010 2011

Fonte: FPF

Classificações finais dos Árbitros do Quadro 1ª Categoria Nacional - 2010/2011

Já podem consultar a notas finais dos Árbitros do Quadro 1ª Categoria Nacional - 2010/2011

CO457 Classificacoes Arbitros Quadro 1Categ Nacional 2010 2011

Fonte: FPF

Árbitra canadense é proibida de apitar por causa de sua religião

Uma ex-árbitra de futebol de Lac Saint Louis, no estado de Quebec no Canadá, foi proibida de exercer a nobre função  por conta de sua religião.

Sarah Benkirane, após dois anos trabalhando para a associação de futebol local, foi informada que não apitaria mais, devido a uma reclamação feita contra ela por usar o “hijab” durantes as partidas. O “hijab” é uma vestimenta típica muçulmana que cobre a cabeça da mulher.

- Para min não é uma opção tirar o hijab. É parte da minha religião, parte de quem sou. Portanto eu não deveria ser proibida de usar o hijab, contanto que eu não esteja causando dano a alguém, e eu não estou. – explicou Sarah sobre sua tradição religiosa e o uso da veste.

Segundo a regra 4 do futebol, os jogadores não apenas devem evitar o uso de qualquer item que seja perigoso, mas também não podem usar qualquer artigo que tenha carater político, religioso ou pessoal. Todas as regras para os jogadres se aplicam aos árbitros também. Edouard St. Lo, diretor executivo da Associação de Futebol de Lac Saint Louis Soccer disse concordar com os regulamentos.

- Não é apenas por segurança, é por falar sobre política, religião e qualquer tipo de mensagem pessoal que se deseja passar em campo. É por isso que todos devem usar a mesma coisa. – disse Edouard.

Alguns pais dos jovens jogadores locais concordam. – “As regras não podem ser quebradas… se forem, o que mais poderá acontecer no futuro?” – disse uma mãe.

Sarah, no entanto, ganhou apoio de alguns pais que assinaram uma petição permitindo-a apitar com a veste. “Ela deveria poder apitar com a veste, é uma escolha dela” – disse uma outra mãe.

- O problema do hijab não é a segurança, pois ele é preso na camisa, sem pinos ou alfinetes – comentou Sarah.

A recusa da FIFA de mudar sua posição com relação ao “hijab” está causando um impacto internacional. A seleção feminina do Irã foi desclassificada do torneio Olímpico porque usaram os “hijabs” e não chapéus ou bonés aprovados. Sarah disse que tais bonés não respeitam o costume do Islã.

- Para nós, também deve cobrir o pescoço, e um boné o deixaria à mostra. Então não, não acho que isso seja uma opção.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Alterações às Leis Do Jogo 2011/2012

Já podem consultar as alterações as leis do jogo para as épocas 2011/2012 através do comunicado apresentado de seguida.

Alteracoes as Leis Do Jogo 2011-2012

Fonte: FPF

Árbitro internacional é uma das vitimas do desastre aéreo na Rússia


O árbitro russo Vladimir Pettai foi uma das 44 pessoas que perderam a vida no desastre aéreo próximo da cidade de Petrozavodsk, no noroeste da Rússia, de acordo com a agência "Itar-Tass".
Pettai, de 38 anos, começou a arbitrar jogos da I Divisão da Rússia em 2003, tendo sido suspenso em 2006, após um polémico encontro entre o CSKA Moscovo e o Zenit St. Petersburgo. Em 2007, voltou a apitar e três anos mais tarde tornou-se árbitro FIFA.

O presidente da federação russa de futebol, Sergei Fursenko, já garantiu que será prestado apoio financeiro à família de Pettai, que deixa mulher e dois filhos.

O último encontro em que o árbitro esteve envolvido teve lugar no dia 14 deste mês, entre o Rubin Kazan e o Dínamo Moscovo, a contar para o campeonato russo.


