domingo, 9 de junho de 2013

FPF - Diário da Academia (2)


No segundo dia da Academia, os alunos realizaram testes sobre as leis do jogo e de inglês. Também foram avaliadas as capacidades físicas
O segundo dia da Academia da Arbitragem, além da aprendizagem de conteúdos relacionados com a História da Organização e das Competições e de Psicologia Desportiva, compreendeu três importantes avaliações: os testes das Leis do Jogo e de inglês e as provas físicas. Nos testes de avaliação notou-se grande empenho dos participantes, como se tivessem consciência que cada centésima na classificação pode fazer toda a diferença no final da época desportiva.
Já os resultados obtidos na prova física são prova do trabalho que os árbitros fazem ao longo da época. Exceptuando um caso, por lesão, todos os participantes obtiveram desfechos ao nível dos árbitros UEFA e FIFA.

TESTEMUNHOS DO DIA
“Participar nesta ação é um prémio pelo trabalho intenso desenvolvido ao longo da presente época desportiva e é um prémio que pretendo aproveitar da melhor form. Vou ter o privilégio de começar a trabalhar a próxima época mais cedo.Tenciono acabar a ação e sentir-me muito melhor árbitro, com maiores capacidades técnicas e físicas. Quero aplicar, na prática, os conceitos aqui transmitidos.”
André Almeida, árbitro de Ponta Delgada.
"É gratificante ver o nosso esforço recompensado em jogos mas, também, em mais formação de qualidade. A palavra “piloto” pode induzir a uma primeira experiência ou a possíveis falhas e desorganização. No entanto, tenho a certeza que a direção da Academia tem tudo preparado e a ação será um sucesso!”
André Narciso, árbitro de Setúbal
PENSAMENTO DO DIA
História do Futebol Português está Viva!
"Na perspetiva da história das competições de futebol em Portugal é certo que a projeção mundial de Cristiano Ronaldo, José Mourinho e Pedro Proença constituem hoje um desafio ímpar do futebol português em geral e da arbitragem em particular. O mundo do futebol olha para os nossos jogadores e treinadores com a expetativa de encontrar talentos de topo. O mesmo ocorre com a arbitragem. Depois de um português realizar o caso único de dirigir num mesmo ano a final da Liga dos Campeões e de um Europeu, a UEFA e a FIFA olham para os nossos árbitros com a esperança de encontrar outros «Proenças». Ontem foi a vez de Soares Dias arbitrar a final do Torneio de Toulon. Eis o desafio... porque para alcançar o topo é preciso uma formação e um trabalho de excelência”.
Vítor Reis, formador da Academia de Arbitragem em História da Organização e das Competições
CURIOSIDADES DO DIA
Sabia que?
-O primeiro local onde se jogou futebol em Portugal foi no Largo da Achada, na freguesia da Camacha, Ilha da Madeira, no ano de 1875?
-Pela primeira vez, em 1874, são mencionados dois indivíduos, cada um escolhido por uma equipa, para controlarem o jogo e que são chamados de árbitros? Até então, esse controlo era feito pelos capitães das equipas.
-O uso do apito pelos árbitros de futebol aconteceu, pela primeira vez, em 1878?
Fonte: FPF

Jogadores da Libéria atacam árbitro (video)

O jogo entre Uganda e Libéria, a contar para o grupo J da zona africana de apuramento para o Mundial 2014, terminou da pior forma, depois dos jogadores da Libéria quase atacarem o árbitro no final da partida.

O Uganda venceu, por 1-0, e mal o árbitro Adam Cordier (Chade) terminou o jogo, os jogadores da Libéria correram de forma desenfreada. Houve empurrões, algumas agressões e a foi precisa a entrada da polícia no relvado.





