terça-feira, 26 de julho de 2011

Árbitros para o Campeonato do Mundo de futebol de Praia 2011


O Campeonato do Mundo de Futebol de Praia 2011 será disputado em Itália de 1 a 11 de Setembro.

AFC
Yousef Ebrahim Almansory (UAE)
Suhaimi Mat Hassan (MAS)
Suwat Wongsuwan (THA)
Tasuku Onodera (JPN)

CAF
Louis David Adolphe (MRI)
Said Hachim (MAD)
Jelili Ogunmuyiwa (NGA)

CONCACAF
Oscar Manuel Arosemena (PAN)
Miguel Enrique Lopez (GUA)
Oscar Alejandro Velasquez (SLV)

CONMEBOL
Javier Bentancor (URU)
Jose Cortez Ortiz (ECU)
Rene De La Rosa (CHI)
Ivo De Moraes (BRA)
Juan Rodriguez (ARG)

OFC
Hugo Pado (SOL)

UEFA
Serdar Akcer (TUR)
Alexander Berezkin (RUS)
Ruben Eiriz Mata (ESP, photo)
Michael Medina (NED)
Istvan Meszaros (HUN)
Roberto Pungitore (ITA)
Tomasz Winiarczyk (POL)
Christian Zimmermann (SUI)

Entrevista ao novo chefe do Departamento de Arbitragem da FIFA

Massimo Busacca foi nomeado para ser o novo chefe do Departamento de Arbitragem da FIFA.

O árbitro suíço prometeu preparar profissionalmente seus colegas assim como os jogadores se preparam para os campeonatos.

"O lance de Busacca", "A partida do número 1", "Busacca surpreende com a mudança", "Busacca muda de lado", "Busacca revoluciona carreira": essas são algumas das manchetes publicadas logo depois da decisão do melhor árbitro suíço de aceitar o convite da organização desportiva.

Em entrevista à swissinfo.ch, o suíço de 42 anos levanta a perspectiva de incluir mais dois árbitros adicionais aos jogos durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

No entanto, a solução do quinta e sexto árbitro precisa ainda ser testada na Eurocopa de 2012 na Polónia e na Ucrânia. Busacca só consegue imaginar a utilização de câmaras nas linhas do golo.

swissinfo.ch: Abandonar o posto de árbitro activo surpreendeu e causou irritação. O recém-saído chefe de árbitros Urs Meier chegou a declarar-se chocado. Você se surpreendeu com essas reacções?
 Massimo Busacca: Não muito, mas é uma honra para mim escutar que o Busacca era importante ou que o Busacca tinha qualidade. Se não fosse isso, a surpresa seria seguramente menor.

As pessoas perguntam-se a razão por abandonar a minha carreira três anos antes de concluí-la. Eu decidi aceitar esse cargo de chefe dos árbitros na FIFA, pois ele me dá grandes possibilidades. Assim posso continuar actuando na área de arbitragem, que eu sempre amei. Sobretudo posso assim transmitir minha experiência de 22 anos de carreira aos outros árbitros. Não é uma despedida, mas sim apenas um simples adeus.

Tenho de agradecer a Deus e à minha mulher pela minha carreira, ao qual me sacrifiquei por todos esses anos. Também agradeço ao meu empregador (o cantão do Ticino), que sempre dizia "Massimo, pegue o dia livre, você pode ir". Mas exactamente agora no final não era sempre fácil conjugar o emprego com a actuação de árbitro.

swissinfo.ch: Você defende a ideia de árbitros profissionais na Suíça, como o chefe dos árbitros, Urs Meier, já reivindicou?
M.B.: Na minha cabeça eu sempre fui um profissional, mesmo sem o apoio profissional da federação. Meu lema era: "Se você quer alcançar algo, é preciso se sacrificar e então vêm os resultados".

Eu só pude dar esse desempenho e qualidade, pois sempre submeti a minha vida às exigências do trabalho de árbitro. Durante todos esses anos eu reduzi a minha carga de trabalho para poder me preparar seriamente aos jogos.

Minha decisão, que foi bastante pensada, não tem nenhuma relação com a saída de Urs Meier. Eu me distancio da polémica. Prefiro continuar dando uma contribuição positiva. Por isso aceitei essa nova tarefa. 

swissinfo.ch: A partir de agosto, como chefe dos árbitros da FIFA, você será o mais importante árbitro do mundo. Qual será realmente o seu trabalho?
M.B.: Assim como o treinador de uma equipe de futebol, eu serei o treinador dos árbitros. Eu terei de analisar juntamente com essa equipe o que podemos melhorar.

swissinfo.ch: Os jogos ficam cada vez mais rápidos. Árbitros na linha do golo já actuam na Liga dos Campeões depois de terem participado do campeonato europeu. A Copa do Mundo de 2014 no Brasil também terá o quinto e sexto árbitro? 
 M.B.: Ainda é muito cedo para dar uma resposta, mas nós iremos fazer tudo para que, em 2014, os espectadores de todo o mundo possam ter um fantástico campeonato.

A tentativa com os árbitros de linha de golo não foi das melhores no início. Porém, na Liga dos Campeões neste ano, a actuação dos dois árbitros adicionais foi um grande sucesso. Por isso esses testes irão continuar.