Fonte: Publico

Apito Dourado/Marítimo-Nacional: Tribunal de Gondomar mantém pena suspensa de 20 meses a Martins dos Santos


O julgamento-repetição de Martins dos Santos, num processo do "Apito Dourado" relativo ao jogo Marítimo-Nacional, terminou hoje em Gondomar com a condenação do ex-árbitro a uma pena suspensa de 20 meses de prisão, igual à aplicada no primeiro veredicto.
Também o coarguido António Henriques, ex-elemento do Conselho de Arbitragem da FPF, viu confirmada a pena de 28 meses de cada, suspensa por igual período, que já tinha sido determinada no primeiro julgamento, que terminou em 05 de novembro de 2008.
O julgamento foi repetido por ordem da Relação do Porto, que validou os argumentos dos dois coarguidos, segundo os quais deveria ser comunicada uma alteração não substancial dos factos, já que teriam sido condenados por factos que não constavam da acusação.
Ficou provado, manteve agora o tribunal de primeira instância, que Martins dos Santos praticou um crime de corrupção desportiva passiva e que António Henriques praticou o mesmo crime, na forma ativa.
A juíza do processo, Manuela Sousa, considerou que os arguidos nada afirmaram que contradissesse a interpretação normal das escutas.
Acrescentou que não é preciso a efetiva adulteração do resultado de um jogo para se considerar cometido o crime de corrupção.
"Basta a promessa e a aceitação" da vantagem patrimonial indevida, acrescentou.
A acusação deste processo, que chegou a estar acometido à comarca do Funchal, referia que Martins dos Santos teria beneficiado o Marítimo, tendo como alegada contrapartida a promoção do seu filho, Daniel Santos, igualmente árbitro, da terceira à segunda categoria. Porém, a pronúncia referia apenas que Martins dos Santos terá obtido uma "vantagem não concretamente apurada".
O jogo em questão, que contava para a 31.ª jornada da Superliga 2003/2004, terminou com a vitória do Marítimo por 2-0.

Fonte: Sic Noticias

Venâncio Tomé nas meias-finais

A UEFA nomeou o árbitro assistente português Venâncio Tomé para o encontro das meias-finais do Campeonato da Europa de sub-21, Espanha-Bielorrúsia.  O euro sub-21 decorre na Dinamarca desde o passado dia 11, até ao próximo dia 25 de Junho.


A equipa de arbitragem é constituída pelos seguintes elementos: 


Árbitro: Markus Strömbergsson
Árbitros Assistentes: Vytautas Šimkus, Venâncio Tomé
Quarto Árbitro: Paolo Tagliavento


Fonte: LPFP / UEFA

segunda-feira, 20 de junho de 2011

IX Torneio Inter-Núcleos de Futsal "Costa Valente" - NAF PORTO MÓS "A" são os novos Campeões


Durante a manhã de ontem, Domingo 19 de Junho, foram disputados os jogos de atribuíção do 3º e 4º lugar e a Final do IX Torneio Inter-Núcleos de Futsal ´Costa Valente´.


Com os seguintes resultados:


3º E 4º LUGAR:

LINHA SINTRA 7 - 2 FAFE




FINAL:

VIANA CASTELO 2 - 4 PORTO MÓS ´A´

Terminada a edição deste ano do Torneio Inter-Núcleis de Futsal foram apurados os seguintes classificações:





GERAL:


1º - PORTO MÓS ´A´


2º - VIANA CASTELO


3º - LINHA SINTRA


4º - FAFE





EQUIPA COM MAIS FAIR-PLAY:


VIANA CASTELO





MELHOR MARCADOR:


DAVID DUARTE - TORRES VEDRAS - 17 GOLOS





Parabéns aos vencedores.

Fonte: APAF

Entrevista a Elmano Santos "25 anos depois"


Jornal da Madeira - Fica a mágoa de não ter atingido a internacionalização?
Elmano Santos - Não. Entrei para o grupo restrito de árbitros que estiveram mais de 10 anos na 1.ª Divisão e que arbitraram mais de 100 jogos nesta categoria. Alguns internacionais nem isso fizeram apesar de pertencerem a um grupo muito mais restrito.