Fonte: A Bola

sábado, 8 de junho de 2013

AF Braga critica processo de classificação dos árbitros


O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Braga assumiu esta sexta-feira «profundo desagrado» pela forma como estão organizadas as classificações finais de árbitros e árbitros assistentes das competições profissionais, em relação à época 2012/13. Em comunicado, a AF Braga exige «uma revisão» das notas e a correção dos «erros».
Eis o comunicado integral, enviado às redações:

«O Conselho de Arbitragem da AF Braga manifesta publicamente o seu profundo desagrado pela forma como o Conselho de Arbitragem da FPF geriu o processo classificativo durante a época 2012/2013 dos seus árbitros e árbitros assistentes nacionais que atuam no âmbito das competições profissionais.
O processo classificativo, enferma de várias irregularidades, desde a inexistência de um comportamento de igualdade na atribuição dos graus de dificuldade de jogos, árbitros com um grau diferente dos árbitros assistentes no mesmo jogo, não há atribuição de grau de dificuldade em jogos de capital importância em contraponto com outros considerados normais. A ausência de um critério de equidade na formulação da média, visto que os árbitros e os árbitros assistentes com mais jogos, mesmo com notas superiores, ficaram atrás dos que tiveram notas inferiores e menos jogos.
O mérito da competência e dedicação à arbitragem traduziu-se por mais jogos, que depois os penalizaram na classificação final. Esta situação é contra-natura com os objectivos divulgados pelo Conselho de Arbitragem da FPF.
Há árbitros e árbitros assistentes com recursos pendentes e que ainda poderão ter mais uma instância de recurso, o plenário do C.A. da FPF e foram classificados sem a decisão do recurso.
Por tudo isto, estas classificações não correspondem à realidade do desempenho de cada um.
O Conselho de Arbitragem da AF Braga exige que rapidamente seja implementado um processo de revisão de todo o processo classificativo, com transparência, para a valorização da Arbitragem Portuguesa
A AF Braga tem feito um investimento com muito esforço numa conjuntura económica difícil, numa aposta clara na valorização dos seus árbitros, dotando-os de melhores condições para que evoluam na sua carreira. Temos Centros de Treino com preparadores físicos, técnicos de arbitragem, fisioterapeutas, enfermeiros e psicólogo. Este investimento não pode ser desperdiçado.
O Conselho de Arbitragem da AF Braga é e será sempre intransigente na defesa dos elementos desta fantástica equipa e não aceita este tipo de procedimentos na gestão da arbitragem. Estaremos sempre com todos os que lutam pela valorização e dignificação da arbitragem, daí o nosso lema “A Arbitragem no Trilho da Competência…a Caminho da Excelência”.»

Fonte: Zerozero

FPF - Diário da Academia (1)