Na Eurocopa de 2012 na Polónia e na Ucrânia iremos ver, pela primeira vez, como os seis árbitros saem em um grande campeonato. Se a avaliação dos testes for positiva, iremos utilizar os árbitros de linha de golo na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

swissinfo.ch: Depois de várias decisões polémicas de árbitros durante a Copa do Mundo na África do Sul há um ano, aumentaram as exigências de provas de vídeo. Qual a sua opinião sobre o tema? M.B.: Eu sou contra. Nós falamos do quinto e sexto árbitro. Eu estou convencido que essa é uma boa solução para avaliar melhor uma situação.

Existem duas discussões: nós precisamos ter 100% de confianças nas pessoas. Nós temos confiança nos grandes jogadores, que fazem de tudo pelo sucesso das suas equipes e, por isso, ganham muito dinheiro. Mas também as estrelas cometem erros e nós aceitamos isso.

Porém não queremos aceitar que um árbitro, que em cada jogo precisa tomar inúmeras decisões, cometa erros. E para diminuí-los, temos hoje o apoio adicional de um árbitro de linha de golo e até de uma câmara na trave. Em relação a outras situações do jogo, sou estritamente contrário à utilização de câmaras.

Assim como os jogadores, também os árbitros têm de lidar diariamente com futebol, sejam eles profissionais ou não. No papel alguém pode ser um profissional, mas apitar ruim.

A profissionalização está focada, em primeira linha, na qualidade. Para os árbitros, isso significa que eles recebem muito mais tempo para se preparar. Isso inclui o estudo das análises de vídeo, assim como do intercâmbio contínuo com a equipe de árbitros.

Mas precisamos abandonar a exigência de um árbitro que não cometa erros. Para descartar as falhas, precisamos trocá-lo por uma máquina programada. Mas eu estou convencido que essa possibilidade significaria o fim imediato do futebol.

swissinfo.ch: A idade limite dos árbitros é de 45 anos. Não seria melhor ter mais flexibilidade para manter os mais capazes? 
Um efeito do bom trabalho: os árbitros poderiam ser cada vez mais exemplo para os jovens. É como na equação: "Quando melhor qualidade no cume, melhor qualidade vem da base".

Fonte: Arbitragem Algarvia\ swissinfo.ch

Árbitros definidos para o Mundial Sub-20 na Colômbia


A FIFA definiu os árbitros para a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA Colômbia 2011. Ao todo, 57 árbitros serão responsáveis por dirigir 52 partidas no prestigioso torneio juvenil, que será realizado em oito sedes na Colômbia entre os dias 29 de julho e 20 de Agosto.


Podem consultar a lista do árbitros no seguinte link:


- Lista de árbitros nomeados para o Mundial Sub-20 na Colômbia

Fonte: FIFA

Carlos Xistra irá dirigir o AC Omonia vs ADO Den Haag na Liga Europa


Os árbitros portugueses continuam a dar mostras de qualidade e a merecer a confiança da UEFA para dirigirem jogos das competições do organismo máximo do Futebol Europeu.


Para actuar no jogo da Liga Europa “AC Omonia/ADO Den Haag”, a realizar no dia 28.07.2011, foram nomeados os seguintes árbitros:


AC Omonia vs ADO Den Haag (28 de Julho de 2011)
Árbitro: Carlos Xistra
Assistente: Serafim Nogueira
Assistente: Paulo Soares
4º árbitro: Cosme Machado

Fonte: FPF

segunda-feira, 25 de julho de 2011

9 empresas registradas para testes de linha de golo

Encerrado o prazo definido pela FIFA e pela International Board, nove empresas se cadastraram para a primeira fase de testes das tecnologias de linha do golo (GLT, na sigla em inglês). Todas as empresas participantes são da Europa.

O primeiro período de testes, definido na 125ª Assembleia Geral Anual da Board no início deste ano no País de Gales, ocorrerá entre setembro e dezembro de 2011. A tecnologia de cada empresa será examinada conforme uma ampla gama de critérios, tanto à luz do sol quanto com iluminação artificial.

Os testes aprovarão ou reprovarão cada tecnologia no que se refere ao reconhecimento de remates para a baliza sem guarda-redes, com exigência de 100% de precisão, e com avaliações de precisão em condições estáticas e dinâmicas, com um mínimo de 90% na primeira fase.

Também serão examinadas as transmissões dos sistemas de GLT à arbitragem em caso de golo — é necessário que o relógio do árbitro receba uma vibração e um sinal digital. A indicação deve obrigatoriamente ser recebida em qualquer lugar onde o juiz esteja posicionado em campo ou dentro das áreas técnicas.

O Laboratório Federal Suíço de Ciência e Tecnologia de Materiais (EMPA) realizará os testes independentes de todos os sistemas de GLT cadastrados. A FIFA e o EMPA trabalharão em conjunto com as empresas participantes para a definição do cronograma da primeira fase de testes.

Os resultados serão apresentados em um relatório a ser compilado pelo EMPA para a Assembleia Geral Anual de 2012 da International Board, marcada para 3 de março de 2012 em Londres. A segunda série de testes será realizada entre março e junho de 2012.

Os resultados de ambos os estágios serão apresentados na metade do próximo ano por meio de um relatório completo do EMPA em uma reunião especial da Board, quando o futuro dos sistemas de GLT no futebol será finalmente decidido.



Fonte: FIFA

Portugal possuí a sexta liga mais competitiva do Mundo



Portugal está no sexto lugar no ranking dos campeonatos mais competitivos do Mundo,  de acordo com a lista elaborada pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS).