JM - O que lhe deu a arbitragem?
ES - Ensinou-me a respeitar valores éticos e morais fundamentais , como a lealdade, o respeito pelos outros e a justiça. Ensinou-me também a lidar com a pressão, com a competitividade e com aqueles que apenas estão preocupados com o seu umbigo. Para além disso, proporcionou-me conhecer pessoas e locais que nunca teria procurado. Na parte financeira, não escondo que ajudou, nomeadamente a proporcionar momentos de lazer à minha família, ajudando a compensar outros menos agradáveis por que passaram à custa desta minha actividade.
JM - Perspectivou, no início de carreira, chegar até onde chegou?
ES - Sim. Quando me tornei sénior não consegui ficar no plantel do Nacional e fui jogar para o Ribeira Brava e depois para o Choupana. Aí senti que não iria sair do Regional e então decidi continuar a minha carreira académica. Como já tinha o gosto pela arbitragem pensei que aí poderia chegar onde era praticamente impossível como praticante. Fui traçando objectivos que fui atingindo e só falhou a internacionalização porque a subida à 1.ª Divisão deu-se com 3 anos de atraso.

JM - O último jogo...
ES - Fiz tudo como costumava fazer. Senti por um lado um misto de satisfação por terminar uma carreira ao mais alto nível, ainda por cima não sendo internacional e por outro alguma nostalgia não conseguindo evitar alguns pensamentos durante o jogo de que não voltaria a viver aquelas emoções da mesma forma. Mas para me sentir melhor pensei nas situações negativas que não voltariam a repetir-se. Foi um mecanismo de defesa.

JM - Chegou ao final de algum jogo com a nítida sensação que teria errado?
ES - Em muitos. Mesmo nos jogos em que não temos acesso à TV. Não me lembro de ter feito nenhum jogo em que tenha saído 100% satisfeito. Claro que quando temos a sensação que erramos num lance decisivo ficamos mais frustrados, tristes e deprimidos. Se temos a certeza através da TV, pior ainda. Se for em faltas a meio campo, lançamentos laterais… ou outras coisas que não decidam resultados, embora devamos procurar sempre a excelência e a perfeição, saímos satisfeitos e com a noção de dever cumprido.

JM - E durante o jogo? Após decidir, nunca se arrependeu de imediato?
ES - Arrepender não, porque sempre o fiz com a melhor das intenções ciente que era a decisão mais correcta. Mas ficar com a sensação de dúvida e com a noção que podia ter feito algo mais para ter a certeza da decisão, aconteceu muitas vezes.

JM - Existe "lei da compensação" ?

ES - De uma forma consciente e intencional não. Mas se o árbitro não se preparar convenientemente pode ser levado por essa tentação. Hoje em dia, principalmente nos jogos transmitidos na TV o feed-back da decisão chega ao árbitro rapidamente. Às vezes nem é preciso aguardar pelo intervalo. A informação circula pelos bancos de suplentes, chega ao terreno de jogo e o árbitro apercebe-se. Se não for capaz de fazer um “reset” do que se passou pode ser levado a errar novamente.

JM - Consciência tranquila no rescaldo destes 25 anos, ou existe algum erro de ajuizamento que o tenha marcado?
ES - Nenhuma decisão por mais errada que tenha sido me marcou ou incomoda actualmente porque sempre agi de boa fé dentro dos mais elementares princípios da justiça. Naturalmente que quando as coisas não corriam bem, sentia um certo incómodo, mas nunca deixei de dormir descansado por isso.

JM - Pressões... ameaças... Existem?
ES - Passei por poucas situações dessas e nunca me senti verdadeiramente ameaçado. As pressões existem, certamente, e os árbitros têm que estar preparados para elas. Tanto podem vir do público, dos jogadores, dos treinadores, dos dirigentes, da comunicação social, ou ser inerentes à própria competição (resultado, classificações…). Os árbitros têm que transformar essa pressão num factor positivo para se motivarem e desenvolverem um trabalho de qualidade, isento e imparcial.

JM - O conteúdo do "apito dourado" surpreendeu-o?
ES - Veio confirmar algumas situações que se ouviam nos bastidores e que eu não queria acreditar. Fui ingénuo em alguns momentos mas isso só traz mais valor à minha carreira por nunca ter tido a tentação de enveredar por algumas situações como as que foram reveladas nesse processo em troca de promoções ou outra coisa qualquer.