David Elleray, Membro do Comité de Arbitragem da UEFA, abriu o primeiro curso da nova Academia de Arbitragem.
O Centro de Estágios de Rio Maior foi, esta sexta-feira, cenário de um momento de especial relevo do futebol nacional: a cerimónia de abertura do primeiro curso de formação avançada de árbitros de futebol, organizado pela recém-criada Academia de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.
Logo após a sessão de abertura do 1º Curso de Nível 2 de Árbitros de Futebol, a cargo de Vítor Pereira, Presidente do Conselho de Arbitragem, Elleray, membro do Comité de Arbitragem da UEFA e responsável pelo programa de desenvolvimento da excelência da arbitragem (CORE), mostrou-se muito satisfeito com a iniciativa: “É uma grande honra ter vindo presenciar o início da vossa Academia de Arbitragem pois trata-se de um momento histórico do futebol português. Não apenas da arbitragem portuguesa mas do futebol e do desporto português pois a qualidade do jogo depende sempre da qualidade dos árbitros”, referiu o ex-árbitro internacional e atual presidente dos árbitros ingleses.
Depois de provocar a audiência, referindo que algum dos presentes na sala iria arbitrar uma final Champions League, o dirigente explicou que, na arbitragem, é preciso "ter uma mente aberta, aprender e disfrutar". Também sublinhou que "a diferença entre sucesso e fracasso não está no talento mas na dedicação, no esforço e no empenho”.
Elleray convidou ainda os árbitros a aproveitar esta oportunidade, lembrando o significativo investimento que a Federação Portuguesa de Futebol faz na arbitragem, o que, "infelizmente, não acontece em muitos países".
O ex-árbitro terminou realçando o facto dos participantes fazerem parte da história por serem os primeiros formandos da Academia e terminou deixando uma pergunta: “Quem quer ser o próximo Pedro Proença?”
Na mesma sessão, o observador da UEFA e ex-árbitro internacional austríaco, Konrad Plautz, alertou os jovens participantes que o curso representa, "não uma meta, mas um passo que os levará à 1ª categoria, ao programa CORE e à Internacionalização". Plautz afirmou ainda que os formandos tinham sorte por terem um Presidente com a experiência de Vítor Pereira. "Devem aproveitar essa oportunidade”, referiu.
O curso inicial da Academia de Arbitragem decorrerá, entre os dias 7 e 14 de Junho, no Centro de Estágios de Rio Maior, e segue um exigente plano curricular interdisciplinar.
O Curso de Formação Avançada Nível 2 conta com a presença de 51 novos árbitros de 2ª categoria e 4 árbitras convidadas que, ao longo das 50 horas do curso, receberão formação sobre Psicologia Desportiva, Pedagogia Desportiva, Funcionamento do Corpo Humano, Nutrição e Primeiros Socorros, História da Organização e das Competições, Técnica de Arbitragem, Metodologia do Treino e Introdução à Tutoria e Autoscopias. Também serão realizados treinos diariamente, além de diferentes avaliações - testes físicos e testes escritos sobre as leis do jogo, inglês e as diferentes matérias lecionadas.avid Elleray, Membro do Comité de Arbitragem da UEFA, abriu o primeiro curso da nova Academia de Arbitragem.
O Centro de Estágios de Rio Maior foi, esta sexta-feira, cenário de um momento de especial relevo do futebol nacional: a cerimónia de abertura do primeiro curso de formação avançada de árbitros de futebol, organizado pela recém-criada Academia de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.
Logo após a sessão de abertura do 1º Curso de Nível 2 de Árbitros de Futebol, a cargo de Vítor Pereira, Presidente do Conselho de Arbitragem, Elleray, membro do Comité de Arbitragem da UEFA e responsável pelo programa de desenvolvimento da excelência da arbitragem (CORE), mostrou-se muito satisfeito com a iniciativa: “É uma grande honra ter vindo presenciar o início da vossa Academia de Arbitragem pois trata-se de um momento histórico do futebol português. Não apenas da arbitragem portuguesa mas do futebol e do desporto português pois a qualidade do jogo depende sempre da qualidade dos árbitros”, referiu o ex-árbitro internacional e atual presidente dos árbitros ingleses.
Depois de provocar a audiência, referindo que algum dos presentes na sala iria arbitrar uma final Champions League, o dirigente explicou que, na arbitragem, é preciso "ter uma mente aberta, aprender e disfrutar". Também sublinhou que "a diferença entre sucesso e fracasso não está no talento mas na dedicação, no esforço e no empenho”.
Elleray convidou ainda os árbitros a aproveitar esta oportunidade, lembrando o significativo investimento que a Federação Portuguesa de Futebol faz na arbitragem, o que, "infelizmente, não acontece em muitos países".
O ex-árbitro terminou realçando o facto dos participantes fazerem parte da história por serem os primeiros formandos da Academia e terminou deixando uma pergunta: “Quem quer ser o próximo Pedro Proença?”
Na mesma sessão, o observador da UEFA e ex-árbitro internacional austríaco, Konrad Plautz, alertou os jovens participantes que o curso representa, "não uma meta, mas um passo que os levará à 1ª categoria, ao programa CORE e à Internacionalização". Plautz afirmou ainda que os formandos tinham sorte por terem um Presidente com a experiência de Vítor Pereira. "Devem aproveitar essa oportunidade”, referiu.
O curso inicial da Academia de Arbitragem decorrerá, entre os dias 7 e 14 de Junho, no Centro de Estágios de Rio Maior, e segue um exigente plano curricular interdisciplinar.
O Curso de Formação Avançada Nível 2 conta com a presença de 51 novos árbitros de 2ª categoria e 4 árbitras convidadas que, ao longo das 50 horas do curso, receberão formação sobre Psicologia Desportiva, Pedagogia Desportiva, Funcionamento do Corpo Humano, Nutrição e Primeiros Socorros, História da Organização e das Competições, Técnica de Arbitragem, Metodologia do Treino e Introdução à Tutoria e Autoscopias. Também serão realizados treinos diariamente, além de diferentes avaliações - testes físicos e testes escritos sobre as leis do jogo, inglês e as diferentes matérias lecionadas.
Fonte: FPF