Espanha lidera esta ranking, seguida da Argentina e do Brasil. Portugal surge num excelente sexto lugar, logo a seguir a Inglaterra (quarta) e Itália (quinta). Aqui fica a lista completa dos dez primeiros:

1- Espanha, 652 pontos
2- Argentina, 534
3- Brasil, 511
4- Inglaterra, 509
5- Itália, 443
6- Portugal, 429,5
7- Paraguai, 411,5
8- Colômbia, 395
9- Chile, 381,5
10- França, 379

Fonte:LPFP

Entrevista: Carlos Simon - "Somos os pobres da bola"


“Opa, muito bacana e fico muito feliz em saber que essa entrevista também será lida pelo povo russo, um povo de luta e tantas lições sociais prestadas à humanidade”, despejou, visivelmente envaidecido, o ex-árbitro da FIFA Carlos Eugênio Simon, hoje um homem realizado profissionalmente. Nem poderia ser diferente. Nos 27 anos em que se dedicou à arbitragem de futebol, ele conquistou as maiores glórias possíveis na profissão: integrou o quadro FIFA, apitou inúmeros jogos, inclusive finais de competições regionais, nacionais e internacionais e, galardão maior, trabalhou nas Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 – feito raro no futebol mundial e inédito entre arbitragem brasileira. Nascido no município de Braga (RS) no dia 3 de setembro de 1965, Simon formou-se jornalista pela PUC-RS em 1991 e é Pós-Graduado em Ciência do Esporte com especialização em Futebol. É casado e pai de quatro filhos. Para especial satisfação dos árbitros gaúchos, foi presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Rio Grande do Sul – SAFERGS – de 2006 a 2009, realizando uma administração dinâmica e inovadora, especialmente no âmbito da comunicação. Por ter atingindo a idade limite de 45 anos abandonou o apito em 2010, depois de receber uma aclamação consagradora dos torcedores presentes no estádio do Engenhão, na final do Campeonato Brasileiro entre Fluminense e Guarani. Afastado dos gramados recebeu dois convites de trabalho, prontamente aceitos. O primeiro foi para ser Instrutor de Árbitros da FIFA e o segundo, por parte do Governo do Rio Grande do Sul, para ser o Coordenador Executivo do Comitê Gestor da Copa do Mundo no RS. Nesta entrevista exclusiva concedida aos jornalistas José Edi e Moah Sousa para o jornal Marca da Cal, órgão oficial do SAFERGS, ele fala sobre a carreira recém encerrada, as ideias acerca do futuro da arbitragem de futebol e os novos desafios que tem pela frente. O encontro aconteceu na tarde do dia 3 de junho, no gabinete de Simon no prédio do Centro Administrativo do Estado, em Porto Alegre.

Como estás te sentindo como um árbitro aposentado?
Tem sido difícil. Apitei 27 anos e 27 anos não são 27 dias ou 27 meses. Tenho até evitado ver jogos pela televisão, por que bate aquela saudade, aquela vontade de estar dentro de campo. Mais recentemente trabalhei como observador de arbitragem e passei rapidamente nos vestiários, vi o pessoal se preparando para o jogo. Dá saudade. Eu me preparei para sair. Todo o árbitro de futebol que começa, sabe a idade com que vai encerrar a carreira. Quando eu comecei, a idade para sair era 50 anos. Hoje é 45, amanhã pode ser 42. Mas, enfim, existe uma idade limite a partir da qual o árbitro não pode mais apitar. Há pouco tempo recebi um e-mail do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Nota da redação: Sérgio Corrêa), informando que a minha média nos 26 jogos que participei no Campeonato Brasileiro de 2010 foi 9.5, de acordo com a avaliação dos observadores da CBF. Foi um ótimo resultado. Considero que encerrei a carreira de forma extraordinária. Além da Copa do Mundo, apitei três finais de campeonato – Supercopa (Estudiantes X LDU), Copa do Brasil (Santos X Vitória) e Campeonato Brasileiro (Fluminense X Guarani). Só não apitei a final da Sul-Americana porque havia uma equipe brasileira envolvida (Goiás X Independiente). Pela mesma razão também não apitei a final da Libertadores entre Internacional X Chivas. Das cinco finais, três eu apitei. Creio que desempenhei meu papel muito bem.

Fala um pouco sobre o teu caminho profissional depois de largar o apito.
Fui convidado por algumas grandes redes de televisão para ser comentarista de arbitragem. Sempre estive e continuo vinculado à arbitragem. Quando em janeiro a FIFA me convidou para ser Instrutor de Árbitros FIFA eu aceitei imediatamente. Este era um sonho meu. A autoridade máxima em arbitragem no Brasil, no âmbito da FIFA, sou eu. Na América Latina somos três, eu o colombiano Oscar Ruiz e o mexicano Carlos Chandia. Assim, diante deste convite, eu disse não à imprensa – rádio, televisão e jornal. Optei por ficar ligado à FIFA desempenhado a função de observar árbitros em jogos internacionais – por exemplo, no jogo entre Barcelona X Manchester, final da Liga dos Campeões da Europa, fiz um relatório e encaminhei à FIFA. Mais recentemente, em abril, o governador Tarso Genro convidou e eu aceitei ser o Coordenador Executivo do Comitê Gestor da Copa do Mundo no Rio Grande do Sul.