JM - Ficou sempre a sensação que era um alvo fácil de "bater" por parte da comunicação social do continente...
ES - Senti essa discriminação. Por sempre ter mantido um distanciamento em relação a esses profissionais talvez tenha sido prejudicado em algumas apreciações, afectando a minha imagem enquanto árbitro junto da opinião pública. Alguns jornalistas exigem aos árbitros competências que eles não dominam nem são capazes de exibir ao nível das atitudes e valores (rigor, isenção, capacidade de lidar com a pressão…)

JM - Desiludido por não ter sido o árbitro da final da Taça de Portugal?
ES - Esse era um dos meus objectivos traçados nos últimos anos e no início desta época em especial. O facto de não ser internacional e principalmente a forma menos conseguida como foi decorrendo esta época levaram-me a aceitar essa decisão do Conselho de Arbitragem como natural e a ficar contente por ter participado na final como 4.º árbitro.
JM - Pode-se saber agora quais são as suas preferências clubísticas?
ES - Não acho pertinente revelá-las agora porque abandono a carreira por duas ordens de razões: ao longo dos anos fui aprendendo a desligar-me dessas preferências; em Portugal as pessoas não estão preparadas para aceitar que alguém com determinada preferência ou filiação e com funções de decisão, seja capaz de exercer a sua missão com isenção e imparcialidade.

Benfica-Boavista complicado...

Em relação ao desafio mais complicado com que se deparou na sua carreira, Elmano Santos não tem dúvidas: «Benfica - Boavista de 2004 com vitória de 3-2 para o Benfica e duas expulsões para o Boavista. Jogo com muitas incidências técnicas e disciplinares acabando com confrontações no final do jogo. Só algum tempo depois com a revelação de algumas escutas do “Apito Dourado” percebemos que não nos tínhamos preparado convenientemente para o jogo pois existiram algumas situações por trás do mesmo que nós desconhecíamos à data do jogo. Se estivéssemos na posse de todos os dados poderíamos ter feito uma preparação diferente para o mesmo, não só a nível técnico como psicológico.

Balanço positivo

É o próprio Elmano Santos quem apresenta os seus números, na forma de um balanço que considera «extremamente positivo. Atingi o que nenhum árbitro madeirense ainda o fez e que poucos desportistas na RAM lograram atingir. Foram 23 anos a fazer jogos a nível nacional, 12 deles na 1ª Divisão, primeiro como fiscal de linha e a partir de 1992 como árbitro. Participei em aproximadamente 2000 jogos oficiais, 275 deles nas competições profissionais (114 na 1.ª Divisão). Integrado várias vezes no top ten da arbitragem portuguesa, fui 4.º e 5.º classificado. Faltou ser internacional apesar de ter estado em mais de 20 jogos internacionais como 4.º árbitro, incluindo na Champions League e em torneios internacionais. Orgulho-me naturalmente da minha carreira e posso dizer que valeu a pena esta minha opção pela arbitragem».
Diz ainda que fez «mais amigos externos à arbitragem nos locais por onde fui passando à custa desta actividade, que no interior da mesma». Quanto a inimigos, não os tem, mas «algumas pessoas decepcionaram-me ao longo deste percurso, principalmente aqueles que trabalhando mais perto de nós não olhavam a meios para atingir os seus fins, promovendo a intriga e a maledicência».

JM - Quase nunca vimos Elmano Santos dar um sorriso durante os jogos e, pelo contrário, apresentava sempre um ar muito sério e pouco dado a confianças. Defeito? Feitio? Estratégia?
ES - «Defeito não será. O papel que desempenhamos não se coaduna com grandes manifestações de alegria, regozijo ou euforia, pelo menos de forma pública. Penso que seria mais um misto de feitio e estratégia. No entanto, reconheço que em alguns momentos poderia ter transmitido um pouco mais de alegria nas minhas prestações. O facto é que, apesar disso, mantinha um bom relacionamento com os diferentes intervenientes, reconhecido pelos próprios, mesmo por aqueles considerados de mais difícil trato».