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Artur Soares Dias na final de Toulon

Artur Soares Dias foi nomeado para a final do Torneio de Toulon, que será disputada entre Brasil e Colômbia, no próximo domingo (18h30, hora de Portugal Continental).

Rui Licínio e Inácio Pereira são os outros portugueses da equipa de arbitragem da final, à qual se junta o jordano Murad Alzawahreh, no papel de quarto árbitro.

Recorde-se que Portugal vai disputar o jogo de atribuição do terceiro lugar da prova, também no sábado (14h30), frente à França.

Fonte: Mais Futebol

Treinador da I Divisão Moçambicana suspenso três anos por agredir árbitro


O Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol suspendeu por três anos Abdul Omar, treinador do Estrela Vermelha da Beira, por agredir um árbitro, num encontro do Moçambola, a primeira divisão do campeonato moçambicano de futebol.
A suspensão, hoje divulgada pela imprensa de Maputo, refere-se a incidentes ocorridos em abril, durante o encontro do Estrela Vermelha da Beira com o Vilanculo FC, para o Moçambola, que resultaram na agressão ao árbitro Arlindo Nuvunga por Omar.
Este, foi condenado ainda a 7.500,00 meticais de multa (cerca de 170 euros).
Após a agressão ao árbitro, Omar tornou-se popular entre os adeptos e o seu nome foi entoado repetidamente no recente encontro da Liga Muçulmana de Maputo contra os congoleses do TP Mazembe, a contar para a Taça dos Campeões Africanos.
Revoltados com a arbitragem do angolano Hélder Martins, os adeptos da liga Muçulmana gritaram o nome de Abdul Omar, pedindo a sua presença para fazer justiça.
Com os ânimos exaltados, a polícia teve que disparar para o ar, e só três horas após o encontro, o árbitro pôde abandonar o estádio, vaiado pelos adeptos que o acusavam prejudicar a equipa treinada pelo português Litos e que foi eliminada da competição.
Fonte: Sapo Desporto

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Olegário Benquerença apita Lituânia - Grécia


Árbitro português foi nomeado para dirigir o jogo entre Lituânia e Grécia, de apuramento para o Mundial.
O árbitro português Olegário Benquerença foi nomeado pela UEFA para dirigir sexta-feira o jogo entre as seleções da Lituânia e da Grécia, em Vilnius, de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

Olegário Benquerença terá como assistentes Ricardo Santos e João Santos, enquanto Jorge Sousa integra a equipa como quarto árbitro.

O encontro entre lituanos e gregos, seleção orientada pelo português Fernando Santos, terá lugar pelas 21:45 de sexta-feira (19:45 em Lisboa) e é referente ao Grupo G de qualificação.