Como estás encarando mais este desafio?
Estou muito entusiasmado. Tenho trabalhado com muita transparência e honestidade. Digo sim quando é sim e digo não quando é não. A Copa no Brasil é do Brasil, com as nossas limitações, com as nossas desigualdades sociais, com tudo o que o país tem de bom e ruim, com toda a sua diversidade. O Brasil é um país extraordinário, tem um povo trabalhador, alegre e simpático – tudo isto tem que ser mostrado. E principalmente o nosso estado. Cansei de ouvir na Europa que o Brasil é o Rio de Janeiro. Quando tu aprofunda a conversa um pouco mais, reconhecem que existe o Nordeste e, no máximo o Pantanal. Ou seja, lá fora a Região Sul não existe. Vamos mostrar que Rio Grande do Sul é um estado extraordinário com suas diversas etnias, com uma ótima gastronomia e belíssimas paisagens. Isto precisa ser mostrado e é para isto que estamos trabalhando. O Brasil tem condições de organizar uma bela Copa do Mundo.

Tu és contra ou a favor do uso da tecnologia para auxiliar a arbitragem?
Em alguns aspectos, sou favorável ao uso da tecnologia no futebol. A bandeira eletrônica, que já existe há algum tempo, o placar eletrônico através do qual o quarto árbitro informa as substituições, o ponto eletrônico, que permite uma melhor comunicação entre árbitros e assistentes. Agora, estão propondo um chip na bola. Sou a favor, mas desde que seja inteiramente confiável. Tanto no futebol como na vida, sou pela justiça e a verdade. E nada mais justo que um lance em que a bola que transpôs a linha do gol seja consignado como gol. Estamos na era moderna. É impossível viver sem a tecnologia.

Com tantas interferências, o futebol não correria o risco de perder encantos?
Um dia destes o meu filho mais novo, o Ramirinho, me perguntou: “ô pai, como é que vocês conseguiam viver sem controle remoto?” Esta é a realidade da nossa sociedade. O futebol não pode ficar alheio à tecnologia. Alguns dizem que ela poderia tirar a magia do futebol, acabar com a discussão. Não, certamente surgirão outros motivos para discussão. Racionalmente falando, não existe nada pior do que perder uma partida de futebol por causa de um erro do árbitro. Isto não é bom. O futebol hoje é um grande negócio. O que puder contribuir para melhorar a arbitragem é bem-vindo. No entanto, faço questão de registrar que sou contra o uso das imagens de televisão como recurso para esclarecer dúvidas.

O que achas do uso de mais dois árbitros assistentes próximos às balizas?
Sou favorável porque amplia o mercado de trabalho, mas acho que vão continuar acontecendo erros, porque o erro faz parte da condição humana. No último Campeonato Carioca já aconteceu. O árbitro que estava atrás da goleira assinalou gol e a bola não entrou. Árbitros e assistentes são seres humanos e, como tal, passíveis de erro.

Não haveria também o risco destes assistentes extras minarem a autoridade do árbitro, quando, por exemplo, no momento de decidir se uma bola entrou ou não entrou?
Na busca da justiça e da verdade não há lugar para a vaidade. Temos que estar sempre em busca da justiça. Se mais pessoas puderem ajudar o árbitro, melhor. O árbitro não é o dono da verdade.

No grande negócio do futebol, os árbitros são os que menos ganham. A profissionalização da arbitragem poderia alterar este quadro?
É fundamental. Não tem cabimento manter o árbitro na condição atual, quase um semi-amador. Sempre defendi a profissionalização. Isto significa, na minha visão, proporcionar condição técnica e psicológica, acompanhamento por fisioterapeuta, preparador físico e médico. Hoje o árbitro é um solitário. Na máquina do futebol, a engrenagem mais fraca é o árbitro. O árbitro precisa ter esta consciência e saber que isto só vai mudar com a participação dele no sindicato, na associação nacional. Não tem outra saída que não seja um sindicato forte e combativo e não se faz um sindicato forte e combativo sem uma militância aguerrida. Aqui no RS temos uma estrutura boa, sólida, com sedes próprias. A participação e a conscientização da categoria são fundamentais até para poder chegar e dizer: “olha daqui em diante as coisas tem que mudar, não aceitamos mais esta situação”. Se existe um abnegado no mundo do futebol, este é o árbitro. Muitos estão no mundo do futebol por causa do dinheiro. O árbitro não. Quando tu falas quanto um árbitro ganha, as pessoas riem. Aqui no Brasil a arbitragem é honesta, transparente, correta. E muitas vezes serve de válvula de escape do dirigente incompetente, do técnico que escala mal, do jogador que erra um gol feito, do goleiro que toma um frango e de pseudos jornalistas que estão a serviço dos grandes clubes, e, diante do insucesso de suas equipes, resolvem sentar o pau no árbitro.

Qual o momento mais marcante da tua carreira?
Foi a final do Campeonato Brasileiro de 1998, entre Cruzeiro e Corinthians. Apitei o primeiro jogo no Mineirão (2 a 2). O Luciano de Almeida apitou o segundo em São Paulo e au apitei o terceiro. O Corinthians venceu por 2 a 0 e foi Campeão Brasileiro. Trabalharam comigo os assistentes José Carlos Oliveira e o Jorge Paulo de Oliveira Gomes. O trabalho da arbitragem foi considerado nota 10, pelos comentaristas de arbitragem e a imprensa esportiva em geral. Era o meu segundo ano como árbitro FIFA. Foi um momento chave na minha ascensão profissional. Depois, claro vieram as Copas do Mundo, momentos também muito significativos. E por fim, o último jogo, a final do Campeonato Brasileiro 2010, no Engenhão, Fluminense X Guarani), que igualmente me deixou muito emocionado.

Este foi um dos raros jogos em que o árbitro foi aplaudido.
Na verdade fui ovacionado pelo estádio. Não poderia ter melhor reconhecimento depois de 27 anos de carreira. Foi de arrepiar sentir o Engenhão todo me aplaudindo.