Continuar na arbitragem

E o futuro? Elmano Santos releva que «vou ter mais tempo para me dedicar à minha actividade profissional, à família e aos amigos, não só aos fins-de-semana mas também durante a semana. Nunca fui um árbitro de fim-de-semana caso contrário não teria chegado onde cheguei. Se não surgir nenhuma função ligada ao desporto ou à arbitragem que me agrade irei aproveitar o tempo livre para realizar actividades que gosto e deixei de as fazer devido à forma como me dediquei a esta causa. Mas confesso que gostaria de ficar de algum modo ligado à arbitragem». Elmano Santos diz que «todos estes anos ligado à função quer como árbitro ou dirigente da APAF e da ATARAM, quer como formador nesta área de árbitros e treinadores me dão alguma experiência e competência para desenvolver actividades relacionadas com o sector. Se os responsáveis pelas diferentes organizações me reconhecerem competências para continuar a trabalhar em benefício da arbitragem, com projectos credíveis e ambiciosos que vão de encontro às minhas expectativas, poderão contar comigo seja em que função for».

Avaliação transparente mas obsoleta

Confrontamos Elmano Santos com os métodos de avaliação aos árbitros. A questão é "como é possível notórias boas arbitragens serem brindadas com notas menos boas e outras com erros evidentes com notas altas?", apoiada ainda no reforço se "estaria errado o método de avaliação ao dispor dos observadores? A resposta do agora ex-árbitro é pormenorizada: «Só é possível porque este método de avaliação apesar de ser transparente está obsoleto. Os árbitros têm que ser avaliados em igualdade de circunstâncias por observadores competentes que conheçam minimamente a competição em que estão a trabalhar. Se um observador recorre à TV para classificar um determinado árbitro tem que fazê-lo sempre e todos têm que utilizar a mesma estratégia. Não se pode avaliar árbitros pela TV e outros à vista desarmada sabendo que alguns fazem 12 a 15 jogos por época na televisão e outros 1 ou 2 e no final todos entram na mesma classificação. Só em Portugal é que árbitros internacionais que abandonam a carreira ou observadores reconhecidos pela FIFA / UEFA não podem observar e classificar árbitros nos patamares mais elevados. Depois há ainda o problema da classificação dos observadores. A maioria deles está mais preocupada com a sua carreira e classificação do que em avaliar bem um árbitro. Por outro lado, não se entende como é que um árbitro pode estar ao sabor da vontade dos clubes em recorrerem ou não das suas avaliações. Há clubes que vêm para a comunicação social reclamar de notas elevadas em arbitragens negativas mas formalmente não o fazem na Liga e a nota não se altera. Outros clubes acabam de reclamar das avaliações e as notas dos árbitros baixam. Mesmo que haja razão neste último caso, não coloca toda a gente em igualdade de circunstâncias. Existem alterações regulamentares a este nível que têm de ser feitas, no sentido de tornar este processo mais ágil e justo».

Líder é o responsável

Esta época - e também na anterior - foi notório que muitos dos erros que lhe foram apontados eram da responsabilidade dos árbitros auxiliares. Confrontamos Elmano Santos se não seria injusto não existir uma abordagem mais individualizada nessas críticas. O nosso entrevistado considera que não, e justifica: «A arbitragem é uma actividade que exige muito trabalho de equipa. E o principal responsável terá que ser sempre o seu líder. Se não tive a melhor ajuda em alguns jogos foi porque não soube nem pude liderar da melhor forma o processo ao nível da preparação para os jogos uma vez que ao nível da escolha dos assistentes pouca influência tinha. Quanto a algumas críticas, sejam elas individualizadas ou não, quero acreditar que elas só existem na maioria das vezes porque quem critica não conhece minimamente a função de arbitrar embora até possa ser um profundo conhecedor das leis de jogo. Só que arbitrar na TV é uma coisa e no terreno de jogo é outra completamente diferente: a velocidade dos lances, o número de vezes que se pode observar, os ângulos…».

Fonte: http://www.jornaldamadeira.pt