Fonte: O Jogo

Árbitro entra com câmara no peito em jogo de despedida de Ballack


O ex-capitão da seleção alemã, Michael Ballack, se despediu dos gramados em um amistoso beneficente, disputado nesta quarta-feira, em Leipzig, na Alemanha. Mas quem roubou a cena foi o árbitro da partida, que entrou em campo com uma câmera no peito para registrar os lances da partida que terminou com vitória por 4 a 3 da Seleção do Mundo sobre os Amigos de Ballack.
Ballack atuou pelos dois times e marcou dois pelo time de seus amigos, comandado por Rudi Voeller, e um pela Seleção do Mundo, que teve José Mourinho no comando. O ex-piloto da Fórmula 1, Michael Schumacher, participou do jogo. Além dele, nomes como Andriy Shevchenko, Lothar Matthaus e Didier Drogba, entre outros, também atuaram.
Ídolo dos alemães, Ballack parou de jogar em outubro de 2012, mas realizou seu jogo de despedida apenas nesta quarta-feira. Ele conquistou quatro títulos da Bundesliga, sendo três pelo Bayern de Munique e um pelo Kaiserslautern, um inglês, com o Chelsea, e foi vice-campeão da Copa do Mundo de 2002, quando a Alemanha foi derrotada pelo Brasil na decisão.
Fonte: Sportv Globo
Texto escrito em português do Brasil

Paulo Batista pondera impugnar classificação de árbitros

O árbitro de Portalegre Paulo Batista, que ficou em penúltimo lugar, está a analisar as hipóteses de avançar com um pedido de impugnação da classificação dos árbitros.
Paulo Baptista admitiu avançar com um pedido de impugnação, junto do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, da classificação final dos árbitros, na qual ficou em penúltimo lugar, que levou à sua despromoção.

"Estou a analisar o assunto com o meu advogado, mas, em princípio, vou avançar para a impugnação. Tenho até sexta-feira para o fazer", disse à Agência Lusa Paulo Baptista, que não entende a alteração feita este ano da fórmula de atribuição da classificação dos árbitros.

De acordo com a prática seguida nos últimos anos, a nota final dos árbitros era obtida através da soma das notas dos observadores com a média dos dois testes físicos e escritos, a dividir pelo número de jogos realizados mais dois, por cada um dos testes.

Este ano, porém, a Secção de Classificações do Conselho de Arbitragem alterou o critério, passando a obter a nota final dividindo apenas pelo número de jogos realizados pelos árbitros, o que penaliza aqueles que apitam mais jogos, baixando-lhes a pontuação média final.

"Esta interpretação do regulamento subverte o espírito do mesmo, uma vez que penaliza os árbitros em quem o Conselho de Arbitragem confiou para apitar maior número de jogos", alegou Paulo Batista, que ficou em 24.º e penúltimo lugar da classificação, sendo despromovido, juntamente com o último, Renato Gonçalves.

Pela fórmula do ano passado, o juiz de Portalegre teria ficado em 21.º lugar e, no seu lugar, seria despromovido Jorge Tavares, agora classificado em 11.º lugar, ou seja, na primeira metade da tabela.

"Na próxima época pode não haver árbitros disponíveis na fase final da época, quando tudo se decide. Com esta fórmula, os árbitros que acumulem dez ou quinze jogos vão parar, arranjam uma lesão até final da época para ficarem nos primeiros lugares", alertou Paulo Baptista.

De acordo com Paulo Baptista, "a maioria, cerca de 90 por cento, dos árbitros está insatisfeita" com esta fórmula e dá o exemplo de Pedro Proença, que foi o terceiro da classificação, e que "teria ficado em segundo, pelo critério utilizado na época anterior".

"Ao contrário do que é habitual, este ano não enviaram aos árbitros a grelha com notas tidas ao longo da época e as médias, para que estes as confirmassem", revelou o juiz de Portalegre, confirmando que os árbitros foram completamente apanhados de surpresa pela classificação final que lhes foi atribuída.