Um recado para as novas gerações
Uma coisa da qual me orgulho muito é a minha passagem pelo Sindicato. Um árbitro da FIFA ser presidente de Sindicato é algo muito raro não só no Brasil, mas no mundo todo. Eu, do início até o fim da carreira, sempre me fiz presente nas atividades e organismos representativos dos árbitros de futebol. Contribui para a arbitragem atuando dentro de campo e também fora dele, envolvido em questões que objetivavam melhorar as condições de trabalho dos árbitros. Acho importante salientar a todos os árbitros a importância da participação no movimento sindical, independente da sua posição no ranking da arbitragem e do seu posicionamento político-partidário. Numa época bem menos tolerante do que hoje, nunca abri mão dos meus princípios e mantive fidelidade à minha ideologia e nem por isto deixei de atingir o topo da arbitragem mundial, qual seja fazer parte do quadro FIFA e participar de três Copas do Mundo. Conheço vários casos de árbitros que abriram mão de suas convicções pensando que assim iriam se sobressair na arbitragem e não chegaram a lugar nenhum. Temos que agir de acordo com o que manda a nossa consciência. Em primeiro lugar, o árbitro deve ser honesto consigo mesmo dentro e fora de campo.

Agora, pra terminar, um recado para o povo russo.
Infelizmente durante minha carreira não tive a oportunidade de conhecer a Rússia. O conhecimento que tenho da nação e da história russa foi adquirido através de leituras e também das conversas que tive com o amigo Wladimir Irmatov, um grande árbitro, pessoa correta e dedicada, com quem convivi na Copa da Alemanha em 2006. Confesso que conhecer a Rússia é um sonho acalentado desde que comecei a participar da vida sindical no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, época em que li o livro do jornalista americano John Reed - Os 10 dias que abalaram o mundo -, que relata os fatos que culminaram na Revolução de 1917. Tenho uma admiração especial pelo povo russo, que deu à humanidade grandes líderes socialistas, como Lênin e Trotski, e escritores de envergadura humanística como Tolstói, Dostoievski, Gorki e Maiakovski, o poeta da revolução, entre muitos outros. No momento em que tenho oportunidade de falar à população russa através da internet, saúdo os companheiros repetindo a observação certeira de Vladimir Ilych Lenin: "a verdade é revolucionária". Não nos esqueçamos também que a vodka é russa. A todos, o meu abraço fraterno.

Fonte: Apito Bicudo

domingo, 24 de julho de 2011

Conheça os três novos árbitros da LPFP


Nuno Almeida (Algarve), Jorge Tavares (Aveiro) e Rui Patrício (também de Aveiro), os três árbitros que subiram esta época à 1.ª categoria, também participaram na conferência de Imprensa.
Nuno Almeida, que tal como Jorge Tavares, está de regresso ao escalão principal, prometeu que «fará tudo» para justificar a oportunidade, considerando que «é uma honra estar entre os melhores, porque este é um quadro de excelência».
Rui Patrício, o único estreante, apontou que a sua principal meta é «manter-se neste quadro de 25 árbitros de primeiro nível». Nuno Almeida tem 35 anos, iniciou-se na arbitragem em 1994 e é advogado. Rui Patrício, 29 anos, iniciou-se na arbitragem em 1996, é funcionário dos CTT e estudante universitário. Jorge Tavares, 34 anos, é consultor informático e começou na arbitragem em 1999.

Fonte: LPFP

Árbitros lusos na Europa


Três equipas de arbitragem portuguesas foram nomeadas pela UEFA para dirigirem jogos da Liga dos Campeões e Liga Europa.
 
Artur Soares Dias estará no Maccabi Haifa ou Borac Banja - NK Maribor, da primeira mão da terceira pré-eliminatória da “Champions”, que terá lugar a 26 de Julho. O juiz da AF Porto será coadjuvado por Bertino Miranda e João Silva, sendo Rui Silva o quarto árbitro.
 
Já Jorge Sousa actuará na partida da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões que oporá o FK Partizan ou FK Skendija ao KRC Genk, a 2 de Agosto. José Ramalho e Nuno Manso serão os assistentes, cabendo a Cosme Machado exercer as funções de quarto árbitro.
 
Para o jogo da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa, que colocará frente-a-frente o Crusaders FC ou Fulham FC ao NK Domzale ou RNK Split, a UEFA chamou Duarte Gomes. Da equipa de arbitragem lusa farão ainda parte os assistentes Tiago Trigo e Pedro Garcia, bem como o quarto árbitro Marco Ferreira.

Fonte: FPF

Arbitragem Feminina em jogos Internacionais

Para actuar no jogo de Apuramento do Campeonato de Europa Feminino 2013 “Servia/Inglaterra”, a realizar no dia 17.09.2011, foram nomeados os seguintes árbitros:
Árbitro: Sandra Braz Bastos
Árb. Ass: Alfredo Augusto Fernandes Braga
Árb. Ass: Maria João Calado Freire

Para actuar no Apuramento do Campeonato de Europa Feminino Sub-19 (Grupo 6), a realizar do dia 16 a 23.09.2011, na Macedónia, foram nomeadas as seguintes árbitras:
Árbitro: Márcia Monteiro Pejapes
Árb. Ass: Silvia Andreia Rosa Domingos

Para actuar na Liga dos Campeões (Femininos) - Grupo 7, a realizar do dia 10 a 17.08.2011, no Chipre, foram nomeadas as seguintes árbitras:
Árbitro: Sandra Braz Bastos
Árb. Ass: Olga Marisa Martins Almeida