Fonte: O Jogo

Mal-estar na arbitragem: classificação vai ser impugnada

A classificação dos árbitros de futebol, que recentemente a Comissão de Arbitragem da Federação fez chegar aos juízes, está a dar muito que falar no seio do grupo, depois de a fórmula habitual que define a ordem ter sido interpretada este ano de uma forma diferente em relação ao que sempre se fez, o que veio prejudicar os árbitros que estiveram em ação em mais jogos.

De acordo com o que apurou o Maisfutebol, Vítor Pereira, presidente da Comissão, mostrou-se agastado com esta situação, mas nada pôde fazer. A possibilidade de impugnação, avançada pela Rádio Renascença, é, de facto, bem real. 

A classificação final dos árbitros é definida pela secção de classificações, formada pelo vice-presidente Nuno Castro e três vogais. Vítor Pereira só é chamado a decidir em caso de empate nas votações. 

Os regulamentos e os bastidores da decisão

Até esta temporada, a nota final dos árbitros era definida desta forma: somavam-se as notas dos observadores à media dos dois testes escritos e físicos obrigatórios e depois tudo era dividido pelo número de jogos realizados mais dois (um para o teste escrito e outro para o físico). Ou seja, se um árbitro esteve em 25 jogos, a soma seria dividida por 27. Este ano dividiu-se apenas pelo número de jogos o que dá, naturalmente, notas mais altas. 

Além disso, esta nova fórmula pode prejudicar os árbitros que estiveram mais vezes em campo, o que contraria o que o próprio Vítor Pereira definiu no início da época, quando prometeu que quem realizasse bons jogos iria apitar mais, como prémio. 

Um presente que se revelou envenenado, sobretudo para Paulo Batista, que é um dos dois árbitros que desceram de escalão mas que, com a fórmula antiga, terminaria em 21º. Seria Jorge Tavares (11º) a descer, juntamente com Renato Gonçalves, último classificado com ambas as fórmulas. Jorge Sousa também seria sempre o melhor árbitro.

Veja-se um exemplo. Um árbitro dirige 20 jogos com uma média de 3,2 nas observações, nota 4 no teste físico e 3,7 no escrito. Com a fórmula antiga teria uma média final de 3,259, na atual passa a ter 3,585. Um outro árbitro dirige 30 jogos e tem uma média superior nas observações (3,3) e nos testes (4 no físico e 4 no escrito). Com a fórmula antiga ficaria com uma média final superior ao primeiro árbitro (3,343), mas na nova fórmula fica atrás (3,567), mesmo tendo melhores notas em todos os campos. 

Tudo porque dirigiu mais jogos.

A nova fórmula prejudicou Cosme Machado e Manuel Mota em seis lugares, Hugo Pacheco em cinco e Hugo Miguel e João Capela em quatro, entre outras mexidas. 

Os mais beneficiados foram Jorge Tavares que seria penúltimo com a fórmula antiga e terminou em 11º (em 25) e Rui Costa que lucrou oito lugares.

Os árbitros não foram informados de nenhuma mudança na fórmula para esta temporada. Alguns foram, também, apanhados de surpresa com a divulgação da classificação, quase um mês mais cedo do que o habitual, pois ainda há vários casos de recursos apresentados a contestar notas que estão por decidir. 

Maisfutebol contactou Vítor Pereira que garantiu «desconhecer os propósitos» que poderão levar à impugnação da classificação. 

Sobre a mudança na fórmula da classificação alinhou pelo mesmo discurso. «Não vou fazer nenhum comentário sobre esse processo. Tudo será, a seu tempo, explicado aos árbitros que são os mais interessados», assegurou.