Para actuar no Apuramento do Campeonato de Europa Feminino Sub-19 (Grupo 8), a realizar do dia 16 a 23.09.2011, na Letónia, foram nomeadas as seguintes árbitras:
Árbitro: Berta Maria Correia Tavares Teixeira
Árb. Ass: Ana Cristina Rolo Amorim

Para actuar na Liga dos Campeões (Femininos) - Grupo 2, a realizar do dia 10 a 17.08.2011, em Portugal, foram nomeadas as seguintes árbitras:
Árb. Ass: Dalila Isabel Monteiro Nunes Ribeiro
4º Árb: Vanessa Alexandra Dias Gomes



Fonte: APAF

Árbitro macedónio, Aleksandar Stavrev, vai dirigir Trabzonspor-Benfica

A UEFA já escolheu o árbitro que vai dirigir o Trabzonspor-Benfica, jogo da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O nomeado foi Aleksandar Stavrev.

O árbitro macedónio tem 34 anos, e vai cruzar-se com uma equipa portuguesa pela quarta vez. Em 2009 esteve na derrota do Paços de Ferreira sobre o Bnei Yehuda (0-1), e no empate entre Sporting e Ventspils (1-1) (Ver aqui). Na época passada dirigiu o triunfo do F.C. Porto sobre o Rapid, em Viena (1-3) (Ver aqui).

Fonte: Mais Futebol

Vítor Pereira acredita que Olegário Benquerença ficará entre os 12 melhores árbitros

Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, afirmou hoje que dificilmente o internacional Olegário Benquerença ficará abaixo do 12.º lugar na classificação da avaliação, sinónimo de perda das insígnias.
Depois de ter estado presente no Campeonato do Mundo de 2010, Olegário Benquerença obteve na classificação dos árbitros um modesto 19.º lugar pelo que se esta temporada ficar abaixo do 12.º posto perderá automaticamente o estatuto de internacional.
«Não acredito que isso venha a acontecer. Um ano mau toda a gente tem. Mas uma situação destas com árbitros principais nunca aconteceu e não acredito que venha a acontecer. Aguardamos que o árbitro que esteve no Mundial volte ao seu melhor nível», afiançou Vítor Pereira à margem da primeira acção de avaliação e aperfeiçoamento de árbitros e árbitros assistentes, que hoje terminou em Tomar.
Estas jornadas, que começaram a 20 de Julho, foram compostas por testes escritos, testes físicos e testes práticos. Os árbitros Olegário Benquerença, Artur Soares Dias e Venâncio Tomé participaram em palestras em deram a conhecer a experiência adquirida nos campeonatos do Mundo e da Europa.
«A média dos testes rondou os 95 por cento. O que significa que houve excelência», frisou Vítor Pereira, no momento em que apresentou à imprensa os três árbitros que ingressaram no quadro da Liga: Rui Patrício, Jorge Tavares e Nuno Almeida.
Os dois últimos são um regresso e o primeiro, de apenas 29 anos, é uma estreia absoluta.
«Qualquer um gostaria de estar neste patamar. Estou com os melhores dos melhores e posso aprender muito com eles. Sonhei sempre chegar a este nível, embora não esperasse que fosse tão cedo. Primeiro quero manter-me a este nível e, claro, ser internacional», afirmou Rui Patrício.
Já Jorge Tavares e Nuno Almeida reconheceram que em 2009/2010, ano da descida, não estiveram bem e como tal mereceram sair do quadro de árbitros, mas agora que regressaram esperam manter-se.
«Aprender com os erros é uma virtude e o caminho a seguir para ser melhor», considerou Nuno Almeida.

Fonte: Mais Futebol

Vítor Pereira: «Arbitragem profissional é o único caminho»


Na conferência de imprensa de encerramento da primeira Ação de Avaliação e Aprefeiçoamento dos árbitros e assistenses, que decorreu em Tomar, Vítor Pereira, líder da Comissão de Arbitragem (CA) da Liga foi peremtório sobre o futuro do setor:”A Arbitragem profissional é o único caminho. Se queremos ser competitivos entre 52 países, se queremos continuar a ter árbitros em Mundiais, Europeus e nas fases importantes da Liga dos Campeões teremos de ir por aí. Aliás, existe um estudo após o propeto piloto que revela isso. O que falta? Bem, tal como o presidente da Liga já teve oportunidade de referir, é preciso que haja regulamentação nesse sentido e isso não depende de nós... “
Relativamente à época que está prestres a iniciar-se, o presidente do CA revelou que os árbitros e assistentes serão analisados não só “no campo mas também através da televisão. Este experiência não terá, no entanto, efeitos na classificação final, pois este ano é apenas um teste.”
Presentes nas conversa com os jornalistas estiveram os três árbitros promovidas à promeira categoria, no caso Nuno Almeida (35 anos), do Algarve; Jorge Tavares (34 anos), Aveiro e Rui Patricio (29 anos), Aveiro. Os dois primeiros regressam ao lote dos 25 árbitros da Liga, após terem descido anteriormente, enquanto Rui Patricio é um estreante. Todos estão satisfeitos por fazer parte do “grupo dos melhores e agora há que trabalhar.”
Os juizes e auxiliares realizaram esta manhã o teste escrito e de tarde provas fisicas, sendo que apresentarem valores muito positivos, de acordo com Vítor Pereira. O jantar de enceramento desta noite conta com a presença do presidente da Liga, Fernando Gomes que irá dirigir uma mensagem aos árbitros.