Fonte: RTP

sábado, 1 de junho de 2013

Encontro de gerações da arbitragem encerra seminário da FIFA no Rio de Janeiro


No encerramento do Seminário da FIFA para árbitros candidatos a participar da Copa do Mundo da FIFABrasil 2014, realizado no Rio de Janeiro, um encontro de diferentes gerações da arbitragem nesta sexta-feira (31/5). De um lado, o chefe de Arbitragem da FIFA Massimo Busacca, que trabalhou nas Copas do Mundo da FIFA 2006 e 2010. Do outro, Arnaldo Cezar Coelho, primeiro sul-americano a apitar uma final de Copa do Mundo da FIFA, na Espanha 1982. O brasileiro, que também esteve no Mundial de 1978, na Argentina, chegou ao encontro acompanhado de uma convidada especial: a bola da final da Copa do Mundo da FIFA 1982, que guarda até hoje, autografada pelos jogadores italianos e alemães que disputaram a partida.
"É um grande prazer e uma honra ter Arnaldo Cezar Coelho aqui conosco no encerramento do nosso seminário. Ele demonstrou que ainda tem uma grande paixão pelo futebol e pela arbitragem, e isso é algo sobre o qual nós conversamos com os árbitros aqui. A Copa do Mundo da FIFA é uma oportunidade que deve ser aproveitada na sua totalidade. Dentro de campo, você deve se concentrar para realizar um grande trabalho. Depois, quando estiver de volta ao hotel, não deixe de aproveitar o torneio, a festa dos fãs, a cultura do país onde está", afirmou Massimo Busacca.
Arnaldo Cezar Coelho falou sobre as diferenças entre a arbitragem atual e a de sua época. Segundo ele, além da preparação física, as mudanças de regras e de tecnologia ocorridas desde então tornaram o trabalho dos árbitros muito mais desgastante.

"No meu tempo, um árbitro corria 6 km. Hoje, corre mais de 10 km. São várias bolas ao redor do campo, enquanto antes era apenas uma. Além disso, a mudança na regra no recuo com o pé para o goleiro e o limite de 6 segundos em que o goleiro pode ter a bola em mãos fizeram com que o tempo de bola em jogo aumentasse. O futebol, hoje, tornou-se muito mais dinâmico. Por tudo isso, o posicionamento do árbitro em campo é algo fundamental", disse Arnaldo.
Os árbitros participantes do seminário tiveram oportunidade de fazer perguntas ao brasileiro. Uma delas foi sobre o que mudou na carreira do árbitro após a final da Copa do Mundo da FIFA 1982. Arnaldo Cezar Coelho disse que sua responsabilidade ficou ainda maior.
"Quando voltei ao Brasil, eu me sentia como alguém que tinha ganho na loteria e não sabia o que fazer com o dinheiro. Apitar a final é um sonho que todos os árbitros que vão ao Mundial têm mas nem todos conseguem, apenas um. Eu ainda segui na carreira por mais sete anos e, a partir dali, não podia cometer um erro sequer, nem num arremesso lateral. Mas eu me preparei muito para estar numa Copa do Mundo da FIFA. Por isso, quando fui escalado para a final, tinha a convicção de que estava ali pelos meus méritos e de que teria uma grande atuação. Tenho apenas que agradecer pela oportunidade, pelo que o futebol e essa bola me deram", disse Arnaldo, mostrando a bola da final do Mundial 1982, posicionada na mesa ao seu lado.
Do outro lado da mesa e diante de uma plateia onde estava o árbitro que no ano que vem apitará a final da Copa do Mundo da FIFA, Massimo Busacca destacou a importância da semana de treinamentos durante o seminário no Rio de Janeiro. O suíço disse que os árbitros formam mais uma seleção entre as participantes da competição.
"Nós somos um mesmo time, somos como uma seleção. Por isso, nossa mensagem principal foi a busca por consistência e uniformidade. O futebol está mais veloz, muitos gols saem em contra-ataques, então os árbitros têm que ser capazes de acompanhar as jogadas, de estarem bem posicionados e de tomar as decisões corretas. É preciso ser forte não apenas fisicamente, mas também mentalmente. Este seminário foi muito importante para atingirmos isso. Tivemos um grande semana no Rio de Janeiro, com instalações e condições perfeitas para o trabalho dos árbitros e tenho apenas a agradecer a todos os envolvidos", completou Massimo Busacca.

Fonte: FIFA