Fonte: Record

Árbitro suíço, Stephan Studer, arbitra o jogo Benfica - Trabzonspor

A UEFA nomeou o árbitro suíço Stephan Studer para dirigir a recepção do Benfica aos turcos do Trabzonspor, marcada para 27 de Julho, da primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Com 35 anos, Studer ainda em Março passado esteve no nosso País, arbitrando o jogo particular da Selecção Nacional diante da Finlândia, em Aveiro, que terminou com a vitória de Portugal por 2-0.



Fonte: A Bola

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sálvio Spínola apita final da Copa América 2011


O árbitro paulista Sálvio Spínola Fagundes Filho foi o escolhido pela Conmebol para apitar a final da Copa América 2011 na Argentina, onde se enfrentam Uruguai e Paraguai, no próximo domingo (24), no estádio Monumental Antonio V. Liberti, de Buenos Aires.
Oriundo de Urandí, estado da Bahia, Sálvio, de 42 anos, é advogado e economista. Em sua carreira internacional apitou partidas das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo de 2010, o Mundial Sub-17 na Coréia em 2007, o Sulamericano Sub-20 a Venezuale em 2009 e a Copa Libertadores e Copa Sulamericana. Tem experiência de sobra na bagagem.
Sálvio se tornou parte do quadro da FIFA em 2005 e é a primeira vez na Copa América, onde comando Argentina x Colômbia e Chile x Peru.
Um brasileiro não comandava uma final de Copa América desde 1993, com Márcio Rezende de Freitas.
Wilmar Roldán, da Colômbia, estará a cargo da partida que decide terceiro e quarto colocados, entre Peru e Venezuela.
Confirma a escala de árbitro para as partidas finais:
Uruguai x Paraguai – Final Copa América 2011
Buenos Aires, 24/07/2011 – 16:00hs.
Árbitro: Sálvio Spínola (BRASIL)
1o. Árbitro assistente: Márcio Santiago (BRASIL)
2o. Árbitro assistente: Francisco Mondría (CHILE)
4º Árbitro: Enrique Osses (CHILE)
Peru x Venezuela – 3o/4o colocados da Copa América 2011
La Plata, 23/07/2011 – 16:00hs.
Árbitro: Wilmar Roldán (COLÔMBIA)
1o. Árbitro assistente: Humberto Clavijo (COLÔMBIA)
2o. Árbitro assistente: Luis Alvarado (EQUADOR)
4º Árbitro: Carlos Vera (EQUADOR)

Fonte: Refnews

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Árbitros vão a testes em Tomar

Tomar será, de amanhã a domingo, palco da primeira acção de avaliação e aperfeiçoamento de árbitros e árbitros assistentes.

Aproveitando a ocasião, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, Vítor Pereira, fará, sábado, um balanço sobre as actividades e projectará a nova época desportiva.

Na conferência de Imprensa estarão também presentes Nuno Almeida, Jorge Tavares e Rui Patrício, os três novos árbitros da primeira categoria.



Fonte: A Bola

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nomeações para as meias-finais da Copa América 2011



Nomeações para as meias-finais da Copa América 2011.


Paraguay vs. Venezuela
Mendoza, 20.07.2011 - 21.45hs.
Árbitro: CHACÓN Francisco (MEX)
Árbitro Assistente 1: LEAL Leonel (CRC)
Árbitro Assistente 2: CLAVIJO Humberto (COL)
4º Árbitro: QUESADA Wálter (CRC)



Perú vs. Uruguay
La Plata, 19.07.2011 - 21.45hs.
Árbitro: OROSCO Raúl (BOL)
Árbitro Assistente 1: CASTRO Efraín (BOL)
Árbitro Assistente 2: TORRENTERA Marvin (MEX)
4º Árbitro: ROLDÁN Wilmar (COL)



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Jogador marca grande penalidade de calcanhar (Vídeo)

O vocês o que acham em relação a este lance? Acham que está de acordo com a lei?

Arbitragem na FPF preocupa Fernando Gomes


O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Fernando Gomes, esteve ontem na SIC Notícias, numa entrevista em que abordou o presente e o futuro do futebol nacional.
O líder da Liga, de 59 anos, mostrou-se preocupado com a reintegração da arbitragem na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), após as eleições daquele organismo, em dezembro. “A passagem [da Disciplina e da Arbitragem para a FPF] a meio da época não era de todo desejável”, referiu, acrescentando: “Com as condições de excelência que hoje os árbitros têm, preocupa-me o que vai passar-se com a integração na FPF.”

Fonte: Record

Pedro Proença - "Dirigentes têm visão muito curta"

Pedro Proença acha inconcebível que os juízes portugueses continuem num registo amador no futebol actual e critica a inoperância de Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem. Garante que nunca foi pressionado.



CM - A Liga pretende que os árbitros sejam avaliados com recurso a imagens televisivas, além dos observadores. Concorda?
Pedro Proença – Aceito essa medida, desde que os mesmos meios estejam ao dispor dos clubes da Liga e da Honra.
CM - Vítor Pereira deveria sair da Comissão de Arbitragem por não ter implementado a profissionalização?
Pedro Proença - Se esse era um dos pilares fundamentais do projecto de Vítor Pereira para a Comissão de Arbitragem da Liga e partindo do pressuposto que não lhe foram dadas condições para o implementar, acho que não deveria continuar. Afinal, está num projecto que não é o dele.

CM - A profissionalização é inevitável?
Pedro Proença - Sim. Mas os dirigentes do futebol português não a querem, pois são pessoas de visão muito curta. Não conseguem pensar o futebol a médio e longo prazo. Se assim o perspectivassem perceberiam que se querem vender um espectáculo apetecível para as pessoas têm de credibilizá-lo. É inconcebível que no futebol actual toda a gente seja profissional, desde o roupeiro ao presidente, enquanto a arbitragem, que tem tanta responsabilidade, continue amadora.

CM - Ganha mais como director financeiro ou como árbitro?
Pedro Proença No meu emprego.

CM - Se a arbitragem fosse profissionalizada no próximo ano, deixava o seu emprego?
Pedro Proença - Nunca abdicaria do meu emprego para ser um árbitro exclusivamente profissional. Tenho 40 ano e a carreira dos árbitros acaba aos 45.

CM - Com a profissionalização, os árbitros poderão estar mais protegidos da pressão dos clubes?
Pedro Proença - Penso que sim, mas isso parte de quem organiza os campeonatos. Na UEFA ou na FIFA, as equipas de arbitragem são uma continuação da organização. Essa protecção não acontece em Portugal.

CM - Em média, quanto ganha um árbitro por mês?
Pedro Proença - Um jogo da Liga dá 1000 euros, na Honra dá 500. Se apitar dois da principal e mais dois da segunda dá 3 mil euros/mês.

CM - Acha que muitos dos seus colegas deixavam o emprego por 3 mil euros?
Pedro Proença - Recebemos pelos jogos que fazemos. Um trabalhador dependente ganha o mesmo rendimento durante 14 meses e está protegido pela Segurança Social. Nós não. Somos prestadores de serviços a recibo verde. Se estivermos lesionados não recebemos. E se precisarmos de um médico, pagamos nós.

CM - Que análise faz a 2010/11?
Pedro Proença - Os árbitros estiveram muito bem. Não foi pelas arbitragens que se decidiu o campeão e quem desceu de divisão.

CM - Ficou em 1º lugar no ranking dos árbitros...
Pedro Proença - É sinal de que tive a fortuna de ter tido performances mais positivas, mas não sou o melhor nem de longe nem de perto.

CM - Se pudesse, o que mudava já esta época?
Pedro Proença - Avançava com a profissionalização da Comissão de Arbitragem e de todos os seus técnicos.

CM - Já foi pressionado ou recebeu algum telefonema?
Pedro Proença - Nunca. Quem está pressionado é quem ganha o salário mínimo nacional.

CM - Há algum campo onde se sinta mais pressionado?
Pedro Proença - Há jogos que, pela sua envolvência, exigem mais de nós, caso dos dérbis.

CM - Nunca fugiu de jogadores, como aconteceu com José Pratas num FC Porto-Benfica, em Coimbra?
Pedro Proença - Isso depende das personalidades. Eu não fujo de ninguém. Falho muitas vezes, mas não fujo.

CM - Os árbitros deviam pedir desculpa pelos seus erros?
Pedro Proença - Somos humanos e falíveis. Só vemos 80 por cento do que se passa no jogo. Pedir desculpa não serve para nada.

CM - Os comentadores televisivos passam-lhe ao lado?
Pedro Proença - Têm de passar, não há outra forma. Caso contrário, andava todos os dias a Xanax. Só dou importância às pessoas que me merecem importância.

CM - Passa mal a noite quando comete erros?
Pedro Proença - Já passei, quando era mais jovem. Agora não, pois tenho mais experiência. Entro sempre para falhar o menos possível.

CM - Costumam ‘chateá-lo’ no emprego pelos erros?
Pedro Proença - Felizmente tenho um cargo de destaque e as pessoas tratam--me de maneira diferente. Mas o futebol mexe com as pessoas. Há que aceitar o facto de não termos um papel simpático.

CM - Estuda os jogadores antes das partidas?
Pedro Proença - Fazemos um ‘scouting’ exaustivo. Faz parte da preparação. Serve para antecipar os cenários.

CM - Concorda com os cinco árbitros por jogo?
Pedro Proença - As pessoas não percebem a importância dos árbitros de baliza porque eles não fazem gestos, apenas comunicam. Mas ajudam muito. Uma vez não vi um penálti e o árbitro de baliza deu-me essa indicação.

CM - Concorda com a tecnologia na arbitragem?
Pedro Proença - Concordo com tudo o que eleve a verdade desportiva.

CM - Prefere a verdade desportiva ou conviver com a emoção do erro?
Pedro Proença - Prefiro a verdade desportiva.

CM - É mais difícil apitar o Benfica, o FC Porto ou o Sporting?
Pedro Proença - São todos difíceis pela força dos seu adeptos. Tudo depende da classificação e da expectativa das equipas no momento.

PERFIL
Pedro Proença Oliveira Alves Garcia nasceu em Lisboa há 40 anos, a 3 de Novembro de 1970. Árbitro desde 1988/1989, não pensa continuar neste ramo quando colocar um apito final na carreira, em 2016: "Já não tenho 20 anos. Agora tenho outras prioridades. Já chega". É solteiro e trabalha numa empresa de Gestão de Resíduos, como director financeiro. Ao ‘Correio Sport’ revelou que a sua viagem mais espectacular ao serviço do futebol teve como destino o Cazaquistão, num jogo com a Ucrânia, enquanto o campo mais difícil onde arbitrou foi em Braga, num encontro da II.ª Divisão. "Era um dérbi entre o Joane e o Famalicão. Foi muito intenso", lembrou.